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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mário Coluna – O escravo contente



É sempre triste ver algo que já foi viçoso… apodrecer!
Seja como for… louve-se a frontalidade! Saudoso do fascismo e do tempo em que em Moçambique (e no Benfica) só existiam “portugueses”… não faz de conta que deixou de ser um “amigo de Salazar”, apenas por oportunismo… como, desgraçada e vergonhosamente, tantos outros.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O senhor da Ponte – Lapso... ou relapso?




Esperava-se qualquer tipo de reacção aos dois embaraços sofridos pelo desavergonhado Relvas, envolvendo a Grândola. Tudo... menos o que, afinal, aconteceu: o coro de uns poucos dos seus companheiros de partido... e, misteriosamente, de figuras gradas do PS que, hipocritamente, vieram agitar a bandeirita ridícula (por aplicada a este caso) da “liberdade de expressão”.
Esta estória, em que trabalhadores da RTP se insurgem contra a ameaça de despedimento que paira sobre a cabeça do jornalista Nuno Santos, jornalista que, independentemente dos contornos da estória que serve de desculpa para o processo disciplinar de que está a ser vítima, não caiu, decididamente, nas boas graças da Administração, nem de Relvas... pode explicar muitas coisas, nomeadamente duas:
1. Explica que Relvas, que tutela a RTP, tem um sentido muito apurado sobre liberdade de expressão. Que o digam, para além de Nuno Santos, aqueles que já tiveram a infelicidade de contrariar o genial e douto ministro. No “Público”, na “Antena 1”... ...
2. Que o “não-sei-quantos” da Ponte, o tal que percebia bué de cervejolas e, na altura em que Relvas movia céus e terra para vender a RTP a um grupo de media angolano, já fazia parte da bagagem do ministro nas suas viagens a Angola e que, logo de seguida, quando o golpe da venda se preparava, foi promovido a especialista de “comunicação social e serviço público de televisão”, sendo estrategicamente colocado na cadeira de administrador da RTP... para além de mentiroso (já que havia garantido que não avançaria com a intenção de despedimento), talvez tenha fortes razões para continuar com o nome de Salazar tão prontamente debaixo da língua quando se refere à famosa ponte sobre o rio Tejo, quase quarenta anos depois desta ter deixado de ostentar o nome do bandalho de Santa Comba Dão, para passar a chamar-se Ponte 25 de Abril.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A imagem escarrada *


Embora quase todas as medidas criminosas impostas pelo governo do PSD-CDS ao país sejam a imagem escarrada dos ideais fanáticos da troika, sendo que aqui, provavelmente pela primeira vez, “imagem escarrada” seja mesmo a classificação mais adequada... mesmo assim, há quem por aquelas bandas, tal como por cá, não queira ficar agrafado a algumas delas. Lá como cá, resta saber se estas “demarcações” são fruto de convicção ou de oportunismo.
É o caso deste indivíduo, chefe da missão do FMI, que, sabendo ser óbvia a inutilidade dos aumentos de TSU para os trabalhadores e diminuição para os empresários, para fins de equilíbrio orçamental, ou aumento de competitividade e sendo claro que se trata de um bónus para os grandes empresários à custa de um roubo descarado feito aos trabalhadores, fez questão de se demarcar da medida. Para evitar chamá-la pelo seu nome, decidiu classificá-la de “criativa”. Curiosamente, o mesmo termo que se emprega para classificar as contabilidades marteladas e fraudulentas.
Já por parte das Nações unidas, não houve hesitação manifestar oposição a estas medidas do governo português e em classificá-las mesmo como «a coisa mais estúpida».
Fico a pensar quanto faltará para começarmos a ouvir discursos contra a ONU, como faziam Salazar e os seus ministros, mas agora na boca de Passos, Gaspar, Relvas... e outros que começam, pelo menos em alguns aspectos, a ser a “imagem escarrada” desses seus tristemente famosos antepassados.
          Adenda importante: Antes que se estabeleça a confusão, devo esclarecer que a fotomontagem, encontrada na net, serve apenas para ilustrar (embora com algum acinte) a brincadeira feita à volta da frase "imagem escarrada" e que, pessoalmente, não acho nada que Passos Coelho seja parecido com Salazar... principalmente, por três motivos:
          1. Falta-lhe o "talento".
          2. Falta-lhe a oportunidade.
          3. Falta-lhe (ainda) a polícia política.
* “Imagem escarrada” é uma algo disparatada corruptela (ao que se diz...) de uma frase antiga, “imagem em carrara, que queria dizer que a cara de alguém, ou alguma coisa, era tão parecida com outra, quanto eram parecidas com os seus “modelos” as imagens e caras feitas em mármore de carrara, o material usado pelos grandes escultores como Michelangelo e seus pares.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Nuno Crato e o "novo" ensino – Salazar revisitado...


“Para a mentira ser segura
E atingir profundidade
Deve trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade”
(António Aleixoin “Estas quadras que vos deixo”)

Não duvido que muitos dos velhos maoistas portugueses, querendo dizer com “velhos” aqueles que são da minha geração, ou com mais, ou menos uns anitos... foram gente que se opôs a Salazar e Caetano. Não ponho em dúvida nem essa atitude, nem as consequências que alguns tiveram que suportar pelo facto de publicamente a assumirem.
Ainda assim, vendo a evolução política de alguns e algumas, como o caso de Durão Barroso e mais uma pequena multidão que se pulverizou pelo espectro partidário... até chegar ao protagonista deste texto, o ministro da Educação Nuno Crato, parece que alguns sofreram de uma espécie de variante da Síndrome de Estocolmo, patologia que ataca seres humanos vítimas de sequestro, que sujeitos à tremenda pressão psicológica que essa provação implica, acabam por desenvolver, por auto-defesa e instinto de sobrevivência, uma espécie de irresistível empatia pelos agressores.
Só isso explica esta atracção fatal que Nuno Crato manifesta por conceitos pouco menos que “salazarentos” de educação, como esta novidade, em que alunos ainda no princípio da vida escolar, no caso de apresentarem más notas, serem automaticamente “empurrados” (como diz, e bem, a FENPROF) para cursos profissionais do tipo electricista, cozinheiro, talhante, canalizador, etc., deixando no ar a ideia de que haverá algo de errado com estas dignas profissões, já que aparecem como castigos.
E assim, de uma assentada, matam-se dois coelhos. Refina-se o carácter elitista de um ensino para mais ricos, que de uma forma geral conseguem melhor aproveitamento, dado o enquadramento familiar mais propício à aquisição de conhecimentos e ao estudo necessário para tal... e, ao mesmo tempo, desclassifica-se socialmente toda uma classe de futuros trabalhadores que entram na vida activa com o estigma de terem sido empurrados para os “cursos dos burros”. A meta do ministro é atingir rapidamente os 50% de estudantes “encaminhados”.
É o velho sonho canalha da superioridade da classe dirigente sobre uma classe trabalhadora “desclassificada”... a que deve corresponder uma realidade de salários igualmente “desclassificados”. É a velha e sempre, sempre actual luta de classes!
Sim, eu sei que no universo de alunos de qualquer escola há sempre um grupo que não tem, nem terá capacidade intelectual, ou sequer o interesse, em seguir estudos teóricos seja do que for. Esses ficarão a ganhar com a oportunidade de logo no ensino básico, se for o caso, terem contacto com uma profissão que lhes garanta a sobrevivência.
Sim, eu sei que existem! Mas sei também que são a excepção. São exactamente a conveniente “qualquer coisa de verdade” que serve de pretexto “para a mentira ser segura e atingir profundidade”.

sábado, 25 de agosto de 2012

RTP – Memórias…



Onde vais rio que eu canto

Quero ver teu novo norte
 no cais p’ra onde vais
Mãos de vida não de morte

Vai no mar barco à vela

Vai de paz se abastecer
Mais além barco veleiro
Flor da vida vai colher

Onde vais rio que eu canto

Nova luz  te alumia
 no cais p’ra onde vais
Nasce amor dia após dia

(Excerto da canção "Onde vais rio que eu canto", vencedora do Festival RTP da Canção, em 1970, Cantada por Sérgio Borges, com Música de Nóbrega e Sousa e letra de Joaquim Pedro Gonçalves)

Ainda sou do tempo em que os “Borges” eram “Sérgios” e, juntamente com mais um punhado de autores e cantores, tentavam dar alguma “cor” ao cinzento da RTP do fascismo, tanto em programas como, por exemplo, o “Zip-Zip”, como, ainda que apenas por uns minutos, ousando “tomar de assalto” o Festival da Canção, com canções diferentes, servidas por letras “atrevidas” para a época, como esta, “Onde vais rio que eu canto”, que ganhou o Festival de 1970, deixando no 2º lugar a candidata de grande peso que foi a célebre “Canção de madrugar”, do Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes.
Agora os “Borges” são outros, estão ao serviço da anti-cultura, do mais reles fanatismo neoliberal... e dão um novo significado à expressão “tomar de assalto” a RTP.
Dizem alguns biógrafos e historiadores que Salazar, o “santinho salvador da pátria”, não contava muito com a televisão para a evolução do país ou do seu povo. Dizem mesmo que detestava a televisão pública e que não lhe importaria nada que esta fechasse portas. Estes seus salazarentos candidatos a discípulos dilectos que se instalaram no Governo, estão decididos, nisso como em tantas outras coisas... a fazer-lhe a vontade.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

José Hermano Saraiva – Fim da estória


Aos 93 anos, morreu José Hermano Saraiva, um comunicador que até ao fim da vida demonstrou um grande jeito para contar estórias. Muitas inventadas... outras, providencialmente "esquecidas".
Não tendo quaisquer estados de alma quanto ao desaparecimento do eficaz comunicador de televisão, resta-me a curiosidade de ver quantos órgãos de comunicação social e comentadores lhe vão chamar “Historiador”... e quantos vão branquear o seu passado fascista e de mandante de cargas policiais e de PIDE sobre estudantes.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Santo António – Mas o “a sério”!!!


Lido assim, de chofre, este título de jornal deixou-me a pensar “Não querem lá ver que o santarrão de Santa Comba fazia anos agora?”... mas não! O feriado tem que ver com o outro “santo” António. O de Lisboa.
Já a notícia fica a dever-se à irresistível tentação demagógica e populista do Governo Passos/Portas que, não fosse dar-se o caso de ninguém reparar... tem que lembrar que é «governo de todo o país e não apenas de Lisboa», chamando a atenção para o facto de trabalhar durante um feriado municipal, um feito patriótico pelo qual devem supor que lhes ficaremos eternamente gratos.
Quanto à minha ligação reflexa deste Governo à figura do “salazarento escroque das botas”... é um “pecado” que tento aqui compensar, ilustrando o post com um Santo António, mas “a sério”, feito pelos filhos (e seguidores da arte) do grande artesão barrista de Barcelos que foi Domingos Gonçalves Lima, mais conhecido pelo nome de “Mistério”.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Salazar – Imagem de marca


O primo da cunhada dum vizinho de uns amigos meus que vivem no campo, não podia estar mais satisfeito com a grande novidade de se poder comercializar os mais variados produtos, com a marca “SALAZAR”.
Médio criador de gado bovino, há muitos anos que vende toneladas de estrume produzido na sua exploração... mas sempre teve muita relutância em mandar imprimir “Merda” nos sacos do produto.
Está feliz!


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Salazar e Sócrates – Incomparáveis!


(Felizmente, ainda há quem saiba decorar montras com livros!!!)

Chega da Europa a notícia de que Merkel e Sarkozy geram revolta dos parceiros europeus. Bom... nem todos. Ainda há bem pouco tempo, pouco mais do que horas, vimos José Sócrates batendo palmas, histericamente, às novas imposições da “frau” Merkel e do seu mini-Pétain com fedor a Vichy, Nicolas Sarkozy, considerando-as um avanço histórico.
Agora, desta forma assaz arreliadora, Sócrates vê muitos dos seus parceiros europeus a bater o pé e a não quererem deixar-se cavalgar pela senhora Merkel, intérprete e executante do velho sonho alemão de dominação europeia.
Não tarda nada, portanto, veremos o talentoso Sócrates, fazendo gala da sua “clareza e firmeza ideológicas”, rondando os primeiros-ministros europeus, à socapa, dizendo que também está contra a hegemonia da Alemanha de Merkel no seio da União Europeia... o que nos faz recuar até António de Oliveira Salazar e aos tempos da Segunda Guerra Mundial.
Não... não estou a comparar Sócrates a Salazar! Primeiro, porque isso seria lisonjeiro e injusto, tanto para um como para o outro... passe a aparente contradição. Segundo porque Sócrates não tem ideias próprias que justifiquem e apoiem os seus actos e, sobretudo, não tem (nem terá!) reunidas as condições para governar com o “à-vontade” que teve Salazar... embora alguns dos tiques “socratistas” sejam inquietantes... mas adiante.
Isto deve ser uma espécie de sina nossa! No tempo de Salazar, enquanto alguns fascistas (ou apenas ignorantes) cantavam loas à “neutralidade” portuguesa, na verdade éramos vistos pelo mundo como um povo de cobardes sem escrúpulos, que ao mesmo tempo que se dizia ao lado dos aliados, andava de língua na boca com os nazis, ganhando dinheiro com uns e outros. Agora, pelas mãos destes governantes sem rumo e sem carácter, não nos livramos de voltar a passar pela mesma vergonha.
Uma tal fama foi injusta para muitos dos portugueses dos anos 40 do Século XX... volta a ser injusta agora, para muitos dos portugueses de 2011!