segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pedro Quedas - "Escolhas"



Agradecimentos

À minha mãe, por nunca me permitir deixar de acreditar no potencial ilimitado das minhas capacidades.

Ao meu irmão André, por nunca deixar que essa crença me subisse à cabeça.

Ao meu pai, ao Paulo, à Maria, à Lúcia e à Sara, por me abrirem a janela para um lado tão criativo da minha família. E por me encherem de neuroses por ser consistentemente a única pessoa na sala sem qualquer talento musical.

A toda a minha família (incluindo o Armindo e a Odete – vocês serão sempre parte da minha família), pelo apoio incondicional que nunca me faltou.

À Secundária do Restelo, por me ter ensinado que a fúria descontrolada nunca é a melhor forma de resolver conflitos. É mais eficaz manipular as pessoas com piadas.

Ao curso de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, por me ter transformado de um rapaz neurótico e depressivo com a mania que tem piada num homem neurótico e depressivo com a mania que tem piada.

À coerência organizativa, ao Rockline, ao Vale Travelho, a Cancun e a Odemira. Aos jantares de anos, de Natal, de Ano Novo, de Páscoa, de fim de aulas, de recomeço e, acima de tudo, aos jantares sem absolutamente nenhuma razão de ser.

À Porra do Deserto, aos brasileiros sem sotaque e a todos os que não entram em tilt depois de um bad beat.

À Livros do Brasil por acreditar em mim, e ao revisor, por não me ter assassinado depois de passar horas a navegar pelo tenebroso mar dos meus vícios de escrita.

A Deus, ao Pai Natal, ao Calvin e ao Hobbes.

A Stephen King.

Por fim, quero dedicar este livro a todas as mulheres que, directa ou indirectamente, alguma vez me rejeitaram. Sem as profundas feridas emocionais que me causaram, este livro não seria possível.

Pedro Quedas


Isto foi o que o jovem escritor de 26 anos, de seu nome Pedro Quedas, entendeu escrever como agradecimentos, no seu primeiro romance, “Escolhas”, lançado ontem à tarde na Feira do Livro de Lisboa, com a chancela Livros do Brasil e o aconchego de uma sala cheia.

Escreve bem! Isso é bom... pois se bem me lembro, desde o infantário não quer fazer outra coisa.

Este texto revela pouco ou nada sobre o livro, mas algo no seu tipo de humor deixa uma coisa bastante clara: afinal eu tenho a quem sair!

domingo, 17 de maio de 2009

“Krzywy Domek” - Pontos de vista



Nos idos de finais dos setentas, princípios dos oitentas, estive quase para ir cantar ao Festival de Sopot, na Polónia, onde (diziam) a qualidade do acolhimento e o Mar Báltico, compensavam largamente a música, geralmente fraquinha, do certame. Nessa altura ainda não existia esta magnífica “Krzywy Domek”, para as pessoas de hábitos de linguagem mais simples, apenas “casa torta”, hoje uma incontornável atracção turística da cidade… mas isso agora não interessa nada.

O que quero partilhar convosco é a reacção de várias personalidades a esta obra de arquitectura.

Diz Óscar Niemayer: Mesmo assim, ainda tem algumas rectas dispensáveis!

Diz Anton Gaudí: É certinha demais para o meu gosto!

Diz Siza Vieira: Para que raio é tanta curva, carago?!

Diz José Sócrates: Pfffff!!! Isto também eu faço!

sábado, 16 de maio de 2009

Manuel Alegre - Fim do tabu








Se isso quiser dizer que durante uns tempos não passaremos os dias, em todos os jornais, revistas, rádios e televisões, a “apanhar” com não-acontecimentos, não-declarações e não-rupturas, protagonizadas pelo aguerrido político e sempre acompanhadas dos inevitáveis gritos de “agarrem-me senão desgraço-me”, por mim está excelente! Apoiado! Aplausos!

Vamos passar ao futuro, como diria o Zé Carlos Ary, o que neste caso quer dizer, aos verdadeiros acontecimentos, declarações e rupturas... que tanta falta fazem!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Singela advertência




Não é que o problema me tire um minuto de sono que seja, mas sempre vou lembrando que isso também fazem os ursos... e depois é o que se sabe!...

Caleidoscópicos



A vida política portuguesa é, em alguns casos, como um caleidoscópio, um verdadeiro espectáculo de cores que mudam, ideias que vão e vêm, ideais assim e sobretudo assado, inexplicáveis golpes de rins, movimentos rápidos como relâmpagos que levam do PS para o PSD, do PSD para Secretário Geral do PS, do MRPP para todo o lado (desde que seja coisa importante), do PPM para dentro, do CDS para fora, da AOC para aqui, do MES para acolá, do POUS para cima, da UDP para baixo, do PCP para parte nenhuma, do PCP para o BE, do PCP para o PS, do PCP para a Iberdrola... todos num voo previsível, sempre, sempre para a direita, em direcção à base deste verdadeiro arco-íris, onde está, segundo a estória, o pote do ouro, que alguns, ostensivamente, parece terem já encontrado.

É uma verdadeira arte! Mudar tão rápida e “ruidosamente” de cor, que muita gente quase não perceba de que antes foram outra coisa. Ah... e saber agarrar-se muito bem a tudo, exactamente como faz este artístico bicharoco que a Maria Maia me apresentou, via mail, embora não o faça tão bem como alguns desses “políticos”, chamemos-lhes assim para facilitar.

Não sei se o bicharoco se chama camaleão por ser camaleónico, ou se é camaleónico apenas por ser camaleão. Não interessa!

Aos humanos que tão bem imitam esta sua tão colorida habilidade, gosto de chamar outras coisas bem diferentes, mas que não vou aqui confessar, para não acabar a estragar o ambiente.

Apreciem o artista!


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Vá lá! Agora puxem isso para cima... isso para baixo... isso para dentro...



Hoje o meu já tradicional “café-com-direito-a-correio-da-manhã”, deu-se apenas à tarde. Duas pequenas notícias ficaram até agora a fazer-me comichões.

Na primeira (acompanhada de um vídeo algo asqueroso), um infeliz qualquer da Associação Académica lá do sítio, para tentar explicar o show porno e as “encenações” de sexo com estudantes de Engenharia Mecânica do ISEP, protagonizado por várias “strippers” contratadas para uma das festas da Queima das Fitas, afirma que a contratação de “strippers” é já uma tradição académica... desde 2007!

Eu sei que a memória (e a cultura) de alguma da nossa juventude é um pouco curta... mas “tradição desde 2007” não será juvenil demais?

Na segunda, o vice presidente da CONFAP, aquela associação de alguns pais financiada pela Ministra da Educação, dirigida pelo “emplastro” Albino, talvez por ciumeira da fama do tão mediático lambe-botas da ministra, quis também dizer umas coisas. Assim, oportunisticamente aproveitando as notícias algo patéticas das inquietantes visões de cuequinhas, decotes, minissaias e boxers, ocorridas numa escola do Pinhal Novo, disse que a introdução de uniformes para os estudantes do ensino público, serviria para “esbater desigualdades sociais”.

Diz a lamentável criatura, que dado haver alunos que vão para a escola com caras roupas de marca, enquanto outros nem têm dinheiro para a higiene básica, o uso de uniformes seria uma maneira de...

Estão a ver o alcance da coisa? Capotas especiais para “esbater as desigualdades” entre os Fiat Punto e os BMW série 7, entre a Cova da Moura e as casas da Quinta da Marinha, entre Joe Berardo e um desempregado têxtil do Vale do Ave, tudo, tudo muito bem esbatido e governado pelo bloco central. Está definitivamente descartada a importância e utilidade da luta de classes! A coisa vai lá é com uniformes!!!

E pronto, caras e caros leitores, se quiserem comentar... é só escolher.

Tenho consciência de que isto é algo suicidário para os nervos... mas amanhã lá estarei de novo a beber o meu “café-com-direito-a-correio-da-manhã”. Já faz parte.

Vá lá ser azelha no raio que...


Lembram-se deste post, lá atrás, de seu nome "Quem sabe, sabe!"? Pois... algum dos deuses dos blogues e, pelos vistos, grande admirador de Vital Moreira, decidiu fazer-me a cabeça em água. Assim, desde há dois dias que sembre que abria o "Cantigueiro", o que aparecia era aquele post. A coisa era bastante irritante... e depois de muito sangue, suor e lágrimas, acabei por apagar o post, a coisa, mesmo assim e inexplicavelmente, continuou a acontecer, mas ao cabo das tormentas e muito apagar de memórias, caches, bookmarks e tudo o mais onde se pudesse ter alojado o "bug", parece que consegui publicar de novo o texto, no seu lugar... só que durante todo este processo, todos os vossos estimados comentários ao dito foram irremediavelmente apagados.

A todos os que tinham comentado, peço desculpa!

Maneiras de ver...



É sempre interessante ter uma nova perspectiva da Estátua da Liberdade, há mais de cento e vinte anos a mais famosa “habitante” da micro Ilha da Liberdade, à entrada do Porto de Nova Iorque.

Espero bem que ninguém tenha a ideia disparatada de ir fazer o mesmo com o nosso aniversariante Cristo-Rei!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Vade retro!!!



Sempre que irremediavelmente encostados à parede pela crise e perante a manifesta falta de “interesse” dos privados em arriscar seja o que for pelo país, antes fazendo ostensivamente apenas pela sua vidinha, os Estados e os Governos, mesmo os que constantemente arrotam loas à sacrossanta economia de mercado, vêem-se obrigados a nacionalizar empresas e sectores estratégicos que tinham antes entregue de mão beijada à ganância dos "investidores" capitalistas.

Quando se descobre que alguns desses louvados capitalistas são meros ladrões, ou que, como era o caso da COSEC, ninguém ali está interessado em cobrir os riscos das exportações (razão para a qual existe), como já disse, lá resolvem que deve ser o Estado a assumir as suas obrigações... mas “vade retro Satanás” se alguém vai pensar que as pessoas se deviam sentar e analisar estes “fenómenos”, aplicando o mesmo princípio à generalidade dos sectores mais importantes da nossa economia, não nacionalizando apenas as dificuldades, mas igualmente os fabulosos recursos da energia, banca, seguros, produção industrial, apoio real à agricultura, inovação, e por aí fora...

Eu cá, gostava! Mas também... eu gosto de cada coisa!...

Aqui há gato!...



- Achas que o que este senhor “eurojusto”, Lopes da Mota, que pelos vistos vai ficar sozinho a levar com um processo disciplinar, pressionou os inspectores que investigavam o caso Freeport, mas sem ser a mando de ninguém, sei lá... só porque tinha a Playstation avariada e estava sem nada para fazer e tão aborrecido como nós e...

- Quase que aposto!

- Já estás a ficar tão farto destes humanos quanto eu?

- Mais! Muito mais!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sem sair do mesmo sítio...



Como não existem assim tantas “economias de mercado” como isso, é legítimo pensar que quando Cavaco Silva defende a economia de mercado para sair da crise, pode estar a referir-se exactamente à economia de mercado que nos enterrou na mesmíssima crise.

É uma ideia de génio! Este rato, também está convencido de que a correr na roda, chegará muito longe... mas tem desculpa. Qual é a desculpa de Cavaco Silva?

Quem sabe, sabe!



O cabeça de lista do PS às Eleições Europeias, Vital Moreira, “acha” que se o governo de Sócrates não tivesse maioria absoluta, muito dificilmente conseguiria chegar até ao fim da legislatura e que o Primeiro Ministro “já teria morrido flagelado”.

A ver se entendi. Portanto, o professor quer dizer que um governo minoritário, tem mais dificuldade do que um outro, com maioria absoluta, para impor medidas ruinosas, impopulares, gravosas para os trabalhadores, ataques generalizados contra classes profissionais inteiras, faltar às promessas eleitorais, resistir a escândalos, em suma, ter toda a oposição parlamentar e o país contra si.

Genial descoberta do professor! Como é que nunca ninguém se lembrou disto?

Agora a sério, Vital Moreira, homem de vastos conhecimentos, tem amiúde esta espécie de “paragens cerebrais”, o que é tão absolutamente legítimo como irrelevante. Dramático, é que continue a falar, nos momentos em que está “sob a influência” das ditas!

Final 1: Copiando o meu amigo e maestro João Luís, que costuma escrever coisas que lhe diz “a sua fofa”, tivesse o professor algum jeito para o corte e costura... e com aquele belo cabelo branco e os tiques das mãos, seria uma arrasadora imitação de Karl Lagerfeld.

Final 2: Esteja num debate, numa entrevista televisiva ou no calor da sua borrifada “mini Marinha Grande”, Vital ostenta sempre o mesmo sorrisinho. Rais parta se aquilo não me lembra a célebre anedota da hiena!...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A eterna falta de... sei lá!





Segundo li, primeiro n’ “O tempo das cerejas” e depois na própria “fonte”, Ricardo Costa, jornalista director-não-se-de-quê na SIC, alinhou no Expresso umas considerações sobre as eleições europeias, em que se refere à deputada da CDU no Parlamento Europeu como “a eterna Ilda Figueiredo”, uma tirada insolente que é apenas um pormenor de um texto (fraquinho!...) todo feito num já estafado tom demagógico de ataque cego aos partidos (tom em que pelos vistos alguns ainda apostam para atrair mais alguns leitores), mostrando que o seu juvenil conflito de gerações, o qual entretanto degenerou em anticomunismo primário, não vê melhoras desde há muito tempo.

Tivesse o jornalista a preocupação de cumprir, pelo menos, os mínimos aconselháveis de rigor profissional e teria descoberto em poucos minutos (como se não soubesse!...) a existência de vários deputados portugueses, na Europa, com o mesmo número de anos de mandato da deputada da CDU e alguns com mais, aos quais nem lhe passa pela cabeça chamar “eternos”.

Na realidade, nem me interessa saber se mais esta grosseria de Ricardo Costa se refere aos anos de mandato de Ilda Figueiredo enquanto deputada, se à sua idade. Não quero, igualmente, estender-me em comentários sobre o cronista do Expresso. Ocorre-me apenas lembrar que por estas e outras, não admira que avós, pais e até amigos mais “velhos”, acabem nos caixotes do lixo, imolados no altar de sacrifícios desta particular espécie de juventude, nalguns casos bastante serôdia, como é o de Ricardo Costa, e em outros (muitos, infelizmente!) apenas arrogante, preconceituosa e ignorante.

As leis do mercado e da concorrência



Tal é a dimensão do já antigo “negócio das almas” e a importância dos interesses envolvidos, que as Igrejas têm que se sentar à mesa, para discutir entre si uma espécie de código de conduta, limites na “agressividade” da abordagem proselitista de umas igrejas a “clientes” de outras, normas de concorrência leal... como qualquer empresa.

Para quando a “Associação de Pequenas e médias Igrejas” e a cotação das “Grandes Igrejas” em bolsa?

domingo, 10 de maio de 2009

Pelo amor de Deus!



Hoje apeteceu-me que alguém cantasse aqui uma canção esmagadora e que o fizesse de uma forma extraordinária. A Maria Rita prontificou-se.

Sobre todas as coisas
(Chico Buarque/Edu Lobo)

Pelo amor de Deus

Não vê que isso é pecado: desprezar quem lhe quer bem

Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém abandonado

Pelo amor de Deus



Ao Nosso Senhor, pergunte se ele
construiu nas trevas o esplendor

Se tudo foi criado: o macho, a fêmea, o bicho, a flor

criado pra adorar o Criador

E se o Criador inventou a criatura por favor,

se do barro fez alguém com tanto amor

para amar Nosso Senhor



Não, Nosso Senhor, não há de ter lançado em movimento

Terra e Céu, estrelas percorrendo o firmamento em carrossel

pra circular em torno ao Criador



Ou será que o Deus que criou nosso desejo é tão cruel

Mostra os vales onde jorra o leite e o mel,

e esses vales são de Deus



Pelo amor de Deus, não vê que isso é pecado

desprezar quem lhe quer bem

Não vê que Deus até fica zangado vendo alguém abandonado

Pelo amor de Deus!

Bom domingo!

"Sobre todas as coisas" - Maria Rita
(Chico Buarque/Edu Lobo)

sábado, 9 de maio de 2009

Engraxador altamente motivado



O Doutor Basílio Horta, um dos símbolos da direita cavernícola, caceteira e malcriada, decidiu esconder todas estas suas qualidades no sótão e abraçar os encantos do centrão de interesses que esta espécie de “socialismo à la Sócrates” continua a proporcionar-lhe.

Nos seus tempos de glória verbal arruaceira, teria tratado o lamentável ministro Manuel Pinho abaixo de “indigente funcional”. Agora, ficou-lhe agradecido, por este, em sua defesa, ter sido vagamente insolente para com o candidato do PSD às europeias, Paulo Rangel.

Isto leva-me a compartilhar convosco uma reflexão algo profunda e que é a seguinte:

A esmagadora maioria dos engraxadores profissionais, foi para a profissão por absoluta necessidade. Alguns, poucos, foram iludidos por imagens enganadoras como a que está aqui em cima... o que se compreende. Qual será a motivação de Basílio Horta?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

"Dolce Vita" - vidas vazias




Ao que parece, algumas lojas dariam “brindes” aos primeiros visitantes. O facto de em alguns casos esta “fúria compradora” reflectir mais miséria do que poder de compra, nomeadamente nos (tristes) casos de pessoas que, a troco de uns poucos Euros, ficaram horas na rua, durante toda a noite, para garantir a vez na fila a oportunistas que queriam comprar computadores com desconto, não me impede de ficar abismado com o vazio que habita tantos dos cérebros nacionais, nem de ficar (quase) contente por saber que alguns desses “génios” pertencem ao grande grupo dos que nem sequer se dão ao trabalho de ir votar, seja em que eleição for.

Depois arrependo-me da sobranceria... e penso na hercúlea tarefa que se impõe, de demonstrar (preferencialmente pelo exemplo) a inutilidade fútil “do ter” quando comparada com a grande aventura “do ser”, sei lá... a caminho de uma sociedade menos triste...

"Swing"



Portugueses muitíssimo mal intencionadas, ou sofrendo de anti-americanismo primário, confesso que alguns são mesmo meus amigos, tal a ausência de “critérios e valores”, continuam a afirmar aos quatro ventos, para ser exacto, ao Norte, ao Suão, ao Mistral e ao Levante... estou a perder-me... dizia eu que essas pessoas afirmam convictamente que a famosa, prometida e pelos vistos, tão excitante Mudança no governo dos Estados Unidos da América, para além da propaganda e algumas medidas de cosmética, afinal ainda não passou da troca de cor de pele entre os Presidentes e as suas Ministras dos Negócios Estrangeiros. Assim como que uma espécie de “swing”, mas não envolvendo nada de libidinoso.

Felizmente, estão enganados! Nestas coisas não há nada como procurar, procurar, procurar muito. É o que eu faço. Podia divulgar muitas das mudanças. Por hoje, limito-me a apenas uma, mas de peso:

Os EUA continuam paulatinamente a bombardear populações civis, matando dezenas de mulheres e crianças, como fizeram (há pouco) no Afeganistão... só que agora “lamentam-no profundamente”!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Para que nada lhe falte...



Segundo leio no “Cravo de Abril”, num excelente comentário a uma peça jornalística do Diário de Notícias, este jornal resolveu partilhar com os leitores a preocupante informação de que o tabu de Manuel Alegre acaba no próximo dia 15.

Não seja por isso, senhor deputado! Aqui tem uma recarga!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Aos seus lugares!...





Nada me move especialmente contra a poligamia, a não ser o facto de tudo aquilo, por muito legítimo que seja noutras culturas, me parecer demasiado “National Geografic” para o meu gosto. A ideia do chefe de bando, ou matilha, cercado de filharada e várias fêmeas, em número que vai aumentando à medida que as mais velhas vão perdendo (rapidamente) a saúde para produzir mais crias, diz muito, a meu ver, das desigualdades que ainda atingem uma grande parte da humanidade, em questões tanto económicas, como sociais e civilizacionais, tantas vezes com as crianças e mulheres no papel de vítimas, como neste caso... mesmo quando o fazem de forma “voluntária”.

Os nossos amigos dirigentes da África do Sul, podiam ocupar algum do seu tempo pensando neste problema, podiam meditar sobre o facto de, com tanta evidência, o racismo nunca ter deixado a sua sociedade, o crime violento ser generalizado e banal, as promessas de igualdade serem uma miragem.

Podiam ainda tentar perceber porque é que depois de Mandela o partido no poder pouco mais tem conseguido produzir como dirigentes, senão gente comprometida em casos de corrupção, crimes comuns, incompetência, ou até mesmo, como foi o caso da lamentável figura de presidente cessante, Thabo Mbeki, assassino do seu próprio povo, já que às anteriores “qualidades” que apontei, somou a demente e criminosa decisão de proibir os tratamentos contra a SIDA, negando a sua existência e declarando que os medicamentos eram uma tentativa dos países ocidentais para matar os africanos... assim condenando a uma morte certa, milhares de cidadãos.

Podiam ter escolhido para o substituir, alguém de outra condição... mas ao que parece, não. O senhor Jacob Zuma reúne algumas das “prendas” do anterior... e mais uma, essa sim, deveras importante: é praticante convicto da poligamia.

E aqui chegamos (já não era sem tempo!...) ao assunto deste texto. Com tanta coisa em que pensar, os dirigentes sul africanos estão, afinal, extremamente preocupados com um problema protocolar. Qual das várias esposas do presidente, terá o importantíssimo estatuto de Primeira Dama?

Sempre pronto para ajudar, aqui fica uma modesta sugestão:

Que tal, decidir a coisa em cada uma das diferentes situações que se forem apresentando, concedendo a medalha, perdão!, o estatuto, à que primeiro conseguir chegar à cerimónia?

Os trovadores, esses perigosos terroristas!



Li pela primeira vez esta bizarra notícia, no “Salvo-Conduto”. É (também) para isso que servem, felizmente, alguns blogues. Depois, já a vi reproduzida em mais uns quantos lugares, como, por exemplo, o excelente post do "O tempo das cerejas".

A estória é simples e curta. O grande cantor de intervenção Pete Seeger, sempre foi um grande amigo de Cuba. Devido à sua gravação da “Guantanamera” (uma música popular com palavras de José Martí), há muitos anos, a relação de amizade de Seeger com a música e a realidade Cubanas, nunca deixou de se fazer notar e, diga-se de passagem, de lhe arranjar grandes problemas no seu país, os EUA.

Como forma de dar o benefício da dúvida ao desejo de mudança tão apregoado por Barack Obama, em campanha, Pete Seeger, sob as suas próprias condições, aceitou ir cantar, com Bruce Sprigsteen e outros, uma sua velha cantiga de protesto (“This land is our land”), na recente tomada de posse presidencial.

A forma superiormente educada que a “administração” Obama encontrou para agradecer a Pete Seeger esse público apoio, foi negar o visto de entrada nos EUA a um amigo convidado pelos companheiros do velho cantor para estar com ele na sua festa dos 90 anos, o trovador e imenso artista cubano Sílvio Rodriguez.

O departamento em causa é dirigido pela inefável Clinton, Obama nem deve ter sabido, senão agora, tarde demais... mas se realmente quer continuar a convencer alguém dos seus ímpetos de mudança, terá que começar a prestar muito maior atenção aos “pequenos detalhes”, como este... sob pena de se transformar definitivamente no famoso “homem novo” do António Gedeão, que desgraçadamente, fazia as coisas exactamente como faria o homem velho.

Fiquemo-nos por aqui... com uma das mais perigosas canções do Sílvio.

“Unicórnio azul” – Sílvio Rodriguez
(Sílvio Rodriguez)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Koniek (1925-2009)



Sei que esta ideia do “koniek” para título não vai ser original, mas isso pouco importa. O que conta é a ternura... e é com ternura que vamos para sempre lembrar Vasco Granja, o homem que era capaz de manusear com segurança a mistura explosiva dos filmes tresloucados de Tex Avery, com a grande arte de McLaren, ou a doçura, o sonho e a pedagogia de alguns dos melhores filmes de animação vindos dos chamados “Países de Leste”, filmes que alguns, só passados muitos anos, aprenderam a apreciar... já com saudade.

Dizem os seus detractores, que os filmes que apresentava na televisão acabavam sempre com a palavra “koniek”. Eu digo que não eram todos, mas sim alguns dos melhores. Por detrás daquele sorriso embaraçado e do discurso hesitante, “escondia-se” um operário da liberdade e homem de coragem.

Morreu ontem. Por estas horas decorrerá o funeral do homem que deixou a sua vida ser invadida pela alegria dos outros e pelos filmes de animação, mas a sua longa vida não se resumiu a isso. Não preciso de o escrever aqui, pois alguém já o fez muito bem, neste caso, o António Abreu, no blogue “Antreus”, de onde surripiei a fotografia.

Berlusconi - o drama familiar





Sílvio Berlusconi, o escroque que governa a Itália, cantor "pimba" de cruzeiros que comprou a sua subida até à chefia do governo e desde então vem evitando "artisticamente" a prisão, onde devia estar há anos, foi mais uma vez arrasado em público, pela mulher, desta vez não por mais uma das suas inúmeras infidelidades, mas por ter tentado preencher as listas europeias do seu partido, com beldades muito jovens, vindas das passerelles, do concurso "Big Brother", etc, com o pretexto de embelezar a representação italiana no Parlamento Europeu.

Desta vez a mulher fartou-se e pede o divórcio. Desta vez, Berlusconi, no lugar de pedir perdão em público, também se fartou e vai igualmente com o divórcio para a frente. Mais, exige até um pedido de desculpas da mulher, mesmo que nem assim esteja disposto a voltar atrás, por se sentir muitíssimo "ofendido".

Eu sei que não tenho muito que ver com o assunto... mas não seria de equacionar a utilidade de um pedido de desculpas formal, a Berlusconi, por parte do PCP? Sei lá... está em perigo uma família... eu só quero ajudar!...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Porque faz bem ao cérebro!



Ontem aconteceram imensas coisas. De algumas delas, tive conhecimento. Entre essas, uma que me deu um gozo muito especial, foi a magnífica “prestação televisiva” do meu “Pivô” preferido.

Ide! Ide lá e vede com os vossos olhos o que é um “noticiário” objectivo e sem papas na língua (sem papas nem cardeais, nem bispos... nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos, nem pedras, nem facas, nem...).

Pete Seeger - 90 anos



Graças ao alerta de um leitor, falho apenas por um dia a festa dos 90 anos de Pete Seeger (3 de Maio de 1919). Para “compensar” esta falta perante um dos mestres que formaram e informaram aquilo que faço enquanto cantigueiro, orgulho-me de ser um, entre os muitos milhares que pelo mundo assinaram uma petição para trazer o Nobel até ele... para além de não me esquecer de algumas das suas grandes cantigas.

Juntamente com mais alguns nomes, como Paul Robeson ou Woody Guthrie, para mencionar apenas os dois (talvez) mais conhecidos, Pete Seeger é um marco na canção de protesto e de intervenção dos Estados Unidos da América e do mundo.

Grande abraço, Pete! Ah... e também um do Zeca...

Ouçam neste montagem vídeo a canção "Which side are you on?" (De que lado é que estás?), que é um raio de uma pergunta que continua a fazer todo o sentido!

"Which side are you on?" - Pete Seeger
(Pete Seeger)

domingo, 3 de maio de 2009

Entretanto, a campanha segue...



Pronto, pronto... eu confesso que fiz um pequeno rearranjo no texto do novo cartaz da Dona Manuela, mas foi coisa pouca e num adequado "laranja".

“Sáfádos!!!”



Mãos amigas, mais concretamente as que estão “acopladas” aos pulsos da Maria Maia, do blogue “As Vozes Silenciadas”, fizeram-me chegar por mail este vídeo de um jornalista brasileiro que regularmente tem um espaço televisivo para apresentar a sua crónica sobre assuntos de actualidade política e social.

Antes do mais, devo dizer que o Vital Moreira andou com muita sorte, por ter “encontrado” aqueles manifestantes que o apuparam com umas verdades e o agrediram selvaticamente com borrifos de água... em vez de ter encontrado este cronista. Com a prática recorrente que o conimbricense candidato tem tido nos últimos meses, de apoio, incentivo (dizendo até que ainda é pouco, por vezes) às políticas mais reaccionárias e lesivas dos interesses e direitos dos trabalhadores e da maioria dos portugueses, se este nosso amigo Luís Carlos Prates o apanhasse... não sei não!

Aproveito, ainda antes de passar ao vídeo, para dedicar o dito aos nossos deputados das viagens fantasmas, ao Alberto João das viagens “secretas”, ao Dias Loureiro dos esquecimentos, aos banqueiros trafulhas, aos corruptos (os autarcas que sabemos e os outros que não são autarcas) aos ministros incompetentes, aos ex-ministros e secretários de estado que agora têm tachos milionários um pouco por toda a parte e para finalizar, mesmo sabendo que estou, muito injustamente, a esquecer-me de gente muitíssimo importante, a todos os mais ou menos implicados no Caso Freeport, tenham namoradas ou não. Resumindo, a todos os “sáfádos”.

Bom domingo!

sábado, 2 de maio de 2009

"Vítimas" profissionais?



Ontem, durante a manifestação do 1º de Maio, em Lisboa, Mário soares foi vítima de uma agressão orquestrada pelos comunistas... peço desculpa! Este triste episódio passou-se efectivamente, mas foi há cerca de vinte e cinco anos, na Marinha Grande. Na sequência da campanha anticomunista e de vitimização imediatamente montada pelo PS e pelo “figurão” Soares, a sua campanha beneficiou de um impulso que muito ajudou à sua vitória na campanha para as presidenciais. Nessa época, já Soares tinha no activo uma recheada conta corrente de provocações e traições abjectas, dirigidas contra Abril, os trabalhadores e as suas conquistas.

Desta vez a História repete-se, mas tendo como protagonista o farsante Vital Moreira, que juntamente com o seu desesperado staff eleitoral, decidiu montar uma reprise daquela famosa provocação.

Desgraçadamente, há sempre incautos prontos a deixar-se enredar nestas provocações baratas. Desgraçadamente, os oportunistas e canalhas estão sempre à espreita de oportunidades para montarem as suas provocações, como se vê pela máquina propagandística que já está (já estava?) montada pelo PS à volta deste incidente.

Finalmente, a campanha eleitoral de Vital Moreira pode avançar, com o aparato e estrondo que a sua notória mediocridade mediática até agora não tinha permitido.

A grande pulhice política está mais uma vez na estrada! PSD e CDS, como é de sua natureza, saltaram imediatamente sobre esta oportunidade que lhes foi gentilmente proporcionada pelo PS, para destilarem o seu ódio antigo ao PCP e à CGTP, na esperança de o seu "apoio e solidariedade" para com Vital Moreira lhes trazer algum lucro... e como se pode ver, nem o Bloco de Esquerda, pelo menos na blogosfera, resistiu à tentação de cavalgar o caso, atribuindo declaradamente (e descaradamente) a responsabilidade do sucedido ao PCP, com o único objectivo de engordar os resultados eleitorais em mais uns votozinhos.

Mesmo sabendo que “o agredido” e o partido pelo qual se candidata, são os únicos a quem este “crime” mais largamente compensa e antes que seja mal interpretado por alguém, quero deixar bem claro que deploro o incidente.

Os suínos e a gripe



Vão certamente desculpar-me a franqueza, mas “suína” não é a gripe! Suína é uma sociedade que permite e alimenta no seu seio empresas e laboratórios farmacêuticos que “inocentemente” deixam escapar as notícias que dão conta da subida das suas acções nas bolsas de valores, provocada pelas vendas extraordinárias de fármacos para a gripe que aí está, deixando os seus accionistas praticamente a implorar que os meios de comunicação social agravem ainda mais o clima de pânico relacionado com a possível pandemia, em vez de esclarecimento sereno e competente.

É preciso vender aos milhões os medicamentos... mesmo a quem não precise deles.

Na minha “aldeia global”, os tais medicamentos seriam produzidos aos milhões (se tal fosse preciso), receitados e ministrados a quem deles necessitasse... e muito dificilmente alguém faria fortuna pessoal com isso.

Deve ser por estas e outras que já deve haver quem desconfie que eu não sou um grande adepto da Economia de Casino, perdão... de Mercado.

sexta-feira, 1 de maio de 2009