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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Alemanha – Os elogios envenenados


Vários figurões, representantes do poder na Alemanha, insistem nos ataques à Grécia, só mitigados (para alguns) pela desculpa do tempo que os gregos têm “perdido em eleições” (!!!). Utilizando a técnica de dividir para reinar, mais uma vez “elogiam” aquilo a que chamam o “governo de Portugal” que, segundo eles «foi capaz de gerar uma grande unidade e consenso nacional em torno das medidas, factor que está a gerar bons resultados».
Depois do “elogio” aos seus lacaios em Portugal, aproveitam para desferir mais uns golpes no povo grego, com frases como: «Não podem haver reduções nas medidas…»blá,bláblá… a cartilha imperial do costume.
Assinalando, de passagem, a excelência do português utilizado pelos “jornalistas” que escreveram esta peça, com o seu “não podem haver”, em vez de “não pode haver”, assinalarei também o carácter “assassino” e demagógico destes repetidos elogios à submissão do governo português, sob o pretexto de que isso seria o “bom caminho” e a solução para a crise.
Infelizmente, nestas alturas não faltam os néscios que se sentem lisongeados pelos “elogios”, embalados pela promessa de que a brutal austeridade acabará por conseguir “pagar” todas as dívidas e solucionar todas as nossas faltas.
A esses, direi que numa sociedade como, por exemplo, uma média ou grande empresa que se visse confrontada com uma pesada dívida, digamos, à banca, haveria sempre pelos menos dois caminhos para conseguir resolver a situação:
Caminho A – A administração recorre ao capital e lucros acumulados durante anos pelos grandes accionistas da empresa. Com algum desse dinheiro poderá amortizar parte da dívida, enquanto com o restante, investe no aumento de produção de bens pela “sociedade”, bens que, depois de transaccionados, servirão para liquidar todas as obrigações. Por este caminho, a sociedade pode até ver a sua posição fortalecida e os postos de trabalho aumentados.
Caminho B – A administração opta por roubar os trabalhadores, cortando-lhes os salários, direitos, feriados, férias, indemnizações por despedimento, assistência na doença… juntando com este assalto uma quantia que até pode, no limite (embora seja muito duvidoso), chegar para pagar a dívida. Por este caminho, consegue-se uma sociedade empobrecida, desmotivada, descrente no futuro e desmoralizada pelos exemplos que vêm do topo da pirâmide, onde os “donos” da sociedade e os seus amigos continuam a viver como nababos.
Desgraçadamente, os governantes portugueses optaram pelo “Caminho B”, o que mesmo na hipótese remota de isso vir a servir para pagar a tal dívida, demonstra que somos governados por canalhas!
Claro que haveria sempre um “Caminho C”, em que os trabalhadores tomariam o seu destino nas próprias mãos, correndo com essa canalha, apropriando-se de tudo aquilo que já lhes foi roubado e, embora pagando (como gente honrada!) a parte legítima da dívida, mandariam bugiar os mercados e os bandos de agiotas e ladrões que lhes têm sugado o tutano e bebido o sangue.
Mas ai “balhamedeus”!!!... isso é lá hipótese que hoje se coloque na tão “democrática” Europa? 
Vá de retro satanás!!!

sábado, 16 de junho de 2012

Grécia - História antiga


Este título de jornal esconde uma realidade bem mais negra do que a “suspensão” da Europa. Quem tem a vida suspensa é o povo grego. A vida suspensa por ameaças diárias, chantagem descarada vinda de todos os lados, ingerências vergonhosas nas suas decisões eleitorais... e a austeridade fanática imposta pela "troika" e pelos seus apoiantes, defensores e lacaios.
A mostrar que, como já se sabia desde os tempos imemoriais em que os “Sócrates” eram realmente cultos (embora pelo menos um deles afirmasse nada saber)... que  não se pode agradar ao mesmo tempo a gregos e “troikanos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Alemanha – Não saber parar...


Vai fazendo o seu caminho mais uma ideia bem germânica, a de surripiar as reservas de ouro aos países que recorram a empréstimos europeus.
No caso português, ironicamente, trata-se de ouro que ainda resta das pilhas do precioso metal, amontoadas pela esperteza saloia de Salazar (à custa de sabe-se lá quantos crimes e conivências), que enquanto fazia de conta que estava com os aliados, foi, na realidade, fazendo uns “jeitos” a Hitler, numa forma original de “neutralidade”, que para além ter sido uma rematada canalhice política... na verdade rendeu algum ouro sujo de sangue, como se sabe.
Passe essa ironia, os “panzers” alemães agora no poder, tal como os seus “pais” nos anos 40 do século passado, ficarão na História mais pela força bruta do que pela inteligência.
Arriscam, mais uma vez e estupidamente, matar a “galinha dos ovos de ouro”.