Primeiro os factos.
Milhares de portugueses, sobretudo idosos pensionistas, condenados a medicações crónicas, não têm dinheiro suficiente para comprar a totalidade dos medicamentos que lhes são prescritos. Ficam assim expostos às consequências de tratamentos “coxos”, ineficazes, no limite, mortais.
Os medicamentos genéricos à disposição nas farmácias, são certificados, em termos de qualidade, exactamente pela mesma organização que certifica os medicamentos de marca, que é o Infarmed.
Os medicamentos genéricos são, de uma maneira geral, muito mais baratos, não sendo raro custarem metade do que custam os outros.
Ultimo facto, a resistência de uma grande parte dos médicos a prescrever medicamentos genéricos é notória.
Terminados, por agora, os factos, não sendo eu especialista na matéria e sim apenas um dos tais que todos os meses tem que comprar um saco de medicamentos, que tomarei “para sempre”, como me disse o cardiologista, não tenho grandes comentários a fazer, já que nem me passa pela cabeça imaginar as conversas que os jovens e “agressivos” vendedores das grandes marcas têm com alguns médicos, dentro dos seus gabinetes, nem o que diabo é que se discute naqueles exóticos "congressos" de medicina, que têm sempre lugar na Madeira, Seychelles, Tahiti, etc.
Mesmo sem grandes comentários, sempre vou dizendo que as justificações dadas pelos médicos (ouvi alguns durante a tarde) para se recusarem a adoptar os genéricos, se em alguns (poucos) casos merecem uma segunda leitura, na maioria são absolutamente fantásticos, criativos, hilariantes, vergonhosos... conforme o sentido de humor, capacidade financeira ou estado de saúde de quem os ouça.
As cores dos comprimidos são diferentes? O feitio? O aspecto da caixa? O doente vai acabar por tomar medicamentos em excesso?!
Valha-nos a santa! (Santa paciência, obviamente!)
































