Mostrar mensagens com a etiqueta terrorismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta terrorismo. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de setembro de 2013

Função Pública - Virão aí mais chumbos?


Apoiado por uma horda de comentadores, politólogos e “cientistas” políticos com cadeira reservada nas televisões e jornais nacionais, o governo impinge-nos dia a dia a patranha de que há funcionários públicos a mais, que ganham bem demais e que, mesmo depois de aposentados, têm reformas demasiado altas.
Nada mais mentiroso! A média de funcionários públicos por habitante, em Portugal, é menor do que a média europeia. Os seus ordenados e pensões estão abaixo da média europeia. A percentagem do PIB que é gasta nos vencimentos dos funcionários públicos é menor do que na maior parte dos países da União Europeia. Mais... em poucos anos, o número de funcionários públicos desceu de mais de 700.000, para pouco mais de 500.000. Mais ainda e em consequência desta diminuição brutal de entradas para a Função Pública de novos trabalhadores... há sectores onde é evidente a falta de funcionários.
Ainda assim, o governo não hesita em, numa manobra revanchista, canalha e «terrorista», tentar vingar outro “chumbo” do Tribunal Constitucional, com mais uma agressão cobarde aos mais indefesos, deixando intactos os grandes interesses.
Mais ainda, numa tentativa canhestra por tão evidente, de tentar dividir para reinar, o governo encena a manobra asquerosa de deixar de fora dos cortes alguns funcionários, como sejam os magistrados e as forças policiais, o que, em condições normais, poderia ser considerado ofensivo até pelos próprios “beneficiados”, por se paraecer demasiado com uma tentativa de suborno do poder judicial e de garantia de “fidelização” das forças policiais, atendendo à contestação crescente que varre a sociedade.
- Estas novas medidas têm hipótese de serem anticonstitucionais – dizia o meu amigo, que, como se pode ver por este “têm hipótese” é bastante cauteloso nas suas afirmações. E continuou: se vierem por aí mais “chumbos” do Tribunal Constitucional... o Passos Coelho fica histérico, ou não odiasse ele o TC e a própria Constituição!
A nossa conversa de café ia muito bem e dentro de limites de seriedade apreciáveis... mas como seria de esperar, a minha incapacidade de manter uma conversa séria durante muito tempo, obrigou-me a estrear uma teoria.
- Não, pá! O Passos Coelho fica histérico, mas não é por odiar a Constituição. O problema é que, como se compreende, as palavras "chumbo" e "coelho", escritas na mesma frase... têm um efeito tremendo!!!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Fogo posto? - Outra vez?!!!


Assaltosaque e incêndio da sede do PCP no Campo da Vinha (Braga), no “Verão Quente” de 1975


A confirmar-se a suspeita de fogo posto no incêndio do centro de trabalho do PCP, na Amadora, isto é, apesar do sereno e apaziguador comunicado do PCP, um alerta para aqueles que vivem na ilusão de que o verão de 75 já vai longe e os “cónegos melos” e os seus bombistas e incendiários já morreram.
Nada mais errado! Eles andam por aí... e estão convencidos de que o clima político-social que está instalado pelos criminosos que nos governam, lhes é, de alguma maneira, propício!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de setembro – Lembrar as vítimas sem esquecer os agressores


A infelicidade das muitas centenas de vítimas dos ataques às Torres Gémeas de Nova Iorque, foi trabalharem em empresas que ocupavam escritórios situados naqueles dois símbolos do regime imperial norte-americano.
O movimento pretensamente revolucionário, mas na realidade de índole fascista, como é a Al-Qaeda, desenhada, criada e patrocinada pela CIA e pelos falcões do aparelho industrial/militar dos EUA, no momento em que se virou contra os seus criadores, não escolheu atacar os responsáveis, antes pelo contrários, como é comum aos cobardes, optou por um assassínio em massa.
Por negra ironia da História, o regime agredido em Nova Iorque, em 2001, foi o mesmo que agrediu, na Santiago do Chile de 1973, quando os “falcões” e operacionais da CIA resolveram livrar-se da “ameaça marxista”, como lhe chamava a “Time” numa das suas capas, patrocinando o golpe militar fascista de Pinochet, o assassinato de Allende e de vários milhares de chilenos.
Exactamente por estes dois vergonhosos momentos da História estarem ligados tão intimamente, no Chile em 1973 e em Nova Iorque em 2001, é que eu insisto em nunca os separar neste dia de tão tristes memórias.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

EUA e Síria – Quando a História é tóxica...


Convenhamos que não veio na melhor altura a divulgação de documentos que provam o envolvimento do “regime da Casa Branca” no apoio ao seu amigo e aliado Saddam Hussein, quando este decidiu atacar o Irão... com armas químicas. Amigo e aliado que, como estamos lembrados, viriam a assassinar pouco tempo depois.
Nada capaz de envergonhar os sonsos que actualmente administram os interesses dos EUA no mundo, seja contra quem for e à custa das vidas de quem quer que seja que se atravesse no seu caminho. O longo historial de violência contra outros países já faz parte do seu código genético.
Assim, apesar de se saber que a única coisa que as armas químicas têm de “inaceitável” para os EUA... é a possibilidade de serem usadas (ou negociadas) pelos outros, lá vamos assistindo à construção da ópera histérica que o Império vem orquestrando na região, desta vez contra “o regime sírio”.
A orquestração, a atingir um paroxismo só encontrado nalguns momentos de Wagner, tem tido contributos vindos de toda a parte, com a amplificação que os media “amigos” se encarregam de fornecer.
Os sinais de um iminente ataque militar do Império e de vários dos seus criados acumulam-se. O terreno foi sendo preparado pelas muitas centenas de mercenários internacionais que, disfarçados de rebeldes, foram executando as provocações necessárias para convencer uma opinião pública crédula, bastante “ajudada” pelo enxame de analistas e comentadores de serviço.
Vem esta minha reflexão, moldada pelas irremediáveis dúvidas provocadas por “acções” perfeitamente imbecis (se atribuídas a Assad), como atacar viaturas de observadores da ONU, ou atacar com gás populações civis, numa altura em que a existência e utilização de armas químicas pelo “regime” povoava todos os media internacionais... acções perfeitamente imbecis que passam, instantaneamente, a fazer sentido, se tiverem sido, afinal, levadas a cabo pelos provocadores infiltrados no país... vem esta minha reflexão, como dizia, num momento em que leio as “duras” declarações do magnata do ketchup, John Kerry, secretário de estado de Obama, que diz entre outras coisas:
Fruto das minhas dúvidas sobre quem faz o quê nesta estória síria, mais a minha total falta de qualquer simpatia por Assad e o seu governo... sou obrigado a admitir que sim, a ser tudo verdade, o senhor secretário de estado de Obama tem razão.
Toda esta estória é indesculpável e uma obscenidade moral, crime de guerra, o que quiserem... exactamente na mesmíssima medida em que o são os bombardeamentos feitos com aviões não tripulados, às ordens do “Obama Nobel da Paz” que, a pretexto de atacar instalações inimigas e aqueles a quem classifica como terroristas, manda assassinar milhares de crianças, mulheres e homens, em ataques que sabe, à partida, atingirem, em cada 100 vítimas mortais... provavelmente 99 inocentes.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Boston, terrorismo, justiça... e tempos de antena


Ponto prévio:
Nunca descartei, nem descartarei a luta armada como legítima forma de luta ao alcance dos povos que assim o entendam colectivamente... mesmo quando uma parte do mundo não esteve (ou está) ainda preparada para reconhecer a sua razão.
Apesar disso (ou exactamente por isso), não estou nem estarei alguma vez disponível para apoiar ataques terroristas dirigidos a vítimas perfeitamente inocentes, homens, mulheres, jovens e crianças que (como foi o caso no final da Maratona de Boston) se limitavam a estar na rua, em festa, apoiando e aplaudindo os atletas, os quais acabaram igualmente por sofrer a agressão.
Foram (até ao momento) três vítimas mortais e quase duzentos feridos... poderiam ter sido mais. Todos foram demais! Todos merecendo solidariedade e público repúdio pelo terrorismo que os vitimou.
Posto isto, perante o caudal de directos televisivos, discursos presidenciaisreacções internacionais, "cavacais" e centenas de outras, exploração dos sentimentos dos familiares e amigos das vítimas e do medo dos restantes... e mais directos televisivos e debates... e comentários do verdadeiro cardume de especialistas que sempre emerge nestas alturas... apetece-me deixar apenas um reparo:
Gostaria muito que, de cada vez que um avião não tripulado, um dos tristemente famosos (e igualmente terroristas!) drones, seja norte-americano, ou um dos seus “gémeos” israelitas (para citar apenas os mais mediáticos), bombardeia uma qualquer aldeia afegã, iraquiana, paquistanesa, ou palestiniana e, a pretexto de atacar este ou aquele “líder” disto ou daquilo, acaba por assassinar a sangue frio dezenas, centenas, ou milhares de vítimas perfeitamente inocentes, homens, mulheres, jovens e crianças que se limitavam a estar na rua, ou em suas casas, tratando da sua vida... 

... gostaria muito, como disse, que estas vítimas, todas as vítimas, tivessem o mesmo “tempo de antena” nas nossas televisões e jornais.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nuno Melo – Uma tragédia...



Se é verdade que muito poucas vezes terei falado de António Costa para lhe dar alguma das minhas “caneladas”, também é verdade que não me lembro de alguma vez ter aqui concordado com alguma coisa que ele tivesse dito. Não por falta de ocasiões (o homem acerta algumas, que diabo!), mas porque nunca calhou. Nem sequer no dia em que ele disse uma daquelas coisas que eu poderia bem ter dito... quando no início de mais uma “Quadratura do círculo”, na SIC-N, pensando que ainda tinha os microfone desligado, classificou magistralmente Nuno Melo, vice-presidente do CDS, chamando-lhe «um “queque” malcriado». Quem é que não vê (e ouve) que Nuno Melo é exactamente isso: um menino “queque” malcriado?!
Portanto, o post de hoje é sobre o senhor vice-presidente do CDS-PP. Disse o “queque” malcriado que «as greves são trágicas para o país». Por causa das exportações, da economia, da imagem de Portugal no estrangeiro... a cassete toda!
Atendendo ao facto de Nuno Melo ser quem é e ter a ideologia que tem... nada me custaria admitir que esta sua posição, para além de legítima enquanto opinião, teria lógica, quando considerada em função dessa sua ideologia. O diacho é que as declarações foram proferidas no Marco de Canavezes, durante tomada de posse de Avelino Ferreira Torres como dirigente local do CDS... embora “à margem” da cerimónia.
Ora eu, chamem-me lunático se for o caso, estava firmemente convencido de que aquilo que pode ser uma tragédia e dar uma imagem miserável de Portugal... é saber-se “lá fora” que por cá se dá posse, seja para o que for, a um bombista, membro de uma organização terrorista com uma longa lista de crimes graves sobre os ombros... para além de pessoalmente ser aquilo que o povo (salvo algumas excepções quase exclusivamente em Canavezes), na sua profunda sabedoria classifica como uma verdadeira besta quadrada.
Mas isto sou eu a pensar alto...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

11 de setembro – Mais um ano...




Mais um 11 de setembro passa. Acredito que depois de tanto o repetir, já não preciso de justificar que lembrar em primeiro lugar um “11 de setembro” mais antigo, passado no Chile em 1973, quando o imperialismo dos EUA assassinou Salvador Allende e muitos milhares de chilenos, servindo-se do traidor e fantoche Augusto Pinochet, não é de forma alguma um desrespeito para com as vítimas do mais mediático e mais recente “11 de setembro” de Nova Iorque.

Trata-se simplesmente de uma compreensível fraqueza humana da minha parte: mesmo lembrando toda a gente… lembrar em primeiro lugar os amigos.

Hacia la libertad” – Inti-Illimani
(José Seves/Horacio Salinas)



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Obama e Osama... Bin Laden – Duas faces, a mesma moeda


Dizem os jornais que Osama Bin Laden, a fazer fé nuns papéis que teria consigo quando foi encontrado e executado a sangue frio pelos soldados dos EUA, planeava assassinar o presidente norte-americano Barack Obama. Acredito que sim.
Sejamos claros... eu considero que Bin Laden era um assassino. Não há causa que possa branquear ou tornar legítimo o massacre de pessoas indiscriminadas, em esplanadas, comboios, autocarros... ou torres gémeas em Nova Iorque.
O grande azar do assassino Bin Laden foi ter encontrado pela frente outro assassino... mas que dispunha de melhores operacionais, melhores armas e muito, muito mais poder. Um assassino que já mandou matar muito mais seres humanos do que o terrorista saudita, com a mesma, ou mais frieza. Um terrorista que, como se viu, também tinha planeado assassinar o seu “adversário”. A diferença é que, para além de o planear... teve sucesso.
Tratou-se do embate entre dois assassinos. Ganhou o mais bem apetrechado. Apenas isso!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Os bandalhos tinham-se esquecido das férias!


Os bandalhos tinham-se esquecido das férias... mas alguém, da troika ou do ministério das finanças da Alemanha, encarregou-se de os lembrar com um telefonema, certamente curto e seco. A ordem recebida vai seguir o seu curso. Os bandalhos já estão a preparar mais uma medida a que a CGTP chama, e muito bem!, «monstruosa».
Atendendo a que, como o nosso amigo Arménio Carlos (também da CGTP) diz a propósito do (repetido até à náusea) problema de competitividade português, «se a questão do aumento do número de horas de trabalho estivesse ligada à produtividade, Portugal já tinha uma "competitividade” superior à da Alemanha», vemos que esse aumento de horas de trabalho e do corte de férias e dias feriados, nada tem que ver com ganhos de “produtividade”, tratando-se de puro e simples terrorismo social, numa tentativa de “quebrar a espinha” às lutas sindicais, entre todas as outras que igualmente hoje se impõem.
Em cima disto, leio a vergonhosa notícia que me dá conta das novas taxas “moderadoras”, que sobem para mais do dobro. Como se não bastasse, serão acrescidas dos pagamentos de praticamente tudo o que seja necessário fazer dentro do centro de saúde, ou hospital, nem que seja uma simples mudança de um penso. Estes aumentos foram anunciados pelo ministro da “saúde” com acompanhamento de “violinos”, propagandeando um grande alargamento do universo de doentes isentos desses pagamentos. O argumento demagógico quase que “pega” (pega tantas vezes!)... ficando por explicar a genialidade do cérebro que, no ministério, achou normal fazer entrar em vigor as novas taxas já em Janeiro, mas as tão anunciadas e caridosas novas isenções... apenas a partir de Abril.
Sendo o próprio ministro a admitir que a cobrança destas taxas “moderadoras”, mesmo depois do brutal aumento, equivalem a apenas cerca de 2% da despesa da Saúde, ficamos com a certeza de que este acto de violência sobre os doentes não se destina a financiar o Serviço Nacional de Saúde.
Assim, só pode ser, igualmente (tal como os cortes das férias, salários, feriados, subsídios de Natal e de férias, facilidades na “dispensa de colaboradores”, cortes nas indemnizações por despedimento, cortes no subsídio de desemprego, etc., etc...), mais uma demonstração gratuita de força e arrogância. Mais uma vez, terrorismo social.
Sempre contra os mesmos... sempre a mando dos mesmos.
Para nos demonstrar (se dúvidas houvesse) que os tão falados “governos de tecnocratas”, supostamente imunes às ideologias e à política em geral, apenas empenhados no rigor de gestão e nos equilíbrios orçamentais, são uma colossal fraude.
As suas opções ideológicas e políticas são claras como água! As suas opções económicas um crime que leva ao empobrecimento de milhões de seres humanos e ao enriquecimento de poucas centenas de amigos. Um crime que leva ao desastre... se não for travado a tempo.