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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fim da crise – Não fumo desse tabaco...


E como que num passe de mágica... op-lá!”... acabou a crise e estamos a crescer!
E dirá algum dos leitores: então Samuel... também é pelo “quanto pior melhor”? Não festejas os números positivos?!
- Não... e também não!
Não, não defendo o quanto “pior melhor”! Nunca festejei. Ponto! Não, não festejo os “números positivos”. E porquê? Porque acho que “quanto pior, pior”... e enquanto tiver discernimento para perceber que uma qualquer melhoria - a dar-se - nos números da economia e do défice e do diabo a sete, foi conseguida com o sangue, suor e lágrimas dos mais indefesos, com o esmagamento de pensionistas e funcionários públicos, com a morte prematura de idosos sem acesso aos medicamentos e tratamentos, com o escorraçar de jovens para fora do país, com um aumento gigantesco do número de desempregados, sendo que metade nem subsídio de emprego já tem... tudo isto enquanto os ricos vão ficando mais ricos, a banca goza de protecção estatal e as grandes empresas fazem acordos milionários para sugar todo o dinheiro que é roubado a quem trabalha… ainda que reconheça os números, não, senhoras e senhores, não festejo porra nenhuma!!!
Mais... estou convencido de que este crescimento mágico é mais um número de vaudeville “martelado”, que serve de tempero para melhor se engolirmos a argamassa nojenta da nova e mais pesada austeridade que vem aí. Anunciada já como definitiva, quando todos tinham jurado que seria provisória.
É já história muito antiga. Todas os nossos males são anunciados como “provisórios”, mas, no fundo, todos sabemos que tudo é feito para que se tornem “definitivos”. É o “fado” português!

Pelo menos... enquanto o português for “suave”!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O cerco de feras


Está há muito montado o cerco. Não há sinais de folga. Antes pelo contrário! A somar ao fanatismo criminoso da obsessão “austeritária” do Governo de Passos & Portas, são constantes os recados da múmia de Belém, no sentido de continuar e agravar este rumo, no sentido do “respeitinho” aos mercados. A reforçar... o coro das vozes do dono que rebentam (antes rebentassem!) como cogumelos em tudo o que é jornal, redes sociais, televisões, armados em analistas e politólogos.
Não vá dar-se o caso de os terroristas domésticos não serem suficientemente aterrorizadores para o milhão de desempregados, coagidos a aceitar qualquer pagamento por um trabalho – qualquer trabalho – pelo qual, antes, recebiam o dobro e sob a ameaça de deixarem (como milhares já deixaram) de receber qualquer apoio social, não vão os pré-reformados não ficarem suficientemente aterrorizados com a perspectiva de adiamento da reforma, se não for mesmo o esfumar de tudo por que toda a vida lutaram , não vão os jovens recusar o não-futuro que esta política lhes reserva... para falar apenas destes, não vá dar-se o caso… todos os dias os carrascos recebem ajudas do estrangeiro.
Ora é o cagão barroso a ameaçar o TC com a culpa do que suceder se as fatias de austeridade que, para além de tudo, ofendem a Constituição, forem reprovadas.
Ora é troika a ameaçar o TC com a culpa do que suceder se as fatias de austeridade que, para além de tudo, ofendem a Constituição, forem reprovadas.
Ora são agências de notação, como a Fitch, a ameaçar o TC com a culpa do que suceder se as fatias austeridade que, para além de tudo, ofendem a Constituição, forem reprovadas.
Poderia dar mais exemplos, só que o resultado seria o mesmo: mais uma mão cheia de parágrafos copiados uns dos outros, mudando apenas os nomes das feras.
Tanto insistem... que até parece que acreditam que são mesmo a Constituição da República e o Tribunal que tem por obrigação fazer respeitá-la, os culpados pela crise do capitalismo, estertor que tem tido como resultado o recrudescimento da ferocidade dos ladrões que o comandam.
Razões pelas quais termino pedindo desculpas aos “Xutos e Pontapés” por ter avacalhado o seu “O Circo de Feras” e por pedir desculpas aos habituais leitores que estariam, quem sabe, à espera de uma das minhas tiradas adjectivantes e catárticas... mas a verdade é que não quero dar nas vistas como mais um daqueles que contestam a austeridade, passando a ser mais um dos que causam repulsa à grande escritora de hipermercados Margarida Rebelo Pinto, pelo menos a fazer fé neste vídeo em que ela se “confessa”... e que aqui vos deixo, facto, aliás, que também justifica um sentido pedido de desculpas a todos vós!



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Portas... é “mara”!!!


O “guião” do Portas foi, pela enésima vez, procrastinado! Como vem sendo desde o princípio dos tempos... pronto, vá lá... do princípio do ano. Desta vez é para a próxima quarta-feira.
Compreensivelmente, já há quem faça apostas avultadas sobre o grau de “irrevogabilidade” de mais esta “linha vermelha” do patusco ministro do CDS.
Como o guião do Portas é apenas uma tentativa manhosa de “oficializar e justificar” os crimes que o governo de Passos e do próprio Portas tem cometido contra o país e os portugueses quase todos... tanto me faz que saia, como não saia.
Uma coisa lhes agradeço, no entanto: a oportunidade de usar, pela primeira vez neste blog, a palavra...

“procrastinado”

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Passos Coelho – Como uma fossa séptica...


Aí está o agravamento da austeridade que Passos Coelho garantiu que não se daria! O agravamento de que não falou antes das Autárquicas, «para não espantar a caça», como disse Marques Mendes, numa escolha de palavras extremamente "elegante". 
Passos Coelho abre a boca e é como se fossemos atingidos por uma rabanada de vento vinda directamente de uma fossa séptica. O indivíduo rumina o próprio esterco das suas ideias putrefactas.
A miserável "hiena" seria risível, se a sua mania de falar num português indigente, cheio de frases “novas” e significados “criativos”, não estivesse directamente ligada à ruína do país, ao roubo dos seus recursos colocados nos bolsos dos amigos, ao esmagamento dos trabalhadores, tanto pelo corte generalizado dos seus meios de subsistência como pelo terror do desemprego gigantesco e crescente, fabricado exactamente para puxar para baixo os níveis salariais, ao êxodo de jovens, à morte prematura dos mais velhos e pobres.
E assim vemos o desfile das “requalificações”, das "modulações", das "refundações", dos “ajustamentos”, os “choques de expectativas” e toda restante tralha linguística com que este bandalho pretende confundir quem o ouve.
E assim chegamos a este apelo feito aos economistas, politólogos e comentadores em geral. O apelo para que façam os possíveis, nas suas intervenções públicas, nomeadamente nos meios de comunicação, por «reposicionar as expectativas» das pessoas.
Portando, caras amigas e amigos, quando um qualquer dos lacaios de serviço estiver a tentar lavar-nos o cérebro com mais uma dose do “pensamento único dos mercados”... na verdade, não estará!
Estará a “reposicionar as nossas expectativas”!

domingo, 6 de outubro de 2013

Entornar o caldo? – Sim, sim... vamos nessa!!!


A propósito da porca interferência e pressão de Durão Barroso sobre o Tribunal Constitucional, mais a não menos porca “boca” do «caldo entornado», se não obedecermos cegamente aos banqueiros e nos rendermos, sem luta, à criminosa austeridade destinada a empobrecer quase todos os portugueses em favor de meia dúzia... não tenho grande comentários.
Bom... talvez dizer apenas que o “pavão” com vocação para lacaio nem imagina o “caldo”* que eu adoraria ver entornado... mas pela cabeça dele abaixo!!!

* Antes que alguém venha classificar esta minha tirada como “violência gratuita”... esclareço que não é gratuita! Quanto mais não seja, porque o penico custa dinheiro...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais medidas “austericidas” - Haverá alguém surpreendido?!


Como se tinha abundantemente prevenido... aí estão!
Mais austeridade!
Mais cortes!
Mais roubos!
Mais retrocesso!
Mais desemprego!
Mais insensibilidade!
Mais terrorismo social!
Mais mortes antecipadas!
Tendo a coligação governamental sofrido a tareia que se viu, nas eleições autárquicas... imagino o que seria se, durante a campanha, não tivessem cometido o acto profundamente cobarde e aldrabão de esconder estas novas medidas aos “distraídos” (e outros apenas politicamente mentecaptos) que ainda votam neles!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pequena revista de fim de semana


Quanto mais não seja para demonstrar que, não poucas vezes, a palavra “revista” remete efectivamente para o imaginário do “Parque Mayer” (mas sem graça)... destaco dois acontecimentos:
1. Marques Mendes, Conselheiro de Estado (rais ma parta se entendo porquê!!!), resolve “anunciar” uma reunião do Conselho de Estado, antes de o PR o fazer e alegando não conhecer a agenda... o que quer dizer que a dita reunião até podia ter lugar para tratar de algum assunto secreto, de segurança nacional... dispensando bem a extemporânea publicidade.
A demonstrar que a pequenez só muito raramente tem alguma coisa que ver com questões físicas.
2. Adepto, desde há muitos anos, da aquisição regular de conhecimentos sobre os comportamentos humanos, assisti, ontem pelas 19 horas, a uma aula sobre o tema “A ausência de limites para a lata”, aula ministrada pelo senhor doutor Paulo de Sacadura Cabral Portas.
E que grande "aula" que foi!!!

sábado, 4 de maio de 2013

Mais austeridade – Assim à primeira vista...


Não tenho palavras “inteligentes” para comentar as anunciadas novas medidas do governo, medidas que insistem de forma demencial nos erros que provocaram a catástrofe social em que vivemos, aumentando a sua dose em vez de os corrigir ou mudar de rumo.
Apesar da minha falta de ferramentas de análise política ou económica, há, ainda assim, algumas classificações que me ocorrem:
“Canalhice”
“Crime organizado”
“Protofascismo”
“Terrorismo de Estado”

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um pequeno contributo para a indústria e comércio de panos encharcados...



Passado o tempo em que a mera sugestão de mexer nos prazos de pagamento da dívida, da sua renegociação, ou qualquer forma de crítica ou questionamento ao usurário e exorbitante montante  dos juros que pagamos, era uma atitude banida dos media e fustigada violentamente por toda a máquina do pensamento único... entramos numa fase nova.
Na verdade, ou por serôdia convicção, ou por oportunismo, seja para agitar os equilíbrios de poder dentro da coligação, ou lançar as sementes de uma candidatura presidencial – como é o caso de Durão Barroso – aparecem de todo o lado as vozes que declaram a austeridade excessiva e a absoluta premência de passarmos ao crescimento.
Como alguém tem que alinhar pelos fanáticos da austeridade, aí temos a senhora Sharon Bowles, a eurodeputada britânica que preside à Comissão de Economia do Parlamento Europeu, mostrando as maiores dúvidas sobre a possibilidade de abrandamento da austeridade em Portugal, chegando mesmo a dizer com uma bastante insolente ligeireza... «Não sei se não precisam de mais!»
Desconheço aquilo que a senhora sabe sobre Portugal e sobre o que os portugueses “precisam”.
Em contrapartida, eu tenho uma ideia bastante clara sobre o que a senhora deputada precisa... em cheio na cara!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Amanhã é dia 2 de Março!


Desde os tempos da minha mais remota juventude que perdi a ilusão juvenil, bastante mais pateta que juvenil, diga-se... de que algum dia veria toda a gente, ou mesmo uma maioria significativa de pessoas gostando exactamente do mesmo que eu.
Posto isto, transpondo a ideia para o presente e para assuntos mais relevantes do que os simples gostos pessoais, gostaria de partilhar umas tantas palavras sobre as manifestações de amanhã, dia 2 de Março.
Àqueles que, mesmo não pertencendo ao grupo restrito dos que são pagos (e bem pagos!) para defender publicamente todas as medidas do governo, estão sempre dispostos a justificar toda a austeridade e toda a regressão política e social que nos estão a ser impostas, por serem genuinamente retrógrados, reaccionários, ou saudosos do fascismo... nada tenho para dizer que os possa levar a mudar de rumo. O tempo de vida que tenho pela frente não me permite fantasias inúteis.
Àqueles que, estando contra as políticas do governo, ou pelo menos contra o resultado delas, não ainda por qualquer grande convicção, mas porque, finalmente, lhes está a doer forte e feio na pele... mas ainda assim, acham que manifestações e protestos não servem para nada... teria muito que dizer e conversar... mas até amanhã não dá tempo.
Para todos os outros, mais ou menos à esquerda, mais ou menos organizados, mais ou menos jovens, mais ou menos irreverentes, mais ou menos ortodoxos, mais ou menos libertários... que seja um bom dia para dizer o que vai na alma!
Para a unidade que faz falta, vai ser preciso dominar um ou outro impulso sectário, uma ou outra incompreensão, um ou outro ressentimento, um ou outro egoísmo, um ou outro ego... e apostar tudo na pragmática paixão – passe a aparente contradição – pelo que partilhamos:
Os sonhos que nos formaram. O caminho que se quer largo e plural. A viagem que faz todo o sentido... porque é a grande e decisiva viagem da nossa vida. A única!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Regresso aos mercados – Uma parábola de colectividade de província


O mais bem falante rapazote “neoliberal” lá da vila, a quem nunca ninguém conhecera um emprego digno desse nome, candidatara-se ao lugar de presidente da “Sociedade Euterpe Arronfilhense”, de Arronfelhas do Vouga, com promessas espampanantes que agradaram à maior parte dos poucos sócios que se deram ao trabalho de ir votar.
«Temos que subir o valor das quotas! Acabaram-se as mordomias e os privilégios no bar: os sócios não têm direito a desconto nenhum! Se querem ter os cachopos a estudar na banda... paguem as aulas, os fardamentos e os instrumentos! Vamos entregar o património da colectividade à iniciativa privada! Vamos refundar a colectividade!»
Como já disse... houve quem gostasse (há gostos pra tudo!) e acreditasse na sua voz de barítono e ar de manequim da loja "O universo da moda", situado na rua principal da vila.
Entretanto, o maior problema da colectividade era o facto de uma grande parte dos sócios já não caber no salão de festas, problema que a nova direcção resolveu, à socapa, mandando exterminar uma quantidade indeterminada de sócios. Uns à míngua de medicamentos, outros em acidentes estrambólicos a caminho dos cada vez mais longínquos hospitais, outros forçados a emigrar em segredo, etc. Fizeram-no (assim como os restantes sacrifícios) protegidos pela cortina de fumo provocada pelos elogios de colectividades estrangeiras e pelo retumbante sucesso de um inesperado “regresso aos mercados” para comprar a crédito uma aparelhagem sonora para os bailes, a nova máquina de café e um computador para o gabinete da direcção.
Os sócios, que finalmente viram a lotação do salão de festas miraculosamente “aumentada”, aumento comprovado pelo facto de já lá caberem "todos", andaram numa felicidade que só visto... até ao dia em que começaram a dar pela falta de alguns conhecidos, amigos, familiares... ... ...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mulas – Há-as para todos os gostos...




O destacado “socialista” espanhol e colaborador do FMI, Carlos Mulas Granados, não se poupou no rigor e na dureza, aquando da feitura do relatório encomendado por Passos Coelho ao mesmo FMI, e de que foi coautor, relatório destinado a justificar os cortes de (mais) quatro mil milhões de euros retirados aos bolsos e à vida dos portugueses. Isto, depois de rasgar publicamente as vestes em discursos contra a austeridade...
É nestas alturas que se vê que não é só em Portugal que há gavetas atulhadas de “socialismo”! Adiante...
caballero y nuestro hermano era também presidente de uma treta qualquer chamada “Fundação Ideias”, também ela assaz “socialista”. Ora, como isto tudo está pela hora da morte, o nosso amigo Mulas tratou de inventar uma amiga virtual, Amy Martin, uma “especialista” que assinava por ele resmas de artigos para o site da Fundação. Calculam os restantes dirigentes da dita Fundação (que agora o expulsaram da presidência) que o Mulas tenha, através desta fraude, pago a si próprio qualquer coisa como 50.000 euros da organização.
Pela minha parte, agradeço a notícia. Estas estórias, uma espécie de novas fábulas imorais, são sempre pedagógicas... mas na verdade não havia necessidade!
Nesta altura do “campeonato” já todos temos uma ideia bastante precisa sobre que tipo de canalhas é que pulula nestas organizações. Já temos uma imagem bastante nítida quanto à matéria de são feitos os bandalhos que vêm esticar o dedo a aconselhar baixas de salários, cortes nas indemnizações por despedimento, cortes em pensões de idosos, cortes nos subsídios de desemprego, no acesso ao ensino, à saúde, à cultura...
Estão devidamente identificados. Falta apenas (fazer) chegar a hora, como dizia uma cantiga que cantei muito, antes de Abril, “em que tenhamos ocasião de lhes pagar tanta atenção!”

Adenda:  Afinal, a falcatrua da escritora misteriosa não era para se abotoar, ele próprio, com o dinheiro... mas para pagar à esposa



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Errata oportuna


Desde que, há uns dias, Passos Coelhos cometeu a afirmação «É necessário acabar com a ideia de que o governo está a levar o país à recessão»... que eu andava a magicar que ali havia algo de muito errado.
Felizmente, mãos amigas (para ser exacto, até agora, oito mãos amigas) fizeram-me chegar via mail esta imagem de uma preciosa e oportuna errata da dita frase.
Em boa hora!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Gaspar - “O Décimo”


O economista belga Paul de Grauwe é, entre outras habilidades, “especialista” no funcionamento da “Zona Euro”. O facto de ser conselheiro de Durão Barroso, para além do mais, é bem capaz  de o excluir do número dos perigosos “comunas e esquerdistas” que são sempre do contra.
Ao mesmo tempo que esclarece ser amigo pessoal de Vítor Gaspar, o celebrado “décimo melhor” ministro das finanças não sei de onde... e não escondendo achar que «O caminho que o Governo português está a adoptar é o certo»ainda assim diz que «É preciso acalmar o entusiasmo. Não exagerar», acrescentando mesmo: «Penso que Vítor Gaspar está demasiado entusiasmado com a austeridade».
É perante a evidência de que o homem deve navegar nas mesmas águas políticas de Durão Barroso, da sua “entourage” na Comissão Europeia e de Vítor Gaspar, que esta sua “advertência” me lembra a célebre anedota que falava de um general que era tão estúpido, mas mesmo tão estúpido… que até os outros generais conseguiram dar por isso.

Desgraçadamente, o nosso "general" das Finanças não é estúpido. Está mesmo longe de o ser! É uma mão cheia de outras "coisas" que até os seus pares já perceberam, tal como na anedota... mas tudo "coisas" que agora não digo. Nas últimas horas esgotei o meu pecúlio de adjectivos desagradáveis, pecúlio que em condições normais daria para uma semana...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Doentes e desempregados – Esses grandes “inimigos públicos”!


Ora deixa cá ver se eu entendi bem estas novas “contribuições” impostas pelo Governo e pela maioria PSD/CDS a quem está em situação mais necessitada, ou fragilizada.
Não... não estou à procura de uma lógica! Os ladrões não roubam de uma forma lógica. Tentam apenas roubar tudo o que lhes for permitido... mas de maneira a ficarem impunes. O que me espanta na notícia é o “pequeno pormenor” que transforma estes ladrões em bandidos com requintes de sadismo. Senão, vejamos:
O subsídio de doença sofrerá um corte de 5%... mas apenas a partir dos trinta dias (???).
Portanto, se entendi bem, um trabalhador que adoeça tem direito ao subsídio de doença por inteiro, durante trinta dias; no caso de ter adoecido tão gravemente que a baixa tenha que prolongar-se por muito mais do que um mês... então aí vem o castigo, que é para aprender a não adoecer gravemente!!!
O mesmo princípio vai aplicar-se aos desempregados, só que no caso destes a “pena” é ainda maior.
Chamam a estas medidas, os canalhas, «ética na austeridade»!!!
Chamo-lhes eu, um Governo de bandalhos!!!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Angela Merkel – Autocrítica *


Reconheço que ao longo dos últimos tempos poderei, aqui ou ali, ter-me excedido nos epítetos dirigidos a Angela Merkel, a material primeira-ministra de Portugal, actividade em que tenho sido, não poucas vezes, acompanhado por outros, useiros e vezeiros neste tipo de “más criações”.
A fim de que nada do que tenho dito até hoje possa ser confundido com quaisquer apelos à violência ou bandalheira, em vésperas da visita da senhora... declaro solenemente que sou pela justiça:
Espero que Angela Merkel seja recebida exactamente como merece!!!
Ao contrário do que se esperaria, o título “autocrítica”, como se vê, não anunciava um post de crítica ou divulgação da indústria automóvel.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Governo Passos/Portas – Hienas...



Para este governo de hienas, o pagamento de um vencimento mensal não é a devida retribuição do trabalho, mas sim uma despesa. Uma prestação social, como um subsídio de desemprego, apoio na doença, na educação, não é a devida retribuição pelos impostos, contribuições e taxas que copiosa e pesadamente pagamos... mas sim uma despesa.
A cabeça dos canalhas e ultraliberais em geral, funciona assim!
Daí que seja natural ver atirar o barro à parede com “propostas” de redução drástica do subsídio de desemprego, capazes de fazer corar e gaguejar até alguns apoiantes do governo. Logo seguidas da recorrente farsa do "recuo", farsa ainda mais rasca, quando é anunciado, no mesmo momento, um corte equivalente, sem que se diga onde.
Manda a demagogia balofa e populista (mas nem por isso menos criminosa!) deste governo que, para tentar fazer os portugueses engolir este “xarope” nojento, se tente fazer crer que a esmagadora maioria da “despesa” pública é destinada aos vencimentos da “função pública” e “apoios sociais”.
Assim amalgamada a informação, os cidadãos não repararão que aquilo que eles declaram despesa com a “função pública” é toda a “despesa” com os vencimentos dos funcionários, sim... mas que aqui estão incluídos os trabalhadores que estamos habituados a identificar como Funcionários Públicos, mais os professores do ensino público, os médicos dos SNS, os polícias, os militares, juízes, funcionários judiciais, deputados, etc., etc., etc., a que se junta toda a “despesa” para fazer funcionar esses sectores, desde a pequena escola básica ou do centro de saúde mais remoto, ao moderno "campus" da Justiça no Parque das Nações.
Assim amalgamada a informação, os cidadãos não repararão que aquilo que eles declaram despesa com os “apoios sociais”, não são esmolas do Estado, mas sim o pagamento devido aos reformados e pensionistas que trabalharam e pagaram impostos toda uma vida e àqueles que, fruto das miseráveis políticas destes governos, ou da má gestão do patronato parasita, caem no flagelo do desemprego, tendo direito a um subsídio de desemprego digno.
Claro que há dificuldades! Todas as contas e previsões do executivo estão erradas! A austeridade cega deste governo, com o brutal corte de poder de compra provocado pelas desumanas subidas nos impostos, a contracção do consumo, as falências de milhares de pequenas empresas e mais, cada vez mais desemprego, reduzem drasticamente as receitas que o Governo “esperava” ver entrar nos cofres das Finanças.
Claro que, para este governo, a culpa da redução na receita fiscal esperada não é das falências, nem do desemprego crescente, nem do empobrecimento. A culpa é dos portugueses, que “não estão dispostos” a pagar impostos... a fazer fá nesta frase lapidar (pena que não seja!) do ministro das Finanças, Vítor Gaspar:
De facto, Portugal está confrontado com sérias dificuldades. Estou convencido de que uma das maiores... é ter como ministro das Finanças um fanático sem um pingo de vergonha na cara!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

OE 2013 – Massacre indigno de Abril


Aí está o monstruoso e criminoso Orçamento de Estado para 2013! Diz o PCP que é «Indigno do 25 de Abril». Dizem Os Verdes que é um «verdadeiro massacre às famílias». Diz o BE que é o «maior ataque jamais feito por um Governo ao país na História da democracia». Todas as críticas são justas! Toda a resistência é urgente!
Já muito se escreveu e disse sobre o que este crime significa. Em número de trabalhadores sem trabalho, atirados para o desespero. Em número de trabalhadores com trabalho, empurrados para a pobreza. Em número de doentes sem acesso a cuidados de saúde. Em número de jovens sem futuro. Em micro, pequenos e médios empresários, condenados à falência. Uma economia moribunda. A emigração dos mais aptos.

Gaspar, o demagogo barato e insolente, lerdo lacaio da troika, diz que «Recusar este orçamento é recusar o programa de ajustamento negociado com a troika». Por mim... vou nessa!!!
Estando tudo, ou quase tudo dito e escrito, fica esta imagem de um “governo” de fanáticos que, qual bando de criminosos encurralados, em vez de renderem perante os resultados catastróficos dos seus crimes, resolvem adoptar a estratégia desesperada da “fuga para a frente”, o que, como se sabe, sobretudo envolvendo gangsters em desespero, resulta em verdadeiros “banhos de sangue”.
Não deixarão de ser julgados pela História... embora eu preferisse vê-los julgados já... e por qualquer coisa muito mais imediata e concreta do que apenas a História!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

FMI e Durão Barroso - É preciso ter lata!



Que a austeridade, resultando no esmagamento do poder de compra de milhões de cidadãos, que assim contraem o consumo, levando à falência milhares de pequenas empresas viradas quase exclusivamente para o consumo interno, aumentando o exército (antes fosse!!!) de desempregados... que a austeridade, como ia dizendo, seria a ruina da economia e não a sua salvação, era uma coisa tão óbvia, tão óbvia, mas mesmo tão óbvia... que até eu sabia!
Fazendo durante meses e meses ouvidos de mercador aos avisos de gente que também o sabia, e muito melhor do que eu, de repente, xanããã!!!... o FMI descobre que se tinha enganado e que a austeridade, afinal, não é solução, pedindo mesmo um «travão á austeridade na Europa»
Durão Barroso borrou-se todo e jura a pés juntos que a culpa é dos governos e que nunca houve nenhuma imposição europeia aos países e aos povos “intervencionados”.
Olhando para o brutal Orçamento e demais medidas avulsas que continuam a "parir"...  os nossos governantes ainda não sabem de nada, ou, provavelmente, Angela Merkel ainda não lhes telefonou a fazer saber.
É preciso ter lata!
Mais lata ainda que a que vinha da Flandres, a região onde eu pensava que “nascia” e de onde era importada toda a “folha de flandres”, a vulgar lata com que se forravam vistosos baús de madeira, com que eram feitos aos alguidares, baldes, regadores, almotolias... e muitos dos meus brinquedos mais queridos, que tanto me ajudaram a matar tempo e ficar com alguns golpes nos dedos enquanto o fazia...
Agora já sei de onde vem a lata!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Angela Merkel – A “ajudante”


Só uns poucos ingénuos que acreditam mesmo que a Alemanha está a ajudar a Grécia (ou Portugal), em vez de estar a encher os bolsos aos banqueiros alemães, é que poderão estranhar o facto de a Chanceler(ina) alemã ser persona non grata nesta sua visita à Grécia.
Claro que para os defensores da austeridade a qualquer preço e para algumas bestas da imprensa alemã, os gregos não passam de uns «ingratos»... mas tentemos ver a coisa por um outro prisma.
Se Angela Merkel aterrasse em Atenas, não bolsando umas baboseiras sobre a salvação do Euro e da maravilha dos sacrifícios, mas sim com um famoso cheque na mão... outro galo cantaria. Não, não estou a falar de um chequezinho com mais uma tranche de “ajuda”. Estou a falar de outro, muito mais antigo, muito mais significativo.
Quem se der ao trabalho de ler este texto do principio ao fim, ficará a saber de que cheque estou a falar. Ficará a par da história vergonhosa da recusa alemã, que se mantém até hoje, de pagar à Grécia as reparações a que foi condenada, pela ocupação selvática que fez àquele país, durante a 2ª Guerra Mundial. Pagamento que a Grécia tem vindo a exigir, repetidamente, ao longo de todos estes anos. Embora tenha pago, ainda que parcialmente, a outros países vítimas da sua ocupação, no que respeita à Grécia a Alemanha tem-se recusado sistematicamente a pagar, recorrendo, repetidamente, aos truques mais rocambolescos e desavergonhados, para o “justificar”.
Ficará a saber, também, que há quem tenha feito as contas e, espanto!, a dívida da Alemanha para com a Grécia, a ser paga amanhã, anularia qualquer necessidade grega de ajuda financeira... e ainda sobraria dinheiro.
Pensemos nisso sempre que vierem impingir-nos a treta da “ajuda”!