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domingo, 3 de novembro de 2013

A Paz... essa ideia excêntrica


Quem tiver padecido da inexplicável curiosidade de ir, de tempos a tempos, lendo o que aqui escrevo sobre isto e aquilo... nesta altura já saberá que nada me aproxima dos assassinos que lideram o movimento dos “talibãs”, com as suas intragáveis – de tão erradas – interpretações do Corão. Interpretações inventadas ao sabor dos apetites autoritários de bestas quadradas e tarados que, motivados por um inesgotável ódio às mulheres, à Humanidade, à cultura e à vida, vão, à força de chicotadas, lapidações, amputação de membros como castigo de “crimes” imbecis, arrastando os povos e os países onde estes extremistas têm influência, para níveis civilizacionais dos tempos da idade das trevas.
Igualmente, não tenho dúvidas de que, concordando mais, menos ou nada comigo, toda a gente percebeu o que penso sobre os líderes assassinos do regime dos EUA que, “corajosamente”, manobram aviões telecomandados, protegidos pela segurança dos seus bunkers e atrás dos seus sofisticados computadores, para atacar mortalmente alvos humanos. Toda a gente sabe o que penso da política de assassínios de Obama, quando é sabido ser impossível atirar vários mísseis (o assunto deste post) contra um dirigente “talibã”, não sabendo que com esse gesto serão igualmente chacinados os homens, mulheres e crianças que estejam nas imediações.
Então, se eu sei que vocês sabem, o que me leva a escrever sobre esta notícia de mais um assassinato levado a cabo por um “drone” dos EUA? Ter alguma coisa de novo?
É mais ou menos por aí...
A Paz?!!! Aí é que a porca torce o rabo!!! A paz é exactamente aquilo que menos interessa à máquina de guerra, à máquina de produção e venda de armas, da contratação de milhares de mercenários bem pagos que todos os dias têm que ser vestidos e alimentados pelos negociantes da guerra, todos comandados por esse extraordinário Nobel da Paz “heroicamente” sentado na Casa Branca, por detrás das saias protectoras da sua chuva de morte telecomandada.

A Paz?!!! Já imaginaram os biliões de prejuízo?!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Obama, Putin... e a “paz”


«Subiram à árvore... e agora não sabem como descer», terá dito - com alguma graça, convenhamos - um embaixador sírio a propósito dos súbitos “cuidados” com que alguns, ainda há pouco já a vestir os camuflados e de faca nos dentes, estão a “modular” o seu discurso (como diria o nosso presidente do conselho Coelho), quanto à invasão da Síria.
Parece que haverá algo no “tom” de algumas das vozes discordantes (que não houve em invasões anteriores), que estará a abemolar, mesmo que apenas momentaneamente, o entusiasmo atacante dos guerreiros eternamente em busca do santo graal das armas de destruição maciça.
Seja como for, entre as muitas notícias relacionadas com este tema, o título que mais me prendeu a atenção foi este:
Caramba!!! É preciso Obama (a quem não nego traços de alguma simpatia pessoal) ter descido muito, para estar em posição de levar esta “canelada” de um reles gangster chefe de gangsters, de um canalha, um escroque, um facínora como Putin... e este ter razão!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Boston, terrorismo, justiça... e tempos de antena


Ponto prévio:
Nunca descartei, nem descartarei a luta armada como legítima forma de luta ao alcance dos povos que assim o entendam colectivamente... mesmo quando uma parte do mundo não esteve (ou está) ainda preparada para reconhecer a sua razão.
Apesar disso (ou exactamente por isso), não estou nem estarei alguma vez disponível para apoiar ataques terroristas dirigidos a vítimas perfeitamente inocentes, homens, mulheres, jovens e crianças que (como foi o caso no final da Maratona de Boston) se limitavam a estar na rua, em festa, apoiando e aplaudindo os atletas, os quais acabaram igualmente por sofrer a agressão.
Foram (até ao momento) três vítimas mortais e quase duzentos feridos... poderiam ter sido mais. Todos foram demais! Todos merecendo solidariedade e público repúdio pelo terrorismo que os vitimou.
Posto isto, perante o caudal de directos televisivos, discursos presidenciaisreacções internacionais, "cavacais" e centenas de outras, exploração dos sentimentos dos familiares e amigos das vítimas e do medo dos restantes... e mais directos televisivos e debates... e comentários do verdadeiro cardume de especialistas que sempre emerge nestas alturas... apetece-me deixar apenas um reparo:
Gostaria muito que, de cada vez que um avião não tripulado, um dos tristemente famosos (e igualmente terroristas!) drones, seja norte-americano, ou um dos seus “gémeos” israelitas (para citar apenas os mais mediáticos), bombardeia uma qualquer aldeia afegã, iraquiana, paquistanesa, ou palestiniana e, a pretexto de atacar este ou aquele “líder” disto ou daquilo, acaba por assassinar a sangue frio dezenas, centenas, ou milhares de vítimas perfeitamente inocentes, homens, mulheres, jovens e crianças que se limitavam a estar na rua, ou em suas casas, tratando da sua vida... 

... gostaria muito, como disse, que estas vítimas, todas as vítimas, tivessem o mesmo “tempo de antena” nas nossas televisões e jornais.

sábado, 13 de outubro de 2012

Nobel da Paz – Pontos de vista...


Em plena tormenta, um Nobel da Paz para a União Europeia – diz o título de um dos jornais que falam do assunto. Barroso está muito feliz...
Já o meu filho do meio, jornalista a recibos verdes e “contratado” à peça, que não devia estar lá muito bem disposto, nem num dia de grande europeísmo, comentou na sua página do facebook:

domingo, 19 de agosto de 2012

Oblivion – Eternamente...


Astor Piazzola percorreu a sua vida por caminhos que ele próprio criou... o que para um músico e compositor, faz toda a diferença. Caminhos imaginados e desenhados por um génio inesgotável e aberto por pés e, sobretudo, dedos de uma agilidade irredutível. Há qualquer coisa na música de Piazzola, no mundo de realidades que brota das suas frases apaixonadas, que faz os grandes músicos tornarem-se ainda maiores. Tocarem de uma outra maneira.
Esta jovem violoncelista, Sol Gabetta, caiu sob o “feitiço” de Piazzola!
Diz-se, quando se ouve aquele balanço inexplicável que os músicos da Filarmónica de Viena dão ao tempo das valsas de Strauss, que só o conseguem... por serem vienenses. Provavelmente, ser tão argentina quanto era Piazzola, é o que faz esta jovem tocá-lo desta forma, sei lá...
Tivemos uma amiga querida que gostava destas coisas. Perdemo-la este fim de semana. Ela haveria de querer ouvir isto... e tecer um qualquer dos seus (tão terceirences!) comentários que me faria sorrir, como fizeram tantas vezes.
Bom domingo!
Oblivion” – Sol Gabetta
(Astor Piazzola)



domingo, 29 de abril de 2012

Marlene Dietrich – Para onde foram todas as flores?


O canal de televisão franco alemão ARTE estava, numa madrugada destas, a transmitir um fantástico documentário sobre a história da sua música mais “ligeira” e popularucha... à mistura com coisas bem mais sérias.
Fiquei a ver... e fui recompensado. Depois de quase uma hora a ouvir excertos de vários originais, em alemão, dos “êxitos” de um Marco Paulo, ou dos Broa de Mel, que sempre se serviram deste manancial de cantigas comerciais de sucesso, eis que irrompe no ecrã a figura única de Marlene Dietrich.
A propósito da sua teimosia em cantar a maldita (na Alemanha nazi) “Lily Marlene”, da sua falta de “compreensão” para com o regime de Hitler, do seu longo exílio pessoal e artístico... passaram uns curtos instantes raros do primeiro espectáculo do seu regresso à Alemanha, mais de uma década passada sobre o fim da guerra, cantando em Berlim, trémula de emoção... uma canção do Pete Seeger.
A canção, Where have all the flowers gone, é um hino arrasador contra a guerra e a sangrenta ceifa de jovens vidas que ela sempre representa. Marlene costumava apresentá-la de uma forma muito simples, como se pode ver neste vídeo de uma performance no Royal Variety em 1963: “Vou cantar uma canção de Pete Seeger. É uma canção que amo muito!”
Também eu.
Bom domingo!
Where have all the flowers gone” – Marlene Dietrich
(Pete Seeger)