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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Rui Moreira – O faroleiro


Não resisti a surripiar esta imagem ao Vítor Dias.
Quanto mais não seja para também eu “molhar a sopa”, na minha equidistante qualidade de não lisboeta e não portuense, declarando (por mais que simpatize com Lisboa e goste muito do Porto) a minha grande falta de pachorra para esta mania parola das “capitais”, das “segundas cidades”, dos conflitos bacocos entre Norte e Sul, das invejas regionais, cegueiras bairristas, fanatismos clubistas... e o diabo a sete!
Aproveito ainda para dizer ao senhor Rui Moreira que a esmagadora maioria da “navegação”, pelo menos nos países mais civilizados, já se faz com“GPS”.
Esta coisa dos “faróis” está praticamente condenada a ser uma completa inutilidade... embora, nalguns casos, justamente promovida a património e atracção turística bastante pictoresca.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Menezes – E porque não o universo?


Como podem ver nesta capa de jornal, de ontem, Luís Filipe Menezes não se candidata à Câmara do Porto por ambição pessoal, nem sequer porque o Porto disso necessite. Não! Isso seria demasiado pequeno para a grandeza do candidato. Menezes avança para o Porto... porque o país precisa!
Dado o ofuscante brilho do candidato e os graves problemas que afectam o Universo, não percebo porque não terá ainda havido uma “vaga de fundo”, mas ao nível planetário, para que ele considere candidatar-se adeus, perdão... a Deus.
É consabido que os candidatos a caudilhos, ou aqueles que conseguiram sê-lo, acabaram sempre por demonstrar serem portadores de vastos desvios de personalidade e ainda mais estranhas deficiências do foro mental. Menezes enfileira numa estirpe de “caudilhos” também muito apreciada: o caudilho parolo.
Aliás, se virmos bem, a parolice é uma qualidade que parece atrair irresistivelmente o pediatra/autarca de Gaia. Só isso explica o facto de, numa tentativa de elogio a Pedro Passos Coelho, Luís Filipe Menezes não ter encontrado melhores “qualidades” para lhe gabar do que estas:
Passe o delírio da “seriedade intelectual” e do andar “na rua sem medo” (Passos Coelho anda com aquele exército de seguranças, tal como algumas estrelas da música pop… apenas porque fica bem na imagem), quem diabo é que se lembra de apontar três factos que, se (obviamente!) não desclassificam ninguém, também não se vislumbra onde é que são “qualidades” capazes de definir um grande primeiro-ministro... ou um grande seja lá o que for?
Se há coisa pior do que um candidato a caudilho demagogo… é um candidato a caudilho demagogo e assim… sei lá… faltam-me as palavras certas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dominique Strauss-Kahn – Também quero ser enviado da RTP!


O socialista (???) francês e presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, viu-se envolvido (ou envolveram-no?), novamente, mas desta vez de uma forma mais grave, num escândalo de cariz sexual. O PS francês está em estado de choque, porque contava com ele como principal arma contra o traste Sarkozy. Menos chocados ( a não ser de satisfação) estão aqueles que iriam ser os seus adversários na próxima eleição presidencial, incluindo alguns seus correligionários de partido.
Nós também estamos muito chocados. Tão chocados, que achámos justificável enviar para Nova Iorque a jornalista Sandra Felgueiras e a sua equipa que, custe o que custar, ficarão ali plantados à porta do tribunal, do hotel, da polícia, do que for... para nos relatarem ponto por ponto tudo o que se passa com o alegadamente incontrolável predador de trabalhadoras de hotel, jornalistas, ou mesmo funcionárias do próprio FMI.
É óbvio que o homem tem direito à presunção de inocência... já nós, não temos como escapar à sentença de “parolice agravada”.
Não tenho nada contra a jovem Sandra Felgueiras. Nunca me passaria pela cabeça transferir para a moça aquilo que penso da inenarrável senhora sua mãe, a autarca maravilha de Felgueiras, Fátima Felgueiras (nem sequer o desagradável excesso de “felgueiras” neste texto). Quanto ao facto de, enquanto jornalista televisiva, ser um pouco “panela de expressão”... isso é apenas cansativo.
Fiquemos pois descansados! A nossa parolice nacional pode beber as informações da Sandra diretamente da fonte. Além disso, a prisão do presidente do FMI não vai "prejudicar Portugal" e, pelo menos, conseguiu "surpreender" Mário Soares... o que é, digamos, uma forma de exercício cerebral... e ele bem precisa.

Esperemos que, caso ele seja condenado aos tais possíveis setenta e tal anos de cadeia, a pobre moça não tenha que acompanhar o indivíduo no seu dia a dia de reclusão. Como disse, não tenho nada contra ela, coitada!





segunda-feira, 2 de maio de 2011

Jornalismo - Assim não vamos lá!


Já cansa, para lá do que é suportável, a dolorosa parolice de certo “jornalismo” português que, infelizmente, invadiu tudo o que é meio de comunicação social.
A cobertura despesista, nova rica e bacoca, que as televisões nacionais fizeram do casamento dos dois meninos ricos ingleses, sendo um neto da Rainha e ela, neta da sua estimável avó... que não sei quem seja, esteve ao nível da náusea. Quanto aos parolos “jornalistas” para lá enviados, incumbidos de fazer diretos ridículos, estavam enfiados em cubículos, seguindo a cerimónia em minúsculos monitores de vídeo... o que quer dizer que teriam comentado melhor e em melhores condições se estivessem em Lisboa, no seu local de trabalho, ou até em casa, seguindo o casório pelas imagens fornecidas pela televisão britânica.
O que irrita mais é pressentir que muitos destes “jornalistas”, embora se reclamem republicanos, são suficientemente parolos para, lá no fundo e por razões inexplicáveis, acharem que um, Rei, uma Rainha, um príncipe, ou uma princesa, “valem” mais do que um Presidente da República livre e democraticamente eleito, ou os seus filhos e netos. Na verdade, se algum Presidente ousasse (e alguns ousam... ah! se ousam!) casar um neto ou uma neta com aquela obscena exibição de soberba e uma tão pornográfica despesa... cairia – e muito bem! – o Carmo e a Trindade.
Depois desta lamentável exibição de bacoquice, a “cerveja em cima do bolo” (como diz um humorista da nossa praça) é esta notícia de que a Camilla “das não sei quantas”, casada com o Príncipe Carlos... repetiu um vestido que já tinha usado uma vez em Portugal.
Portanto, nas cabeças dos “jornalistas” que escreveram e aprovaram a publicação desta extraordinária “notícia”... isto é uma informação importante. Mais, isto deve querer dizer que acham normal – quiçá, desejável e justificável – que a mulher do Príncipe nunca repita uma única peça de roupa.

Entretanto, sem que a maioria destes "jornalistas" se aperceba e uma boa parte dos restantes faça por ocultar, as páginas da História vão passando, carregadas de gente, de lutas, de dificuldades, de injustiças, de guerras, fomes... essas sim, reais!
O que será preciso fazer para voltarmos a ter jornalismo feito por verdadeiros jornalistas... ou, entretanto, enquanto estes não aparecerem, pelo menos uma informação produzida por pessoas normais?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

José Mourinho, Real Madrid... e “serviço público”






Ontem, enquanto jantávamos à pressa, por volta das sete, reparei que também a RTP1 estava a transmitir o seu Telejornal à pressa e uma hora mais cedo. Fiquei entretanto a saber que o corrupio era “derivado” à transmissão direta de um jogo do Real Madrid de Mourinho e Ronaldo... de encontro a não sei quem... o que é, pelos vistos, aquilo que na nossa televisão pública tem estatuto de verdadeiro “serviço público”.
Compreendo a excitação dos adeptos e admiradores de Mourinho e Ronaldo, assim como compreendo o interesse da RTP1 num jogo de uma equipa estrangeira que é treinada por um português... só que depois, durante a viagem que nos obrigou a jantar mais cedo, fui tentando imaginar a TVE a alterar a hora de um serviço público de notícias em Espanha para transmitir um jogo, por exemplo, do Benfica, dos tempos em que foi treinado por técnicos espanhóis... e desconfio que nem procurando à lupa encontraria um único caso. Fui durante uns constrangidos quilómetros a pensar quão parolo é preciso ser para fazer aquilo que fez a RTP1.
Ou então... tudo isto não passa de um problema meu, que não gosto de ver a televisão do Estado a fazer estes “servicinhos”... ainda por cima, em público!