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sábado, 19 de outubro de 2013

Claro que os “governantes” portugueses, mais uma vez, agacham-se e mostram “as partes”...


Mais uma vez, os grandes bancos a deixarem bem claro que os seus lucros e interesses em geral, estão muito acima da Constituição dos pequenos países. Pela voz dos seus lacaios em Bruxelas, como é Durão Barroso. Ainda que, logo a seguir, tentem esconder a mão com que atiraram a pedra. Adoraria ver estes pobres palhaços ricos a endereçarem recados destes ao Tribunal Constitucional alemão!
Claro que se agora eu dissesse o que penso sobre estes repetidos "atropelamentos" ao trabalho, à dignidade e à independência do Tribunal Constitucional português, o que penso sobre estas repetidas faltas de respeito pela Constituição de um país e se, sobretudo, dissesse o que penso sobre Barroso, a Comissão Europeia, sobre a nossa permanência na Zona Euro… e até na própria União Europeia… seria imediatamente classificado como radical, para além de extremamente malcriado.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Cavaco Silva – Preso por ter cão e preso por não ter... e é muito bem feito!!!





Facto 1: Cavaco Silva é um político medíocre, um ser imprestável que teria deixado a História bem mais limpa se não tivesse decidido sair do seu obscuro lugarzinho de simples contabilistazinho de um qualquer bancozinho, num sórdido gabinetezinho que poderia “encher” com a sua falta de cultura e a sua irrelevância. Um inútil que poderia estar até hoje “perfeitamente integrado no regime”, como já estava, pelas sua próprias palavras, no tempo do fascismo.
Cavaco Silva nunca se move por qualquer tipo de interesse que não seja o seu. Particular. Venal. Mesquinho. Calculista. Aproveitador. Oportunista.
Facto 2: Cada vez mais portugueses vão tomando consciência do “facto 1”
E assim chegamos a esta novela mediática das condolências públicas e privadas, em que Cavaco Silva é preso por ter cão... e preso por não ter.
Provavelmente, paralisado pelo medo de ser acusado de estar a aproveitar-se da morte de bombeiros e do sofrimento das pessoas, para brilhar, terá instruído um qualquer assessor para, no seu lugar, dirigir às corporações de bombeiros atingidas e aos familiares das vítimas, as oficiais condolências, fazendo questão de que estas não se tornassem públicas.
Dizem-nos os senhores porta-vozes da Presidência que esta foi a forma que o senhor Presidente considerou a mais «discreta e séria» de abordar a questão.
Pessoalmente, até poderia concordar com o senhor Presidente da República... só que, dada a sua diferente atitude para com a morte do economista António Borges, sou obrigado a pensar que o facto de Cavaco Silva publicitar as suas condolências pela morte do seu correligionário, terá sido, por contraste, pouco discreta e muito pouco séria.
Na verdade, nestas situações de tragédia, nunca nada é justo, a começar pelas mortes. Senão, que explicação lógica teria o facto de uma dessas mortes, a da jovem bombeira de Alcabideche, ter tido de tal forma a “preferência” dos media, das redes sociais e do público em geral... praticamente fazendo esquecer, por momentos, todos os outros mortos e feridos?
Assim, posso também aceitar que seja uma injustiça o facto de Cavaco Silva ser, nesta estória, “preso por ter cão e preso por não ter”... mas é muito bem feito!!!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Deixem o Mandela em paz, porra!!!



Há uns tempos, “zico”, um cão perigoso, matou uma criança, de nome Dinis Janeiro, ainda bebé. Não vou voltar a argumentar sobre qual o destino a dar a um cão perigoso, depois deste matar uma criança, sabendo-se que, sendo claro não poder mais considerar-se um animal doméstico, ou de companhia... também não pode devolver-se “à Natureza”.
O cão estava a ponto de ser abatido. Entretanto uma associação que se dedica a estas coisas, ocupou o seu tempo livre com esta causa momentosa e, entre argumentos aceitáveis e outros um pouco patetas, tais como dar um estatuto quase humano ao bicho, julgando-o, misturando culpa e inocência, agravantes e atenuantes, acusação e defesa, pouco faltando para levarem o animal a um programa de televisão, para aí se declarar arrependido... conseguiu evitar (para já) o abate.
Seja como for... a notícia não é esta. A verdadeira notícia é que, admitindo que o zico não queira aparecer em sociedade com o nome que ficou ligado à morte de uma criança... os seus protetores mudaram-lhe o nome para mandela.
Provavelmente, inspiraram-se no “longo historial de assassínios de crianças”, que faz o orgulho do próprio Nelson Mandela e dos seus familiares, amigos e admiradores.

Ou então... são simples idiotas!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Assunção Esteves – Que é que foi madame... a sardinha cagou-se?! *


Hoje quero falar do tão vistoso surto “histérico” da dona Assunção Esteves no Parlamento.
Antes de mais, devo dizer que sim, acho que a insistência em interromper os trabalhos da Assembleia da República é uma liberdade que pode acabar por ser confundida com desrespeito pelo Parlamento e pelos seus deputados. Acho que pode contribuir para alimentar o clima de desrespeito pelas instituições da democracia, desrespeito que se vê e ouve um pouco por todo o lado. Aqueles que, descuidadamente, agora aprovam tudo o que ali se grite e faça nas galerias, dificilmente terão argumentos para travar os grupos de neo-nazis, fanáticos anti-aborto, beatos moralistas, saudosos do fascismo em geral, ou outros que tais, que resolvam ir boicotar os trabalhos de cada vez que se discutir ou aprovar uma lei que não lhes agrade.
Defendo e defenderei a liberdade dos cidadão terem acesso às galerias do Parlamento... mas por uma questão de ar puro, de saúde, propagação do som e espaço para os braços, para as pernas e para os cartazes, a “casa” destas manifestações deve continuar a ser a rua.
Contra mim falo, que há bem pouco tempo participei na famosa “grandolada” ao Passos Coelho... uma estreia que, muito provavelmente, foi também a minha última “actuação” naquele palco... ou outro do género.
Posto isto, voltemos à vaca fria (acho que já não preciso mais de repetir que isto é mesmo uma frase-feita popular, que quer dizer “vamos voltar ao assunto principal”)!
Vendo o comportamento da dona Esteves no Parlamento, ocorreu-me, mais uma vez, que toda a série de clichés reservados às varinas e peixeiras, mulheres de trabalho duro e sofrido, clichés como “arrear a giga”, “descer das tamancas”, “atirar com a canastra”, “pôr a mão na anca”, “fazer uma peixeirada,etcetc... são, para além de sexistas, classistas e sobranceiros, muito injustos e, sobretudo deslocados.
Basta ver a facilidade com que uma sonsa, snob, muito bem penteada e vestida, espertalhaça, bem na vida, aproveitadora, xupista, reformada desde os 42 anitos com milhares de euros cada mês... consegue com grande maestria “arrear a giga”, “descer das tamancas”, “atirar com a canastra”, “pôr a mão na anca”, “fazer uma peixeiradaetcetc...
Deixando de lado a citação perfeitamente imbecil, direi mesmo canalha, tal o despropósito, com que resolveu “ilustrar” o acontecimento, a pretensão da dona Esteves, quanto à "revisão das regras" de acesso do público às galerias até poderia, hipoteticamente, ser discutível... mas uma coisa é certa: é urgente rever, profundamente, as regras de acesso aos lugares de deputado, em geral... e, em particular, ao lugar de Presidente da Assembleia da República!

* Observação absolutamente histórica feita por uma vendedeira de peixe do Mercado do Bolhão, a uma freguesa que não parava de cheirar, com ar desconfiado, as sardinhas. Funciona melhor imaginando o maravilhoso e musical sotaque portuense.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Assunção Esteves – Sem um pingo de vergonha na cara!


Hoje, mais uma vez, os trabalhos do Parlamento foram momentaneamente interrompidos pela “Grândola”. Desta feita, cantada como protesto, por um grupo de aposentados, pensionistas e reformados da “APRE”.
Dito isto, não posso deixar de ser solidário com a acção de protesto, por respeito aos tantos e tantas que, também naquela associação, lutam com dificuldades.
Seja como for, este texto não é sobre o protesto, nem um ensaio de crítica musical à presente interpretação da “Grândola”, mas sim sobre a inclassificável desfaçatez da Presidente da Assembleia, que teve a distinta lata de criticar os manifestantes com as seguintes palavras:
Fantástico! E eu a pensar que aquilo que não “ajuda a democracia”, entre tantas outras coisas conhecidas, é o facto de a descaradona doutora Assunção Esteves, como recompensa por uns escassos anos de trabalho, estar reformada desde os 42 anos de idade, com uma reforma de milhares de euros mensais. Uma reforma tão choruda, que a fez prescindir do ordenado de Presidente da Assembleia da República! O que não “ajuda a democracia” é o facto de eu apostar que a doutora, aposentada desde tão “tenra” idade, não vai ter uma palavra de incómodo, quando presidir à votação do aumento da idade da reforma para os milhares e milhares de trabalhadores que não tiveram a sua “esperteza”.
A confirmar que, cada vez mais, de todo o conjunto que forma aquela figura pública (incluindo o carácter) já se salva apenas o corte de cabelo. O resto, muito francamente... começa a provocar náusea!

Adenda: Alertado para o facto (fruto de alguma confusão "jornalística", que devia ter destrinçado) de esta associação nada ter que ver com Filipe Pinhal (o indignado reformado dos 70.000 euros mensais)... agradeço o alerta, tendo já procedido à correcção do texto.

terça-feira, 19 de março de 2013

Passos Coelho – Demita-se! Já!!! Olhe que é uma “oportunidade”...


Mais uma vez, o estropício Pedro passos Coelho repete a “graça”. Já o tinha dito sobre o desemprego, agora volta a dizê-lo sobre os despedimentos, perdão... as rescisões de contrato na Função Pública: «São uma oportunidade!»
Pressionados pela constante ameaça de mais cortes nos vencimentos, de menos direitos, de menos esperança e antes que sejam despedidos à força, com “direito” a uma indemnização miserável, alguns trabalhadores optam pela rescisão de contratos por “mútuo acordo”... com a falsa sensação de que realmente negociaram ou ganharam alguma coisa.
Passos Coelho, tal como da primeira vez, quando se referiu ao desemprego como uma “oportunidade”, parece não ter noção do carácter profundamente nojento desta ideia porca que habita a cabeça dos (pretensos) ultra-liberais. Não tem noção, pelo menos por três razões... ficando apenas por saber qual a percentagem que cada uma dessas razões representa na “fórmula” do raciocínio do primeiro-ministro.
1. “Não tem noção”... por profunda e espessa estupidez.
2. “Não tem noção”... por não ter qualquer espécie de eco do efeito que as suas asquerosas ideias e declarações têm no país real.
3. “Não tem noção”... por não passar de um vulgar canalha salazarento e de um reles provocador.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cá pra mim... devem ser “chauffeurs”, que sempre é mais fino...



Ninguém, rigorosamente ninguém no seu perfeito estado de juízo tem inveja de Miguel Relvas e do que ele conseguiu alcançar na vida... sem estudar.
Agora que deve haver uns bons milhares de professores, com cursos tirados como deve ser, que ao lerem esta notícia devem estar apensar por que raio é que andaram a queimar as pestanas a tirar licenciaturas disto e daquilo... em vez de tirarem a carta de condução profissional, isso deve!
Não se pense, nem por um momento, que eu defendo que os motoristas do senhor Nuno Crato deveriam ganhar menos. Acho é um conceito “fascinante”, este, o de  haver milhares e milhares de professores a quem o Ministério da Educação paga menos do que aos motoristas do ministro.
Dúvida: Existirá no “livrinho vermelho”, responsável  pela formação política do jovem Crato, uma qualquer baboseira de Mao que explique isto?

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ano novo... tudo como dantes!


"… o preço médio por dormida é de 800 euros, sem incluir taxas de serviços de hotel ou pequeno-almoço – e a preços de balcão. Uma refeição no hotel pode custar bem mais que a pernoita e os preços sobem em época alta, como acontece nos períodos de Natal e Ano Novo."
É oficial! O ano de 2013 começou muitíssimo bem!
Pelo menos, e a fazer fé nesta notícia, começou muitíssimo bem para Dias Loureiro, Relvas e Luís Arnaut, os três exemplares cidadãos da fotografia: o bandido, o bandalho e o “advogado” para todo o serviço.
Não vale a penas fazer contas a quanto ficou a estadia de vários dias no “Copacabana Palace”, aos preços anunciados, mais a natural subida de tarifas da “época alta”, pois isso não é o mais importante. Aqui só importa o significado da estória.
Esta pequena notícia  sobre os hábitos festivos dos nossos endinheirados governantes e ex-governantes, diz-nos apenas que cada um dos mais de trezentos e sessenta dias que temos pela frente durante este ano, são bons para dizer, por todos os meios ao nosso alcance, onde é o lugar desta canalha na História e, reunidas as condições, num destes dias mandá-los exactamente para lá. Definitivamente!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Passos Coelho – Sem um pingo de vergonha na cara!


Já passaram várias horas sobre o momento do debate em que o pascácio Coelho agrediu verbalmente a deputada Heloísa Apolónia, acusando-a de mentir, vomitando a sentença mais ou menos berrada de que «não podemos dizer tudo o que nos apetece, sem sermos confrontados com a realidade», acrescentando, raivoso, «isso é uma falsidade, nunca disse isso em lado nenhum e desafio a senhora deputada a trazer afirmações minhas nesse sentido».
Heloísa Apolónia tinha apenas referido o facto (gravado e conhecido) de o pascácio Coelho ter afirmado, ali mesmo, naquele Parlamento, mas há um ano, que seria este ano de 2012... e não 2013, o ano da “viragem económica” que agora resolveu re-anunciar.
Como disse, já passaram várias horas sobre a agressão cobarde do primeiro-ministro à deputada Heloísa Apolónia... e o bandalho ainda não veio a público pedir desculpas!
A exibição impune da total falta de carácter, da total falta de vergonha na cara, “alavancada” (como eles gostam de dizer) por uma arrogância sem limites... é sempre um espectáculo degradante e nojento!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

“Câmara clara” – Relvas... pois claro!


Mesmo tendo a notícia já uns dias... ainda assim a minha amiga quis saber do meu estado de alma sobre o fim do magazine cultural da RTP, “Câmara clara”, que recentemente viu anunciada a sua extinção, aparentemente por ser muito dispendioso... pese embora o facto de ser dos poucos programas da RTP (seja da 1 ou da 2... ou das outras) que pode ostentar o título de “Serviço Público”.
Quem sabe, persuadida de que sou uma pessoa bastante entrosada com o mundo da televisão, queria a minha amiga saber o que é que era verdade, ou mentira, nessa teoria do “muito dispendioso”. Queria ainda que eu lhe dissesse se o “Câmara clara” era mais dispendioso do que os vários ordenados milionários de algumas figuras da RTP, nomeadamente, de uma figura como Catarina Furtado, que continua a ter um vencimento de muitos milhares de euros por mês... sem que se saiba muito bem a troco de quê, já que raramente aparece, sequer, nos ecrãs... e se eu não achava uma vergonha acabar com aquele que é, talvez, o melhor magazine de cultura...
Sabendo do carácter sensível da amiga em causa, disse-lhe que sim, que é uma vergonha... mas evitei colocar “sobre a mesa” memórias do nosso passado, ou fazer comparações com conhecidos nazis que, segundo reza a História “puxavam da pistola sempre que lhes falavam em cultura”. Limitei-me a recordar-lhe o “perfil” do responsável pela tutela da RTP, o inefável Miguel Relvas, ao que se suspeita, directamente responsável pelo cancelamento do tal programa sobre cultura... e “vendi-lhe” um teoria cá muito à minha moda:
Tudo aquilo que Relvas não consegue de todo entender... opta por considerar muito caro!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ministério da Educação – O desprezo continuado...


Um número indeterminado de professores contratados está na iminência de ver os seus contratos anulados por, alegadamente, ter existido uma qualquer irregularidade nos concursos.
Sendo opinião geral entre estes professores que, a existir de facto alguma irregularidade, esta partiu do próprio Ministério da Educação, já que todos os concursos obedeceram escrupulosamente a esses critérios, é inaceitável que sejam os professores (e os seus alunos) que vão pagar por um erro que não cometeram.
Nesta altura do ano lectivo existe já trabalho feito, sendo que o mais importante foi o trabalho de criação de laços de confiança, de afectividade, de conhecimento mútuo entre pais, estudantes e professores. Para além disso, houve deslocações dentro do país, casas que foram alugadas, expectativas criadas, vidas alteradas...
Nada mau como respeito por quem trabalha! Nada mau como segurança e equilíbrio de vida!
Para o Ministério, não existem professores de carne e osso, com vidas privadas, famílias, afectos, rotinas de trabalho. Para o Ministério existem apenas listas de nomes. Listas “geríveis” como qualquer lista de compras, ou de gado para abate.
Só o amor e empenhamento de alguns professores pode explicar o facto absolutamente admirável de ainda existir/resistir uma Escola Pública de qualidade num país que, nos últimos anos, tem visto passar pelo Ministério da Educação ministros que, ou por convicção e interesse político, ou por um qualquer trauma de juventude... odeiam professores!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Passos Coelho – A ironia, essa arte misteriosa...



Presumo que irão sendo cada vez menos... mas ainda há imbecis que depois do anúncio de uma sobretaxa de 4% colocada em cima do tremendo aumento do IRS e restantes impostos planeados para entrar em vigor, acham que o anúncio de uma “redução” de 0,5% do roubo anunciado... é uma redução de impostos.
Os aumentos que não tardaram a aparecer para compensar essa “descida vertiginosa”, em coisas como subsídios de alimentação e sim, eu li bem!, nas gorjetas... colocarão - espero - pelo menos alguns desses crédulos do lado daqueles que já vão descobrindo que foram tomados por parvos.
Entretanto, enquanto íamos vendo e ouvindo estórias de seres humanos que, no desastre do Algarve, perderam casas e outros bens que, pelo facto de estarem desempregados e não terem dinheiro para sustentar as seguradoras, não sabem como vão recuperar, ou, em suma, como e onde vão viver... o primeiro-ministro decidiu ser “engraçado”.
Para além de prometer analisar os prejuízos, no sentido de ajudar «as empresas e as pessoas» afectadas... sendo que este colocar das empresas antes das pessoas, podendo parecer acidental, mostra, na verdade, o grau de podridão já atingido pelo seu lado de lacaio do capital, mesmo nestes “pequenos” pormenores... saiu-se com uma frase mais vistosa do que o seu habitual cinzentismo:
«Lamento que não tenha sido possível ao ministro da Administração Interna fazer uma intervenção mais esclarecedora sobre a intervenção do Governo na sequência da tempestade no Algarve» - disse, no que pareceu uma crítica ao seu ministro Miguel Macedo. Afinal, segundo um “esclarecimento” que mais tarde se seguiu a estas declarações, o tipo estava a ser "irónico".
Não é o primeiro bandalho que, sob pressão de acontecimentos adversos, tenta a carreira de “palhaço” como via de fuga!
Não é o primeiro, nem será o último bandalho a não ter noção de que a profissão de palhaço, na vida real, requer um talento e uma dignidade que estão muito para além das suas medíocres possibilidades!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Miguel Macedo – Sim... e porque não?! *


Desde que atingi a idade para compreender, realmente, as implicações e o significado na vida real das pessoas, de "fábulas" com um suposto fundo moral, como a famosa e, convenhamos, bastante reaccionária, sobre “A cigarra e a formiga”, escrita por La Fontaine... que muitas vezes fantasio a possibilidade de, tal como numa famosa anedota (que não vem ao caso), ter a sorte de poder encontrar algures o famoso autor... e mandá-lo bardamerda.
O bando de criminosos que ainda está no Governo faz de conta que não sabe que a origem de mais esta crise internacional, que se abateu ainda com maior violência sobre países com a dimensão e fragilidade de Portugal, deve-se aos crimes económicos dos seus patrões e do seu “deus” capital... e não à preguiça dos seus trabalhadores.
Se há costume nojento de alguns “tugas”, é esta mania antiga e asquerosa de estar constantemente a mandar os outros trabalhar, inventando até frases-feitas a propósito, como a famosa “para quem quer trabalhar há sempre trabalho”... ainda que vejam os seus semelhantes a passar fome e a engrossar as filas do desemprego, aos milhões.
Quase sempre, estes alarvidades saem da boca de parasitas e inúteis que, ou não fazem a ponta de um corno, ou vivem como nababos à custa da exploração do trabalho dos outros.
O inútil que ainda faz de ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, resolveu engrossar as fileiras destes parasitas e inúteis, ao vir acusar os portugueses de serem os culpados pelos erros monstruosos do seu Governo... chamando-lhes, insolentemente, num acto de miserável provocação reles, ressabiada, e de quem está já de cabeça perdida, «um país com muitas cigarras e poucas formigas».
E eu todo este tempo a pensar que o problema do país era estar a ser governado por uma vara de suínos!...
* Sim... e porque não? Se as cabras podem ser equilibristas, os cães dançarinos e os ursos andar de bicicleta... porque não poderia um porco citar os “clássicos”?

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Jornalismo indigente – Apenas simples "acidentes"?



Por vezes tenho a sensação de ser de um tempo em que os ardinas - pelo menos alguns - sabiam mais de jornais e jornalismo do que uma boa parte dos “jornalistas” de hoje.
Nos tempos que correm, os bons jornalistas teriam uma bela vida... não fosse o (a)caso de praticamente todos terem sido empurrados para o desemprego, ou arrumados em prateleiras pelos merceeiros e patos bravos que detêm os jornais, televisões e rádios.
Nos tempos que correm, um jornalista que saiba escrever e falar de forma escorreita, é um craque; se souber escrever bem e for culto... é um “deus”.
Tudo isto por contraste com o caudal de “hums”, “haams”, “âââs” a abrir, fechar e pontuar a torrente irreprimível de asneiras que lhes sai pela boca ou pelos teclados dos computadores. Uma estepe de ideias rasas e secas, onde um acidente de viação é sempre “uma amálgama de ferros retorcidos” e um incêndio (embora o “rótulo” já tenha servido uma vez para uma cheia, que eu bem ouvi!) seja sempre um “cenário dantesco”. Uma vaga constante de lugares-comuns, em que as cidades não têm nome, sendo sempre ou invictas, ou dos arcebispos, ou cidade-berço, ou dos estudantes... ou do raio que os parta. Um remoinho de conceitos politicamente correctos onde, não tarda nada, até a chuva molhará a terra... mas sempre  “alegadamente”.
Há uns dias, ri-me com a “profunda cultura popular” de um (ou uma) jornalista que, ouvindo Jerónimo de Sousa pronunciar-se sobre a "mulherZita" dos microfones nos ares condicionados, afirmando não valer a pena «gastar mais cera com tão ruim defunto», acabou por escrever no jornal «gastar cera contra o ruído de fundo».
Agora foi uma outra profissional das palavras, em televisão, que ao apresentar umas imagens com declarações do deputado do PS Carlos Zorrinho, em que este, comentando mais um falhanço do Governo, falhanço que, segundo ele, poderia ter sido evitado se o Governo tivesse dado ouvidos ao PS, utilizou um dito popular (e bem... honra lhe seja feita) dizendo que «não vale a pena chorar sobre o leite derramado».
A brilhante “jornalista”, depois de uns tropeços numa mão cheia de “hums” e “hams”, lá conseguiu “reproduzir” o que o deputado disse:
«Carlos Zorrinho diz que não vale a pena derramar o leite»
Não sabem nada! Não leram nada! Não têm um pingo de cultura popular, ou impopular... ou de qualidade nenhuma (para citar o grande Vasco Santana, falando sobre a sua grande dificuldade em conseguir “pregar olho”)! Quem é esta gente? Quem os põe a fazer de jornalistas? Esta porfia na estupidificação dos meios de comunicação social é propositada?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Cavaco Silva – E se fosse lamber sabão?!


Como vai sendo uso dizer-se, o diabo está nos detalhes. Convenhamos que a mais recente borrada, ou burrada, se preferirem, da autoria do cidadão Aníbal Cavaco Silva é um primor no que ao detalhe diz respeito... ainda que tenha conseguido passar algo despercebida. Senão vejamos:
Quando lhe perguntaram o que tinha a comentar sobre o esperado corte de mais duzentos milhões de euros no orçamento da saúde pública, respondeu que não fazia comentários... por estar de férias.
O “detalhe” é que, quando bolsou esta resposta, Cavaco Silva estava exactamente a interromper as benditas férias para inaugurar um hospital privado, logo, um estabelecimento comercial, propriedade de uns senhores que fazem fortuna com a doença alheia... praticamente “subsidiados” pelos sucessivos cortes com que os bandalhos do seu partido estão a arruinar o Serviço Nacional de Saúde, empurrando os cidadãos que ainda podem pagar, para os braços dos negociantes da morte, negociantes que já empregaram, empregam à socapa e voltarão, certamente, a empregar o lacaio que têm no Governo a fazer o papel de Ministro da Saúde.
Decididamente, aquilo que seria o prestigiado e prestigiante lugar de Presidente da República... está vago! O cidadão que o ocupa, não presta! Começou a sua vida activa «perfeitamente integrado no actual regime», isto no tempo do fascismo... e pouco avançou desde então. 
Ah... e não vale a pena cansarem-se (como eu fiz) a procurar atalhos que levem até à ficha da PIDE em que ele se declarou "perfeitamente integrado"... pois todos os links que tentei estão apagados e as páginas "não existem". Acidente informático muito conveniente!
Já não se trata de ter ou não vergonha na cara. Trata-se, desgraçadamente, de alguém que nem cara tem para ter vergonha!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Jornais – E que tal um pouco mais de respeito?!


Um dia, a grande atleta Rosa Mota, questionada sobre as razões que a teriam feito perder uma corrida internacional, deu uma resposta que é, para mim, um dos melhores exemplos de desportivismo, ou “fair-play”, como se diz lá fora. Sem esconder uma pontinha de admiração pela adversária que acabara de a vencer, quando disse o seu nome, declarou sorrindo: Ela correu mais do que eu!...
Mas isso foi há muito tempo! Por agora vão-se sucedendo, com maior ou menor naturalidade, as notícias das eliminações dos atletas portugueses presentes no Jogos Olímpicos, mesmo daqueles – e são a maioria – que dão o seu melhor.
Não é o caso do “jornalismo” de que vou, mais uma vez, aqui falar. Esse, parece apostado em ir mostrando, cada vez mais, o seu pior.
Noticiando mais uma eliminação, desta vez de Marco Fortes, lançador de peso, o DN dá-nos um exemplo de como se pode desprezar e faltar ao respeito, ao mesmo tempo, tanto ao atleta, quanto aos leitores do jornal. Por preguiça. Por incompetência.
Não porque no DN achem que “os negros são todos iguais”, mas sim pela tal preguiça, ilustraram a notícia com uma fotografia de um atleta negro qualquer... para além de, no título, lhe chamarem "Marcos" em vez de Marco.
Por incompetência, nem reparam que o atleta da fotografia não está sequer a lançar o peso, mas sim um disco...  tal é a tremenda semelhança entre os movimentos do lançamento do disco e do peso e a inquietante "parecença física" entre os dois "engenhos".
É por estas (e muita outras) que eu vou dizendo que uma grande parte das páginas dos nossos jornais já estava cravada de esterco... muito antes de servir para forrar os fundos das gaiolas de periquitos, canários, rolas, papagaios...