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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Vital Moreira – Hoje há um “empate”...



Não faço a mais pálida ideia de onde diabo pode Vital Moreira tirar a ideia de que é aceitável pretender-se aumentar a carga laboral de um trabalhador  e não lhe aumentar, proporcionalmente, o vencimento... sem que isso possa ser considerado um corte ilegal nesse mesmo vencimento, sempre que esse vencimento e demais condições de trabalho estiverem devidamente contratualizadas, como acontece com os trabalhadores do Estado. Não faço ideia de como pode Vital Moreira, ou seja quem for, achar isso, sequer, normal... quanto mais constitucional!
Na verdade, Vital Moreira conseguiu tirar de um qualquer escaninho da sua competência em assuntos constitucionais, a pretensão de que a Constituição da República Portuguesa pode conviver com essa injustiça.
Junta, em sua “defesa”, o argumento de que os vencimentos no sector público são, em média, superiores ao do sector privado, para o mesmo tipo de tarefas... parecendo ignorar o facto de que, pelo menos da última vez que alguém estudou o assunto honestamente, verificou-se que muitas dessas tais mesmas tarefas, são exercidas, no sector público, por trabalhadores com maior formação.
Talvez para “compensar”, tive o prazer de verificar que Vital Moreira, ainda que não tendo ficado a perceber se é contra, ou a favor da existência da lei de limitação de mandatos autárquicos, acha, pelo menos que, irremediavelmente instalada a dúvida sobre a lei, o Tribunal Constitucional deveria optar por não prejudicar os cidadãos no seu direito à elegibilidade.
Gosto, sobretudo, do argumento (e do termo) que usa para dizer que com outros “mandantes” (eleitores) não se pode falar de repetição de mandato. Logo, quando a candidatura se verifica num território e um universo de votantes novos... não pode haver impedimento à candidatura. Concordo plenamente!
É assim a vida... até na minha atribulada “relação virtual” com o constitucionalista Vital Moreira, com quem percorri, há muitos anos, muitos quilómetros de campanha eleitoral por um mundo melhor: perdem-se umas, ganham-se outras!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Vital Moreira... o pequeno “grande constitucionalista”


É verdade! Realmente não existe nenhuma norma constitucional – ou qualquer outra, diga-se – que proíba uma pessoas cheia de cursos e títulos académicos... de ser uma besta.
Dito isto, apenas por descargo de consciência, nunca deixo de achar um pouco repelente o espectáculo que algumas dessas pessoas dão, ou por serem realmente umas bestas, ou por, de forma sonsa, acharem que retiram algum proveito da habilidade para se armarem em parvos.
É aqui que encaixa mais uma proeza “ideológica” de Vital Moreira, um artista que embora já não surpreenda... impressiona sempre.
Durante um encontro nem sem bem sobre o quê, encontro que me passou pela frente em zapping televisivo e onde várias figuras conhecidas opinavam, informalmente, sobre a constitucionalidade duvidosa de algumas políticas deste governo, Vital Moreira, com aquele esgar escarninho disfarçado de sorriso que apetece... adiante!, com aquele esgar escarninho, saiu-se com a seguinte pérola:
«Se se cortam os salários... não vejo porque não haveria de ser possível cortar as pensões»
Depois, a custo, lá admitiu, com um ar bastante enfastiado, que talvez, talvez houvesse ali um caso de direitos adquiridos que poderia, talvez... apenas talvez, ter uma qualquer inconstitucionalidadezita... talvez...
Portanto, para além da desvalorização do crime do corte de salários, este pequeno “grande constituconalista” acha que eu sou tão estúpido, que não sei que ele sabe muito bem a diferença entre um ordenado, que paga um trabalho feito no presente... e uma pensão, que “devolve” o dinheiro que o trabalhador descontou durante os anos em que trabalhou. Dinheiro que é dele. Dinheiro a que qualquer corte pode bem ser chamado roubo.
O sonso acha que eu não sei que ele sabe muito bem, que um ordenado, ainda que contra ventos e marés, pode renegociar-se, pode ser discutido. O trabalhador no activo, contra ventos e marés, pode aspirar a um melhor emprego. Um trabalho mais bem pago. Pode atrever-se a mudar de vida. Pode atrever-se até a mudar de país... ao passo que o reformado e o pensionista são prisioneiros da espectativa que lhes foi criada no passado. São reféns de uma promessa de velhice digna. Uma promessa que foram pagando mês a mês, anos após ano, durante uma vida. Uma promessa que todos os dias vão vendo mais enxovalhada, mais emporcalhada, mais desrespeitada, mais traída.
Vital Moreira sabe que eu sei. Vital Moreira sabe que nós sabemos que ele sabe... mas, mais uma vez, não consegue resistir à tentação da provocação porca e barata.


sábado, 26 de janeiro de 2013

Vital Moreira – Bravo! Bravo! Muito bem! Bravo! Bravo!! Bravo!!!!



Enquanto cresce a desconfiança generalizada sobre o carácter “martelado” das contas do governo de Passos/Portas, nomeadamente quanto ao défice.
Enquanto se vai desmontando a tremenda peta relativa a qualquer mérito do governo e de Vítor Gaspar (ou qualquer mérito... ponto final!), no que respeita ao festejado “regresso aos mercados”.
Enquanto se reafirma a certeza de que, ainda que houvesse alguma meta atingida, isso teria sido conseguido criminosamente, à custa do sacrifício dos explorados... e, como sempre, para gáudio (e lucro) dos exploradores.
Enquanto tudo isto, claro que há sempre vozes prontas a aplaudir. Ou por convicção fanática da bondade desta política “talibã”, ou porque são bem pagas para o fazer. Em artigos de opinião, comentários televisivos, blogues, facebook... aonde calha.
Não é de admirar... e espera-se que essas vozes venham da área política mais radicalmente neoliberal dos partidos do poder.
“Maravilhoso” é que o texto mais sucinto no seu escancarado entusiasmo venha de Vital Moreira... num post em que lambe o governo de Passos Coelho de cima a baixo e pela frente e por detrás... acabando numa festiva frase: «Reconheçamos o mérito a quem ele é devido».
Quem ainda se admira, levante a mão! Vá lá... estou a ver... uma... estou a ver uma... ... duas, duas, já há duas... ... três, com aquela senhora com ar distraído... três, três... três... há mais? Três... e dou-lhe uma... e duas... duas e meia...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Vital Moreira – Já tardava!


Começava a desconfiar de que a pedra para debaixo da qual Vital Moreira rasteja quando dorme... poderia ter resvalado com alguma deslocação de lamas, impedindo-o de nos presentear com o brilho da sua presença.
Nem no blog, nem em lado nenhum... um silêncio que já durava há muito tempo.
Silêncio agora quebrado com mais uma tonitruante “vitalada”, ao arrepio de (quase) toda a gente, ao arrepio de (quase) todas as opiniões de especialistas, analistas políticos e opinantes em geral.
Como o personagem já provou que entre aquilo que diz e a verdade... ou mesmo aquilo que realmente pensa, há sempre um considerável intervalo, normalmente ocupado por aquilo que ele acha ser o seu interesse pessoal, esta “descoberta” do insigne professor, só pode ser uma provocação barata destinada a fazê-lo notado a qualquer preço, assinalando mais um marco no viscoso desenho do seu caminho.
Quem diabo, para além de dois ou três cromos do governo de Passos Coelho, se lembraria de, nesta altura, conseguir afirmar com tal “assertividade”, não existirem quaisquer inconstitucionalidades no Orçamento de Estado?
Vital Moreira... conseguiu!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Vital Moreira – No fundo...




Depois de ler as notícias sobre uma tal Vitaldent e as suas alegadas aldrabices... era fatal! Ligar “vital” e “aldrabices” tinha que me fazer lembrar deste cromo, coisa que, felizmente para mim, não acontecia há já algum tempo.
Lá fui de visita ao blog do homem... e ele não desiludiu. Continua, de uma forma vertiginosa, a sua uniformemente acelerada descida para a abjecção.
Cavalgando a insolente frase do lamentável ministro da Educação, quando disse, há dias, que a contestação dos professores «não é tão grande assim», Vital Moreira não resiste a acrescentar umas baboseiras da sua lavra:
«E tem razão. Comparada com a que foi feita a Maria de Lourdes Rodrigues, a contestação ao actual ministro da Educação é só para a bancada».
Como ainda não lhe bastava… acrescentou, como remate, uma das suas costumeiras e porcas provocações:
Sobre os sentimentos do nosso amigo Mário Nogueira pelo ministro Crato, falarão o seu trabalho diário, a sua acção sindical, a sua luta.
Já este remate provocatório do post escrito pelo blogueiro ultra-socialista, vem mais uma vez confirmar (como se fosse necessário!!!) que… no fundo Vital Moreira é um calhordas!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reles... ou "Os Três Trastes Tigres" (*)


Há dias, numa entrevista, o actor José Pedro Gomes comentou com muita graça a intensão da troika ocupante e dos seus lacaios locais, de aumentar os horários de trabalho em mais meia hora por dia. Disse ele que, com a nova peça já escrita, encenada e ensaiada, não estava a ver como raio é que iam conseguir acrescentar mais meia hora ao espectáculo.
É esta preciosa capacidade de, mesmo nos momentos mais cinzentos, conseguirmos fazer do humor e do riso, combustível para a nossa necessária resistência, que nos ajuda a suportar a visão, audição e leitura de bandalhos como o protofascista João Duque e a sua apologia da censura, manipulação e controlo da informação por parte do governo, afirmando que isso é “a bem da nação”... mesmo sabendo que não é.
Ou como o sociopata, perdão... sociólogo (que alguns, inexplicavelmente, identificam como uma figura "de esquerda") Manuel Villaverde Cabral, que de uma penada, resolveu desrespeitar décadas de luta de milhões de trabalhadores (e o sacrifício da vida de muitos deles) pelos seus direitos, condições de trabalhos e duração da jornada desse mesmo trabalho... afirmando que é perfeitamente aceitável acabar com o 1º de Maio... dado que a comemoração desta data «é a mesma coisa» que o 25 de Abril... mesmo sabendo que isso não é verdade.
Ou como o calhordas Vital Moreira que, embora não concordando (segundo diz) com os cortes de salários no sector privado, acha, no entanto, que é aceitável o aumento dos horários de trabalho, para se conseguir uma maior “produtividade”... mesmo sabendo que isso é mentira.
Muitas carradas de ânimo e “combustível” serão necessárias para resistir a lixo deste calibre!

* Desculpa lá, Ana Deus...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Série “Grandes cabeças”


Não pretendo de todo fazer uma revista do fim de semana, mas apenas destacar três grandes cabeças que cometeram, nos últimos dias, frases dignas de uma nota especial... ao jeito cá do estabelecimento.
1. O grande Joe Berardo (no qual também tropeçou – e bem - o “Cravo de Abril”) é, como toda a gente sabe, um inútil que toda a vida viveu da especulação. Nunca produziu nada... a não ser, recentemente, umas garrafas de vinho que já comprou prontas a vender e com o nome feito... mas produz frases imbecis, muito por culpa de quem se lembra de lhe ir perguntar coisas.
Desta vez não fez a coisa por menos: diz que a culpa da crise é dos «especuladores» (só os outros, suponho!), que o perigo do desemprego e dessa mesma crise é poder provocar «revoluções» (deus nos livre e guarde!!!), que precisamos de inventar uma «nova democracia»... ou então um «novo género de ditadura que todos temos de aprender (???)». Levado pelo entusiasmo deu mesmo a entender, numa espécie de aula de História intercalada com elogios a Salazar (era fatal!), que uma situação destas nem é digna de Portugal, que, segundo ele diz «foi um povo que dominou o mar há 200 anos».
E eu a pensar que há duzentos anos, nos idos de 1800 e seguintes os portugueses estavam ocupadíssimos a ver a Corte a fugir para o Brasil, o país invadido pelas tropas francesas, depois, as lutas entre os liberais e os outros, a guerra civil, a “patuleia” e os “cabrais que são falsos à nação”, etc., etc... e afinal, andávamos a dominar os mares!!!
Se ao menos Berardo conseguisse dominar o seu “mar” de ignorância...
2. Outro grande português que também tem vivido muito bem da “especulação” é o grande pensador de Vilarinho do Bairro, o Prof. Vital Moreira. Na última quinta-feira, comentando as declarações do governador do Banco de Portugal, que afirmou já estarmos em recessão, disse que «Há duas qualidades muito necessárias num governador de banco central: discrição mediática e "self-restraint" verbal... ». Para quem não tem o tradutor aí à mão, isto que dizer: “Fazer o frete ao Governo e estar caladinho”.
Vital Moreira sempre, sempre no seu melhor!
Mesmo depois da clara desmistificação (feita aqui pelo Sérgio Ribeiro) da aldrabice feita com os números da queda do défice nas contas públicas, confesso que é muito estranha esta sensação de estar de acordo com o primeiro-ministro. É que, curiosamente, também eu ficaria muito contente com a “execução” do orçamento... embora fique com a uma leve impressão de que não estamos os dois a falar da mesma coisa... nem da mesma execução.