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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Marques Guedes – O “respeito” selectivo *


Parece uma regra dos novos ministros: quererem recuperar o atraso em relação aos que estão no governo há mais tempo, aumentando o caudal de lixo que lhes sai pela boca fora. Desta vez, tocou ao recém chegado Marques Guedes.
Não fossem os trabalhadores ficarem confundidos pelo facto de os membros do governo estarem constantemente a ladrar o seu apreço pelo “inalienável direito à greve” que, repetidamente, juram respeitar... Marques Guedes fez questão de esclarecer que o governo respeita mais os que não fazem greve.
Independentemente do significado "afascistado" da declaração, é uma bela originalidade! Um governo que, publicamente, admite respeitar mais uns cidadãos dos que outros.
Já sabíamos que o país está a ser governado por um bando de canalhas! Não precisavam de o confirmar, todos os dias, com uma tal “candura"!
* Devemos assumir o desrespeito desta corja... como se fosse uma condecoração!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vai buscar, ó Crato!!!


Estas são algumas das reflexões que levaram o colégio arbitral a fazer gorar as ilegítimas pretensões anti-greve do Governo em geral e de Crato em particular, ao quererem impor "serviços mínimos" aos professores em greve:
O colégio admite que esta greve, “sobretudo pelo sector que afecta”, poderá assumir “gravidade acrescida que a torna impopular”, mas frisa que tal não justifica “a imposição de qualquer limitação ao exercício do direito à greve dos trabalhadores envolvidos”.
Ou ainda:
“A instabilidade nos alunos e famílias já existe face ao conflito que há muito opõe o MEC e professores”.
Trau! – digo eu.
Cai assim por terra a arrogante ameaça de requisição civil, caso os professores resistissem a cumprir os serviços mínimos, feita pelo escroque, “grande educador” e enorme fraude ministerial que dá pelo nome de Crato.
Cai assim por terra a pateta convicção de alguns, que imaginam um Mário Nogueira meio abrutalhado (como devem ser todos os “comunas”)... e que não conheceria perfeitamente o alcance político e legal das causas e lutas em que se empenha.

Claro que o bandalho Crato, não por qualquer convicção... já que não é defendendo convicções que se faz o repelente trajecto político que ele fez, desde o maoismo fanático até esta outra porcaria que professa hoje... não por qualquer convicção, como dizia, mas por arrogância, pela mais abjecta demagogia à custa das crianças e jovens em cuja desgraça, empobrecimento e fome, colabora durante todos os dias que não sejam de exames... ou então por uma súbita vontade de "isaltinar"... vai recorrer

Ainda assim... e à espera de decisões realmente finais...
Um abraço a todos os professores com “coluna vertebral”! *
* Isto da "coluna vertebral" não significa qualquer falta de consideração pelos professores que têm uma opinião contrária e que o afirmam claramente... mas sim, retrata a minha completa falta de “respeito” por todos os outros, os do “NIM”, os que ficam em cima do muro à espera dos lucros que possam ter por não se meterem em nada... quer ganhem uns, quer ganhem os outros.

sábado, 8 de junho de 2013

Greve dos professores – E entre as 3 e as 6 da madrugada, pode ser?


Continuando o espectáculo de hipocrisia em que se mostram preocupados com as criancinhas e jovens a quem estão a dar cabo da vida, no futuro, e em muitos casos a condenar à fome, hoje... os nossos governantes e vários “papagaios do pirata” dos media insistem na lamúria da greve que “ai jesus, vai ser tão má para os alunos”.
Assim, Passos Coelho tirou-se da cartola e (entre ameaças muito pouco veladas) descobriu uma grande solução: os professores fariam greve... mas só lá para o dia da Greve Geral...
No mundo ideal de Passos Coelho, os professores não passariam de “colaboradores” de escolas privadas, pagos à semana, sem contrato, sem sindicatos e sem capacidade para assumir qualquer forma de luta que não implicasse o imediato despedimento.
Na falta desse “mundo ideal”... Passos Coelho gostaria que os professores, a terem mesmo que fazer uma greve, fossem perguntar-lhe primeiro:
“Senhor primeiro-ministro... em que dia é que lhe dá mais jeito e menos incómodo que façamos esta coisa da greve?”

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Greve Geral – Coisas que vêm à memória


Vendo a eficácia com que a Greve Geral foi quase banida da informação, por acção de um grupelho de profissionais da provocação, alguns mesmo vindos do estrangeiro para executara terefa, fica-se com a pulga atrás da orelha.
Vendo o ar “feliz” com que os media destacam imagens (sempre muito artísticas!) conseguidas em apenas alguns minutos de um dia que, como todos, teve 24 horas, ou vendo títulos, como esta grandiosa (e acanalhada) parangona da "Visão" «Lisboa incendiada em dia de carga policial», vem-me à memória a estória de um cromo brasileiro, detentor de um programa de televisão dedicado a explorar escândalos e crimes... que há uns tempos foi parar à cadeia.
Segundo se provou, o bandalho, quando via as audiência a fraquejar, encomendava crimes, para depois estar lá, no primeiro minuto, conseguindo o exclusivo na “notícia” e entrevistando os familiares das vítimas.
Vêm-me à memória, também, sessões de cantigas em simples colectividades, assembleias de estudantes e reuniões de trabalhadores que, antes de Abril de 74, eram “canceladas” violentamente, apenas por um grito isolado de “Morte a Salazar!”, ou algo do género, lançado ora por pides, ora por meninos e meninas carregados de "MRPP", de "R" e de "ML"... que mais tarde ocuparam lugares bem vistosos nas máquinas partidárias e governos do PS e do PSD... ou até na Comissão Europeia.
Quero crer, esperançosamente, que ainda não estamos aí... mas lá que me lembrei, lembrei!

Greve Geral – Não tenho jeito para fazer balanços...


Não tenho jeito para balanços... ainda assim, deste dia, ficam-me alguns pormenores dispersos.
Com a sua solene declaração de que, em dia de greve, «Cá estou eu a trabalhar!», o cidadão Cavaco Silva, fez questão de, mais uma vez, conspurcar o lugar de Presidente da República, reafirmando a sua vocação de “produção de vácuo”, com mais esta tirada inútil, digna de um imbecil.
Pedro Passos Coelho mostrou que não perde uma ocasião para mostrar que por detrás daquela figurinha de manequim da Rua dos Fanqueiros com voz de barítono, está na verdade um simples canalha, capaz de em dia de Greve Geral contra a política do seu governo, política e governo de que é o primeiro responsável, não ter uma palavra para os grevistas, antes enaltecendo a «coragem» de quem não fez greve e lamentando que alguns tenham feito greve sem querer, por falta de transportes. Faz de conta, o canalha, de que não sabe que muitos dos trabalhadores que não fizeram greve, não foi porque não o quisessem, mas sim por não estar minimamente garantido esse direito constitucional nos seus locais de trabalho precário.
Como que para reforçar as razões para a greve, apenas numa vista de olhos por um agregador de notícias, saltaram-me à vista estes quatro títulos de jornal:
Mesmo sem jeito para balanços, termino lamentando que, mais uma vez, pequenos bandos de filhos da puta consigam fazer varrer dos jornais e das televisões quaisquer considerações sobre as razões da greve, sobre a sua justeza e necessidade, sobre as políticas do governo, sobre a troika, sobre o continuado roubo da vida e futuro dos portugueses... sobre seja o que for. A única coisa que fica, horas a fio (e durante dias) a encher os ecrãs das televisões e as primeiras páginas dos jornais... é aquilo: a carga cega da polícia sobre manifestantes que nada tinham que ver com as provocações dos energúmenos; a bandalheira com que, desde há muitos anos, estes profissionais da provocação vêm boicotando as manifestações, greves e lutas dos trabalhadores... para poucos anos mais tarde muitos deles ocuparem os seus vistosos e lucrativos lugares no PS e no PSD.
Finalmente, que tudo isto não esconda a verdade!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Greve Geral – Por todas as razões


Se voltasse, hoje, a ser convidado a participar na gravação do Hino da Intersindical, como fui para esta... lá estaria, com a mesma vontade e prazer.
Aqui fica, para ouvir... e apesar de o “sítio” em que está alojada a música insistir em dar a entender que ela é minha... não é, como toda a gente saberá. A música é de um anónimo do século dezanove e a letra do Mário Vieira de Carvalho. Segue-se, nesta espécie de banda sonora para o dia de Greve Geral, “Enquanto há força”, do Zeca, e “La muralha”, do enorme poeta cubano Nicolás Guillén e do grupo musical chileno Quilapayún... canção aqui cantada ao vivo, numa versão que não será a mais perfeita tecnicamente, mas que tem a emoção de ser tocada e cantada pelosQuilapayún e os Inti-Illimani, juntos. Dois grupos de artistas que estão, definitivamente, entre os maiores representantes musicais da resistência chilena à barbárie de Pinochet.
Bom dia de greve!
“Hino da Intersindical” – Vários
(Mário Vieira de Carvalho/Anónimo do século XIX)


“Enquanto há força” – José Afonso
(José Afonso)


La muralla” – Quilapayún e Inti-Illimani
(Nicolás Guillén/Quilapayún)




quinta-feira, 22 de março de 2012

Greve Geral - Muitos milhares de razões...









Não me Peçam Razões...

Não me peçam razõesque não as tenho,
Ou darei quantas queirambem sabemos
Que razões são palavrastodas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razõesou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
cor de primavera que -de vir.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Paula Teixeira da Cruz – Provocação




Sérgio Ribeiro chamou (e bem!) a atenção para a lamentável intervenção da ministra da Justiça.
Quando se vê uma hipócrita, como parece ser o caso de Paula Teixeira da Cruz, colocar no mesmo plano a grande Greve Geral do passado dia 24, as manifestações de protesto que a acompanharam e a patética meia dúzia de “incidentes” e “casos de violência” gratuita que se deram, com isso, à socapa, questionando o próprio direito às manifestações e à greve, embora declarando defendê-lo... não é possível deixar de pensar (pelo menos) duas coisas:
1. A ministra não passa de uma sonsa.
2. Os famosos “casos de violência” (histericamente procurados pela comunicação social medíocre), excluindo as raras iniciativas de pequenos grupos de irresponsáveis, são, como a História nos tem demonstrado repetidas vezes, “encomendas” do poder, executadas por profissionais da provocação... muitas vezes, elementos das mesmas “forças de segurança” encarregadas da repressão.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Repelente!


Cada pessoa terá a sua versão, a sua interpretação e explicação para todos os números que envolveram a Greve Geral.
Dependendo do lado de que está, cada pessoa tem uma diferente sensibilidade para entender a luta de classes e os fenómenos que a impelem. Cada pessoa dará um sentido aos abusos, actos de prepotência, tentativas de identificação prévia de grevistas, chantagem e ameaças directas que sempre fazem “companhia” ao momento de coragem e sacrifício pessoal que é aderir a uma greve... realidade que mais uma vez, largamente, se verificou.
Dito isto, o único número que realmente me impressionou, foi-me atirado pela televisão, enquanto almoçava. O Governo do meu país, até às não sei quantas horas, estimava que a adesão à Greve Geral, no sector público... era de 3,6 por cento.
Seria, de forma destacada, a anedota do ano... não fora o facto de revelar, de forma crua, um Governo formado por gente repelente. Gente sem carácter para gerir nada. Nem um condomínio de prédio. Vulgares vigaristas. Reles salafrários. Canalhas!!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Greve Geral!




Que seja um grande dia de afirmação do repúdio desta política!

Que aqueles que fazem greve sintam o conforto de estarem do lado certo da História!

Que aqueles que não participam por medo, falta de enquadramento, desânimo... não venham a arrepender-se muito, por não terem engrossado as fileiras de quem resistiu!

Que aqueles que ficam de fora, rosnando "vão mas é trabalhar!"... ... (não vale a pena!)

Viva a Greve Geral!