Quando vejo as iniciativas do BE, divergências históricas à parte, fico contente por ver tanta gente nova que, a não se ter aproximado do BE, provavelmente não estaria ganha para a atividade política. Independentemente de estarem ali, não posso deixar de gostar de ver aquela “miudagem” a chegar-se à frente... em vez de ficar por aí a arrastar-se na apatia geral. Ou a militar nas juventudes do CDS-PP e do PPD-PSD.
Esta Convenção não fugiu à regra destes encontros. Não a segui passo a passo, mas chegado o discurso final de Francisco Louçã, deu para ver que está em forma e a tentar recuperar das trapalhadas mais ou menos embaraçosas em que o BE e ele próprio se meteram nos últimos tempos, com as sondagens a refletirem isso mesmo.
Nem me passa pela cabeça questionar a capacidade e o impressionante currículo académico de Francisco Louçã... mas naquela coisa da “angariação” de votos, durante o discurso, mesmo registando a elegante lucidez de não ter pedido os votos dos militantes do PCP e mesmo sabendo que não é possível “criar” votantes no BE, saídos do nada, logo eles terão forçosamente que vir de outros partidos, ou de gente que nunca votou em ninguém... mesmo assim, como dizia, naquele entusiasmado apelo aos votos dos eleitores do PS, do PSD e mesmo do CDS, pareceu-me que Louçã se esticou, vá lá... um bocadinho.
Não fosse ele natural de Lisboa e sim da famosíssima Messejana... seria caso para lhe perguntar se não quer também uma praia...






