Este Franquelim não inventou o pára-raios, como o seu “tocaio” americano... mas inventou outra coisa que, embora sem qualquer utilidade pública, é tão ou mesmo mais assombrosa do que a “chocante” invenção do velho Benjamin nos idos de 1752... uma comoção que me levou a demorar mais duzentos anos e quarenta e cinco dias a resolver nascer.
Este Franquelim inventou uma forma de participar num roubo de vários milhares de milhões de euros, roubo que andaremos a pagar árdua e injustamente durante os próximos anos... sem ir parar à prisão.
Seria “confortável” debitar tudo na conta da desmesurada estupidez de Cavaco... mas, infelizmente, a vida está a tornar-me muito desconfiado.
A verdade é que uma parte dos milhões que o “empreendedor” banqueiro do BPN/SLN (agora secretário de estado do mesmíssimo empreendedorismo) ajudou a roubar... foi parar ao bolso do cidadão Aníbal Cavaco Silva que, muito provavelmente, ainda se sente devedor dos favores... e todo o cuidado é pouco!
Nunca se sabe o que é que um ladrão pode deitar pela boca fora se for maltratado pelos ex-cúmplices, ou pelos beneficiários dos roubos.
Não fosse este país tão dado a “eminências”, “vossas senhorias”, “vossas excelências”, “senhores doutores” e “senhores engenheiros” e tivesse mais apreço pela verdade e pelo verdadeiro jornalismo de investigação... e já hoje se saberia muito mais sobre as acções de favor com que Cavaco foi “agraciado” (amaciado) pela SLN dona do BPN, sobre a fantástica troca de uma casa velha por uma muito maior e nova, na Coelha, sobre a sua “acidental” pontaria na escolha de bandidos para seus ministros, secretários e conselheiros, etc., etc., etc.
Regressando ao Franquelim, o governo não fica beliscado com a sua entrada, senão na sua imagem... já que na substância nada muda. O Franquelim não é mais nem menos ladrão do que outros que já lá estão!