quarta-feira, 1 de abril de 2009

Genericamente falando



Primeiro os factos.

Milhares de portugueses, sobretudo idosos pensionistas, condenados a medicações crónicas, não têm dinheiro suficiente para comprar a totalidade dos medicamentos que lhes são prescritos. Ficam assim expostos às consequências de tratamentos “coxos”, ineficazes, no limite, mortais.

Os medicamentos genéricos à disposição nas farmácias, são certificados, em termos de qualidade, exactamente pela mesma organização que certifica os medicamentos de marca, que é o Infarmed.

Os medicamentos genéricos são, de uma maneira geral, muito mais baratos, não sendo raro custarem metade do que custam os outros.

Ultimo facto, a resistência de uma grande parte dos médicos a prescrever medicamentos genéricos é notória.

Terminados, por agora, os factos, não sendo eu especialista na matéria e sim apenas um dos tais que todos os meses tem que comprar um saco de medicamentos, que tomarei “para sempre”, como me disse o cardiologista, não tenho grandes comentários a fazer, já que nem me passa pela cabeça imaginar as conversas que os jovens e “agressivos” vendedores das grandes marcas têm com alguns médicos, dentro dos seus gabinetes, nem o que diabo é que se discute naqueles exóticos "congressos" de medicina, que têm sempre lugar na Madeira, Seychelles, Tahiti, etc.

Mesmo sem grandes comentários, sempre vou dizendo que as justificações dadas pelos médicos (ouvi alguns durante a tarde) para se recusarem a adoptar os genéricos, se em alguns (poucos) casos merecem uma segunda leitura, na maioria são absolutamente fantásticos, criativos, hilariantes, vergonhosos... conforme o sentido de humor, capacidade financeira ou estado de saúde de quem os ouça.

As cores dos comprimidos são diferentes? O feitio? O aspecto da caixa? O doente vai acabar por tomar medicamentos em excesso?!

Valha-nos a santa! (Santa paciência, obviamente!)

...pero qué las ay, las ay!...



Embora num comunicado infestado de contradições, o senhor Procurador Geral da República garante que no caso Freeport não há pressão.

Exactamente o que dizia a panela, momentos antes de o lume ter começado a aquecer-lhe seriamente o rabo...

terça-feira, 31 de março de 2009

Também posso ter uma crise, não?!



O mais recente Nobel da Economia, Paul Krugman, que por estes dias é o economista da moda, terá dito que “não se devem desperdiçar as oportunidades da crise”, frase que já antes terá sido dita por Maquiavel, que por sua vez a surripiou a Eva, que de facto a inventou para animar o Adão depois da expulsão do paraíso em consequência do alegado enorme pecado de terem comido um fruto da “árvore do conhecimento”, estragando os planos do “criador” que pelos vistos, pretendia que os “criados” se mantivessem com o conhecimento dos bois ou dos carneiros per omnia secula seculorum...

De qualquer maneira, o que eu quero dizer é que se José Sócrates repete mais alguma vez num discurso (já deve ir em 20 vezes!), afivelando uma cara de espertalhaço, “Como alguém disse, não devemos desperdiçar uma crise...”, acrescentando logo, "por isso é que o governo, blá, blá, blá..." juro que me dá uma coisa muito má!

Se ele aqui estivesse...




Confrontado com a ausência do tonitruante Manuel Alegre nas Jornadas Parlamentares do PS, o dirigente daquele partido e da sua bancada, Alberto Martins, meteu os pés pelas mãos sobre as ausências e presenças, a responsabilidade de estar presente (ou não...), a ética e tal... mas a frase ganhadora, decididamente, foi aquela em que afirmou que “se o ex-candidato presidencial (Manuel Alegre) estivesse presente, identificar-se-ia com o seu discurso.”

Independentemente do azar do PS em ter feito as suas Jornadas Parlamentares logo quando Alegre estava em “dias não”, o acidente teve o condão de me lembrar uma estória deliciosa, passada com a grande figura do nosso teatro ligeiro, cinema e revista, que foi Laura Alves.

Numa peça no Teatro Monumental, em que se estreava um grande actor dos nossos dias, que me contou a estória e cujo nome não vem ao caso, Laura Alves estava em cena, sentada a “fazer sala” com uma visita. Nessa altura da cena, o nosso jovem actor, na peça filho de Laura Alves, devia entrar e misturar-se na conversa. Em vez disso, fez uma das piores coisas que um actor pode fazer: faltou à cena!

Para delícia da companhia, Laura Alves continuou como se nada se passasse, até ele finalmente entrar no palco, morto de vergonha, a conversar com a sua visita, debitando o texto dela e o do “filho” ausente.

“Se o meu filho aqui estivesse, perguntava-lhe... e aposto que ele havia de me responder que... ah!... mas aí havia de me ouvir...”

O que prova que as comédias até podem ter muita graça... no teatro.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Cardinalis, Cardinalis!...



O “nosso” Cardeal Patriarca, Sr. Policarpo, diz que “a Igreja não muda ao sabor das circunstâncias.”

É natural! Sendo uma colectividade que se guia directamente por dicas divinas, a Igreja muda primeiro e só muito depois é que se verificam as circunstâncias que justificam essa mudança!...

Ou então, é tudo muito mais prosaico e terreno, tratando-se apenas do hábito já antigo, que a Igreja assume como natural, de serem as “circunstâncias” a terem que se moldar aos seus apetites e interesses.

Como é que você limpa nódoas teimosas?



É uma grande pergunta a precisar urgentemente de respostas.

Depois de um fim de semana com direito a directos televisivos para um importantíssimo congresso... do Sporting, com um representante dos magistrados do MP que diz existirem pressões sobre os investigadores do MP, o Procurador Geral da República que diz que “não há não senhor!”, e o representante dos magistrados que responde “Ele diz que não há, mas eu digo que há!”, com o Ministro do trabalho, que repentinamente resolveu sacar de alguns milhões para distribuir em benesses aqui e ali, sempre com grande publicidade, enquanto ao mesmo tempo é o responsável máximo pelas campanhas eleitorais do PS, com a “limpeza” que o Bastonário da Ordem dos Advogados resolveu fazer na “fotografia” de José Sócrates, que por sua vez, responde às suspeitas e notícias negativas, não com esclarecimentos, mas com processos judiciais contra os mensageiros, mais a nojeira dos bancos a ir em crescendo, mais os lucros fabulosos de empresas monopolistas que cavalgam a crise, mais as falências fraudulentas que se escondem cobardemente por detrás das reais dificuldades, mais, mais... há que reconhecer que, como disse no início deste (longo) parágrafo, o país está a precisar urgentemente de respostas.

Respostas e principalmente, uma coisa, direi mais um conceito, de que (penso) nunca tinha ouvido falar e que descobri recentemente num debate a que assisti numa televisão “lá de fora”:

“Higiene democrática!”

domingo, 29 de março de 2009

Fernando Correia Martins



O meu colega Fernando Correia Martins, morreu ontem, com 72 anos, vítima da mistura explosiva de um acidente cardiovascular com a incompetência já recorrente de funcionários da assistência médica que, ou desligam os telefones na cara das pessoas em aflição que não forem capazes de ter a presença de espírito e frieza suficientes para descrever com rigor científico os sintomas do doente, de maneira que até eles os entendam, ou então, como parece ter sido o caso, respondem que não deve ser nada de grave. No caso do Correia Martins, quando outra (e demorada) ajuda chegou... era tarde!

O Correia Martins era um músico de mão cheia, um ser humano bom e um poço de energia. Trabalhei com ele pela primeira vez no Grupo de Teatro Ádoque, ainda em 1974, na Revista à Portuguesa “Pides na Grelha”. Depois as nossas vidas musicais foram por estradas diferentes, sem que alguma vez se tenha perdido a cordialidade e a cumplicidade ganha nesses meses de divertido e intenso companheirismo. Quase sempre que nos encontrávamos, ficávamos de vir a fazer "qualquer coisa juntos".
Fica para um dia destes, Fernando!

Para a família e o muito grande número de amigos, um grande abraço!

Ó mar, venha a onda forte...



Às voltas com algumas fotografias, encalhei neste velho e belo barco abandonado, que me lembrou um poema de António Borges Coelho, que me lembrou o Luís Cília... que me lembrou tanta coisa!...

Bom domingo!

Sou barco
(António Borges Coelho)

Sou barco abandonado
Na praia ao pé do mar
E os pensamentos são
Meninos a brincar

Ei-lo que salta bravo
E a onda verde-escura
Desfaz-se em trigo
De raiva e amargura.

Ouço o fragor da vaga
Sempre a bater ao fundo,
Escrevo, leio, penso,
Passeio neste mundo
De seis passos
E o mar a bater ao fundo.

Agora é todo azul,
Com barras de cinzento,
E logo é verde, verde
Teu brando chamamento

Ó mar, venha a onda forte
Por cima do areal
E os barcos abandonados
Voltarão a Portugal.

"Sou barco" - Luís Cília
(António Borges Coelho/Luís Cília)

sábado, 28 de março de 2009

Maioria silenciosa



Lembram-se desta cara? Todos aqueles que tenham mais uns anitos, boa memória visual, ou que simplesmente se interessem pela nossa História recente, lembram-se, certamente!

Corria o ano de 1974. Lá para o fim do verão, quando esta cara estava pespegada em cartazes por todo o lado, Paulo Portas era ainda um garoto de 12 anos de idade e a “fascistada” portuguesa tinha muita fé nesta “Maioria Silenciosa” que, sob o pretexto de apoiar Spínola, faria os relógios recuar até ao 24 de Abril. Esses, pelo menos, foram devida e justamente rechaçados, então.

Impelido pela sua paranóia securitária, que por sua vez deve ser potenciada por uma irresistível atracção por fardas que o leva dia sim, dia não, a clamar por mais polícias, mais polícias, mais polícias, Paulo Portas veio desenterrar esta ideia de “maioria silenciosa” que, segundo ele, está com as ideias do CDS, apelando para o seu apoio nas várias eleições que aí vêm.

O mundo mudou muito. A grande maioria dos nossos saudosistas do passado (e “fascistóides” em geral), já não sonha com movimentos violentos que lhe devolvam o que perdeu em Abril. Esses, quase todos morreram. Hoje, os novos saudosistas estão mais maduros e instalados na vida. Hoje apostam tudo na economia de casino, nos bancos, nas grandes empresas, nas crises, na corrupção, na alienação, no medo e em políticos “maleáveis”, para marcarem dia a dia o seu território, encherem os bolsos e instalarem-se nas cadeiras do poder.

Já Paulo Portas, com o desenterrar deste cadáver putrefacto, mostra que não cresceu. Continua lá... com 12 anos... um garoto!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Bastonário da (des)Ordem dos Advogados




Na sequência da mais que justificada barulheira provocada pela última e despropositada baboseira pública do bastonário dos advogados, o Sr. Marinho Pinto, sou levado a pensar que, das duas uma:

Ou o homem é muitíssimo mais esperto do que parece, ou muito menos esperto do que os mínimos exigidos.

Eu isaltino, tu isaltinas, ele isaltina, nós isaltinamos, vós isaltinais, eles isaltinam...








Entre várias outras pérolas, como assinar sem ver, milhares em dinheiro de “sobras de campanhas” e a melhor de todas, “sou um autarca impoluto”...


Eu tenho mais de 50 anos!!! Peguei imediatamente no carrito e fiz-me à estrada até Oeiras à procura da “minha casa” e das “minhas garagens”.

Dei várias voltas ao burgo e não as encontrei. Já a fazer-se noite, desisti. A “minha” casa e as garagens estão lá certamente... eu é que devo estar com Alzheimer.


Adenda: Como não há maneira de aprender a almoçar ou jantar sem ter o aparelho de televisão ligado, lá tive que fazer mais uma viagem pelo mundo “maravilhoso” da explicações do nosso Isaltino para as suas contas na Suíça, dinheiros não declarados, prendas...

Diz ele:

“Não declarei esse dinheiro herdado de um tio, para não ferir as susceptibilidades do resto da família.”

“Não pedi nenhum terreno. O terreno foi-me oferecido e eu só aceitei por uma questão de educação.”

Admitam, caras amigas e amigos, que tanta sensibilidade e educação... é comovente!

Avelino Ferreira Torres



Quem teve a "felicidade" de ver o alarve que dá pelo nome de Avelino Ferreira Torres, saindo do tribunal a gozar com a cara do Ministério Público e com a cara de todos nós, sabe que ele é o género de energúmeno que segundos depois de acordar, todos os dias, já é culpado de uma tramóia qualquer. Isto desde o tempo em que era bombista, como bem nos lembramos.

O tribunal do Marco de Canavezes, tal como ele vinha a “adivinhar”, faz tempo, não achou assim. Não o achou culpado, sequer, de por várias vezes ter insultado o próprio Tribunal e particularmente o Delegado do Ministério Público no decorrer das sessões.

Pelos vistos, o magote de votantes que o vitoriava à saída do julgamento, também não e de caminho, prepara-se para lhe dar mais um novo mandato à frente da autarquia, para que ele possa repetir tudo, de novo.

Tiveram, como “bónus extra”, os meus prezados leitores dados a ver telejornais, a oportunidade de apreciar o primeiro grande “outdoor” de campanha do candidato Avelino, que aqui reproduzo acima, estrategicamente pespegado em frente ao Tribunal, mostrando o homem vestido com três fatiotas que (ao que parece) servem para explicar que se trata de um candidato “todo o terreno”.

Rais parta o meu azar! Logo quando eu tinha terminado a minha proposta de “outdoor”, em que (com uma razoável trabalhêra) acrescentara mais um fatinho que pensava bastante adequado (e útil) para o Sr. Avelino, num futuro próximo...

Esta eu não desculpo ao Tribunal do Marco de Canavezes! De qualquer maneira, aqui fica.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Pouca terra, pouca gente, poucos votos...




Em vários países da Europa, com muito melhor nível de vida do que o nosso, sendo que o melhor “nível de vida” é composto de, sim, mais algum dinheiro, mas principalmente de mais cultura, menos corrupção, melhor ensino, melhor saúde, melhores condições de trabalho, melhor ambiente, melhor paisagem urbana e rural e, quase sempre, muito mais comboios. Não os grandes gigantes trans-siberianos ou trans-americanos. Não! São centenas de linhas, por vezes centenárias, onde circulam sem descanso pequenos comboios que cobrem o território, como uma rede de veias por onde corre a vitalidade das pessoas, dos seus bens e dos seus negócios, ligando as pequenas aldeias às pequenas e grandes cidades. Assim tornam dispensável e absurda a circulação da maior parte dos grandes camiões de mercadorias e muitos dos automóveis particulares, podendo por isso a rede de estradas ser constituída por estradas pequenas e médias, adaptadas ao meio, agradáveis à vista e muitíssimo mais úteis do que as auto-estradas.

Não em Portugal! No nosso país, como o “nível de progresso” é medido em função dos lucros das cimenteiras e empreiteiros, que juntamente com alguns bancos e mais umas eminências pardas do grande capital, são quem governa realmente, estamos condenados ao tudo ou nada. Ou existem auto-estradas, ou caminhos de cabras. Ou se faz nascer o TGV, ou se deixa morrer tudo o que é pequena linha ferroviária.

Agora foi a vez das linhas (centenárias) do Corgo e Tâmega. Que duas linhas com tal idade e beneficiando da “manutenção” típica dos nossos equipamentos públicos, tenham que sofrer obras de beneficiação, é natural. Que para fazer essas obras em segurança, as linhas devem ser temporariamente encerradas, todos o sabemos.

Então o que é que não é natural? O facto, recorrente nestas situações, de os utentes, razão última para a existência de comboios, saberem do facto... no dia do encerramento, ou terem direito a saber de véspera, no caso de serem dirigentes locais.

Durante muitos meses, as populações vão ficar sujeitas aos sempre mal “enjorcados” transportes alternativos, supostamente provisórios, mas que muitos "gatos escaldados" já desconfiam definitivos. Sobre as negociatas que estão quase sempre escondidas por detrás destes “transportes alternativos", nem quero falar.

Como dizia, o que não só não é natural, como é chocante, é a indiferença com que as pessoas são tratadas pelo poder. Quando se dá o caso de, como estas, viverem em aldeias que eleitoralmente não “valem” nada, então essa indiferença passa rapidamente a um profundo desprezo.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Embora lá marcar nas agendas!




Acho uma excelente ideia! Quando e onde é que vamos dar a merecida e justa tunda aos responsáveis pelo estado a que chegámos... Cavaco Silva incluído?

Apagar a "caixa" negra do voo...



Enquanto tudo se vai estatelando, o sistema financeiro, as empresas, o emprego, o ensino, a saúde, a confiança no futuro, há um português que a cada dia que passa, se vai tornando cada vez mais num fã incondicional (e agradecido) da crise internacional.

Para José Sócrates, tudo o que acontece no país é por causa da crise internacional!

A crise internacional está a permitir-lhe pôr os contadores todos a zero, atirar com algum dinheiro, ao calhas, para cima de alguns problemas, fazer durante os próximos meses um continuado esforço de demagogia... e apresentar-se ao eleitorado, para governar de novo...

Assim haja quem queira deixar-se enganar mais uma vez...

terça-feira, 24 de março de 2009

Acertar sem querer




Como (quase) toda a gente sabe, o Google tem um agregador de notícias. Essas notícias vão sendo actualizadas e arrumadas por temas.

Os paginadores e “arrumadores” do Google esforçam-se por fazer o seu trabalho, seguindo (obviamente) os critérios de “prioridades” dos media dominantes, mas de vez em quando falham nas arrumações, produzindo erros, algumas vezes lamentáveis, outras hilariantes, outras nem uma coisa nem outra.

O tipo de erro que eu prefiro é este, de que consegui uma “fotografia” há uns dias. Apanhar esta notícia sobre José Sócrates arrumada no tema "entretenimento" foi um golpe de sorte. Um minuto depois, já lá não estava...

Como disse, adoro quando eles acertam em cheio sem querer!

Taça (da neura) da Liga



Ontem passei grande parte do dia embrenhado cá nas minhas coisas, chamemos-lhes assim... artísticas. Por isso mesmo, apostei tudo nos telejornais das 20:00 horas, para ficar a par de algumas notícias.

Puro engano! Fui saltando de canal em canal e a verdade é que cerca de vinte minutos depois do início dos ditos telejornais, a RTP1 e a TVI (a SIC fez agulha uns segundos antes) continuavam a falar da zanga do Sporting, do presidente do Sporting e da Liga, da reacção do não-sei-quem do Benfica, da reacção à reacção por parte do presidente do Sporting, do dia de José Mourinho, da cerimónia do doutoramento (que já antes tinham transmitido em directo), das reacções a favor, contra e assim-assim, dos populares, ao doutoramento... Vinte minutos de telejornal! Desisti!

O assunto que se preparavam para servir de seguida era a novela mexicana da escolha do novo Provedor de Justiça. Dado o estado de neura em que já me encontrava, não me interessei.

Como um de nós os dois fazia anos e apareceram de “surpresa” para jantar, pessoas (para nós) bem mais importantes, só voltei a olhar para a televisão muito mais tarde. “Ora deixa lá ver sobre o que é o Prós & Contras de hoje...”

Tunga! Futebol!!! O psico-drama nacional da Taça da Liga...


... havia de ter a cara desse que está aí em cima e juro que o soltava e atiçava contra esta gente!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Eleições Europeias 2009





Sobre uma longínqua campanha eleitoral (ainda da APU) no distrito de Aveiro, em que o cabeça de lista era Vital Moreira, campanha em que trabalharam e deram o seu melhor muitos dirigentes e centenas de militantes anónimos e finalmente, onde eu próprio dei alguma coisa de mim, apoiado numa viola e aparelhagens sonoras praticamente inexistentes (outros tempos!...), disse Vital que a tinha feito sozinho, como uma espécie de “one man show”.

Ao vê-lo, discursando nos seus (já dois) lançamentos como cabeça de lista do PS às eleições europeias, ouvindo aquilo que diz agora e reparando no trejeito da mão e no tom de voz, que o colocam definitivamente no grupo restrito das almas gémeas de José Sócrates, não posso deixar de admitir que houve ali evolução. De “one man show” para a mais actual “stand up comedy”... embora de qualidade duvidosa.

Entretanto, já que a campanha para as Europeias está aí à porta, deixo-vos estas duas pequenas imagens, sem me estender sobre o seu significado. Direi apenas que ilustram com clareza o nível de empenhamento de alguns deputados, quando comparados com outros mais mediáticos, quer dizer, apaparicados pela comunicação social.
Aqui, no blogue do Vítor Dias e a seguir, aqui, no blogue do Sérgio Ribeiro, ele próprio deputado europeu (pela CDU) durante onze anos, encontrarão os textos que as explicam.

Este é o meu primeiro acto oficial de campanha para a primeira das três importantes eleições que terão lugar este ano. Quer-me parecer que não será o único... assim a voz me ajude.

domingo, 22 de março de 2009

"Inventions"



Admito que tenha sido em alguma medida injusto para com o padre Melícias, dê ou não ele a sua substancial pensão para fins de beneficência, tê-lo incluído nesta correnteza de posts em que falei do nosso cardeal das rendinhas, da mente obscura de Ratzinger, da “nazifilia” e negacionismo do bispo britânico, tudo gente que é má companhia seja para quem for.

Para deixar bem claro não estar convencido de que da cabeça de pessoas que passam muito do seu tempo nas igrejas não podem nascer coisas boas, mesmo extraordinárias, este domingo vamos ficar com essa figura inexplicável que foi Johann Sebastian Bach.

É muito difícil para o comum dos mortais entender este seu “semelhante” que, embora escrevendo obras musicais a um ritmo alucinante, pago à peça, única maneira de alimentar a família, mesmo assim nunca baixou o seu fabuloso nível de qualidade. Mesmo assim, isso não evitou que tivesse muito pouco reconhecimento em vida, caindo rapidamente no esquecimento depois de morrer, esquecimento de que só foi salvo pela perseverança de um filho... mas sobre isso, fale quem souber.

O que se vai agora “ouver” são as “Inventions”, escritas originalmente para teclado, aqui brilhantemente transformadas em peças para violino e violoncelo, tocando o violino a parte que caberia à mão direita e ao violoncelo as “vozes” mais graves, da mão esquerda.

A violoncelista é a competentíssima Juliet Welchman, primeira violoncelo da Irish Chamber Orchestra. O violinista, esse é um dos meus músicos preferidos, desde que há muitos anos o vi de botas, calças e blusão de cabedal, tocando as “4 estações” de Vivaldi de pé, marcando o ritmo no chão do palco com uma das botas, à frente de uma orquestra cujo prazer de estar ali a tocar para aquele jovem, se via à vista desarmada. Agora já tem mais uns anitos, mas talvez toque ainda melhor. Chama-se Nigel Kennedy e para manter o meu “padrão” dos últimos tempos… é doido!

“Inventions” – Nigel Kennedy e Juliet Welchman
(Johann Sebastian Bach)

sábado, 21 de março de 2009

Mudam-se os tempos, mudam-se os Franciscanos!
















Eu sei... eu sei que ninguém perguntou e que a "notícia" já tem para aí três dias... mas a dar-se o caso de alguém estar minimamente interessado em saber o que quer exactamente dizer a frase feita “pobreza franciscana”, é, mais coisa, menos coisa... ISTO!

E esta?


Adenda: Diz-me o leitor e comentador Miguel Marujo, que o padre Melícias, noutro qualquer jornal ou ao vivo, terá dito que entrega toda aquela pipa de massa a obras de caridade, o que a ser verdade, merece três comentários:
1. O Correio da Manhã, se sabia, fez mal em não dizer.
2. Acho que ele faz muito bem em entregar tudo, já que tanto ele como os seus pares, têm quem os sustente durante toda a vida e da última vez que olhei, os franciscanos faziam voto de pobreza.
3. A ser verdade, ainda bem para os beneficiários dessas organizações de caridade, mas mesmo assim, o caso não deixa de me irritar solenemente, pois lembra-me uma tirada bastante infeliz de uma figura grada da Igreja Católica, cujo nome não retive, que afirmou algo como: "É bom que os ricos sejam cada vez mais ricos, pois assim poderão dar melhores esmolas."

Bico calado!!!






Este país está a ficar muito estranho!

Na sequência do post anterior e do comentário do “do Zambujal”, que termina dizendo “Ainda dizem que não há sinais fascistóides por aí à solta...”, como a minha sorte ou azar manda que mesmo não estando a ver televisão, se por acaso passo pela frente de uma que esteja ligada ela quase sempre se encarrega de me atirar com qualquer coisa para me irritar, ontem ao fim da tarde a coisa lá se repetiu.

A estória conta-se depressa. Para enquadrar o enredo, há uns dias, numa conferência de imprensa do treinador do Benfica, o senhor Quique Flores, este resolveu exercer o seu desportivismo, elogiando o treinador do Sporting, o senhor Paulo Bento, enquanto jogador (que conhecera ainda em Espanha), como treinador e como ser humano, defendendo o colega de trabalho vítima de, como disse, um acidente, naquela coisa estranha dos 12 a 1 com os alemães e animando-o a levantar a cabeça e segui em frente.

Saltando para a tal estória de ontem, estavam muito bem, exactamente o Quique Flores e o Paulo bento sentados lado a lado, dissertando sobre a final da Taça da Liga, quando no final, a parte que eu apanhei “en passant”, um jornalista perguntou ao Paulo Bento qual era a sua reacção às palavras que o Quique Flores tivera para com ele...

Momento de hesitação, vozes em surdina, o jornalista da estação que eu estava a ver diz qualquer coisa como “parece que a liga não quer...”... mais uns olhares dos treinadores, Paulo Bento remata com uma frase de despedida e o “meu” jornalista encerra o directo, confirmando: “A Liga proibiu aquela pergunta!”

E perguntam vocês: Olha lá! Agora deste para ligar ao futebol? Ao que eu respondo: Não... mas adoraria que no meu país, o ninho de ratos e grunhos vários que é a Liga de Clubes, não tivesse poder para proibir uma pergunta, numa conferência de imprensa e que uma sala recheada de “jornalistas” não ficasse calada perante o acto.

E é tudo! A estória acabou assim. Ao jornalista foi proibido perguntar, ao treinador do Sporting, foi proibido responder... e ninguém disse nada.

Não parece muito importante, pois não?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Contra quem?!





Desde há uns dias que ando aqui por casa "vociferando" contra um anúncio reles, de propaganda à Antena 1, feito, ou com má-fé, ou fruto de indigência intelectual, ou por enorme "distração" (?), contra os sindicatos e o direito que assiste aos cidadãos, de se manifestarem quando entendem que isso é necessário.

Este é, mais coisa menos coisa, o “assunto” do anúncio:

Numa fila de trânsito, um condutor impaciente tem o rádio na Antena 1. Ouve-se a voz da jornalista Eduarda Maio: "Daqui a pouco vamos em directo para o Parlamento, vamos acompanhar o debate desta tarde na Assembleia da República". Depois diz as horas e começa a dialogar directamente com o condutor impaciente. Diz-lhe que não vale a pena seguir por aquela rua, que está cortada porque há uma manifestação.
"E desta vez é contra quê?", pergunta-lhe o condutor. "Bom, pelos vistos é contra si, Rui", diz a jornalista. "Sim, sim, contra mim...", suspira o condutor, ao que Eduarda Maio acrescenta: "Pois, contra quem quer chegar a horas".

Hoje, felizmente, toda a gente parece ter dado por este triste exemplo de mensagem publicitária reaccionária e subliminar, que, como disse a abrir, tanto tem andado a irritar-me.

Ainda bem! Quer dizer que afinal não é apenas o meu mau feitio...

Adenda: Claro que queria ter posto o vídeo à primeira... mas o link deve ter tido uma birra e falhou. Agora, talvez...

Adenda 2: Talvez por "acidente", o vídeo que aqui tinha colocado deixou de funcionar. Esta nova cópia funcionará por quanto tempo?

Judite de Sousa





Deixando, obviamente, para quem sabe, a apreciação dos conteúdos, gostaria de não passar ao lado da, chamemos-lhe assim, entrevista de Judite de Sousa a Carvalho da Silva, dirigente da CGTP.

As forças e interesses que estão por detrás da criação e florescimento de jornalistas do “tipo” Judite de Sousa, devem estar contentes com o seu trabalho da noite passada, na RTP.

Só não digo que devem estar muito contentes, pois apesar de ela ter dado o seu melhor para transformar a entrevista numa espécie de tribunal em que ela, no papel de acusadora, foi despejando sobre o “acusado” uma chuva de “argumentos” mascarados de perguntas, nunca o deixando responder completamente a nada e fazendo todos os possíveis para que mesmo essas respostas interrompidas soassem mais a justificações e defesas... a verdade é que não o conseguiu.

Tentando subir a qualidade do meu comentário ao nível popular, quando a sabedoria popular se mostra no seu melhor, direi que o Carvalho da Silva a “quilhou” e bem!

Isso não evita que esta “entrevista” tenha sido um dos trabalhos, alegadamente jornalísticos, mais asquerosos que vi nos últimos tempos, com a "jornalista" no papel de peça de artilharia do ataque selvagem do grande patronato (e dos seus servos) a todos os que resolvem, em nome do futuro e da dignidade, não baixar a cabeça.

quinta-feira, 19 de março de 2009

RTP o quê??? Memória?! Ah... RTP Memória!... Eu? Essa agora...





Não vale a pena levantarem-se e precipitarem-se em direcção aos aparelhos de televisão, já que a coisa não dará em directo, mas a verdade é que à hora a que este post está a ir (automaticamente) “para o ar”, eu estarei a puxar denodadamente pela memória, na RTP da dita cuja, tentando ser inteligível nos comentários que farei a imagens do meu passado com que a Maria João Gama certamente me presenteará e que não faço a mínima ideia de quais sejam.

De mais alguma coisa do presente há-de ser possível falar, embora ali, uma hora passe a correr.

Quando souber a data da emissão do programa, digo (isto se tiver corrido bem).

O charlatão - O eterno retorno...


Este post não serve para eu me esquivar a comentar nem a desgraçada sessão de propaganda de ontem, na Assembleia, nem a vergonha insustentável das “declarações”(?) à Comissão de Inquérito prestadas pelo senhor Francisco Comprido, colega do senhor Dias Loureiro, mas ainda mais esquecido, nem o mistério do traçado do TGV que vai para a OTA (porquê?), quem sabe para pagar a peso de ouro os “desgostos” que alguns, na região, tiveram com a perda do Aeroporto Internacional de Lisboa, obrigando a construir trinta e poucos quilómetros de linha, dos quais dez são túneis à mistura com cinco de viadutos, quando o trajecto podia percorrer a mesma distância em plano, com menos expropriações, evitando, segundo estudos, o gasto extra de mais mil milhões de euros... e isto só na estreia da obra!

Não, não estou a esquivar-me a comentar coisa nenhuma... mas o raio desta cantiga passou o dia a fazer-se ouvir dentro da minha cabeça, que é que querem?

“O charlatão” – J. Mário Branco e Sérgio Godinho
(Sérgio Godinho/José Mário Branco)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Vá lá! Agora todos a rezar, mas sem bater palmas nem mostrar os dentes!





Um homem que é chefe duma organização maioritariamente constituída por homens que apesar de alegarem a “vocação” como principal motivo para se ordenarem e abraçarem o celibato, numa grande percentagem, levam a vida a abraçar tudo o que se mexa dentro ou fora das sacristias e seminários, menos o celibato, gente que vai fazendo filhos a torto e a direito e só muito raramente os assumindo, sendo que estes (os que fazem filhos) são os bons, quando comparados com outros, tão ou mais activos sexualmente, mas que têm o “cuidado” de apenas "conhecerem" (no sentido bíblico, obviamente!) rapazinhos de tenra idade, é, como estou a tentar conseguir dizer há um "ror" de linhas, um homem muitíssimo mal colocado para dar lições de como, quando e com que fim devem os seres humanos ter relações sexuais, fazer filhos, usar camisinha, ir à praia sem pôr creme, comer bolas de berlim inteiras sem sujar os lábios de açúcar como a Manuela Moura Guedes... ou o mais que lhes vier à cabeça.

Nada que desanime o Sr. Ratzinger, de nome artístico Bento Dezasseis!

Não é possível escapar às notícias desta sua viagem, no decorrer da qual, como uma fonte, vai deixando brotar o profundo reaccionarismo que lhe vai no cérebro.

Do preservativo já falámos antes. Agora lembrou-se de aconselhar os católicos africanos a não fazerem “tanta festa” nas missas. Naquela cabeça nada pode ser uma festa, nem a fé! Onde é que já se viu? Nós estamos cá é para sofrer e pagar pelos nossos “pecados”!

Mas Ratzinger lá segue, insensível a qualquer critica (havíamos de lhe apresentar o Sócrates...), fazendo o milagre diário de irritar milhares de católicos, mesmo alguns que estariam à partida mais calhados para concordarem com ele, para além de, conforme os dias ou a gravidade das suas declarações públicas, fazer dele próprio e por arrasto, da sua Igreja, alvo ora da ira, ora da chacota dos milhões e milhões de não católicos do mundo.

E isto tudo é na primeira visita ao Continente Africano!... Espera-se com enorme e justificada ansiedade a visita ao Lidl da Amadora!

E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...





O Manuel Freire foi o primeiro a mostrar-me este texto "histórico". Entretanto, já o recebi por mail mais umas quantas vezes, por isso, aí vai:


Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:


- Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...


Pedro interrompeu: 
- Temos que aprender isso de cor?

André disse: 
- Temos que copiá-lo para o caderno?

Tiago perguntou: 
- Vamos ter teste sobre isso?

Filipe lamentou-se: 
- Não trouxe o papiro-diário.

Bartolomeu quis saber: 
- Temos de tirar apontamentos?

João levantou a mão: 
- Posso ir à casa de banho?

Judas exclamou: 
- Para que é que serve isto tudo?

Tomé inquietou-se: 
- Há fórmulas? vamos resolver problemas?

Tadeu reclamou: 
- Mas porque é que não nos dás a sebenta e... pronto!?

Mateus queixou-se: 
- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!




Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão, nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:


* Onde está a tua planificação?

* Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?

* E a avaliação diagnóstica?

* E a avaliação institucional?

* Quais são as tuas expectativas de sucesso?

* Tens para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?

* Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?

* Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?

* Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?

* E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
* Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
* Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares

Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:

* Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado, em devido tempo, pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva. 


... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

Retrato de família com moldura amarela



O senhor José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, chefe do Governo do Partido (auto-intitulado) Socialista, acha que as duzentas mil pessoas que se manifestaram em Lisboa, foram “manipuladas” pelos sindicatos, que por sua vez são manipulados pelo PCP (e BE), acha que acções sindicais nunca deviam ter ligação a partidos, acha que os números não contam.

Como opiniões são uma bosta, mas ele lá sabe!...

O trágico é que horas depois de “achar” tudo isto, o senhor José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, chefe do Governo e Secretário Geral do tal PS, foi discursar no Congresso da “tendência socialista” da UGT, tendência essa presidida por João Proença, que aliás, também é Secretario Geral da própria UGT, cargo que acumula com o lugar de membro da Comissão Política do PS. Durante o discurso, teve uma “recaída” e voltou a dizer que é preciso um sindicalismo independente, livre dos partidos...

Felizmente há mais quem tenha reparado nisto, senão eu poderia pensar que tinha bebido alguma coisa estragada ou fundido uma qualquer parte do cérebro.

Ó senhor “inginheiro”, carago!!! Então se os números não contam, para que quer uma maioria absoluta? Não lhe chegam os votos da família e amigos mais chegados? E sobre esta “trapalhada sindical”, se o senhor não gosta de ser “insultado”, como lhe chama, por que raio diz e faz estas coisas? Olhe que o senhor, além de, obviamente, não ser lá muito inteligente, de facto põe-se a jeito! Se a esta estória não se puder chamar canalhice política, falta de vergonha na cara, sei lá... desonestidade, então que diabo é que se lhe pode chamar, criatura?!

terça-feira, 17 de março de 2009

Asneiras por "via aérea"






Mesmo quando viaja a bordo do avião papal, o “tang pontífice” (aquilo lá é sumo?!...) mesmo estando teoricamente (dada a altitude) mais próximo da entidade patronal, não se coíbe de fazer afirmações que a deixam ficar mal.

Desta vez foi adiantando soluções para a SIDA, talvez para fazer passar o tempo, enquanto viajava para a África, soluções que passam, segundo ele, pelo “despertar espiritual e humano”, nem que seja à força (digo eu), sendo que as conversões musculadas são, há séculos, uma especialidade da sua igreja.

Paralelamente, há também, ainda segundo ele, a “amizade com os que sofrem”. Seria simpático, não fosse o facto de os sacerdotes que mais sinceramente praticam essa “amizade”, em alguns casos, verdadeira e activa solidariedade com as causas dos povos, serem tantas vezes aqueles que mais se afastam dos ditames do Vaticano.

Finalmente, para rematar, quando já se aproximava a “irmã” hospedeira do carrinho das bebidas, ainda teve tempo para produzir a grande frase da viagem: “A SIDA não será resolvida com preservativos!”

É bem verdade. Já pelo contrário, a lamentável existência deste papa... teria sido!...

Que pena!

A carga pronta e metida nos contentores...







A direcção do agrupamento de escolas de Barqueiros (Barcelos) já afirmou que o facto terem colocado vários estudantes de etnia cigana, separados, em contentor, no pátio da escola, não é apartheid, não senhor, como andam para aí a insinuar alguns, é antes “um exemplo de integração”.

Estive a contar as horas à espera de que aparecesse a Ministra da Educação ou algum dos seus Secretários de Estado, regougando (como quase sempre) qualquer coisa, ou sem sentido, ou inaceitável.

Afinal a “fava” saiu a essa ternurenta figura de grande educadora que é Margarida Moreira, da DREN, a qual veio alinhar umas frases em “eduquês”, sobre planos pedagógicos e a nata das melhores intenções, para nos convencer, suponho, de que aquilo é normal, os contentores são de primeira qualidade, são até muito melhores do que as casas de alguns deles, têm acesso a “banda larga” e que os ciganitos vão todos ter “Magalhães”... não tarda nada.

Não me convenceu! Claro que eu também não sei como se integram crianças de etnia cigana, algumas sem poiso certo, delinquentes juvenis brancos, negros ou às riscas, tóxicodependentes, testemunhas de Jeová, fundamentalistas religiosos católicos, protestantes ou muçulmanos, políticos teimosos e mentirosos compulsivos, manifestantes que insultam presidentes do conselho...

Mas francamente... contentores no pátio?!