Mostrar mensagens com a etiqueta Mentiras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mentiras. Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de julho de 2012

Cavaco Silva – Juramentos de fancaria


Não haveria melhor ocasião do que a homenagem ao médico comunista Ferreira Santos, um Homem que foi assassinado pela polícia de Salazar por lutar pela liberdade, para apontar o dedo a Aníbal Cavaco Silva, essa grande nódoa que mancha a História do país e que, no tempo de Salazar, estava muito bem «integrado no regime», segundo as suas próprias declarações escritas pelo seu punho na ficha da PIDE (imagem 2, número 12) . Nódoa que nunca lutou por nada que fosse para além dos seus interesses pessoais e políticos momentâneos, das suas “miseráveis” reformas, das vivendinhas algarvias, das açõezinhas marteladas do BPN, em suma... da sua vidinha.
Diz Jerónimo (e bem!) que Cavaco «sacrificou o juramento» que fez da Constituição Portuguesa ao “moldar” o seu cumprimento aos interesses do Orçamento do Governo do seu partido. Acrescento eu que ele faz gato-sapato da Constituição que jurou cumprir e defender, gerindo a seu belo prazer as ocasiões em que a respeita ou não, ao sabor dos apetites das suas amizades e clientelas.
Na verdade, a nódoa jurou! Só que pertence àquele grupo de pessoas que acredita que se um juramento se fizer com os dedos cruzados, por uma qualquer misteriosa razão... não vale.
Na verdade, apesar de na imagem estar a lambuzar a Constituição com vários dos dedos que estão à vista... mentalmente, a nódoa estava a cruzar os dedos em todas as quatro, perdão... duas pa...(ai!!!) mãos.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Portugal e Espanha – Afinal... a mesma música




E porque diabo é que “preferes” o bando que está no poder na Espanha, ao bando que está no poder em Portugal? – perguntou-me espantado um amigo... muito provavelmente influenciado pelo facto de eu lhe ter confidenciado que "prefiro" o tal bando espanhol ao seu equivalente português.
- Porque o Mariano Rajoy, pelo menos – respondi eu - teve o desassombro de, no meio da recessão, com os números do desemprego bem acima dos 20% e todas as demais tragédias pessoais e colectivas de que vamos tomando conhecimento, ter assumido as suas verdadeiras prioridades enquanto chefe do Governo Espanhol: o resgate de 100.000 milhões de euros... é para ajudar apenas os banqueiros!
Quanto ao resto, a canalhice e a mentira compulsiva são semelhantes. Rajoy tenta impingir a ideia de que: primeiro, não haverá perda de soberania; segundo, que este resgate não irá sair bem caro aos trabalhadores espanhóis... ainda que o ministro das Finanças da Alemanha, e real novo ministro das Finanças de Espanha (e Portugal) já o tenha publicamente desmentido sobre a primeira aldrabice... e Bruxelas tenha rapidamente reposto a verdade em relação à segunda.
Uma espécie de “fado da submissão” a fingir que tem “salero”...


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ministro da “Saúde” – A realidade é uma coisa tramada!




O ministro do negócio da saúde, o Sr. Paulo Macedo, fez como costumam fazer os da sua laia: para justificar o injustificável e tentar esconder os interesses que estarão por detrás deste anunciado encerramento da Maternidade Alfredo da Costa, inventou “argumentos e razões”. Que é um luxo desnecessário, que está a mais, que o número de partos caiu para metade, etc., e tal...
Compreende-se o afã do Sr. Paulo Macedo em agradar aos seus ex-patrões e, previsivelmente, futuros patrões, assim que,  enquanto ministro, acabar a sua “comissão” ao serviço da troika e dos mercados... mas, infelizmente para ele, a realidade, pela boca de quem realmente sabe do que está a falar, veio desmenti-lo de uma forma humilhante.
Fica uma dúvida no ar: um governante que sobre um assunto de Saúde Pública mente tão completamente, é ignorante, é estúpido... ou é apenas mais um aldrabão acanalhado?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mentiras – O dia seguinte


Ontem foi o famoso "dia das mentiras". Dei uma volta virtual pelos frontispícios de variadíssimos jornais, na sua versão online... e nada. Não consegui vislumbrar sinal das costumeiras mentirinhas de todos os anos. O que me levará a uma de três conclusões prováveis:
1. Estou a ficar pitosga.
2. Já nada do que venha escrito na primeira página de um jornal me parece mentira.
3. Os jornalistas que costumavam ser encarregados de inventar essas pequenas e quase sempre risíveis "mentiras" estão conformados e desistiram. Já devem ter chegado à conclusão de que não é possível, em apenas um dia, competir com os membros do governo, mais os grandes “gangsters” do capital que mandam nos membros do governo, mais os próprios jornais em que trabalham, na maioria já há muito propriedade dos mesmíssimos “gangsters”... todos juntos e apostados em nos soterrar de mentiras descaradas, ou mesmo criminosas... durante todos os dias do ano.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Pobre Cavaco, rico mentiroso!


O cidadão Aníbal Cavaco Silva, a quem alguns (não muitos) portugueses deram o emprego de Presidente da República diz que o país estará «certamente melhor» com este acordo de concertação social. Sabendo-se o quanto ele “contribuiu” para a sua concretização... não me espanta. Era o que eu esperava.
Já do que não estava à espera é que o sem-vergonha tivesse o topete de declarar em público, não só que a sua reforma dificilmente lhe dará para pagar as despesas, como será de cerca de 1300 euros... uma mentira obscena, facilmente desmontável por quem saiba fazer as contas.
Enquanto fico a remoer o que gostaria de chamar-lhe... confesso, contrariado, que subestimei o nível de repugnância que este ser desprezível pode causar.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vítor Gaspar – Concurso de interpretação


Depois de termos ficado a saber, na sequência da estória estrambólica do “desvio colossal” das contas (desvio de que ninguém parece conhecer o paradeiro), que teve a vantagem de esclarecer rapidamente que Passos Coelho não passará, afinal, de mais um vulgar aldrabão, o pastoso explicador das frases de Passos... e ministro das Finanças, veio garantir que o roubo do 13º mês «não provoca efeitos recessivos».
Utilizando a técnica entaramelada do ministro Vítor Gaspar, direi que há uma “interpretação abusiva” das palavras do genial governante. Que foi dito “não”... depois foram ditas algumas palavras... após as quais apareceu “provoca efeitos recessivos”.
A minha “interpretação” é que as tais palavras que se perderam pelo meio poderão ter sido:
Não há dúvida absolutamente nenhuma de que provoca efeitos recessivos.”
Não tenho outro remédio se não mentir descaradamente para negar que isto provoca efeitos recessivos.”

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Governo Passos/Portas – Ainda sobre o colossal roubo






Voltando ao anúncio do roubo de parte do 13º mês a milhões de portugueses, ficou-me na retina a frase com que o Governo o classificou essa medida: «extraordinária e universal».
E assim, em apenas duas palavras, podemos apreciar outras tantas mentiras, essas sim, colossais. Senão, vejamos:
1. “Extraordinária” – Mentira! Não tem nada de extraordinário. Os governos do PS, PSD e CDS, há muito que andam a espoliar os trabalhadores. Em dinheiro e direitos... entre outras coisas.
2. “Universal” – Mentira! O facto de o Governo ter falado quase exclusivamente dos muitos milhares de pobres que não serão obrigados a pagar, não consegue esconder, nem disfarçar, a ofensiva e desavergonhada realidade dos milhares de ricos que ficam isentos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cuidado com as falsificações!


“Cuidado com as falsificações”... é o discreto aviso na tampa desta caixa de sabão francês do princípio do século XX. De qualquer forma, o que impôs esta fotografia da caixa de sabão como ilustração para este, chamemos-lhe assim... post, foi o fantástico nome do próprio sabão:
“Sabão da Renovação Portuguesa”
É de facto assim, à força de muito “sabão” que tem vindo a fazer-se a suposta renovação portuguesa. Desde a própria realidade, até às ideias e aos princípios que seria suposto darem-lhe a forma.
Na verdade, como é possível assistir às reviravoltas dos nossos economistas, analistas, politólogos e comentadores “oficiais” e outros papagaios para quem, há apenas umas semanas, quem contestasse as agências de notação ficava transformado quase imediatamente numa espécie de leproso... ou mesmo o “pastel de Belém”, que ainda há bem pouco distribuía ralhetes em público a quem ousasse atacar as benditas agências ou mercados e agora reage ao desmascaramento da sua incoerência insultando a inteligência de quem o questiona... como é possível assistir a isto, como disse, sem pensar que este aparente milagre, esta súbita “descoberta” dos malefícios dos ratings, se deve a um fantástico “branqueamento de passado” feito com este velho “Sabão da Renovação Portuguesa”?
É este “sabão” que, sem descanso, anda “limpando” as páginas dos jornais e telejornais, das notícias que não estejam de acordo com o guião pré-estabelecido pela troika e os seus lacaios, notícias que tentem relatar as lutas dos trabalhadores, contar as iniciativas das suas organizações, dar voz à contestação. Assim se aumenta o espaço livre nessas mesmas páginas para vender as explicações sobre a "nossa culpa" na crise, para passar a mensagem das inevitabilidades, para espalhar o terror sobre o que aí viria (abrenúncio!) se não obedecêssemos, como cordeiros, aos mercados.
E se o “sabão” consegue branquear desta maneira realidades com apenas alguns dias ou meses, com todos os intervenientes ainda vivos e as suas memórias bem frescas... imaginem o que pode fazer à História.

sábado, 2 de julho de 2011

Helena Matos – São “vermelhos”?! Então está visto...




Isto que podem ver aqui à direita é uma “helena matos”. No nosso país existem certamente algumas centenas de “helenas matos”, umas assim, outras assado, altas, baixas, gordinhas, magrinhas, cultas, semianalfabetas, louras, morenas... mas, certamente, nenhuma como esta. Esta é “A Helena Matos”!
Escreve por aí em jornais e revistas aquilo que poderia bem ser a sua opinião, não fossem as suas “opiniões” tantas vezes tão absolutamente coincidentes com os interesses do patrão, que deixam os seres mais desconfiados... desconfiados. Senão vejamos:
Assim que apareceu a notícia do julgamento dos criminosos mais destacados (ainda vivos) do alucinado regime de Pol Pot, os chamados Khmers Vermelhos”, a Helena Matos saltou-lhe em cima, não perdendo a oportunidade de escrever sobre a coisa no Público (sem link), mas tendo o cuidado de deixar as “indicações” necessárias para que os leitores identifiquem aqueles criminosos com “o comunismo” e, no limite, com o PCP, coisa que a Helena sabe ser uma mentira pornográfica... mas que, decididamente, dá jeito aos patrões.
Que graça é que tinha falar de uns criminosos, culpados do genocídio de parte do seu próprio povo, criminosos que até ostentam o “Vermelhos” no nome... para depois dizer que foram exatamente os comunistas que ajudaram a conseguir a sua derrota, enquanto norte-americanos e seus lacaios ainda os defendiam?
Não vale a pena perdermos tempo a imaginar que a Helena é ignorante. Não é! Enquanto nos anos 70 os tais "Khmers Vermelhos" estavam ocupados a chacinar milhões de cidadãos do Cambodja, Helena Matos andava a preparar-se para a guerrilha e defendia abertamente a luta armada... mesmo depois do 25 de Abril. Era portanto uma “revolucionária” de primeira água, que só tinha, tal como ainda tem agora, um ponto fraco: um ódio tão cego aos comunistas, que a faz dizer e escrever os maiores disparates, na esperança de que “peguem”. Mesmo sabendo que muitas pessoas sabem a verdade dos factos históricos, verdade que podem confirmar em milhares de documentos... e até em textos em blogues, como a propósito deste triste episódio escreveram (e bem) o Fernando Samuel, ou o Vítor Dias, para dar só dois exemplos.
Como ela sabe muito bem o que faz, o internamento psiquiátrico não tem qualquer sentido. Cá para mim, a palavrosa Helena devia reservar aí uma meia hora por dia em que ficaria sentada num banquinho, à porta do Público, para que as pessoas que apreciam as suas “opiniões” e os seus “factos históricos” tanto quanto eu, fossem passando e lhe despejassem uns baldes pela cabeça abaixo.
Sobre isto não tenho grandes dúvidas... ficando apenas por decidir qual o conteúdo dos baldes. Estou certo de que alguma coisa me há de ocorrer...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Passos Coelho – Início auspicioso


Tem sido bastante interessante seguir os passos do Passos nos primeiros dias desta sua aventura da saída da montra da rua dos fanqueiros, para passar a passear os fatos... mas agora na vida real. Apenas três apontamentos.
1. Primeira declaração pública à saída da reunião com Cavaco Silva, depois de lhe apresentar o seu elenco ministerial:
«Fui indigitado há apenas 48 horas e, tal como havia prometido, fiz as diligências necessárias, de forma muito expedita e muito rápida, para, em tempo record, apresentar o novo governo de Portugal».
Se Passos Coelho fizer disto norma, quero dizer, começar cada intervenção pública com uma sessão de gabarolice gratuita e autoelogio, a coisa tornar-se-á, muito rapidamente, insuportável. Ainda por cima, este tipo de performance “expedita, muito rápida e em tempo record”... seria extraordinária se ele se chamasse Pedro Passos Caracol... em vez de Coelho. Assim, francamente...
2. Depois da natural e copiosa derrota , na sequência da teimosa insistência no nome do incrível Nobre para Presidente da Assembleia da República:
«Os deputados acabam de perder uma oportunidade de eleger para a presidência do Parlamento um verdadeiro independente».
Portanto, de uma assentada, não só os deputados acabados de eleger são apelidados de estúpidos, como os anteriores presidentes do Parlamento, incluindo os do PSD, são insultados, já que, pelos vistos, foram uma espécie de lacaios dos seus partidos, que não souberam comportar-se de forma “verdadeiramente independente” no desempenho do cargo. É o novo tipo de discurso arrogante. Em vez da arrogância irada de Sócrates, temos a arrogância sonsa de Passos Coelho.
3. Frase do discurso de tomada de posse:
«Apresentamo-nos ao país com um programa de crescimento, competitividade e emprego».
Como se trata do mesmo Pedro Passos Coelho que se comprometeu solenemente a cumprir o acordo com a “troika(e ir até mais além) e sabendo toda a gente que esse acordo implica mais recessão e mais desemprego, espero que nesta primeira reunião que teve com os seus “patrões troikistas”, tenha esclarecido que estava a mentir descaradamente quando prometeu “crescimento e emprego”.
Na verdade, depois da nefasta passagem de José Sócrates pelo governo a fasquia ficou tão baixa que, parafraseando a grande Zezinha Nogueira Pinto, até o Rato Mickey poderia ter ido para o seu lugar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Angela Merkel - Regressando à vida real...


Esta mulher é a melhor cara que a Alemanha consegue para se fazer representar. Ter como representante uma figura como Angela Merkel é só por si o retrato do estado a que aquele país chegou. A mulher (e o seu partido) andam de candeias às avessas com o eleitorado, deitando mão a tudo o que lhes possa dar algum “conforto”... nem que tenham que recorrer aos pepinos.
Atendendo ao tipo de eleitorado que a apoia, a direita mais reacionária e que, em boa parte, ainda vive as fantasias alucinadas e nazi-fascistas da “raça superior”, uma cartada que produz sempre algum efeito é o apelo ao mais rasteiro racismo e à xenofobia. Nesta aposta no “ódio aos estrangeiros”, já nem se contentam em odiar os imigrantes que por lá são obrigados a viver e trabalhar. Agora apontam o seu ódio aos estrangeiros, mesmo que eles estejam nos seus países... e sobretudo se forem “do sul”. Para aquele tipo de alemão, os países “do sul” são lugares que servem apenas para se apanhar algum sol durante as férias ou a reforma... e que deviam ser habitados apenas por gente que lhes confecionasse as refeições, fizesse as camas dos hotéis e lhes fosse levar bebidas frescas às esplanadas (e alguns miúdos aos quartos).
Daí esta necessidade doentia de marrarem nos trabalhadores dos países do sul. “São gente que trabalha pouco, são gente que tem feriados a mais, são gente que tem férias a mais, são gente que se reforma mais cedo.”
Já se tinha visto que tudo isso é mentira; fossem os feriados, fossem as férias, fosse a idade da reforma. Agora, para reforçar a ideia, chega mais um estudo que mostra a diferença (entre outras coisas) do volume de horas de trabalho anuais dos trabalhadores alemães e dos tais europeus “do sul”. Resultado: os alemães trabalham visivelmente menos que todos esses “mandriões”.
Os vários números são claros, mas deixo aqui apenas a diferença das horas de trabalho médio anual de um alemão, 1390 horas, e um trabalhador português, 1719 horas.
Numa coisa, pensando bem, tem a "frau" Merkel razão. Na verdade, um trabalhador português passa cerca de 1390 horas (como os alemães) a trabalhar para ganhar a sua vida, com a dificuldade que se conhece. As restantes mais de trezentas, até perfazer as 1719, passam-nas a trabalhar diretamente para os alemães e para os seus bancos.
E temos, desgraçadamente, governantes que gostam disso! Governantes que tudo fizeram para que assim seja, que tudo farão para que assim continue!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sócrates – Se ele é assim em tudo na vida, porque haveria de ser diferente nos debates?


(Pavel Kuczynski – “O discurso”)

As técnicas de debate são coisa estudada há muito. Num debate podem brilhar a cultura, a verticalidade, a coerência, o dom de palavra (desde que apoiado em conteúdo). Infelizmente, num debate também podem brilhar a demagogia, a falta de escrúpulos, a mentira, a batota rasteira...
Sócrates é um adepto fervoroso da segunda técnica. Sócrates, perante as centenas de milhar de pessoas que o estão a ouvir, não tem pejo de dizer que os doentes estão melhor, que os estudantes estão melhor, que os reformados estão melhor, que os portugueses estão a viver melhor... e que tudo isso é obra sua. Não tem vergonha de garantir que os muito ricos, as grandes empresas e a banca, estão a contribuir equitativamente para o bolo dos sacrifícios que são pedidos aos portugueses. Diz tudo isto com aquele ar acossado de animal feroz, como ele próprio se classifica. Sócrates não presta!
Uma das técnicas de debate, típicas de um carácter onde já não mora um pingo de vergonha, é inventar argumentos para rebater e atacar. Como bem reparou o "anónimo do séc XXI" neste post, ou o “Pata negra”, comentando o mesmo post, que tropeçaram exatamente em duas... chamemos-lhe assim, para ser mais brando, canalhices utilizadas pelo  candidato do PS durante o debate com Jerónimo de Sousa, Sócrates inventa absolutamente do nada que Jerónimo defende a nacionalização de tudo e, principalmente, que Portugal não se deve pagar a dívida aos credores.
E pronto, consegue o que queria! Durante uns bons minutos, o adversário tem que se defender, explicando que nunca disse tal coisa... que renegociar a dívida quer dizer exatamente renegociar, para pagar com menos juros, com prazos mais estendidos... mas pagar. Claro que ocupa nisto o tempo em que podia estar a apresentar ideias, projetos, propostas... e o tempo vai passando. Mesmo assim, Jerónimo ainda teve a presença de espírito suficiente para lhe dizer que «não se trata de não pagar, mas sim de dizer que, qualquer dia, não poderemos pagar», para além de lhe ter feito uma pergunta certeira como uma seta: «Quer fazer acreditar que com a recessão, com o aumento do desemprego e com menos produção de riqueza, o país será capaz de cumprir as metas impostas pelas instituições internacionais?»
Como escreveu a pobre "jornalista" que o biografou, este traste é, sem dúvida, "O menino de ouro do PS”. Uma verdadeira preciosidade, que lhes vai valendo a manutenção do poder... e rendendo verdadeiras fortunas para os amigos. Decididamente, aquilo é ouro! Não é ouro negro... não é dourado... é “ouro castanho”! Pelo menos a ver pelo cheiro daquilo que escorre dos cabos dos microfones enquanto vai falando... falando...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sócrates – O mitómano excelentíssimo



Independentemente do que venha ou não a acontecer ao ministro das Finanças, Teixeira dos Bancos... que francamente, é para o lado que eu durmo melhor, adorava ter um vislumbre dos pensamentos que passaram pelas cabeças de Maria de Lurdes Rodrigues, António Correia de Campos, Mário “jamé” Lino, ou Manuel Pinho, quando ouviram Sócrates, numa entrevista, dizendo da boca pra fora «Nunca deixo cair ministros. Não faço isso».
Numa adaptação livre do pensamento filosófico de uma outra grande figura da nossa caderneta de cromos... é preciso nascer duas vezes para se ter tão pouca vergonha na cara!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

FEEF/FMI – Ajuda, sim... mas primeiro para "quem mais precisa"


Sérgio Ribeiro faz uma série de (in)pertinentes perguntas sobre quais os reais beneficiários da “pesada ajuda” europeia que aí vem. À questão sobre se a “ajuda” se destina aos desempregados, aos pensionistas a quem cortaram as pensões, aos funcionários públicos a quem cortaram os vencimentos, aos doentes a quem tiraram as credenciais para os transportes e os centros de saúde na sua terra, às famílias a quem prometeram a facilidade de casa, carro e férias a crédito... para agora os terem presos pelo pescoço e de garrote bem apertado... o Sérgio Ribeiro responde aquilo que só não vê quem não quer: a “ajuda” é para beneficiar em primeiro lugar... e em segundo, em terceiro, em quarto, quinto... ... os credores de toda esta gente. Os bancos!
A crua realidade não demorou a confirmar esta “má vontade” do economista comunista. As notícias não tardaram: mesmo antes de acontecer seja o que for... os bancos portugueses já estão a ganhar muito dinheiro, com as cotações das suas ações a subir no mercado de capitais. Sobretudo, os bancos dos dois banqueiros que mais engrossaram a voz para ordenar a Sócrates que pedisse a “ajuda”, a saber, Carlos Santos Ferreira, pelo BCP e Ricardo Salgado, em nome da família Espírito Santo e do BES, cujos títulos, em apenas um dia valorizaram cerca de 5 por cento.
É assim como que uma espécie de recompensa pela sua intransigente defesa dos “valores” nacionais... o que, particularmente no caso do Dr. Ricardo Salgado é um desígnio que já inspira a família há muitas décadas. Pelo menos desde o tempo em que o avô Espírito Santo, também ele Ricardo, trabalhava estreita e diretamente com Oliveira Salazar e colaborava ativamente com os nazis, simpatia essa que lhe valeu muitos negócios e muito, muito dinheiro.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Realidades virtuais, acidentes... ou democracia viciada?


A notícia é curta e aparentemente pouco importante. Um jornal espanhol, simpatizante do Real Madrid, para reforçar a ideia de um fora de jogo de um jogador do Barcelona, apagou de uma fotografia o jogador adversário (Atlético de Bilbau) que poderia pôr em causa a “evidência” do tal fora de jogo. Como foram denunciados pela realidade... pediram “desculpa” aos leitores pelo “erro gráfico” ocorrido na edição de imagem... como se partes específicas de uma fotografia pudessem “apagar-se” por si!
Acontece que também eu sei brincar com o famoso programa de tratamento e manipulação de imagens, o Photoshop. Assim, passarei a fazer o relato dos vários “erros gráficos” que ocorreram com uma fotografia de um momento de um jogo entre Benfica e Porto, enquanto eu estava entretido a mexer no tal Photoshop.
Foto 1: Nesta imagem, que juro ser a original, estão um jogador do Porto e um do Benfica. Se considerarmos que para cá (para baixo) da linha branca é a grande área do Benfica (e não há, fora da nossa vista, nenhum jogador do Benfica entre o guarda-redes e estes dois), a interpretação da jogada é a seguinte: o jogador do Benfica olha para cima e tenta interceptar a bola com a cabeça; se o conseguir, é um bom corte; se não conseguir, a bola fica ao alcance do jogador do Porto que está em linha com ele... e será uma jogada muito perigosa a favor do Porto.
Foto 2: O jogador do Benfica olha para cima e tenta interceptar a bola com a cabeça; se o conseguir é um bom corte; se não conseguir... também não faz mal nenhum, porque o jogador do Porto está completamente fora de jogo.
Foto 3: O jogador do Benfica já não está a olhar para cima... e corta a bola, ostensivamente, com a mão. Penalty contra o Benfica!!!
Foto 4: O relvado está, finalmente, a ser utilizado corretamente!
Sendo assim, a menos que eu tenha criado uma súbita paixão por futebol, para que serve esta minha exibição gratuita de habilidade (mesmo que moderada e rudimentar!) para manipular repetidamente a mesma fotografia?
Serve para percebermos que tipo de gente está ao comando dos grandes meios de comunicação social. O tipo de gente que todos os dias manipula fotografias de futebol... mas também opiniões, análises políticas, notícias, sondagens eleitorais. Gente que faz “desaparecer acidentalmente” das suas páginas e telejornais as verdades inconvenientes, as lutas dos trabalhadores, a cultura incómoda. Gente que trata a realidade e a verdade, como eu acabei de tratar a pobre fotografia nº1.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Belmiro de Azevedo e o seu órgão central






Vamos colocar a coisa do seguinte modo: imagine a minha cara leitora e/ou leitor que, por pagamento de uma qualquer atividade regular, tem uma avença mensal de quinhentos euros com a Autarquia da sua terra. Imagine ainda que, durante o mês passado teve duas despesas extraordinárias, porque convidou uns amigos para jantar e teve que pagar uma multa de estacionamento. Imagine agora que, porque pagou essas despesas extraordinárias com o dinheiro que recebe da sua avença, alguém da sua terra começa a espalhar o boato de que é a Câmara Municipal que lhe anda a pagar as comezainas com os amigos e até as multas de trânsito. Imagine que esse boateiro, para além de saber que você recebe mensalmente tanto ou mais dinheiro por pagamento de outras coisas que faz profissionalmente para outras entidades, do que aquilo que recebe pela tal avença com a autarquia... mas mesmo assim acrescenta no seu boato a “informação” inventada de que você exige que a autarquia junte aos quinhentos euros o valor da multa e do jantar com os amigos, no próximo pagamento.
Perante este quadro, quem acreditar que o boateiro não sabe do que está a falar... acha apenas que é um imbecil. Quem souber que ele sabe muito bem que tudo o que disse é uma distorção da verdade, numa mínima percentagem, e pura mentira em tudo o resto... então não pode deixar de o considerar um canalha.
E assim chegamos à manchete do jornal “Público” que espalhou precisamente o “boato” de que os partidos somam as coimas que hipoteticamente tenham num ano à subvenção a que têm legalmente direito no ano seguinte, ficando assim as coimas vazias de significado. Diga-se em abono da verdade que o “Público” esteve longe de estar sozinho nesta “cruzada” (RTP, SIC, A Bola, Sol, etc., etc., etc., até à náusea...) e que o carregar nas cores em relação ao caso particular do PCP, apenas mostra que na generalidade, os média cumprem o seu "dever" e qual o carácter da verdadeira campanha que está por detrás destas “notícias”.
Não querendo acreditar que um jornal como o “Público” divulgue textos sem se dar ao trabalho de saber pelo menos alguma coisa sobre aquilo que publica... tenho de pensar que o jornal conhece a verdade, tal como vem aqui muito bem explicada (e AQUI contada e brilhantemente comentada), mas que opta por mentir e espalhar o boato que melhor serve os seus intentos... que nada têm que ver com jornalismo.
É lamentável ver um jornal com as pretensões do “Público” da “SONAE/Continente” ser menos credível do que o “Dica da Semana” do “Lidl”... mesmo que, pensando bem, ambos não passem de boletins de propaganda de duas mercearias hipertrofiadas.


Adenda: também é de ler o que a propósito se diz aqui e aqui... e certamente em mais blogs feitos por gente decente... 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

José Sócrates – Ainda a “massagem” de Natal


A coisa parece ter provocado a (quase) unanimidade. A “massagen” natalícia de José Sócrates não passou de mais um acto de propaganda... pelo menos, a fazer fé nos média. Senão vejamos:
E, obviamente, como há sempre alguém c’os copos a andar em contramão na autoestrada... PS diz que mensagem de Sócrates foi um exercício de realismo.
Acho que isto cobre um largo espectro da sociedade civil... ou pelo menos, da parte que ouviu a “bendita” arenga do homem... o que não foi o meu caso. Apenas o vi cometer a mensagem, já que o aparelho de televisão estava, por uma questão de higiene, com o som cortado. Mesmo assim ainda vi escrita no rodapé uma das suas declarações solenes: «Vamos cumprir os objectivos que nos propusemos para 2011!»
Perante o ar tão assertivo da (milionésima) promessa de Sócrates, logo pensei:
Preparem-se para enormes e desagradáveis surpresas! Pelo menos aqueles que ainda caem na esparrela de acreditar numa palavra única que seja, saída da boca de Sua Excelência o Senhor Presidente do Conselho.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Quem havia de dizer?!




Então não querem lá ver que Sócrates afinal até é capaz de encaixar umas verdades pelo meio das rajadas de mentiras com que nos tem brindado ao longo dos anos?

Apreciem este belo exemplo, tirado de uma entrevista dada à revista “DNA”, no ano 2000, entrevista de que alguém teve a bela ideia de salvar este recorte e eu, o descaramento de o surripiar ao “Aldeia Olímpica”.

- Engenheiro José Sócrates, vamos vê-lo, um dia, Primeiro Ministro?

- Não! Primeiro, porque não tenho o talento e as qualidades que um Primeiro Ministro deve ter...

Fantástico! Dá todo um novo brilho ao dito popular “Com a verdade me enganas!”... ou ao mais erudito “Falar verdade a mentir”, do Garrett.