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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Uma pergunta... duas respostas possíveis




Sobre a frase abjecta de Pedro Passos Coelho, «Já alguém perguntou aos mais de 900 mil desempregados do que lhes valeu a Constituição?… já se escreveu muito e muitas vezes acertadamente, como nesta bela prosa de Ana Sá Lopes, ou neste post do Vítor Dias, só para dar dois exemplos entre cem possíveis.
Com o meu habitual mau feitio, direi que, infelizmente, a Constituição não nos valeu para evitarmos ter como primeiro-ministro um monte de esterco desta estirpe. Bem pelo contrário, o carácter democrático da Constituição, permitiu-lhe chegar ao poder, por um caminho "pavimentado" de mentiras descaradas.
Ainda assim, gostaria de deixar uma pergunta no ar… com a proposta de duas respostas que me ocorrem.
Quais as diferenças entre Passos Coelho e um taxista ultra-reaccionário e muito irritado com o trânsito?
1. O taxista ultra-reaccionário, pelo menos, admite que o seu ídolo é Salazar, chegando mesmo a repetir, à exaustão, que "o país precisa é de um novo Salazar"... quando não são mesmo dois.
2. O taxista ultra-reaccionário, ainda assim e apesar de tudo... serve realmente para alguma coisa!





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Os culpados da crise – Fogueira com eles!!!


É a banca americana! É a banca internacional! É o financeirismo! É o neoliberalismo! É a direita! É a esquerda! São os sindicatos! São as greves! São os comunistas! É a... ... ...
É este, mais pormenor menos pormenor, o coro que se levanta sempre que se pretende apontar uma entidade que arque com as culpas da crise. Cada um escolhe a sua e cria uma teoria que sirva a sua escolha. Até agora!
Finalmente, um conjunto de sábios em que se inclui Bagão Félix, o “abominável” César das Neves, Gentil Martins e outros ao mesmo nível, descobriu aquilo que provocou a crise, segundo eles, algumas leis aprovadas nos últimos anos... que estão a destruir «os pilares estruturantes da sociedade»:
O casamento homossexual, a nova lei do divórcio, a despenalização do aborto e a reprodução medicamente assistida.
Mai'nada!!! Agora basta juntarmo-nos aos milhares de portugueses que já assinaram a "petição pública" criada por estes cidadãos, pedindo a revisão destas leis... e proceder em conformidade, quer dizer, regressando ao passado.
Entretanto, podemos ir meditando no facto de o número “21” a seguir à palavra “século” não passar disso mesmo, um número, não querendo dizer rigorosamente nada sobre o nosso estádio civilizacional... pelo menos a ver por estas mentalidades que ainda estão, umas, no tempo cinzento de chumbo do salazarismo, outras ainda no “paraíso” da Idade-Média.