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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sinais de viragem da economia – Serão sinais... ou verrugas?


Se um qualquer automobilista, culpado, por condução irresponsável, de um acidente de que resultam vários feridos graves, disser, passados muitos dias e ao menor sinal de alívio das dores, que isso é a prova de que a sua condução era a mais acertada e que continuará a conduzir exactamente da mesma forma... o mínimo que se diz é que se trata de um imbecil, ou mesmo de um louco furioso.
Que dizer então de um grupo de bandalhos, organizados em partido do governo, que ao menor sinal de “melhoria” dos números da economia, já vomitam que é preciso manter a «continuidade da linha governativa»?
E se, ainda por cima, esses sinais de melhoria não passarem, afinal, de falsos sinais?
- E se o aumento do emprego corresponder quase apenas a trabalho sazonal, logo, precário e incidindo principalmente num universo de salários de miséria, bem abaixo do Ordenado Mínimo?
- E se o aumento das exportações estiver (quase) apenas apoiado num acréscimo da produção de uma refinaria e na venda dos combustíveis aí refinados?
- E se o aumento das importações, em vez de coincidir com uma qualquer melhoria do poder de compra dos portugueses, estiver ligado, principalmente, ao aumento da importação de crude para alimentar a tal refinaria?
- E se o aumento da actividade no sector do turismo tiver como única explicação o facto de estarmos no verão e de sermos cada vez mais atractivos para os estrangeiros endinheirados... por estarmos, nós e o país, a ser vendidos a preço de saldo?
Os exemplos poderiam continuar... mas se formos analisando todos os “sinais” que o governo nos quer impingir como “viragem”... que nomes se pode chamar a esta gente... mesmo àqueles que, para fazer o contraponto à mentira oficial, vão "pedindo calma", dizendo que “não se pode embandeirar em arco”... enquanto todos os outros – governantes, analistas e comentadores oficiais – embandeiram?

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Humorista por humorista... prefiro o nosso!


Chegam-me novas que dão conta de uma promessa assaz vistosa de Barack Obama. O sui generis Nobel da Paz, que diariamente continua a autorizar voos de aviões não tripulados para assassinar pessoas que não sabe quem são, nem têm nada que ver com os motivos desses voos assassinos... promete «mais transparência na espionagem».
Tirando os remoques do primeiro parágrafo (a que não resisti)... este post não é sobre os EUA, ou a sua política de “império”, política tanto mais perigosa quanto mais falido, ferido e desesperado o império vai ficando. Não, o post é mesmo sobre o patusco tema da “transparência na espionagem”.
Prometer transparência na espionagem está ao nível da promessa do “Candidato Vieira”, um boneco criado pelo Manuel João Vieira (artista plástico, músico, humorista... “e tudo”), quando este prometeu um Ferrari para cada português.
E pronto... piada por piada, o Manuel João Vieira tem mais... e ainda por cima tem a vantagem de também prometer que a primeira medida que tomará, caso seja eleito... será pedir a demissão. O que, somado ao facto não pretender mandar matar ninguém, é uma coisa que fica sempre bem num currículo!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Movimento de solidariedade com Joaquim Pais Jorge *


É do tipo "esquecido" que tem dificuldade em lembrar-se de todas as coisas que tem que fazer? 
Tropeça nos números, perde-se com as horas, esquece as datas importantes e, por vezes, as outras também?
 Já lhe aconteceu ficar frente ao multibanco sem se lembrar do código?
 Já se viu em situações embaraçosas em que encontra pessoas que conhece mas cujo nome, tragicamente, lhe escapa por completo? 
Passa horas infindas à procura das coisas sem saber onde deixou as chaves, os óculos, ou o telefone?

Não consegue lembrar-se de reuniões em que participou... e quando, finalmente, se lembra de ter participado nas reuniões, não consegue lembrar-se do que lá se tratou?
Não se preocupe, há uma solução para si!
* Segundo as minhas “fontes”, as caixas de cápsulas e ampolas de “Memofante” estão a chegar, às centenas, ao gabinete do senhor secretário de Estado.



Adenda:
Entretanto, parece que, segundo o Governo, os documentos que demonstram a presença do senhor Pais Jorge em reuniões em que até ele acabou por se lembrar de ter estado... são documentos forjados.
É extremamente grave!
Fico agora à espera de começar, a qualquer momento, a ver chegar notícias da prisão dos jornalistas, chefes de redacção, donos de jornais e dirigentes de partidos da oposição... que estejam implicados neste gravíssimo crime destinado a derrubar membros do Governo.



Adenda 2:
Trau!!!
E vai mais um! Falta o resto da corja!



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Isto vai, meus amigos... *


Citando o meu amigo e companheiro de cantigas, Francisco Fanhais, adepto de trocadilhos “cortantes”... «Não há fome que não dê em fratura!»
Vem esta minha “parvoíce” a propósito da lata com que Pedro Lomba, um cronista oficial da direita agora promovido a membro do Governo, resolveu prometer que a embrulhada dos “swaps”, depois de anos a cozer em fogo lento e muito bem tapada, será, afinal... esclarecida ainda hoje.
É nestas alturas que eu fico mais ou menos sem palavras. Daí, recorrer novamente ao Fanhais e à sua frase preferida (mais extraordinária ainda, por vir de um ex-padre)sempre que é imperioso seguir em frente:
«Olha, pá... isto agora é fé na tábua e pé em “deus”!!!»
* Com um pedido de desculpas a todos os amigos do José Carlos Ary dos Santos... e ao próprio.

sábado, 3 de agosto de 2013

Relvas – O divulgador da língua...




Talvez “derivado” a ser dia 2 de Agosto e eu estar mais ocupado em descobrir como se deve comportar uma pessoa já com 61 anos, logo, a transpor a fasquia da “meia idade”... confesso estar-me olimpicamente nos pigmentos para o futuro desse subproduto, ou “organismo”, como diz uma amiga... que dá pelo nome de Miguel Relvas, ou para o facto de ele ser Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa... ou da língua de vaca estufada.
Mais, estou-me pouco lixando para os interesses escondidos por detrás de uma defesa da língua portuguesa levada a cabo de borla e sem gastos públicos, graças, ao que se diz na notícia, ao facto de existirem uns grupos privados interessados (sabe-se lá porquê!) em promover a língua de Camões, Pessoa, Saramago (agora estou a esticar-me! Em Saramago não devem estar lá muito interessados!) a nível planetário.
Ainda mais, estou-me borrifando para os tachos futuros que virão agarrados, no fim da linha, quando esta nova palhaçada “relvista” terminar... sabendo-se que o homem tem muitos e muitos milhares de euros de favores para cobrar.
Só peço uma coisa simples: peço que o "saudoso" Miguel Relvas, o grande cultivador da língua pátria, que o vídeo aqui tão bem ilustra, sempre que se deslocar seja aonde for para “promover a língua portuguesa”... o faça de boca fechada! 
Obrigado!


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Governo Passos/Portas – A mudança


Custa-me muito resistir à tentação de imaginar Portas ou Passos num “reality show” de televisão que poderia chamar-se, sei lá... “Querido mudei o governo!”... mas prefiro resistir.
Prefiro deleitar-me com a forma deliciosamente recorrente com que a realidade vai reconfirmando certas frases-feitas.
Prefiro fazer um curtíssimo intervalo nas tão habituais, mal humoradas e possivelmente repetitivas críticas ao governo, para apreciar por uns breves momentos de descompressão o sempre edificante, clássico e criativo espectáculo... da mudança das moscas.

domingo, 21 de julho de 2013

Papa Francisco – Duas notícias imbecis


Antes de mais, faço questão de deixar claro que estou convencido de que o Papa Francisco não terá contribuído – pelo menos de forma consciente e voluntaria- para que estas notícias imbecis fossem dadas à estampa. Posto isto...
Primeira notícia:
Haveria muitas coisas importantes que, a serem vistas pelo chefe de Estado do Vaticano na sua visita ao Brasil, poderiam ser chocantes. Como pode alguém não se chocar com a miséria que ainda persiste num país tão imensamente rico? Como pode alguém não se chocar com as favelas artificialmente “pacificadas” pela ocupação do exército e polícia de choque? Como pode alguém não se chocar com a imutável corrupção, o crime... tudo aquilo a que a política, o mais das vezes, bem intencionada, dos governos de Lula e agora de Dilma, ainda não conseguiu inverter e vencer?
Infelizmente (deve ser azar meu), a única notícia sobre uma coisa que alguém, deliberadamente, fez questão de esconder da vista do Papa Francisco, foi a de um “cromo” que destruiu umas tantas das suas próprias esculturas de areia, de mulheres em biquíni, deixando apenas uma, mas ainda assim, “coberta”, para evitar o choque pontifical com a visão dos enormes rabos de areia.
Segunda notícia:
A Igreja Católica pretende conceder indulgências e perdões, em condições que não cheguei a apurar em pormenor, devido ao riso, aos pecadores que sigam o Papa... no “Twitter.
Não quero comentar esta novidade dos perdões via internet, pelo “Twitter”... mas espero, com justificada e preocupada ansiedade, o dia em que decidam conceder indulgências e perdões... também nas “raspadinhas”.
Se a minha papelaria/banca de revistas habitual já é a grande confusão que é, agora... eu nem quero imaginar o tremendo granel que ali se vai instalar...

sábado, 13 de julho de 2013

La mauvaise reputation *


A menos que Portas esteja a ter um surto de sinceridade e a falar exclusivamente no seu futuro... tarrenego mafarrico!, dispenso bem o futuro que nos seria proporcionado pelos planos de Paulo Portas e os seus boys e girls.
Tirando isso, o que mais se me oferece dizer é que a bendita da “reputação” do sujeito deve ser tipo gato. Quantas das famosas sete vidas é que já terá estoirado?
* E viva o grande Georges Brassens, que foi detentor e criador da melhor "Má reputação", que não teve o ensejo de conhecer Paulo Portas, mas também teve a sua boa dose de outros canalhas para aturar enquanto viveu.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cavaco Silva – Uma em duas possíveis...


O farsante que faz de Presidente da República, optou, afinal, pela "marmelada".
Reafirmou longamente, mesmo sem querer, a sua indigente condição de lacaio acéfalo dos mercados, sem qualificação para ser Presidente de um país soberano. Reafirmou-se como «promotor» da política criminosa que nos trouxe até ao estado em que estamos.
De passagem, vingativo (como não se cansa de demonstrar), aproveitou para se vingar de Portas, que odeia desde os tempos do “Independente”, tentando levar na enxurrada os garotos do seu próprio partido que tão irresponsavelmente o enxovalharam nos últimos dias.
Passando à essência da “marmelada”, propõe uma solução que não soluciona nenhum dos problemas dos portugueses, mas que, bem vistas as coisas, serve alguns objectivos politiqueiros, a saber:
1. Faz de conta que aprecia eleições... atirando-as lá mais para 2014.
2. Tenta salvar o seu PSD, se este se mostrar empenhado na marmelada da “salvação nacional”.
3. Trama o PS e o seu actual secretário geral. Se alinharem na marmelada da “salvação nacional”, ficam agarrados aos resultados das desgraceiras que por aí vêm, caindo nos próximos resultados eleitorais. Se não alinharem... são os “culpados” por não haver uma solução de “salvação nacional”... caindo nos próximos resultados eleitorais.
E pronto, resumindo... conforme estava escrito e previamente determinado no guião desta crise farsola, Cavaco lá abriu a boca.
Como já sabe (quase) toda a gente, só poderia ter acontecido uma de duas coisas...
... e eu juro que não vi entrar nenhuma mosca!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O que pode fazer o desespero...


Como sabe quem me conhece e fica a saber agora quem me ler... sou filho de um “pastor” de uma velha igreja protestante portuguesa, já fui religioso, estive por um fio para seguir a “profissão”... mas a certa altura, inscrevi-me na associação dos “acólitos anónimos”... e curei-me (graças a deus!) vão já mais de quarenta e cinco anos.
Sendo assim, nunca saberei o que sentiria, se acaso continuasse a pertencer aos “quadros” de uma igreja cristã, ao ver o patético desespero com que as várias confissões religiosas tentam afirmar-se na sociedade à custa de manobras mediáticas pouco menos que “extraordinárias”.
Chamo-lhe apenas patético desespero... no que deve ser um assomo dos vestígios do que me resta da famosa “caridade cristã”. Senão, como classificaria esta notícia que me dá conta das reivindicações de católicos e protestantes, sobre a fé de personagens mundialmente famosas... de banda desenhada?
Assim, visto de fora, é francamente hilariante... embora com um leve travo de tristeza!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Passos e Portas - Refundar o programa... reafundar o país!


Enquanto dura a incerteza sobre o desenlace da farsa, entre compras e vendas de “personalidades” ministeriáveis, na dúvida persistente e lancinante sobre o regresso ao governo por parte de Portas... e, a regressar, quais os novos “negócios” de que se encarregará... salta à vista este título:
A lembrar o velho slogan de tom anarquista e fino humor:
“Queremos mentiras novas!”

terça-feira, 2 de julho de 2013

Vítor Gaspar


... e a leve impressão de que já vai tarde. *
A esperança de que o demissionário Gaspar vá parar com os costados à prisão, por “serviços prestados” na delapidação dos recursos do país... é (por enquanto) uma utopia, evidentemente! Já a nomeação de Maria Luís Albuquerque, enterrada até ao pescoço no lamaçal dos SWAP, não tem, para já grande explicação... a não ser, provavelmente, o reconhecimento da única qualidade que a torna apta para o novo cargo no governo... e que é a capacidade para ir ao Parlamento mentir descaradamente aos deputados, sem corar, nem pestanejar.
Mas pronto... como já escrevi noutro lugar, poderia ter sido pior. Podiam ter ido buscar o Oliveira e Costa do BPN...

* Para além de isto ser uma certeza, não uma “impressão”... e muito menos “leve”, não posso deixar de pedir desculpa ao Chico Buarque por conspurcar a sua bela canção, “Trocando em miúdos”, misturando-a com as manobras destes bandalhos.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Rui Tavares – Muito provavelmente... um génio incompreendido!


Num exercício já habitual em si, o de ir dando marteladas em que o balanço entre as que acertam no cravo, na ferradura, ou em parte alguma, é sempre bastante difícil de fazer, o eurodeputado “independente” que foi eleito com o programa e os votos dos eleitores do BE, mas que depois mandou o BE às malvas,“esquecendo-se”* de devolver o lugar de deputado... veio defender a necessidade de que apareça na cena política portuguesa mais um partido. À esquerda, defende ele. Que não tenha vergonha de dizer em público o que os outros dizem nos corredores, especifica.
Enquanto guardo para outra altura a apreciação, deslumbrada, desta nova e genial ideia para unir a esquerda que for “unível”... acrescentando mais um partido à equação, em vez de construir pontes sobre as dificuldades históricas e inegáveis que existem entre os actuais, gostaria de, por mero exercício, corresponder ao desafio de Rui Tavares, dizendo também em público o que alguns ex-companheiros de partido e conhecidos vários, muito provavelmente, dizem dele nos corredores:
“Olha o espertalhaço do Rui Tavares a ver se arranja um partido em que possa ficar no topo!”
“Mas para que é que este quer outro partido? Para também o burlar com mais uma eleição para o Parlamento Europeu... e depois pôr-se a milhas com o lugar e o chorudo ordenado?”
“Ouve lá... o facto de um historiador estar constantemente a pôr-se em bicos de pés para ficar na História, não poderá ser considerado batota?”
“Contribuirá assim tanto para a unidade que diz defender, o facto de Rui Tavares estar constantemente a denegrir aqueles que estão, há muitos anos (mais do que os que ele tem de vida), à sua esquerda, em escritos e dichotes que, no lugar da salutar troca de ideias, roçam quase sempre o anticomunismo vesgo e primário?”
E poderia continuar eternamente, já que se há lugar em que realmente se fala pelos cotovelos... é nos corredores!
* Eu sei que, legalmente, o lugar de deputado pertence ao deputado eleito e não ao partido que o convidou, que mobilizou meios financeiros e humanos para a sua eleição e que dá a cara, todos os dias, pela coerência da sua prática, sempre posta em causa por comparação com o seu programa eleitoral.
Desculpem-me a opinião provavelmente “politicamente incorrecta”... mas defendo que não deve ser assim! Um deputado que (no exercício da sua liberdade) se afaste do programa político com que se comprometeu em eleições, deve entregar o lugar ao partido que o levou a esse lugar.
Isso é que é liberdade de pensamento! Ficar com o lugar, à força, é oportunismo e falta de vergonha na cara!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Portas - Ainda o veremos "vender" a D. Helena Sacadura Cabral...


Não sei, nem estou minimamente interessado em saber de que coisas é capaz Paulo Portas, em privado, para conseguir o que quer... mas convenhamos que as coisas que tem lata para fazer e dizer em público para tentar somar uns votos... são assombrosas!


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Isto está a correr bem...


Ataca-se toda a economia que ainda estava na esfera pública, para colocar milhões e milhões nas “milagrosas” mãos dos privados, capazes de uma “gestão de excelência”.
Para arrasar o que resta de Abril ... e aumentar a competitividade do país.
Tripudia-se o conjunto de direitos dos trabalhadores, destruindo as leis do trabalho, precarizando o trabalho, desvalorizando o trabalho.
Para “flexibilizar” o mundo do trabalho... e aumentar a competitividade do país.
Ataca-se todo o universo de trabalhadores do Estado, prejudicando serviços, cobrando o que deveria ser gratuito, cortando cegamente o que não deveria ser cortado.
Para “emagrecer” o Estado... e aumentar a competitividade do país.
Produz-se uma geração de jovens condenados ao desemprego, à casa dos pais para lá dos trinta anos de idade, ou em fuga para o estrangeiro.
Para “domesticar” o povo... e aumentar a competitividade do país.
Taxa-se a miséria e as poucas perspectivas de conforto de milhares de reformados e pensionistas.
Para dar “sustentabilidade” ao sistema... e aumentar a competitividade do país.
Os resultados aí estão. Brilhantes!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Posso estar completamente enganado...


Posso estar completamente enganado, como digo no título, mas não queria  (depois de tanto papel e tempo de antena gastos a comentar a magna reunião dos senhores Conselheiros) deixar de fazer, também eu, um comentário “profundo” - ainda que apenas gráfico - sobre o fantástico tema escolhido para reflexão e sobre o que penso, genericamente, da reunião do Conselho de Estado do senhor Marques Mendes.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cavaco – Por qué no te callas?


É este o teor de parte da notícia que nos dá conta do facto de o “presidente” da República se sentir reconfortado quando se desloca para o interior, por contraste com a pressão das más notícias da cidade grande.
Se quisesse comentar isto a sério, diria que, não fosse Cavaco Silva sonso e miseravelmente hipócrita… não deixaria de ver no interior muitas “más notícias”. Muitas delas com a marca indelével da sua mão. Como a desertificação provocada pela destruição da agricultura, pelo encerramento constante de infraestruturas e serviços essenciais para a vida das populações, o isolamento crescente, o desemprego esmagador que expulsa os jovens das suas terras, quando não mesmo do país.
Se quisesse comentar isto um pouco menos a sério, diria que, mesmo na cidade grande, ainda vão acontecendo algumas coisas com alguma piada... como uma espécie bem humorada de complemento das coisas mais organizadas que são necessárias.
Como não quero comentar isto nem a sério, nem um pouco menos a sério... direi que também eu me sinto bastante mais animado quando Cavaco Silva vai para o interior. Não porque deseje algum mal às pessoas do interior, mas pela distância a que o inútil fica de mim... ainda que apenas por umas horas.
Sou mesmo capaz de imaginar o prazer que me daria saber que ele ia, definitivamente, para o Alaska, ou sei lá... para a...  pronto: muito longe! (para manter isto num nível aceitável...)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cavaco e Fátima – Uma "explicação" alternativa...


Depois de várias horas de polémica e, sobretudo, grande gozo com a figura tristemente ridícula feita por Aníbal Cavaco Silva ao dizer que a sétima avaliação da troica foi uma «inspiração» da “senhora de Fátima”, começo a achar (e bem ralado fico com isso!) que estou de acordo com ele.
Na verdade, quem nos garante que a “senhora de Fátima” não acordou com um forte ataque de “TPM” (sim, as virgens também têm!) e, do alto do seu altar e da sua irritação dolorida, vendo toda aquela gente que vai de rastos para a Cova da Iria, mais os largos milhares que, mesmo não indo de rastos para a Cova da Iria, também não fazem nada para tomar o futuro nas suas mãos, para mudar de vida, de governo, de política... e votam sempre nos mesmos que os massacram há décadas, ou nem votam... não pensou na sua “santa” cabeça:
“Ora tomem lá com mais uma avaliação da troica que vos ponha ainda mais dependentes dos ocupantes e da banca internacional, a levarem com mais cortes nas pensões, mais aumentos nas taxas da saúde, mais cortes no ensino, mais recessão, mais anos de trabalho, mais desemprego, mais emigração... que é para aprenderem!!!”
Quem sabe? Quem sabe se, desta vez, Cavaco está cheio de razão?!
Adenda: Antes de começar a ter comentários sobre a minha falta de respeito pela fé das pessoas, com que não deveria brincar, esclareço já que, parafraseando o grande Paulo Portas, há uma “fronteira” que não estou disposto a passar, fronteira que separa a religiosidade das pessoas, seja ela mais ou menos sã, religiosidade que, geralmente, respeito... e a gigantesca negociata, fraude política e fraude religiosa montada em Fátima no ano de 1917.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Mário Crespo, Rui Moreira... e o "estalinismo"


Antes de começar, impõe-se uma declaração de interesse: não gosto do “jornalista” Mário Crespo, nem do candidato à Câmara do Porto, o doutor Rui Moreira. Do primeiro, por uma questão de higiene. Do segundo, porque raramente me interessa o que diz, porque se fosse pessoa de ir ao futebol nunca iria com ele... e se fosse eleitor na bela cidade do Porto nunca votaria nele. Nem para presidente da autarquia, nem para polidor-chefe dos azulejos da “Ribeira negra”, ou do “Cubo” do José Rodrigues (para não sair da Ribeira).
Gosto, ainda assim, de pensar que a culpa deste desamor não é minha... e que, pelo contrário, são eles que se põem a jeito. Senão, vejamos:
Estava o Mário Crespo na SIC-N a babar umas coisas, como é seu costume, para justificar as respostas de Rui Moreira, respostas que, provavelmente, serviriam para demonstrar a sua grande adequação para o cargo de presidente da Câmara Municipal, quando, entre várias das suas banalidades e lugares comuns habituais, Rui Moreira se sai com uma “malha” digna de registo.
Segundo ele, é preciso falar e trabalhar com todas as forças vivas da cidade, munícipes, investidores estrangeiros, empreendedores nacionais e locais, comerciantes da cidade, operadores de turismo... e o diabo a sete, para que, então, toda esta sinergia (já temia nunca vir a usar a palavra “sinergia” num texto) criem riqueza, atraiam turismo, atraiam investidores, e até, novos habitantes para a cidade.
Aqui parou, para explicar melhor este assunto da atração de novos habitantes, dizendo ser a criação de riqueza e postos de trabalho, a única forma aceitável de atrair pessoas para a cidade... e não um qualquer plano habitacional em que essas pessoas seria obrigadas a ir para o Porto... porque isso... e cito, «é uma coisa estalinista».
Não quero comentar este assunto! Quero apenas aproveitar para actualizar a minha lista de “crimes de Estaline”, com mais este, de que, confesso, nunca tinha ouvido falar e que não terá sido dos menores.
Pelos vistos, entre os anos tais e tais... José Estaline terá obrigado um número ainda indeterminado de pessoas a ir viver no Porto.
Tremenda revelação!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pequena revista de fim de semana


Quanto mais não seja para demonstrar que, não poucas vezes, a palavra “revista” remete efectivamente para o imaginário do “Parque Mayer” (mas sem graça)... destaco dois acontecimentos:
1. Marques Mendes, Conselheiro de Estado (rais ma parta se entendo porquê!!!), resolve “anunciar” uma reunião do Conselho de Estado, antes de o PR o fazer e alegando não conhecer a agenda... o que quer dizer que a dita reunião até podia ter lugar para tratar de algum assunto secreto, de segurança nacional... dispensando bem a extemporânea publicidade.
A demonstrar que a pequenez só muito raramente tem alguma coisa que ver com questões físicas.
2. Adepto, desde há muitos anos, da aquisição regular de conhecimentos sobre os comportamentos humanos, assisti, ontem pelas 19 horas, a uma aula sobre o tema “A ausência de limites para a lata”, aula ministrada pelo senhor doutor Paulo de Sacadura Cabral Portas.
E que grande "aula" que foi!!!