(Felizmente, ainda há quem saiba decorar montras com livros!!!)
Chega da Europa a notícia de que Merkel e Sarkozy geram revolta dos parceiros europeus. Bom... nem todos. Ainda há bem pouco tempo, pouco mais do que horas, vimos José Sócrates batendo palmas, histericamente, às novas imposições da “frau” Merkel e do seu mini-Pétain com fedor a Vichy, Nicolas Sarkozy, considerando-as um avanço histórico.
Agora, desta forma assaz arreliadora, Sócrates vê muitos dos seus parceiros europeus a bater o pé e a não quererem deixar-se cavalgar pela senhora Merkel, intérprete e executante do velho sonho alemão de dominação europeia.
Não tarda nada, portanto, veremos o talentoso Sócrates, fazendo gala da sua “clareza e firmeza ideológicas”, rondando os primeiros-ministros europeus, à socapa, dizendo que também está contra a hegemonia da Alemanha de Merkel no seio da União Europeia... o que nos faz recuar até António de Oliveira Salazar e aos tempos da Segunda Guerra Mundial.
Não... não estou a comparar Sócrates a Salazar! Primeiro, porque isso seria lisonjeiro e injusto, tanto para um como para o outro... passe a aparente contradição. Segundo porque Sócrates não tem ideias próprias que justifiquem e apoiem os seus actos e, sobretudo, não tem (nem terá!) reunidas as condições para governar com o “à-vontade” que teve Salazar... embora alguns dos tiques “socratistas” sejam inquietantes... mas adiante.
Isto deve ser uma espécie de sina nossa! No tempo de Salazar, enquanto alguns fascistas (ou apenas ignorantes) cantavam loas à “neutralidade” portuguesa, na verdade éramos vistos pelo mundo como um povo de cobardes sem escrúpulos, que ao mesmo tempo que se dizia ao lado dos aliados, andava de língua na boca com os nazis, ganhando dinheiro com uns e outros. Agora, pelas mãos destes governantes sem rumo e sem carácter, não nos livramos de voltar a passar pela mesma vergonha.
Uma tal fama foi injusta para muitos dos portugueses dos anos 40 do Século XX... volta a ser injusta agora, para muitos dos portugueses de 2011!




