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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Salazar e Sócrates – Incomparáveis!


(Felizmente, ainda há quem saiba decorar montras com livros!!!)

Chega da Europa a notícia de que Merkel e Sarkozy geram revolta dos parceiros europeus. Bom... nem todos. Ainda há bem pouco tempo, pouco mais do que horas, vimos José Sócrates batendo palmas, histericamente, às novas imposições da “frau” Merkel e do seu mini-Pétain com fedor a Vichy, Nicolas Sarkozy, considerando-as um avanço histórico.
Agora, desta forma assaz arreliadora, Sócrates vê muitos dos seus parceiros europeus a bater o pé e a não quererem deixar-se cavalgar pela senhora Merkel, intérprete e executante do velho sonho alemão de dominação europeia.
Não tarda nada, portanto, veremos o talentoso Sócrates, fazendo gala da sua “clareza e firmeza ideológicas”, rondando os primeiros-ministros europeus, à socapa, dizendo que também está contra a hegemonia da Alemanha de Merkel no seio da União Europeia... o que nos faz recuar até António de Oliveira Salazar e aos tempos da Segunda Guerra Mundial.
Não... não estou a comparar Sócrates a Salazar! Primeiro, porque isso seria lisonjeiro e injusto, tanto para um como para o outro... passe a aparente contradição. Segundo porque Sócrates não tem ideias próprias que justifiquem e apoiem os seus actos e, sobretudo, não tem (nem terá!) reunidas as condições para governar com o “à-vontade” que teve Salazar... embora alguns dos tiques “socratistas” sejam inquietantes... mas adiante.
Isto deve ser uma espécie de sina nossa! No tempo de Salazar, enquanto alguns fascistas (ou apenas ignorantes) cantavam loas à “neutralidade” portuguesa, na verdade éramos vistos pelo mundo como um povo de cobardes sem escrúpulos, que ao mesmo tempo que se dizia ao lado dos aliados, andava de língua na boca com os nazis, ganhando dinheiro com uns e outros. Agora, pelas mãos destes governantes sem rumo e sem carácter, não nos livramos de voltar a passar pela mesma vergonha.
Uma tal fama foi injusta para muitos dos portugueses dos anos 40 do Século XX... volta a ser injusta agora, para muitos dos portugueses de 2011!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Soares, Merkel, Helmut Kohl... e o defeito de origem


Mário Soares, na sua recidiva “redação semanal” das terças feiras, no DN, para além de mais uma fastidiosa referência aos saudosos tempos em que “os dirigentes e líderes europeus eram (quase) tão bons e competentes quanto ele próprio”... para além de, mais uma vez, demonstrar a sua aversão à “senhora Merkel”, por razões (algumas, pelo menos) em que é acompanhado por muita gente, decidiu partilhar connosco a sua preferência por Helmut Kohl, antigo Chanceler da Alemanha e, tal como Merkel, dirigente partidário oriundo da direita mais conservadora.
Portanto, por razões que ele lá saberá, entre os dois governantes alemães de direita, Soares prefere Kohl. Este teve uns “problemazitos” com a descoberta da sua relação, digamos... criativa, com uns dinheiros e financiamentos paralelos, mas isso, para Soares, não constitui problema de maior, se pensarmos em outros dos seus amigos, igualmente “criativos” quanto a dinheiro, como o corrupto PM italiano, BettinoCraxi, ou o amigo da CIA, Frank Carlucci, ou como o numeroso (e muito lucrativo) “gang socialista” de Macau... e por aí adiante...
E pronto, ele lá sabe! Estava eu a ponto de desistir de entender a razão da preferência de Soares por Helmut Kohl e qual o grande e imperdoável “defeito” de Angela Merkel... eis senão quando, no meio da “redação”, lá está ele bem escarrapachado, qual estigma no meio da testa: Merkel veio do “Leste totalitário”!
Realmente... devemos ter atirado pedras à cruz, para sermos condenados a continuar a suportar este cromo!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Angela Merkel - “Blitzkrieg”… mas muito mais “krieg” do que “blitz”


(Grande trabalheira me deu fazer, perdão... “encontrar” esta imagem no arquivo)
A Blitzkrieg, a célebre tática nazi da “guerra-relâmpago”, ou de surpresa, serve apenas como elemento de “decoração” para o título; na verdade, os repetidos ataques desferidos atualmente pela Alemanha, em representação do grande capital, ataques que os trabalhadores dos países da “União” vão encaixando um após outro, se é um facto que trazem a marca e os tiques guerreiros da célebre e opressora Krieg, já não têm nada de “Blitz”, ou elemento surpresa, tal a constância com que são desferidos, prosseguindo a marcha de "germanização" da política da UE.
Aí está! Sobrepondo-se ao som cadenciado das “diplomáticas” botifarras do novo “Eixo Paris-Berlim”, chega mais uma rajada de “medidas comunitárias”, outra agressão aos trabalhadores, na forma de mais um aumento da idade da reforma, ou ainda de maior desregulamentação na composição dos salários, desligando-os definitivamente da referência que era o valor da inflação... entre outras malfeitorias.
Ao contrário de José Sócrates, que pacoviamente acha tudo «histórico», tudo um avanço muito positivo e um progresso... sempre exibindo uma vontade irreprimível de “baixar as calças” de cada vez que Angela Merkel lho ordena, eu, pelo meu lado (felizmente não estou sozinho!), confesso já estar absolutamente farto desta “filha da pátria”... pátria que, infelizmente, traz à lembrança tantas e tantas outras figuras de tão má memória.
E em fundo, o Hino da União Europeia, o pobre “Hino à Alegria”, cantado por vozes desafinadas, acompanhadas por uma orquestra em coma alcoólico... para nossa tristeza e desespero de Ludwig van Beethoven.