Sobre a frase abjecta de Pedro Passos Coelho, «Já alguém perguntou aos mais de 900 mil desempregados do que lhes valeu a Constituição?… já se escreveu muito e muitas vezes acertadamente, como nesta bela prosa de Ana Sá Lopes, ou neste post do Vítor Dias, só para dar dois exemplos entre cem possíveis.
Com o meu habitual mau feitio, direi que, infelizmente, a Constituição não nos valeu para evitarmos ter como primeiro-ministro um monte de esterco desta estirpe. Bem pelo contrário, o carácter democrático da Constituição, permitiu-lhe chegar ao poder, por um caminho "pavimentado" de mentiras descaradas.
Ainda assim, gostaria de deixar uma pergunta no ar… com a proposta de duas respostas que me ocorrem.
Quais as diferenças entre Passos Coelho e um taxista ultra-reaccionário e muito irritado com o trânsito?
1. O taxista ultra-reaccionário, pelo menos, admite que o seu ídolo é Salazar, chegando mesmo a repetir, à exaustão, que "o país precisa é de um novo Salazar"... quando não são mesmo dois.
2. O taxista ultra-reaccionário, ainda assim e apesar de tudo... serve realmente para alguma coisa!



