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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As televisões portuguesas... que se estão nas tintas para os portugueses


Todas as televisões, RTP incluída, acham importante que saibamos da mais recente tatuagem junto à “passarinha” da famosa artista “pop”.
Todas acham importante que saibamos de todas as vezes que o “nosso” craque de futebol tem um dói dói.
Todas acham importante que os seus “jornalistas” se plantem à porta de Belém, ou dos ministérios, papagueando as mesmíssimas palavras que o pivot acabou de dizer em estúdio, para acrescentarem, apenas, a momentosa informação em “directo” que dá conta do facto de ninguém ter entrado, ou saído... ou, no caso de terem entrado, ou saído... não terem prestado quaisquer declarações.
Todas as televisões acham importante abrir telejornais com o desastre de viação, na cochinchina, entre um autocarro de transporte de galinhas e uma carrinha carregada de repolhos.
Todos as televisões acham importante correr para a “europa”, dia sim dia não, para seguir cada espirro e relatar cada flatulência de Merkel ou do seu ministro das finanças.
Todas as televisões têm pessoal e meios para ir para Londres reportar em directo cada passo do “casamento real”, ou do nascimento do primeiro bebé real... ficando apenas a dúvida de como raio é que deixaram escapar a oportunidade de cobrir, passe a expressão, a primeira “queca real”.
Nenhuma televisão acha importante seguir, de forma competente e democrática, um acontecimento como as Eleições Autárquicas, que terão consequências na vida de milhões de eleitores e milhares de candidatos, centenas de cidades e vilas, milhares de freguesias!
Por muito que este “amuo” antidemocrático das televisões pudesse encaixar-se apenas na minha já habitual classificação de “jornalismo de merda”, acho que, desta vez posso e devo acrescentar:

Capitalismo de merda!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Autárquicas – Porque nem tudo deve ser tensão...


Eu sei que até há artistas que gostam de escolher pseudónimos que os liguem às suas ideias, às suas terras de origem, ou à Natureza, como foram os casos de Bernardo Santareno, ou Miguel Torga, ou Elmano Sadino, ou Belmiro Transtagano... entre tantos outros.
Eu sei que fica bem aos partidos escolherem candidatos autárquicos que tenham uma estreita ligação à sua terra!
Ainda assim... ser o Paulo Queimado a candidatar-se à Chamusca, não será um manifesto exagero?

Adenda: Ser este candidato o primeiro de uma série que publicarei, não tem nada de pessoal, tal como é irrelevante o facto de ser do PS. Mais à frente aparecerão outros, de outros partidos e “apanhados” por outros motivos. Apenas para “espairecer”, num convite à boa disposição e sentido de humor que, embora não resolvendo problema algum... ajuda!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eleições Autárquicas – Há coisas tão "feínhas"...


E lá volto ao mesmo! A lei de limitação de mandatos autárquicos, na minha modesta opinião, nem deveria existir! A única limitação ao direito de se fazer eleger para uma autarquia, devia ser a comprovada falta de honestidade, transparência verdade, competência.
Infelizmente, o facto é que a lei existe. Infelizmente, o facto é que foi feita de forma suficientemente incompetente (??) para permitir interpretações divergentes.
Agora, por maiores que sejam as confusões geradas, todas as interpretações são legítimas... mas, felizmente, contestáveis.
Ainda assim, há coisas que me desanimam um pouco.
Se de um movimento com objectivos misteriosos e um nome “afascistado”, como é a “Revolução Branca” que, diga-se em abono, não concorre às eleições, este encarniçamento sobre as candidaturas, única forma de aparecerem nos media e, quem sabe, acabarem a formar um partido... é compreensível, já este passatempo do BE, que o leva a pôr a política em tribunal um pouco por todo o lado... é bastante esquisito.
Não haveria forma de debater isto politicamente, nos lugares certos, ou, no limite, tentando “impugnar”, ou confirmar, ou aclarar a lei directamente no Tribunal Constitucional, em vez desta espécie de tiro ao alvo sobre candidatos específicos?
Não é uma vergonha para a política, para a justiça (e para a democracia) esta sucessão inevitável de decisões contraditórias dos tribunais, ora pelo facto de, como já disse, a lei dar lugar a interpretações, ou porque os senhores juízes acabam fatalmente sob a suspeição de se moverem por simpatias partidárias?
E, finalmente, ainda quanto ao BE... não seria bem melhor dedicar-se com empenho ao trabalho político, com o justo objectivo de ganhar algum peso eleitoral a nível autárquico, em vez de se entreter a “dinamitar” candidaturas concorrentes?
Quando, passadas as eleições, um candidato impedido de se candidatar, decidir impugnar todas as eleições em que, ao abrigo da mesmíssima lei e com as mesmas “limitações” a apontar, houver candidatos a quem foi permitido fazerem-se eleger de novo... de que lado ficará o Bloco de Esquerda, perante essa evidente injustiça?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Não, à lei (mais uma!) contra o poder local democrático!


O “Movimento Revolução Branca” continua a sua saga de busca de protagonismo, insistindo na perseguição pública aos candidatos a autarquias que tenham uma interpretação da lei de limitação de mandatos (sim, a lei permite interpretações antagónicas!) diferente da sua. Apenas alguns reparos:
1. Do ponto de vista da sua interpretação da lei, estes “brancos” até podem, num ou outro ponto, parecer razoáveis.
2. O facto de, a partir do seu ponto de vista, até poderem estar a dizer uma ou duas coisas acertadas, vale tanto quanto o “ponto de vista” do relógio parado que, ainda assim, dá as horas certas duas vezes por dia.
3. Enquanto um parecer de um tribunal for passível de recurso (e isso também faz parte das leis que os tais senhores “brancos” tanto veneram) um cidadão mantém o direito a continuar a tentar fazer valer o seu ponto de vista. Com isso, não está a desobedecer a gaita nenhuma, já que se trata de um assunto por encerrar.
4. Como já disse, a porcaria da lei nem deveria existir, logo, acho que o que se deveria fazer era lutar pela sua revogação e criar as condições para, democraticamente, exercer um melhor controlo sobre a qualidade e honestidade do desempenho dos detentores de lugares nas autarquias locais, ou no Parlamento, ou no Governo, ou na Presidência da República.
5. Por último... e muito importante para explicar a minha aversão a este “movimento”, o facto de qualquer coisa que se chame “revolução branca”... deixar no ar o cheiro insuportável a "ku klux klan" e a fascismo!!!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Viseu - Nem substituível... nem insubstituível...



Aos viseenses, militantes do PSD, é absolutamente legítimo esperar que o seu candidato à Câmara Municipal venha a vencer as eleições e a fazer um grande lugar. A belíssima cidade de Viseu, cidade da minha mais infantil memória, merece-o.
Claro que eu preferiria que outra visão política fosse maioritária ali... mas é preciso um pouco mais que “desejos” para alterar uma realidade tão antiga e tão fortemente instalada.
Agora o que me interpela verdadeiramente é a forma como se tornou possível a candidatura do senhor, até agora secretário de estado, Almeida Henriques, à autarquia, abandonando o seu lugar no Ministério da Economia.
Por uma mera questão partidária, abandona o governo do país... o que não é, infelizmente, original. Já bastante original é que o primeiro-ministro considere que não há necessidade de proceder à sua substituição. Segundo dizem, todas as pastas que estavam a seu cargo serão distribuídas por outros elementos do Ministério.
Se, afinal, não há de todo necessidade de o substituir... estava lá a fazer exactamente o quê?!!!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Limitação de mandatos nas autarquias – Começou o “circo”?!...



Esta lei de limitação de mandatos nas autarquias nunca deveria ter visto a luz do dia! Claro que esta é apenas uma opinião... embora saiba que não estou sozinho.
O que deveria existir, sim, era a vontade política de fazer um rigoroso “controlo da qualidade” dos mandatos dos autarcas, em termos de promessas cumpridas, ou cumpríveis dentro da legalidade, em termos de honestidade e trabalho feito.
O que deveria existir, sim, era a possibilidade e vontade de promover uma muito maior participação democrática das populações nos destinos das suas autarquias, criando, ao mesmo tempo, meios expeditos de apear todos aqueles que, tendo concorrido e ganho as eleições com um programa político, se desviassem desse programa por razões não justificáveis.
Nesses casos, os “independentes” deveriam poder ver os seus mandatos retirados pelo voto popular dos cidadãos e movimentos que os elegeram e sim, sem dúvida alguma, os partidos políticos que retirassem a confiança política a um seu presidente de câmara, por considerarem terem sido traídos os princípios do partido, assim como o programa eleitoral sufragado,deveriam ter a possibilidade “reaver” o lugar, entregando-o a outro membro da vereação, ou, no limite, recorrendo a novas eleições.
Não, não acho que os lugares de pessoas eleitas em listas de partidos políticos, passadas as eleições, devam passar a “pertencer” a essas pessoas e não ao partido que deu a cara pelo programa e arrostou com todas as tarefas que levaram até à eleição, como hoje acontece. Nem em autarquias, nem no Parlamento.
Não, não acho que um partido – qualquer partido – deva estar condenado a arrostar com a vergonha pública de ter que responder politicamente por aquilo em que, por vezes, se tornam aqueles que um dia apoiou. Seja a pura traição política, seja o oportunismo, populismo e clientelismo, seja a encapotada corrupção, seja o que for.
Assim, assistimos ao espectáculo desmoralizador de ver um deputado ou presidente de Câmara que, perdendo o apoio, quando não mesmo sendo expulso do seu partido, mesmo assim fica agarrado ao lugar como sua propriedade particular.
Assim, vamos continuar a assistir a cenas como esta, em que a democracia e os direitos políticos de um cidadão ficam reféns de um “da” ou de um “de”... ou da disposição momentânea de um qualquer juiz e da sua pessoal interpretação de uma lei que, já que existe (e, repito, não deveria existir!)... deveria, pelo menos, ser clara. Uma lei que trata com pretensa igualdade aquilo que não é igual. Um político que serve, não pode ser tratado como o outro que se serve!
Com este caso de Seara (cidadão que só conheço de vista), temo que tenha sido dado o tiro de partida para a fase “circence” das autárquicas 2013!
Sei que esta minha espécie de “proposta de revisão da lei eleitoral” vai ao arrepio de um famoso manifesto que anda para aí e que defende, grosso modo e em vários pontos, o contrário(*) do que eu aqui, por alto, defendi quanto ao papel e importância dos partidos na vida política do país... mas paciência!
Confesso que antevejo um tempo assaz estranho, a avançar todo aquele projecto defendido pelo tal manifesto. Um tempo em que, apesar da propaganda a favor das liberdades individuais e da democratização, os caciques serão como cogumelos, os “tinos de rans multiplicar-se-ão por cem, os candidatos tiririca aparecerão a cada esquina... e debaixo de cada pedra nascerá um manuel coelho” pronto a ocupar o lugar que deveria ser ocupado por um verdadeiro deputado.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

João Cordeiro – Apenas mais um...



«Sei muito bem aquilo que posso fazer, o que não posso e o que me recuso a fazer. E – pode ter certeza – política é uma das coisas que me recuso a fazer. Não me entusiasma.»

Estas terão sido declarações do senhor João Cordeiro à “Visão”, em 2005.
O senhor João Cordeiro dirigiu, durante anos, aquele que é considerado um dos maiores lobbies da economia portuguesa, a Associação Nacional de Farmácias.
Ainda me lembro do tempo, nada distante, em que se acaso uma farmácia saísse das mão da família que a detinha havia gerações, o valor de trespasse do negócio que era anunciado, ainda que se tratasse de uma simples farmácia de bairro com três ou quatro funcionários, faria inveja a muitas médias empresas com cem ou mais trabalhadores e boas carteiras de encomendas.
À frente dessa poderosa máquina de fazer dinheiro, João Cordeiro notabilizou-se, nos últimos tempos, pelas guerras violentas que travou com o Partido Socialista. Desde Ferro Rodrigues, que lhe terá devolvido uma carta em que a Associação protestava contra a ideia da criação de farmácias sociais, pelo facto de esses “protestos” estarem alagados em insultos; passando pelas violentas trocas de galhardetes com o ministro da Saúde de Sócrates, Correia de Campos... até chegar ao próprio Sócrates a quem chamou publicamente «mentiroso e traidor»... o aguerrido Cordeiro foi dizendo do PS, dos seus ministros e dirigentes, aquilo que Maomé não ousou dizer do toucinho.
Notícia súbita... o senhor João Cordeiro é candidato à presidência da Câmara de Cascais!
Não! Não seria sequer notícia o facto de o homem aceitar um cargo político, depois de afirmar taxativamente que era uma coisa que se recusava a fazer. Isso é o pão nosso de cada dia... ainda que a “habilidade” de vir pretender, numa patética tentativa de justificar a "mudança", que o lugar de presidente de uma autarquia "não é bem política"... revele um pormenor de carácter que pode levá-lo ainda mais longe do que a anterior profissão ligada ao negócio da morte.
Não! Aquilo que realmente é notícia é o facto de o homenzinho se ter deixado convencer a ser candidato à Câmara de Cascais... exactamente pelo PS!
O que é indesculpável é que homenzinhos desta estirpe continuem, impunemente, a atirar gasolina para a fogueira onde arde a honorabilidade da nobre actividade política, no que ela encerra de sentido de serviço público, de dádiva de si aos outros. Actividade nobre que, por entre tanto fumo de corrupção, interesses e oportunismo, acaba por ter colado o rótulo sujo do “Eles são todos iguais!”... por mais injusto que isso seja para tanta gente honrada que entende a política como ela deve ser entendida, sejam autarcas ou políticos em geral que, manda a justiça e a mínima honestidade intelectual que se diga, podemos encontrar em várias áreas do espectro político-partidário e entre muita gente independente.
Isso é que é indesculpável! Quanto ao resto... é apenas mais um!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Portugal nas mão de bandidos


Tinha que dar nisto! Quando se coloca um país nas mão de bandidos, ele acaba vendido, espoliado, com milhões de cidadãos roubados para encher os bolsos aos membros do bando.
Em casos extremos, como o nosso, em que os bandidos padecem de um fanatismo patológico, o país pode mesmo acabar desfigurado geográfica e historicamente, com milhares e milhares de portugueses a ter que pensar duas vezes antes de dizerem onde nasceram, não vá a sua freguesia de nascimento ter sido extinta pela paranoia demagógica e mentirosa destes bandalhos... isso para além das dificuldades acrescidas para a vida de populações inteiras, desviadas das suas tradições, rotinas de vida, serviços públicos, etc., etc., etc.
Não, não vivemos uma época edificante! Como se não bastasse, vem, mais uma vez, o que faz de primeiro-ministro da quadrilha... tentar colocar o peso da culpa sobre os ombros dos portugueses.
Desta vez, o canalha espera que 2013 «seja um ano em que as pessoas vençam o pessimismo e não acrescentem dificuldades àquelas que já temos», insinuando que somos nós quem origina a crise e as dificuldades por que estamos a passar. Insinuando que o estado miserável da sua governação não passa, afinal, de um “estado de espírito”, de que é o povo, “piegas e pessimista”, o único culpado.
Não satisfeito com isso, acrescenta ainda o canalha que «às vezes parece que há quem queira mais pessimismo e mais dificuldades»... a velha e fascista calúnia contra todos os que se opõe à política oficial e cometem o “crime” de anunciar, com antecedência, os seus resultados nocivos.
Pessoalmente, não quero nem mais “pessimismo” nem mais “dificuldades”. Provavelmente, nem sempre sei sequer aquilo que quero… excepto quanto ao futuro deste miserável que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho e da sua abjecta quadrilha. Isso sei muito bem!!!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Relvas – Terá consciência...



Facto: o ministro Miguel Relvas é um bandalho!
A questão está em saber se é um bandalho tão estúpido que não entende que a sua esmagadora impopularidade é uma nódoa que se cola e suja qualquer pessoa que tenha a infelicidade de obter o seu apoio, seja para o que for... ou se, pelo contrário, é um bandalho com perfeita consciência do asco que provoca a muitos milhares de portugueses.
A dar-se o caso de ser verdade a segunda hipótese, então o calhordas estaria já na fase delirante em que usaria a sua impopularidade propositadamente, como arma de arremesso contra aqueles que quer prejudicar... como seria o caso do autarca de Sintra, Fernando Seara, a quem deu o “apoio” para a candidatura à autarquia lisboeta, numa espécie de “beijo da morte”, como lhe chamou Marcelo Rebelo de Sousa.
Como uma cobra que ganhasse consciência da sua perigosidade, da profunda repulsa que provoca... e utilizasse isso como mais uma arma a juntar ao veneno que transporta nas presas.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Governo Passos/Portas – Uma quadrilha!


Como o facto de repetidamente tomarem atitudes e adoptarem medidas dignas de verdadeiros canalhas, já não surpreende ninguém, o governo de fanáticos de Passos e Portas decidiu demonstrar, mais uma vez e com estrondo, o profundo desrespeito, a roçar o ódio, que têm ao poder local democrático nascido com o 25 de Abril e à sua autonomia.
Pouco lhes interessa a realidade ou a verdade. Pouco lhes interessa que o poder local contribua para a dívida pública de uma forma quase residual, mas, em contrapartida, tenha sobre os ombros tarefas sociais de toda a ordem, que caberiam ao poder central. Apenas lhes interessa cavalgar a “pileca” do populismo barato, vendendo a ideia de um país onde praticamente só existem autarcas despesistas e corruptos (corruptos há, sim senhor, mas, curiosamente, quase sempre vindos da área política do governo), um país onde praticamente só há “rotundas” e não um belo trabalho social, cultural, de defesa e preservação do património, etc., etc., etc., um trabalho que implica (e que em tantos casos é evidente) um profundo amor à sua terra a às suas gentes, um conceito absolutamente estranho aos bandalhos que se instalaram no poder exactamente para fazer o contrário: vender o país ao desbarato e espoliar os cidadãos até ao tutano.
Em mais uma imposição “afascistada” de corte cego na “despesa” (o nome que estas bestas dão aos vencimentos dos trabalhadores públicos), ordenam um autêntico “abate” de funcionários que, a ir para a frente, deixará muitas autarquias e serviços em colapso em termos de funcionamento.
Para deixarem claro que pretendem terraplanar qualquer veleidade de autonomia de qualquer autarquia, num tique ainda mais “afascistado” do que o corte em si, ameaçam que qualquer Câmara Municipal que não faça o “abate” de funcionários, terá o corte de verbas equivalente ao número de trabalhadores que seriam afastados, caso obedecessem ao dictat governamental.
Tem toda a razão o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, quando diz que «Isto não é um governo, é uma quadrilha!»

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Isaltino Morais – A inteligência 2


Disse no texto anterior que não fazia a mais pequena ideia do que sejam “autarquias inteligentes”... e muito menos uma conferência sobre as ditas cujas.
Felizmente, o mundo das notícias online começa a dar-me algumas pistas sobre o momentoso enigma. Como parte do tal “seminário”, a Câmara Municipal de Cascais teve a inegável “inteligência” de convidar o famoso autarca Isaltino Morais, ele próprio um notório espertalhaço, para discursar.
E ele discursou. Entre as (mais que prováveis) pérolas sobre autarquias e inteligência que terá atirado ao auditório, num súbito extra sobre a actualidade politico/económica, produziu esta sobre a TSU, um primor de análise e profundidade:

Fico com algumas ligeiras dúvidas sobre a coisa, embora reconheça que Isaltino Morais é a prova viva de que pelo menos uma boa parte dos portugueses... aceita realmente tudo.

Miguel Relvas – A inteligência


1. Dizem as notícias que a coabitação dos desavindos "Passos & Portas, Lda." vai ser garantida por uma coisa qualquer que dará pelo nome de “Conselho de Coordenação da Coligação”... ou lá o que é.
Para salvaguardar as negociatas de muitos milhões que têm entre mãos, com tanto do país e do património construído pelo esforço dos trabalhadores portugueses ao longo de tantos anos, ainda por vender aos amigalhaços estrangeiros e nacionais que, acabado o poiso no Governo, lhes darão os luxuosos empregos do costume, não espanta ninguém que PSD e CDS façam tudo o que estiver ao seu alcance para manter as aparências de uma coligação funcional. Isto, por muito que não consigam evitar que o brilho sombrio das navalhas se vislumbre, mal disfarçado sob os casacos.
Já sobre a segunda notícia, aquilo que mais me deixa “abasurdido” é haver ainda quem junte numa mesma frase as palavras “Miguel Relvas” e “garante”!
Segundo o texto que corresponde ao link, o caceteiro e aldrabão compulsivo terá “garantido” a sua confiança em Portas à saída de um seminário sobre “Autarquias inteligentes”.
Como, para não fugir a um dos meus mais notórios e arreliadores defeitos, fiquei preso aos “detalhes” que anteriormente relatei... acabei por ficar sem saber que diabo são “Autarquias inteligentes”.
Até ter tempo para investigar a coisa devidamente, vou ficar a imaginar que se trata de um conjunto de autarquias que, depois de conhecer em pormenor o “pensamento” do ministro Relvas no que diz respeito ao funcionamento e ao futuro das autarquias... resolveu mandá-lo bardamerda.
Mas pronto... pode não ser... sei lá...


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Menezes – E porque não o universo?


Como podem ver nesta capa de jornal, de ontem, Luís Filipe Menezes não se candidata à Câmara do Porto por ambição pessoal, nem sequer porque o Porto disso necessite. Não! Isso seria demasiado pequeno para a grandeza do candidato. Menezes avança para o Porto... porque o país precisa!
Dado o ofuscante brilho do candidato e os graves problemas que afectam o Universo, não percebo porque não terá ainda havido uma “vaga de fundo”, mas ao nível planetário, para que ele considere candidatar-se adeus, perdão... a Deus.
É consabido que os candidatos a caudilhos, ou aqueles que conseguiram sê-lo, acabaram sempre por demonstrar serem portadores de vastos desvios de personalidade e ainda mais estranhas deficiências do foro mental. Menezes enfileira numa estirpe de “caudilhos” também muito apreciada: o caudilho parolo.
Aliás, se virmos bem, a parolice é uma qualidade que parece atrair irresistivelmente o pediatra/autarca de Gaia. Só isso explica o facto de, numa tentativa de elogio a Pedro Passos Coelho, Luís Filipe Menezes não ter encontrado melhores “qualidades” para lhe gabar do que estas:
Passe o delírio da “seriedade intelectual” e do andar “na rua sem medo” (Passos Coelho anda com aquele exército de seguranças, tal como algumas estrelas da música pop… apenas porque fica bem na imagem), quem diabo é que se lembra de apontar três factos que, se (obviamente!) não desclassificam ninguém, também não se vislumbra onde é que são “qualidades” capazes de definir um grande primeiro-ministro... ou um grande seja lá o que for?
Se há coisa pior do que um candidato a caudilho demagogo… é um candidato a caudilho demagogo e assim… sei lá… faltam-me as palavras certas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Novas regras para a eleições autárquicas – Por que raio insistirão?!


Os argumentos, chamemos-lhes assim, recorrentemente apresentados pela direita (e algum PS) para defender a ideia de executivos camarários de uma só cor partidária, têm sido repetidamente desmontados. Ainda assim... eles insistem.
A realidade, essa grande chata, tem-se encarregado de demonstrar que a esmagadora maioria das autarquias tem maiorias de um só partido e que o facto de existir um pequeno punhado de executivos sem essa maioria não resulta em bloqueios e muito menos na queda desses executivos. Mais, a participação na vida diária de uma Câmara Municipal, de vereadores da oposição, com ou sem pelouros atribuídos, só em casos muito raros não é um contributo positivo para a democracia local e para a fiscalização dos actos do executivo camarário, como bem se escreve aqui.
Ainda assim eles insistem...
Se juntarmos e esta ideia peregrina de dar todos os lugares da vereação ao partido que ganha as eleições (nem que seja por meia dúzia de votos), ao “desmando” que seria o facto de o novo presidente da Câmara, poder escolher a gosto pessoal os “seus” vereadores, podemos facilmente antever o clima de compadrio e caciquismo que daí adviria.
Ainda assim eles insistem...
Rematando com a intenção deste Governo de liquidar e varrer do mapa muitas centenas de Juntas de Freguesia e alguns Municípios, fica clara a machadada no poder autárquico saído da Revolução de Abril, que o afastamento de milhares de cidadãos das sua autarquias e da vida democrática activa constituiria.
Ainda assim eles insistem... demonstrando que, não aprendendo nada com a História, preferem apostar num poder autárquico viveiro de clientelas e “boys”, mesmo que esse clima político seja tão propício a transformar-se num viveiro de IsaltinosFátimas Felgueiras, Pimentas Machados, populismo, desmandos, fortunas por explicar...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Para a próxima, seria bom levantar o rabo da cadeira, em Lisboa... e ir ver e perguntar!



(Auto da Criação do Mundo - CENDREV - Centro Dramático de Évora.   Foto: Paulo Nuno Silva)

Numa gala promovida pela Sociedade Portuguesa de Autores, recentemente transmitida pela RTP, entre muitos e certamente merecidos prémios, foi entregue o Prémio para a Melhor Programação Cultural Autárquica.
Ideia fantástica! As autarquias e os seus vereadores da Cultura, bem necessitam de um incentivo extra, para continuarem a sua luta por, cada vez com meios mais escassos, continuarem a ser, muitas vezes, os únicos produtores e contratadores de produtos culturais de qualidade em vastas zonas do país.
Depois vieram os nomes dos premiados. Duas Câmaras, ex aequo. Coimbra e Évora.
Sobre Coimbra não sei nada. Sobre Évora...
Bem, sobre Évora, se por acaso forem dados a rir-se de coisas tristes, a esta hora ainda os presidentes de Câmara mais os vereadores e vereadoras da Cultura de toda a região, não largaram a barriga e não pararam de rebolar-se no chão. Eu sei que ri muito...
Quem viver à volta de Évora e ouvir diariamente os eborenses, jovens e menos jovens, desta e daquela cor política, lamentando “não haver nada” na sua bela cidade, muitas vezes, quando confrontados com as programações culturais de municípios vizinhos muito mais pequenos... “nada, nem uma salita de cinema”... “e o que se faz localmente é à custa de carolice ou de muita teimosia”... também deve estar a pensar que aquela coisa na televisão foi um lapso.
Já não um lapso, mas sim falta de vergonha, foi o facto de no filmezinho exemplificativo da grande programação cultural autárquica de Évora (que deve ter sido “produzido” pela Câmara), terem incluído imagens e nomes de realidades culturais que não passaram de promessas, ou de produtos e projetos que existindo, lutam pela sobrevivência, esmagados exactamente pela falta dos apoios devidos pela autarquia agora tão vistosamente premiada.
Mas pronto... a cerimónia foi bonita e o vestido da apresentadora foi, certamente, muito apreciado.