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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Electricidade – Fascismo económico




Desculpem-me a crueza do título... mas, francamente, não sei o que chamar a esta realidade espanhola, respaldada por uma nova lei, segundo a qual, como se não bastasse a posição dominante no mercado da gigantesca empresa eléctrica espanhola, qualquer cidadão ou empresa que seja apanhada a auto-abastecer-se de energia eléctrica, recorrendo, por exemplo, a placas solares, sem pagar uma taxa à Iberdrola... pode estar sujeito a uma multa capaz de atingir os sessenta milhões de euros... uma ameaça perfeitamente terrorista.
Ou seja, a Iberdrola conseguiu convencer o estado espanhol... a privatizar o Sol!!!
Espero bem que esta notícia não dê ideias ao inefável ex-pseudo-comunista que dá pelo nome de Pina Moura, representante em Portugal dos interesses da Iberdrola... ou ao baronete António Mexia, da EDP, ou aos delinquentes que temos instalados no Governo!!!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ricardo do Espírito Santo Silva Salgado – Coisas muito feias...


Numa apresentação do Alqueva e das suas potencialidades a um grupo de potenciais investidores estrangeiros, o presidente do BES, Ricardo Salgado decidiu “honrar” o seu país, declarando que «os portugueses não querem trabalhar, preferem viver à sombra do subsídio de desemprego».
Estava a comentar o facto de alguns dos empresários locais recorrerem a mão de obra de imigrantes, devido ao facto de não conseguirem (segundo afirmam) trabalhadores nacionais que queiram deitar mão aos trabalhos, muitas vezes, desqualificados que ali oferecem (isto já sou eu que afirmo).
É a opinião do senhor Ricardo. Na sua insolente arrogância de classe... vale o que vale! Já a minha opinião... digamos que diverge “ligeiramente” da do senhor banqueiro Ricardo.
Primeiro, duvido que as centenas de empregos, quase sempre meramente sazonais e pouco qualificados, que os empresários agrícolas ali oferecem, pudessem absorver, mesmo que simbolicamente, o milhão de mulheres e homens desempregados, numa grande parte professores, engenheiros, arquitectos, advogados, médicos, enfermeiros, jovens portadores de licenciaturas nas mais variadas áreas... sendo a restante percentagem constituída, maioritariamente, por uma multidão de operárias e operários, trabalhadoras e trabalhadores com os mais diversos graus de especialização nas suas profissões.
Segundo, é muito feio fazer generalizações do tipo “os portugueses isto” ou “os portugueses aquilo”...
Tão feio quanto alguém dizer que qualquer cidadão que leve por apelido “Espírito Santo” é descendente directo de um velho homem de mão da Gestapo e  colaborador de Hitler e Salazar, ou que tem por hábito "esquecer-se" de declarar oito milhões e meio de euros ao Fisco... e que só é capaz de produzir descendentes suficientemente “atrasadas mentais” para afirmarem que ir passar fins de semana a herdades de luxo que são propriedade da família... «é como brincar aos pobrezinhos»... ainda que horas depois se apressem a "pedir desculpa"

Ora, isso seria muito injusto para com centenas, senão milhares de pessoas que se chamam "Espírito Santo".

Muito feio!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Requalificação – Provavelmente...


Provavelmente, ainda restam algumas almas “simples”, que não entenderam que a “requalificação” que o governo anuncia e está (provavelmente, contra a Constituição) a fazer passar na Assembleia, não passa de uma forma cobarde de designar os despedimentos puros e duros que a troika ordenou para a Função Pública.
Provavelmente, ainda restam algumas almas mais “simples” ainda, que acham ser possível um funcionário público ser despedido, digamos, aos cinquenta ou cinquenta e cinco anos de idade... e, num universo de mais de um milhão de desempregados, ter condições de ir «fazer alguma coisa para outro lado», como disse Passos Coelho no estilo insultuoso, provocador e canalha a que já nos habituou... e que este "fazer alguma coisa" tão bem exemplifica.
Provavelmente, se um funcionário publico “requalificado” encontrar na rua o senhor primeiro-ministro, ou qualquer um dos seus cúmplices, e tomar a iniciativa de lhe partir os dentes, consegue o feito inédito de juntar duas “justas causas”:
1. A “justa causa” para o mais que provável processo disciplinar seguido de despedimento.
2. A mais do que justa causa que o levou a decidir “requalificar” as fuças do senhor governante.

Governo Passos/Portas – O “novo ciclo”...




Confesso-me bastante dividido!
Na verdade, não sei o que me provoca mais asco:
1. Se a fase em que este bando de canalhas que se vendeu aos interesses dos especuladores internacionais, comprometendo-se a roubar tudo o que o país tivesse de interesse para esses especuladores... e nos “vendiam” isso com o discurso da inevitabilidade, enquanto iam destruindo a nossa economia, enriquecendo os já ricos e roubando os trabalhadores...
2. Se esta fase em que o mesmíssimo bando de canalhas que se vendeu aos interesses dos especuladores internacionais, comprometendo-se a roubar tudo o que o país tivesse de interesse para esses especuladores, vai continuar a destruir a nossa economia, enriquecendo os já ricos e roubando os trabalhadores... mas desta vez chamando-lhe “um novo ciclo”, para o desenvolvimento, criação de emprego...
... ou então, a minha grande dificuldade em distinguir, deve-se ao facto de os discursos oficiais das duas, pretensamente, diferentes “fases”, me provocarem um único, imenso, incomensurável asco... tal a repugnância!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Passos Coelho - Os avarentos dos portugueses estão a dar cabo da economia...


O meliante e chefe de meliantes que temos como primeiro ministro, abraçou, de forma cega e fanática (passe a redundância) uma política de brutal austeridade, gabando-se mesmo de ir para além das exigências, já de si criminosas, da troika ocupante.
Assim, destruiu mais de meio milhão de postos de trabalho aumentando para um milhão o número de desempregados, levou à falência milhares de empresas, cortou pensões, vencimentos, apoios sociais, levou ao limiar da pobreza milhares de trabalhadores com emprego e à miséria milhares de desempregados e idosos.
Agora, com o descaramento de provocador a que já nos habituou... é capaz de dizer:
«A crise tem sido mais forte porque as pessoas gastaram menos do que previmos»
Portanto, os culpados da crise, são os malandros dos portugueses que recorrem à “desculpa” de terem muito menos dinheiro, para justificar a atitude “anti-patriótica” de gastarem menos do que aquilo que o senhor primeiro-ministro previa.
Qual o grau de insolente desfaçatez que é preciso... 
para bolçar uma tal canalhice pela boca fora?

sábado, 29 de junho de 2013

Angela Merkel – Se precisar de mais alguma coisa, é só dizer...


Sou informado de que a nossa primeira ministraAngela Merkel, na ânsia de conseguir um terceiro mandato à frente do seu outro território, a Alemanha, entrou numa espiral de promessas que nem o Santuário de Fátima desdenharia receber. A ir para a frente... parece que a coisa é do calibre de vir a custar muitos milhares de milhões de euros.
Não sei se vocês conseguem imaginar a intensidade do meu orgulho, quando, acaso venha a visitar a Alemanha num futuro próximo e já com a querida Chanceler a exercer o seu novo mandato à frente dos nossos destinos (e da Alemanha), possa confirmar, in loco, a melhoria das auto-estradas alemãs, a melhoria dos subsídios para acompanhamentos dos filhos das jovens mães alemãs, o aumento dos benefícios fiscais para as famílias numerosas alemãs, o limite aos aumentos das rendas de casa das famílias alemãs... ... ... ...
... e poder dizer, alto e bom som, a todos esses simpáticos alemães e alemãs:
- Estou a ajudar a pagar isto tudo!
Com o quê? Então... meine deutschen Freunde... com o ordenado de miséria, por comparação com os vossos, com os impostos “dementes”, os cortes na saúde, no ensino, nas reformas, com o desemprego provocado em “laboratório” para empobrecer o país, com os juros monstruosos que vamos pagando aos vossos bancos, mais com o que vamos, ainda assim, comprando às vossas empresas... ...
Como é que conseguimos? Então... meine deutschen Freunde... é o génio e o feitio desenrascado dos mandriões do sul, sempre em festa, a apanhar sol...  não, não... não têm nada que agradecer!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Um governo canalha e vingativo



É um acto canalha! É um acto vingativo! É a face sombria de um governo acossado pelas manifestações, pelas greves e pela contestação vinda de (quase) todos os lados. Vendo chumbada pelo TC a pretensão de, pura e simplesmente, roubar os subsídios de férias, Passos Coelho (e o seu governo de meliantes) desobedece descaradamente à lei que está em vigor, declarando esperar por uma lei que está por fazer e aprovar, para se saber quando serão pagos os subsídios.
Numa provocação insolente, no Parlamento, diz mesmo que «está nas mãos dos senhores deputados» ajudar a decidir quando os subsídios serão pagos.
Tivesse o país um verdadeiro Presidente da República e não “aquilo”... aquele cúmplice sonso, aquele domesticado comparsa, aquele lamentável espantalho com o rabo preso nas contas equívocas das acções da SLN compradas a preço de favor, da troca equívoca de uma casa velha por uma maior e nova, no Algarve, etc., equívocos que exalam aquele inquietante cheiro a bastante mais do que “equívoco”... tivesse o país um Presidente da República, como disse... e este chefe de um bando de criminosos e traidores não estaria presente em nem mais um debate quinzenal na Assembleia da República, não por sua vontade... mas por ser posto no olho da rua!
Ou não é esta descarada disposição governamental para desrespeitar, repetidamente a Constituição, as leis em vigor, o Parlamento, os parceiros sociais e os portugueses em geral, uma das mais evidentes formas de “não regular funcionamento das instituições?
Segundo esta teoria “revolucionária” de Passos Coelho, eu poderei assaltar um Banco em vários milhões de euros, ignorando placidamente a Lei em vigor, refugiar-me num qualquer “paraíso” sem acordo de extradição... e esperar que seja aprovada uma “Lei” que torne legal o meu assalto, para então voltar a Portugal... bastando para isso existir uma maioria de ladrões (ou simpatizantes) que a aprovem... como parece que existirá uma maioria de “nem sei bem o que lhes chamar”, que aprovarão a dele. Brilhante!

Governo e troica – Fascismo económico





Eu sei que existem almas mais sensíveis... que ficam um pouco chocadas quando chamo a esta choldra em que vivemos, fascismo económico. Eu sei que entre isto a que chamo fascismo económico e o fascismo puro e duro vai um espaço em que cabem muitas coisas... nomeadamente a possibilidade de estar a publicar este texto sem temer (ainda) ser preso amanhã por isso.
Fiquemo-nos então pelo fascismo económico e pela ofendida relutância de alguns em chamá-lo pelo nome... apontando apenas dois casos da actualidade.
Que chamar a uma realidade em que uma força de ocupação, na Grécia, ordena o encerramento da Televisão Pública... ordem que os lacaios que fazem de governantes gregos cumprem num espaço de poucas horas?
Que chamar a uma realidade em que uma força de ocupação, “troica”... ou, com mais propriedade, “Quadrilha”, mas desta vez entre nós, que para além de distribuir entre as empresas privadas dos amigos todo o património do Estado, logo, do povo português; para além de roubar os salários e as pensões para encher os bolsos dos seus banqueiros; para além de decidir empobrecer os trabalhadores e reformados, usar o desemprego como ferramenta económica e o terror social como ferramenta política... força os seus lacaios, Passos, Portas e Gaspar, a legislar contra a Constituição da República?
Que chamar a uma realidade em que uma força de ocupação, que ninguém elegeu... chumbada que foi essa tentativa de aprovar uma “lei fora da lei”... obriga os seus lacaios a desrespeitar, descaradamente, a decisão do Tribunal Constitucional?
Que chamar a uma realidade em que um governo de lacaios, comandados por uma força de ocupação, decide retaliar contra o “incómodo” das lutas dos trabalhadores... não lhes pagando o que lhes é devido, com um aviso de apenas uns dias de antecedência?
Será que o “adesivo” azulzinho e estrelado da "democrática" Europa está a descolar-se... deixando aparecer a verdadeira face do capitalismo... face que invariavelmente apareces quando este se debate com mais uma das suas cíclicas “crises”?
Por mim... chamo-lhe:
Fascismo económico!!!

sábado, 1 de junho de 2013

Passos Coelho – Não lhe bastava ser o que é... ainda por cima está a ensandecer!



Todos os grandes canalhas de que a História nos dá conta, para além da má índole que os impelia e dos interesses - quantas vezes mesquinhamente particulares - que defendiam... tinham grandes “desvios de personalidade”... que poderiam ir da grande “pancada” na cabeça, até aos casos mais graves de sociopatia.
Pedro Passos Coelho, um fanático religioso dos mercados, cuja ideologia pré-fascista*, ideologia radical que embaraça até os neoliberais que o seguem e envergonha profundamente os poucos sociais-democratas que ainda militam no PSD, parece sofrer, para além disso, de uma espécie de descolamento da retina que lhe fornece a visão da sociedade.
Só esse estado patológico explica esta sua saída, segundo a qual, o ambiente de contestação geral que se vive e que não para de crescer... não existe senão na comunicação social e, de uma forma geral, no que se diz no «espaço público», sendo que, nas suas palavras, «existe um divórcio entre o que se diz e o sentimento dos portugueses».
Esta tirada, não desculpando um milímetro da extensão da sua vasta canalhice... tem já pormenores que indiciam um inquietante foco de demência!
* Lamento a brutalidade do termo... mas, para mim, alguém que não se importe de, fria e sistematicamente, dar cabo da vida a milhões de cidadãos, levando muitos deles, objectivamente, a uma morte prematura, com o único fito de defender e encher os bolsos a meia dúzia... é um pré-fascista.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mobilidade – O que é?


Este link para uma peça do “JN” leva-nos ao contacto com um texto sobre o que espera os trabalhadores que venham a ser colocados na chamada “mobilidade” na Função Pública.
O texto que ali se encontra, igual em vários outros media, é aquilo que este governo criminoso pretende “negociar” com os sindicatos. É um texto aparentemente confuso, emaranhado, aldrabão, cheio de alçapões, de banha da cobra, de esperteza “saloia”, de coisas não ditas, mas, pelo menos para algumas pessoas, pode ser de uma grande utilidade e claridade:
Para todos os que ainda duvidam que “mobilidade”, realmente quer pura e simplesmente dizer, de forma crua...
 ser posto “a andar”!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Fascismo agrícola?


Muitos países no planeta e milhões e milhões de agricultores já conhecem o peso das botas cardadas do fascismo económico e ambiental imposto pelas gigantescas multinacionais agro-industriais que estão por detrás do comércio de fertilizantes, sementes e plantas.
Com esta estúpida legislação que a UE quer impor, o crime vai intensificar-se e alastrar até ás mais remotas aldeias portuguesas.
Assim, com o único objectivo de enriquecer ainda mais uns quantos, destrói-se a biodiversidade, aniquila-se a produção de sementes e produtos regionais e locais, arruinando, de passagem, a vida de comunidades agrícolas inteiras e dos seus habitantes ligados ao trabalho da terra.
Caminhamos, se nada fizermos contra este estado de coisas, para um mundo uniformemente desenxabido. Um mundo em que os agricultores não poderão produzir e armazenar as suas sementes, trocá-las com os vizinhos, serem independentes. Um mundo de pequenos agricultores condenados à dependência total destas gigantes cas multinacionais, para quem, na prática, passarão a trabalhar em exclusivo.
Já nem se dão a incómodo de disfarçar a cada vez mais evidente imposição do fascismo económico!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Bangladesh – Um pensamento...




É típico daquela região do mundo (e de outras, infelizmente!) a instalação de fábricas de têxteis em edifícios de vários andares, sem condições de trabalho, sem condições de higiene e sem normas de segurança dignas desse nome.
Mais um desses edifícios ruiu. Desta vez foi no Bangladesh. Estavam lá dentro trabalhando, à hora do desastre, mais de 3.000 seres humanos. A contagem de vidas sacrificadas à incúria, à ganância sem escrúpulos e à abjecta cumplicidade das autoridades e do comércio do mundo “civilizado”, vai já em mais de seiscentas.
Pensemos nisso de cada vez que ouvirmos a notícia de mais uma pequena empresa têxtil portuguesa que fecha, por não poder "competir" com esta prática criminosa, lançando mais umas dezenas, centenas, milhares de trabalhadoras e trabalhadores para o desemprego.
Pensemos nisso, de cada vez que acharmos tão “maravilhosamente baixos” os preços de t-shirts, calças, camisas e outros produtos têxteis vindos desses países. Preços “maravilhosos” que são fruto de trabalho semiescravo... e muitas vezes feito por crianças.

sábado, 4 de maio de 2013

Mais austeridade – Assim à primeira vista...


Não tenho palavras “inteligentes” para comentar as anunciadas novas medidas do governo, medidas que insistem de forma demencial nos erros que provocaram a catástrofe social em que vivemos, aumentando a sua dose em vez de os corrigir ou mudar de rumo.
Apesar da minha falta de ferramentas de análise política ou económica, há, ainda assim, algumas classificações que me ocorrem:
“Canalhice”
“Crime organizado”
“Protofascismo”
“Terrorismo de Estado”

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Idade da reforma – Mais uma ideia agarotada...


Diz Durão Barroso, o inútil oportunista que abandonou os que o tinham elegido para se aboletar com um cargo mais “bem pago” e muito mais “vistoso”, na Comissão Europeia... que «quer urgência para combater desemprego jovem».
Se realmente quer... quer muito bem! Agora bem podia trocar umas impressões sobre o assunto com os garotos* do seu próprio partido que, por cá, querem impor o aumento da idade da reforma, uma ideia que para além de «injusta», como muito bem lhe chama Arménio Carlos, ou de ser economicamente inútil, vai ter vários resultados, quase todos prejudiciais aos trabalhadores, à economia, até às empresas... sendo que um desses resultados será precisamente o considerável aumento do desemprego jovem.
* Sei bem que vários dos governantes actuais não têm já idade para serem apelidados de garotos... mas este meu “garotos” não remete para a idade.

É mesmo um adjectivo/insulto!

Governo autoritário de fanáticos


No rescaldo de um dia 1º de Maio em que o que faz de primeiro-ministro de Portugal, quando é, na verdade, moço de recados da potência ocupante, tentou de forma insolente contrapor às manifestações de trabalhadores, um patético, acanalhado e interminável comício que as “suas” televisões foram transmitindo e repetindo, e repetindo, e repetindo... até à náusea, saúdo as trabalhadoras e trabalhadores (com ou sem emprego) que durante este dia (e todos os dias do ano) não se conformam nem se rendem.
Um pouco mais de um terço da minha vida foi passado sob um regime fascista. Para ser exacto, 22 anos. Só nos últimos comecei a ganhar consciência daquilo que me rodeava e a procurar as vias de escape àquela cinzenta realidade. Um bom punhado de pessoas ajudou. A música ajudou!
Embora curta, a minha memória (consciente) do fascismo traz-me estórias típicas dessa época. Como a de coronéis, ou generais, ou simples directores de escola, ou chefes de repartição que, com a displicência que o poder absoluto lhes permitia, tinham a possibilidade de castigar, a seu bel prazer, qualquer um dos seus “subordinados”... nem que fosse apenas por terem acordado mal dispostos.
Ai de quem ousasse questionar o castigo... nem que fosse com um “mas”. A cada “mas”, o castigo ia crescendo exponencialmente, não sendo estranho ver uma pequena punição que tinha começado com umas horas de suspensão de um qualquer direito, acabar transformada numa pena de vários dias ou semanas, humilhação pública... ou bem pior.
É exactamente isso que me vem à memória ao ver que os anunciados – e parcialmente chumbados – cortes de 4.000 milhões nos deveres do Estado, depois da “intolerável” contestação que sofreram, serem transformados em cortes de mais de 6.000 milhões. Por puro revanchismo. Pura arrogância. Pura provocação. Pura demonstração gratuita de poder.
Os antigos directores de escola, superiores hierárquicos na velha Função Pública, polícias, autoridades militares, a PIDE e, no topo de todos, Salazar...tinham a grande “desculpa” de serem fascistas.
Embora seja uma pergunta “armadilhada” com uma resposta óbvia... pergunto-me que raio de desculpa terá esta canalhada que nos governa... 39 anos depois da Revolução de Abril.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um pequeno contributo para a indústria e comércio de panos encharcados...



Passado o tempo em que a mera sugestão de mexer nos prazos de pagamento da dívida, da sua renegociação, ou qualquer forma de crítica ou questionamento ao usurário e exorbitante montante  dos juros que pagamos, era uma atitude banida dos media e fustigada violentamente por toda a máquina do pensamento único... entramos numa fase nova.
Na verdade, ou por serôdia convicção, ou por oportunismo, seja para agitar os equilíbrios de poder dentro da coligação, ou lançar as sementes de uma candidatura presidencial – como é o caso de Durão Barroso – aparecem de todo o lado as vozes que declaram a austeridade excessiva e a absoluta premência de passarmos ao crescimento.
Como alguém tem que alinhar pelos fanáticos da austeridade, aí temos a senhora Sharon Bowles, a eurodeputada britânica que preside à Comissão de Economia do Parlamento Europeu, mostrando as maiores dúvidas sobre a possibilidade de abrandamento da austeridade em Portugal, chegando mesmo a dizer com uma bastante insolente ligeireza... «Não sei se não precisam de mais!»
Desconheço aquilo que a senhora sabe sobre Portugal e sobre o que os portugueses “precisam”.
Em contrapartida, eu tenho uma ideia bastante clara sobre o que a senhora deputada precisa... em cheio na cara!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Gaspar e Passos – “castelo de cortes”


Começa a ser mais do que evidente a falta de bases de sustentaçãomesmo dentro dos dois partidos da maioria e do próprio elenco ministerialpara o delírio destruidor e fanáticode Gaspar e Passos Coelho.
Começa a ser evidente para muitos que o demencial “castelo de cortes” ameaça colapso iminentecolapso que irá arrastar para o abismo da mais abjecta irrelevância política tanto os poucos fanáticos que teimam em construí-lo, como os muitos cobardes que não têm a “vontade” de o impedir.
Desgraçadamentearrastarão também o país para o abismo. Quase todos estes canalhas estarão esquecidos e “enterrados”, quando os trabalhadores portugueses voltarem a atingir o patamar de conquistas que tinham já sido alcançadas, podendo voltar a viver melhores diasPodendo virardefinitivamenteesta página negra da nossa História, página negra quecomo quase todas as que a antecederamestá intimamente ligada à traição de uns poucos corruptos que se vendem a interesses“ estrangeiros”.
Ainda assimesta é uma certeza que  sentido ao caminho... que se faz caminhando: O futuro chega sempre! E não será condescendente com estes patifes!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Matam-se já estes...


Matam-se já estes... que são os que se mexem menos e não podem ir a lado nenhum! - parecem dizer os “governantes” que o capitalismo selvagem encarregou de cuidar dos seus negócios em Portugal.
Pode até ser que, ao de leve, muito ao de leve, eventualmente... os interesses dos multimilionários, dos especuladores, dos lavadores de dinheiro, dos que fogem com milhões para paraísos fiscais, sejam tocados, simbolicamente, um dia destes... vamos a ver...
Pode ser... mas o facto de, para além das malfeitorias que por aí vêm para “contornar” (termo mais acanalhado!) o chumbo do TC, a primeira medida que saiu das cabeças de “Gaspar, Passos & Cia. Lda.” ser o roubo de (mais) uma parte dos magros subsídios devidos aos trabalhadores desempregados e aos doentes, mostra bem o calibre de canalhas com que temos que nos bater.
Como se não bastasse, depois ainda tenho que dar “explicações” a uns maduros que ficam chocados e com dói-dói se eu aqui chamar filhos da outra... a estes grandecíssimos e alternadíssimos filhos da dita!

sábado, 13 de abril de 2013

Álvaro Santos Pereira – Agarrado aos “pós”




Numa mesma página digital vejo links para variadíssimas notícias, cobrindo os mais diversos assuntos. Destaco duas:
Convém esclarecer que os subsídios a “redesenhar”, o que no idioma deste governo (internacionalmente conhecido por “canalhês”) quer dizer cortar... são os subsídios de doença e de desemprego. Convém lembrar que, reunidas as devidas condições, esta intenção de “redesenhar” para pior a já tão difícil situação de desempregados e doentes, justificaria o “redesenho” das caras de Vítor Gaspar e demais ministros responsáveis pela ideia.
Este caso é ainda mais caricato. Com o desemprego nos níveis que se conhecem, com os cortes generalizados nos deveres sociais do Estado, com as falências a ultrapassarem, largamente, o número de criação de novas empresas... o inexplicável ministro da Economia aproveita o acto de inauguração de um empreendimento multimilionário, destinado exclusivamente a multimilionários, para fazer esta insólita e demente declaração.
Deve ser, de facto, uma questão de “pós”, mas não de “pós-crise”. A questão é: que dianho de “pós” é que o ministro snifa antes de dizer estas baboseiras?!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Acusem-se, julguem-se, condenem-se... e prendam-se estes canalhas!!!


Vai continuando o desfile de figuras dirigentes das mais variadas organizações públicas, desfiando o rol de situações absurdas, ou mesmo desastrosas, que poderão verificar-se um pouco por toda a parte, a dar-se o caso desta birra demencial de Gaspar e Passos ir para a frente por mais do que um par de dias.
Na verdade, à birra a que eu chamo demencial, deveria antes chamar abuso de poder, vingança mesquinha, cerco ao país, ou, no caso de o querer dizer em português... uma “gigantesca filha de putice!”
Não dirijo nenhuma universidade, politécnico, centro de saúde... o que quer que seja. Não tenho, igualmente, meios para tomar qualquer atitude no plano legal.
Ao contrário de mim, quem não garante que os dirigentes das organizações que vão ser fortemente prejudicadas, são obrigados a suportar esta prepotência? Quem sabe se este nível de crime contra o funcionamento do Estado não justifica que comecem a chover nos tribunais centenas de queixas-crime contra os canalhas do governo? Responsabilizando-os pessoalmente por danos patrimoniais e morais!
Onde é que está escrito que um bando de celerados pode, a coberto de um programa eleitoral que já traíram e que nunca tiveram intenção de cumprir, tornar-se “dono” de um país, fechando-o ou abrindo-o ao sabor dos seus estados de humor?
Quem garante que não haverá por aí alguns juízes dispostos a fazer História?
Vá lá... coragem, meus senhores!!!