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sábado, 3 de novembro de 2012

Mitt Romney – “O solidário”


Mitt Romney, o ultra-reaccionário e multimilionário candidato à “Casa Branca”, pelo Partido Republicano dos EUA, descobriu, dolorosamente, que um discurso populista que defende despudoradamente o egoísmo mais abjecto, o individualismo radical e violento, a falta de solidariedade e a ganância pessoal... não “calha” muito bem numa altura de tragédia humana como a que por estes dias viveu e vive uma parte muito importante do seu possível eleitorado.
Como resultado, fechou a matraca, no que diz respeito aos ataques às políticas “socialistas” de Obama, como os “republicanos” lhes chamam, e está borrado de medo com a reviravolta que um certo ar de competência e empatia com as pessoas, por parte do actual Presidente, está a produzir nas sondagens, com algumas figuras gradas republicanas a declarar o seu apoio ao candidato dos “democratas”.
Mitt Romney, para além de reaccionário e multimilionário é também uma figura destacada da Igreja Mormon, que entre muitas interdições e regras para todos os gostos, proíbe o consumo de café aos seus fieis.
Sobre as causas para a proibição da ingestão de café, o meu grau de desconhecimento é vasto e profundo. Seja como for, é uma pena que o candidato “republicano” não possa contar com a ajuda duma bica ou duas por dia, para o ajudar a manter o cérebro num estado de alerta que o impedisse de dizer baboseiras (quando não é muito pior), quase sempre que abre a boca.
Na tentativa de se mostrar, agora, uma pessoa solidária, transformou aquilo que seria um comício de campanha, num show de propaganda caritativa, pedindo a contribuição dos seus apoiantes para a ajuda às vítimas, show em que produziu esta pérola:
Não sei se é à maneira americana… mas tem todo o ar de ser à maneira de um oportunista rasca, que nem sabe muito bem onde estão as pessoas que vai “ajudar”, nem aquilo que lhes vai enviar, nem como, e que, à excepção da oportunidade para uma fotografia vistosa à frente das latas de sopa, está-se positivamente a borrifar para aqueles com quem finge estar solidário!
É o encanto do bipartidarismo “à americana”, o imutável jogo de “alterne” que também nos querem impingir por cá: na melhor das hipóteses, ter o povo que se “conformar” com o menos mau!

João Proença – Mais um contributo para o manual de hipocrisia...


Como tantos outros produtores independentes de “objectos culturais”, a minha relação com o princípio constitucional do direito à greve... é no mínimo sui generis. Na verdade, sendo o meu trabalho idealizado, criado e produzido em casa para aí em 90%, só restando uma pequena parte para distribuir pelos palcos e outros meios de divulgação, o facto de aderir, individualmente, a uma greve, não tem qualquer impacto na vida das pessoas. Resta-me o ínfimo “impacto” que pode ter o anúncio da minha adesão solidária para com as lutas dos trabalhadores, incluindo a greve. Mais... ainda que eu resolvesse trabalhar num dia de greve, participando, por exemplo, numa qualquer animação político/cultural promovida pelos organizadores da própria greve, dificilmente alguém (de boa fé) me chamaria “fura greves”.
Só que há greves individuais... e greves individuais!...
Estou num grande estado de ansiedade quanto ao próximo dia 14! Não apanharei um comboio, ou metro, ou barco, não comerei num restaurante, não terei onde beber a bica, comprar um jornal, não haverá televisão, rádio, nem bancos, nem seguros, nem onde cortar o cabelo ou enfiar um piercing no nariz... nada! Vai ser o vazio total. O caos! Tal é a onda de choque provocada pela desconcertante notícia!!!
Por uma questão de “caridade” vamos dar de barato que um dirigente sindical, enquanto tal, não faz greve. Um dia de greve, para um verdadeiro dirigente de um sindicato, ou Central Sindical em greve... é um dia de ininterrupto e extenuante trabalho. Vamos dar de barato que Proença, que há muitos anos não trabalha como funcionário público em parte alguma... não tem como, ou onde fazer greve. E solidário com a Greve Geral, convocada pela CGTP, sabe-se muito bem que não está!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Portas e Seguro – Um filme de classe B


Vem cá... eu só quero conversar! – disse a raposa à galinha.
Foi verdadeiramente hilariante a parte do discurso de Paulo Portas dedicada, com verdadeiros extremos de candura, a António José Seguro. Uma espécie de versão “trash” da célebre frase «Tudo isto te darei... se me adorares!», protagonizada pelo demo e o seu eterno arqui-inimigo... uma citação perfeitamente deslocada, já que nem Portas tem envergadura para ser o diabo, nem Seguro está sequer perto de ser santo.
Venha falar connosco! – disse Portas. Vai ser muito bom para todos, sobretudo para si e para a imagem que «Os portugueses olhariam e guardaria enquanto candidato a primeiro-ministro se contribuísse com uma marca para o acordo» - continuou Portas, quase garantindo a Seguro o futuro lugar de primeiro-ministro (esta é de antologia!)...
Só faltou dizer-lhe onde, a que horas, e qual a roupa interior, camisa, fato, gravata e sapatos, devia levar para a reunião.
António José Seguro, provavelmente, merece ser tratado assim... pois põe-se a jeito!
A sua “abstenção violenta”, já um clássico do léxico político, somada aos seus breves, mas muitos intensos momento de indignação contra o Governo ou a Troika, acabam sempre por me lembrar uma velha anedota dos tempos da escola secundária... que era mais pateta que brejeira.
No balneário de um clube qualquer, dois (ou duas) atletas ficaram para o fim na hora do duche. Quando um deles (ou uma delas) sentiu um encosto bastante suspeito por trás... disse com grande indignação:
- Se não tiras isso daí... parto-te os dentes!!! Só conto até... cem!!!
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sábado, 13 de outubro de 2012

Nobel da Paz – Pontos de vista...


Em plena tormenta, um Nobel da Paz para a União Europeia – diz o título de um dos jornais que falam do assunto. Barroso está muito feliz...
Já o meu filho do meio, jornalista a recibos verdes e “contratado” à peça, que não devia estar lá muito bem disposto, nem num dia de grande europeísmo, comentou na sua página do facebook:

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Governo Passos/Portas – Uma quadrilha!


Como o facto de repetidamente tomarem atitudes e adoptarem medidas dignas de verdadeiros canalhas, já não surpreende ninguém, o governo de fanáticos de Passos e Portas decidiu demonstrar, mais uma vez e com estrondo, o profundo desrespeito, a roçar o ódio, que têm ao poder local democrático nascido com o 25 de Abril e à sua autonomia.
Pouco lhes interessa a realidade ou a verdade. Pouco lhes interessa que o poder local contribua para a dívida pública de uma forma quase residual, mas, em contrapartida, tenha sobre os ombros tarefas sociais de toda a ordem, que caberiam ao poder central. Apenas lhes interessa cavalgar a “pileca” do populismo barato, vendendo a ideia de um país onde praticamente só existem autarcas despesistas e corruptos (corruptos há, sim senhor, mas, curiosamente, quase sempre vindos da área política do governo), um país onde praticamente só há “rotundas” e não um belo trabalho social, cultural, de defesa e preservação do património, etc., etc., etc., um trabalho que implica (e que em tantos casos é evidente) um profundo amor à sua terra a às suas gentes, um conceito absolutamente estranho aos bandalhos que se instalaram no poder exactamente para fazer o contrário: vender o país ao desbarato e espoliar os cidadãos até ao tutano.
Em mais uma imposição “afascistada” de corte cego na “despesa” (o nome que estas bestas dão aos vencimentos dos trabalhadores públicos), ordenam um autêntico “abate” de funcionários que, a ir para a frente, deixará muitas autarquias e serviços em colapso em termos de funcionamento.
Para deixarem claro que pretendem terraplanar qualquer veleidade de autonomia de qualquer autarquia, num tique ainda mais “afascistado” do que o corte em si, ameaçam que qualquer Câmara Municipal que não faça o “abate” de funcionários, terá o corte de verbas equivalente ao número de trabalhadores que seriam afastados, caso obedecessem ao dictat governamental.
Tem toda a razão o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, quando diz que «Isto não é um governo, é uma quadrilha!»

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Paulo Portas – Com que cara?



Paulo Portas é conhecido pela variada panóplia de indumentárias, que vai trocando e envergando conforme as ocasiões. Por estes dias, deixando de lado a desculpa esfarrapada, cobardolas e oportunista da «estabilidade», perante a entrada em vigor dos brutais aumentos de impostos, aumentos de que sempre afirmou discordar, não importa saber se vai aparecer de boné, de samarra, de blusão desportivo, de camisa desapertada a mostrar a peitaça, ou de fato completo e gravata de seda.
Depois do tremendo enxovalho de que foi alvo no Parlamento, quando Honório Novo, do PCP, lhe dizia umas verdades incómodas... e Passos e Relvas riam a bom rir, Portas ainda arranjou apego à cadeira suficiente para atamancar mais umas “razões” para defender a tal “estabilidade”, já não é minimamente interessante saber com que roupa vai continuar a aparecer.
A questão é saber com que cara!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Menezes – E porque não o universo?


Como podem ver nesta capa de jornal, de ontem, Luís Filipe Menezes não se candidata à Câmara do Porto por ambição pessoal, nem sequer porque o Porto disso necessite. Não! Isso seria demasiado pequeno para a grandeza do candidato. Menezes avança para o Porto... porque o país precisa!
Dado o ofuscante brilho do candidato e os graves problemas que afectam o Universo, não percebo porque não terá ainda havido uma “vaga de fundo”, mas ao nível planetário, para que ele considere candidatar-se adeus, perdão... a Deus.
É consabido que os candidatos a caudilhos, ou aqueles que conseguiram sê-lo, acabaram sempre por demonstrar serem portadores de vastos desvios de personalidade e ainda mais estranhas deficiências do foro mental. Menezes enfileira numa estirpe de “caudilhos” também muito apreciada: o caudilho parolo.
Aliás, se virmos bem, a parolice é uma qualidade que parece atrair irresistivelmente o pediatra/autarca de Gaia. Só isso explica o facto de, numa tentativa de elogio a Pedro Passos Coelho, Luís Filipe Menezes não ter encontrado melhores “qualidades” para lhe gabar do que estas:
Passe o delírio da “seriedade intelectual” e do andar “na rua sem medo” (Passos Coelho anda com aquele exército de seguranças, tal como algumas estrelas da música pop… apenas porque fica bem na imagem), quem diabo é que se lembra de apontar três factos que, se (obviamente!) não desclassificam ninguém, também não se vislumbra onde é que são “qualidades” capazes de definir um grande primeiro-ministro... ou um grande seja lá o que for?
Se há coisa pior do que um candidato a caudilho demagogo… é um candidato a caudilho demagogo e assim… sei lá… faltam-me as palavras certas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Facturas virtuais na saúde – mais uma ideia merdosa!


Da cabeça de um, ou de um molho de génios deste governo, brotou esta ideia peregrina de passar a apresentar aos utentes do Serviço Nacional de Saúde “facturas virtuais” onde conste o valor “real” dos tratamentos em urgências e consultas externas que, muitas vezes e como se sabe, podem atingir valores muito elevados.
Pois podem! E depois?!!!
Será, talvez, para que os utentes fiquem muito agradecidos ao senhor ministro e ao governo... como se o dinheiro do SNS fosse do senhor ministro, ou do governo!
Será, talvez, para que os doentes acabem por “incubar” um sentimento de culpa tal, que deixem de recorrer ao SNS, para ajudar a resolver a crise... como se o dinheiro que financia o SNS não tivesse já antes saído dos bolsos dos cidadãos, cujas prioridades, quando pagaram os seus impostos, não eram exactamente a manutenção dos carros topo de gama do senhor ministro e do governo e demais mordomias dos seus inúmeros “boys”.
Mesmo sabendo que nem todos os epectadores de ópera são ricos, ainda assim, gostaria de ver esta medida aplicada aos bilhetes da ópera. Seria também muito educativo se soubéssemos quanto vale, realmente, um bilhete para uma dessas produções multimilionárias, que não se pagariam a si próprias nem que estivessem seis meses em cena - quanto mais dois dias! – e nem que algumas das “madames” deixassem na bilheteira os casacões de peles.
Claro que estou a brincar! Defendo que os produtos culturais que não têm a penetração comercial suficiente para se bastarem... e que, com qualidade, sirvam as minorias interessadas neles e contribuam para a formação de novos e mais numerosos públicos, devem ser apoiados pelo (infelizmente, miserável!) Orçamento de Estado para a cultura.
Agora a sério... deixem os doentes paz, porra! Já não lhes basta estarem doentes?!!!
Dizem os génios que é uma “ideia-piloto”. Não sei, não... tive um vizinho que tinha um cão que tinha o nome de “Piloto”... mas juro que o animal não tinha estas ideias merdosas!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Governo Passos/Portas – A arte de fazer a festa... lambendo as próprias botas




Ofuscado pelo habitual “brilho” e repercussão mediática das sua frases-feitas pretensamente vistosas, Paulo Portas nem se terá dado conta do significado profundamente canalha da sua tirada:
"Esquece-se" o ministro de que esta metade do ano que já passou, tendo sido um pesadelo para os muitos milhares de trabalhadores que o seu governo se encarregou de espoliar, mais os outros milhares a quem criou a “oportunidade” do desemprego, mais os outros a quem acelera a morte por falta de assistência médica próxima e capaz, mais os jovens a quem empurra para a emigração...não foi, de facto, igual para todos.
Na verdade, para muito dos amigos e patrões do ministro e do seu governo, esta metade de 2012 não é uma boa notícia por já ter passado, mas sim por ter acontecido... pelo menos a ver pelos ganhos fabulosos que estão a retirar da chamada crise e da desgraça de milhões de portugueses.
Não se esperaria melhor, nem do demagogo populista Paulo Portas, nem da «cerimónia de propaganda», como bem lhe chamou Vasco Cardoso, em que esta frase foi produzida. Uma cerimónia lamentável em que o governo de lacaios da “troika” se encarregou de, copiosamente, lamber as próprias botas.

terça-feira, 19 de junho de 2012

É um génio, este Cadilhe!


Como a gestão desastrosa do governo teve como (praticamente única) consequência o empobrecimento da maior parte dos cidadãos e pequenas e médias empresas, o que se traduz numa muito menor arrecadação fiscal, o genial ex-ministro de Cavaco pariu uma solução milagrosa e nunca vista: um novo imposto!
Novo... e à bruta, mais uma vez. Segundo o génio, seria coisa para 4% sobre a riqueza líquida e a pagar por todos os portugueses, em «one shot», que traduzido do “americanêz” que dizer de uma vez só. Com "isenções"... mas que seriam ainda "um caso a estudar".
Sabendo-se da agilidade com que se esquivam aos impostos as grandes fortunas que poderiam, desta forma, contribuir com coisa que se visse... a juntar ao facto de uma boa parte dessas fortunas nem sequer estar acessível, convenientemente escondida em paraísos fiscais, já se está a ver para quem é que uma medida destas iria sobrar.
Partindo do princípio de que o ex-ministro não andou a beber shots a mais na noite anterior a esta invenção, estando portanto consciente do que está a propor... que tal um shuto mesmo em cheio, bem no meio do traseiro?
Vá dar sangue, senhor Miguel Cadilhe!!!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Santo António – Mas o “a sério”!!!


Lido assim, de chofre, este título de jornal deixou-me a pensar “Não querem lá ver que o santarrão de Santa Comba fazia anos agora?”... mas não! O feriado tem que ver com o outro “santo” António. O de Lisboa.
Já a notícia fica a dever-se à irresistível tentação demagógica e populista do Governo Passos/Portas que, não fosse dar-se o caso de ninguém reparar... tem que lembrar que é «governo de todo o país e não apenas de Lisboa», chamando a atenção para o facto de trabalhar durante um feriado municipal, um feito patriótico pelo qual devem supor que lhes ficaremos eternamente gratos.
Quanto à minha ligação reflexa deste Governo à figura do “salazarento escroque das botas”... é um “pecado” que tento aqui compensar, ilustrando o post com um Santo António, mas “a sério”, feito pelos filhos (e seguidores da arte) do grande artesão barrista de Barcelos que foi Domingos Gonçalves Lima, mais conhecido pelo nome de “Mistério”.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Cavaco Silva – Porque não lhe enfiam uma fatia de bolo-rei nas beiças?


Na tentativa de se armar em carapau de corrida ao comentar uma “reorganização” do negócio da saúde “sugerida” pela troika, Cavaco Silva proclamou: «Espero bem que nunca se ponha em causa o acesso à saúde por razões económicas».
Pois espera! Deve mesmo esperar muito...
Já para aprovar todas as leis e normas que têm vindo a ser criadas pelo governo do seu partido, medidas que têm vindo, efectivamente, a fechar as portas do acesso à saúde a milhares de portugueses, como os aumentos das taxas, os cortes nos transportes de doentes, o encerramento sucessivo de serviços, os cortes nas pensões e ordenados, etc., etc., etc.... o Sr. Cavaco Silva, habitualmente, não espera quase nada. Promulga de imediato.
Demagogo! Miserável! Hipócrita! Sonso!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Papa Ratzinger – Estará com um parafuso a menos?


Caridadezinha, sempre! Sobretudo, se muita gente estiver a ver.
Ter muita pena dos “pobrezinhos”, sempre! Sobretudo, se muita gente estiver a ouvir.
Questionar as causas (e os causadores) da existência da fome e da pobreza... nunca! Nem em pensamentos, porque pode até ser pecado!
É esta regra de ouro, esta velhíssima receita cobarde, que tem mantido as religiões de bem com os deuses e os diabos, fazendo exactamente aquilo que dizem não se dever fazer: servir a dois senhores.
Ó Samuel... e a que é que vem esta “homilia”? – perguntam vocês.
É apenas uma forma de estar entretido... sem dizer o que realmente penso de mais uma das ideias “peregrinas” de Herr Ratzinger, o alemão que por estes dias faz de papa católico.
Para evitar, como já disse, adjectivos de que venha a “envergonhar-me”, prefiro deixar apenas quatro notas.
1. Alguém devia dizer ao papa, que a razão da existência de tanta miséria e fome é exactamente a fauna de “padrinhos” que governam e sugam o mundo.
2. Alguém devia gritar aos ouvidos do papa, que os explorados precisam de justiça e não de padrinhos e madrinhas.
3. Alguém devia avisar o papa de que esta sua ideia é uma cópia triste, vergonhosa e humilhante, das campanhas de “apadrinhamento” de animais dos Jardins Zoológicos, por figuras públicas e outros voluntários com uns trocos disponíveis.
4. Por fim, devo dizer que estou bem ciente de que o facto de todos os meses contribuir (via conta da ZON) com alguns euros para a Isabel dos Santos, não conta para esta campanha do papa... ainda que Isabel dos Santos pertença a uma família de um país cheio de seres humanos que vivem na miséria.
Devo acrescentar ainda que estive, estou e estarei disponível para a solidariedade e para o combate contra os “padrinhos” fabricantes de guerras, exploração, fome, miséria e morte... caminho que, estou certo, não farei na companhia deste papa e de muitos dos seus defensores e seguidores, mas que, felizmente, não farei sozinho!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cristine Lagarde – A mulher certa, no lugar certo!


Disse muito bem o Vítor Dias, que o que gostaria de ouvir da boca de Cristine Lagarde, a “chefa” do FMI, seria algo como: «As crianças da África subsariana precisam muito mais de ajuda do que os bancos que têm recebido biliões de ajudas estatais e de instituições financeiras internacionais».
Mas, infelizmente, não foi isso que a senhora disse!
Serviu-se apenas da miséria, fome e morte das crianças africanas, para numa manobra do mais porco populismo, “justificar” a insolência do insulto que dirigiu, de uma forma generalizada, ao povo trabalhador da Grécia.
Fazendo de conta que não sabe quais as origens (e os culpados) desta actual crise do capitalismo, fazendo de conta que não sabe distinguir entre o olho do cu e a feira de Beja, diz que a culpa do que se passa na Grécia «é dos pais das crianças, que não pagam impostos», enfiando no mesmo saco reformados que trabalharam toda a vida e toda a vida pagaram, vendo agora as suas reformas cortadas para níveis de miséria, com os ricos espertalhaços (e os seus subprodutos) que fogem aos impostos, sim... mas que estão longe de ser uma originalidade grega.
Tudo, para justificar o facto de, confessadamente, não ter «pena das crianças gregas»... porque tem mais pena das “outras”, como disse numa entrevista, que entretanto já tentou, à pressa, "suavizar".
Depois, imagino, soltou um loooongo “múúúú”... e voltou para o curral, para aí continuar a chafurdar na sua “obra”.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Cavaco Silva – Finalmente, um sinal de esperança!




Cavaco Silva, que actualmente faz de Presidente da República de alguns portugueses, garante que «nunca mais fala» sobre as questões ligadas aos dinheirinhos que acumula de várias pensões daqui e dali e que, como estamos lembrados, não lhe chegarão para quase nada.
Estamos finalmente no bom caminho, meus amigos!
Quem sabe se Cavaco Silva não evoluirá para a perfeição, que seria nunca mais falar sobre merda rigorosamente nenhuma?!

segunda-feira, 26 de março de 2012

PSD... e as causas


Só o facto de o PSD, Relvas e Passos Coelho saberem bem o calibre de “oposição” que o PS, com Seguro, terá talento para lhes fazer, pode justificar que um (chamemos-lhe assim) Congresso do Partido dito Social Democrata, depois de ter decorrido sob o lema de ininterruptos ataques e insultos a quase todas as figuras, ex-governantes e dirigentes “socialistas” de quem os oradores conseguiram lembrar-se... pudesse acabar com a propaganda barata dos anúncios de fim da crise, num discurso hipócrita, em que se apela à «convergência política e social», num projeto «aberto a todos». Desde os dirigentes do PS... até todos aqueles a quem, realmente, as medidas deste governo estão a «sair do lombo».
Seja como for... não pretendo fazer-me passar por analista político. Com a parvoíce irresponsável que me acompanha nestas coisas, fixei-me mais no “cenário de fundo”. Apenas duas notas:
Gostei de ver Alberto João Jardim, de “causas” na mão, querendo agradar aos “cubanos” laranjas... e inventando até um novo conceito: os “egoísmos individuais” (por contraste com o egoísmo colectivo... que não vale um chavo e é para os mãos largas).
Sobretudo, gostei de ver aquele imponente cenário de fundo, onde o PPD-PSD se anunciou como um “partido de causas”.
Devem ser as famosas causas facturantes”!



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A nova ordem económica


Em tempos que já lá vão há muito tempo, o meu ainda jovem organismo processou todo o “cristianismo” que conseguiu suportar... até chegar o dia em que a rejeição foi total e terminal. Daí que os problemas da chamada cristandade não me interpelem por aí além. Se somarmos a isso o facto de o cristianismo ser seguido por uma “esmagadora” minoria dos seres humanos, e desses, apenas uma parte ser católica apostólica romana, entende-se porque é que apenas dou atenção às tiradas de papas, cardeais e outros que tais, quando são particularmente irritantes, ou então “divertidas”, como é o caso de hoje.
Não tendo lido, pelas razões já apontadas, a entrevista de “sua eminência” de Lisboa, o senhor Policarpo, não posso deixar de imaginar o efeito, no Vaticano, da parangona que foi tirada da sua entrevista para os títulos dos jornais:
O cardeal patriarca de Lisboa deseja uma “nova ordem económica”.
Ainda bem que “sua santidade” o papa, o senhor Ratzinger, tem quem esmiúce por ele estas notícias vindas dos vários rebanhos espalhados pelo mundo... senão ainda arriscaria uma síncope ao ler os títulos.
Então não querem lá ver que o Policarpo está a ficar meio (t’arrenego, vá de retro!!!) comunista?!!!
Mas não, não é nada de cuidado. É apenas a mesma ladainha de sempre.

sábado, 19 de novembro de 2011

Assunção Cristas – Olha a fruta fresquinha!!!


Ó minha cara Assunção Cristas. Eu também acho que as crianças deveriam comer fruta “natural”, comida caseira acabada de fazer e confeccionada com os melhores produtos... sei que os boiões de comida para bebé (embora você se tenha “esticado” um pouco ao dizer que não são adequados para alimentar as crianças) não substituem os produtos frescos.
Acontece, cara Assunção, que nem todas as mães e pais dão esses boiões de comida industrial aos seus filhos por preguiça. O caso é que nem todas as mães que (também) trabalham fora de casa têm oportunidade para, pelo menos durante esses dias de trabalho, preparar com tempo a comida das crianças... e sim, é verdade, cara Assunção, nem todas a mães têm empregadas em casa. É estranho, não é? Mas é a mais pura verdade!
Seja como for, aquilo que me encanzinou nas suas declarações, não foi a sua súbita descoberta das maravilhas da comida caseira e das frutas frescas, mas sim a razão dessa “descoberta”.
Por causa da crise?! Para “compensar”...  ou para tentar "desvalorizar"a subida do IVA na comida para bebés?!
Realmente, cara Assunção Cristas, por vezes não é aquilo que se diz, mas sim porque razão se diz e em que momento, que torna algumas declarações verdadeiramente suicidárias... ou, pelo menos, lamentáveis.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ó senhor Policarpo... ninguém? Mesmo, mesmo ninguém?!


O facto de o chefe da Igreja Católica portuguesa dar entrevistas em que puxa a brasa à sardinha da sua facção dentro do cristianismo, como se sabe, um negócio multimilionário, não é assunto que me convoque por aí além. Se fosse esse o caso, teria que me debruçar criticamente sobre cada declaração dos dirigentes das muitas religiões que existem por esse mundo fora, desde as pequenas seitas mais ou menos excêntricas, às grandes religiões, algumas delas, como se sabe, bem mais antigas e com muito mais seguidores do que o cristianismo, mesmo considerado no seu todo, que engloba o catolicismo, a ortodoxia e o protestantismo, este, dividido em várias denominações... mais uns tantos “independentes” que pretendem ser seguidores de Cristo, mas não se reveem nas Igrejas.
O facto de o chefe da Igreja Católica portuguesa vir dizer que o «memorando com a troika é para cumprir», aproveitando para declarar que a função dos portugueses não é dizer mal dos governos... não traz rigorosamente nada de novo.
Sendo assim, a única frase da entrevista de “sua eminência” que mexeu comigo, foi a sua canhestra tentativa de sublinhar a “excelência moral” da sua igreja, por contraste com “a política”, de onde, segundo o douto Cardeal, «ninguém sai de mãos limpas».
Poderia dizer que se trata de demagogia populista e barata para cavalgar a onda da crise financeira, económica e política. Poderia dizer que se trata de uma declaração vesga, mentirosa, intelectualmente desonesta, arrogante, preconceituosa, abjecta, fascizante... mas não digo.
Digo apenas que, já que “sua eminência” parece gostar de generalizações, dar-me-ia imenso gozo ver a sua reação se alguém lhe dissesse na cara que todos os membros do clero são pedófilos... exceptuando aqueles poucos que andam a fazer filhos às paroquianas.
Mas não. Também não serei eu a dizê-lo. Não aprecio as generalizações.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ainda a Madeira – Afinal...


Primeiro, num assomo da arrogância que lhe permite a eterna impunidade, Jardim gritou que sim senhor, tinha sonegado as contas aos socialista, em “legítima defesa”, para mais tarde se vir a entender com o governo do PSD. Ao ver o péssimo efeito do que disse, teve uma brusca recaída na “còragem” (como lhe chama) e deu o dito por não dito, ou melhor... por “manipulado”.
Neste momento, já não sei o que me provoca mais asco. Se o bailinho de Jardim, se o tom repugnantemente falso e demagógico dos argumentos e "exigências" de António José Seguro, o qual, a ser coerente com o que diz, neste momento já devia estar a pedir mandados de captura para Sócrates e quase todos os seus ministros.
Como ainda há poucas horas dizia o deputado comunista António Filipe, independentemente do apuramento total da verdade e de possíveis responsabilidades no caso do buraco, criminoso ou não, no orçamento da Madeira, o destino político a dar a Jardim e aos seus cúmplices, é uma decisão que cabe ao povo e aos eleitores madeirenses que, no dia 9, devem votar livremente os seus representantes na Assembleia Regional. Ora, aí é que está o busílis.
1. Tenho as maiores dúvidas (há muitos anos) quanto ao carácter livre das eleições madeirenses.
2.  Até ao dia do voto, já Jardim terá convencido quase todos os votantes de que o que fez, se o fez, foi para defender a Madeira e os madeirenses do sinistro continente, dos cubanos, dos colonialistas, dos comunistas, da maçonaria, dos ingleses... até da “puta que pariu”, como diria Saramago, que dominava muitíssimo melhor do que eu a língua de Camões.
Entretanto, não vale a pena escandalizarmo-nos com o silêncio do génio Aníbal Cavaco Silva, nem com o facto de ele, afinal, já saber do caso há meses e “moita carrasco”. Silêncio. Népia. Nada.
Quem é que manda estarem constantemente a entupir o homem de bolo-rei?