segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Manuel "Pinus Maritimus Ridiculus"



O extraordinário nadador Michael Phelps, exibindo as suas nove medalhas, conquistadas em Pequim... perdão! Oito medalhas... e uma nódoa!

E agora?



Começou o campeonato nacional de futebol (ou Liga, ou lá como é...).
O governo deve estar radiante!...
Cerca de metade dos portugueses já tem com o que se ocupar!

domingo, 24 de agosto de 2008

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer, qualquer coisa que eu devia resolver. Porquê, não sei, mas sei que essa coisa é que é linda!




Está a tornar-se recorrente a minha afirmação de grande apreço por praticamente tudo o que José Mário Branco compõe e escreve. Mesmo assim, há nesta espécie de electrocardiograma da audição das suas canções, uns “picos” ainda mais “inquietantes” que os outros.

Inquietação

A contas com o bem que tu me fazes 

A contas com o mal por que passei 

Com tantas guerras que travei 

Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas 

Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas 

Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação 

É só inquietação, inquietação 

Porquê, não sei 

Porquê, não sei 

Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer 

Qualquer coisa que eu devia perceber 

Porquê, não sei 

Porquê, não sei 

Porquê, não sei ainda

Ensinas-me a fazer tantas perguntas 

Na volta das respostas que eu trazia 

Quantas promessas eu faria 

Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho 

Pois falta sempre pouco para chegar 

Eu não meti o barco ao mar 

Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação 

É só inquietação, inquietação 

Porquê, não sei 

Porquê, não sei 

Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer 

Qualquer coisa que eu devia perceber 

Porquê, não sei 

Porquê, não sei 

Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação 

É só inquietação, inquietação 

Porquê, não sei 

Mas sei 

É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer 

Qualquer coisa que eu devia resolver 

Porquê, não sei 

Mas sei 

Que essa coisa é que é linda


(José Mário Branco)

"Inquietação" - J. M. Branco
(José Mário Branco)


sábado, 23 de agosto de 2008

Família alegre é aquela que se "entertém"!



Para descomprimir, como costuma dizer a Maria, aqui vai uma singela fotografia, tirada por este vosso amigo. Como podem ver, trata-se de um supermercado conhecido que fica aqui perto e que tem, como tantos outros, uma secção de revistas, livros e filmes, aquilo a que decidiram chamar “entertenimento” para a família. Existem secções como esta em todas as grandes superfícies comerciais. Bem... talvez não escrevam o nome desta “maneira”... mas existem e são praticamente todas iguais.
Então o que é que faz desta um caso especial?
Se quiserem fazer o favor de clicar na fotografia de baixo, que é um pormenor ampliado dos DVDs da prateleira de cima visto de outro ângulo... e quanto mais não seja para apreciar a trabalheira que eu tive para imitar o efeito da lupa, verão que o gerente desta loja se “esticou” um bocadinho quanto ao seu conceito de “filmes para a família”.
Modernices!...
(Está lá, assim, há meses.)

Tenham um grande Sábado!


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mário Lino (antologia viva da asneira)



As grandes catástrofes naturais, ou os grandes acidentes, como este de Madrid, impõem de forma terrível a sua presença, a crueza dos seus números, o sofrimento das suas vítimas directas e indirectas. É impossível aos órgãos de comunicação, ignorar estas tragédias, mesmo sabendo que são terrenos extremamente movediços e perigosos, onde qualquer passo em falso nos leva para a demagogia, para a exploração mórbida da dor alheia. Temos, infelizmente, assistido a muitos desses passos em falso. Apesar disso, alguma coisa deve sempre ser dita... de seres humanos para outros seres humanos.

Não preciso de pensar que sou lido em Espanha, ou por espanhóis que vivam cá, ou por amigos deles, para dizer que me magoa como uma ferida aberta esta imagem sinistra de mais de 150 pessoas, que em segundos se transformam numa massa de escombros que é necessário identificar com testes de ADN. Primeiro, porque desde miúdo que sinto essa sensação de que algo me queima a pele, mesmo que apenas se tratasse de um colega que caísse e ferisse um joelho. Segundo, porque os amigos que por aqui passam também são “gente que se sente”, como quaisquer outras pessoas normais.
Estou, como já se percebeu, a andar às voltas ao verdadeiro assunto do post, porque estou profundamente irritado mas não quero ser excessivo.

O ministro Mário Lino, na primeira declaração pública de um membro do Governo na televisão, portanto a primeira que viram os espanhóis (familiares, amigos, ou apenas normais cidadãos) que por qualquer razão se encontram no nosso país, ao comentar o desastre de aviação de Madrid, não teve uma única palavra de pesar pelo sucedido, ou uma palavra de conforto para com os familiares e amigos das vítimas.
Friamente e naquele tom aldrabão do costume, a única coisa que lhe ocorreu dizer foi que “o que este tipo de acidentes vem mostrar é que o governo tem toda a razão em querer acabar com o perigoso aeroporto do meio da cidade de Lisboa e levá-lo para Alcochete”. Foi mais ou menos isto.

Até agora não percebi o que é que este acidente de Madrid tem que ver com a localização aqui ou acolá do Aeroporto de Barajas, nem por que raio é que na cabeça de Mário Lino esta se mostrou ser uma boa ocasião para fazer o seu “número” de demagogia barata e somar uns pontinhos aos argumentos do Governo para encerrar a Portela (e dar largas aos negócios de milhões que ali se vão fazer).

As amigas e amigos que me estão a ler, que tenham convivido no passado com Mário Lino e tenham sido ou ainda sejam seus amigos pessoais, que me perdoem, mas é exactamente com episódios destes que se vai formando e sedimentando na cabeça e no coração de milhares de pessoas, a convicção de que, salvo raras excepções, os políticos são uns canalhas!
Mário Lino quis fazer pequena política no locar e hora errados... e prestou um péssimo serviço não só à politica como à própria democracia.

Desculpem o longo e irritado desabafo!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Está lá? Podia ligar-me ao princípio do século passado, se faz favor?



Eu sei que nos tempos que correm “um emprego é um emprego é um emprego é um emprego...” e que é uma ajuda, mesmo que pequena e temporária, para muitos dos jovens que o conseguem. Ainda assim...

Se a CGTP não for apenas um grupo de gente ainda mais desconfiada do que eu.
Se o PCP não for apenas um grupo ainda maior de gente muito mais desconfiada do que eu.
Se os 1200 postos de trabalho que a PT diz que vai criar, afinal não passarem de uma manobra que permita encerrar vários serviços, para criar um só, muito maior, apenas para (como eles gostam de dizer) optimizar os meios humanos.
Se a PT afinal não vai realmente contratar ninguém, recorrendo unicamente a empresas de trabalho temporário para preencher os lugares.
Se todos estes “novos” empregos serão, portanto, precários, quando alguns dos que irão ser extintos não o eram.
Se não sou o único a pensar que um “call-center”, criado nestas condições, poderá ser tudo... menos progresso (social, económico, politico, ou qualquer outro).
Se não sou o único a pensar que a criação de um depósito gigante de trabalhadores precários, a recibo verde, que perderão o emprego ao primeiro esboço de rebeldia ou reivindicação e embora com o 12º ano de escolaridade como mínimo para serem admitidos, não passarão dos 500 euros de vencimento mensal, não é propriamente uma coisa de que um Primeiro Ministro que se diz socialista deva orgulhar-se por aí além...

Então (e o Rudyard Kipling que me desculpe a cópia dos “ses” e do “então”) assistimos mais uma vez a um simples espectáculo de propaganda enganosa a que José Sócrates não devia ter-se associado, ou, no caso de estar consciente disso (alguém duvida?), um dos seus amigos mais chegados devia ter a solidária coragem de lhe dizer que “não lhe será possível enganar sempre toda a gente”.

Mas lá está... se calhar é apenas o meu feitio desconfiado...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Um ano!


"Velho soprando uma vela"
Alvoco da Serra - Seia - Serra da Estrela

Quando no dia 20 de Agosto de 2007 publiquei neste blog o primeiro texto, com quatro ou cinco linhas, dizendo que esperava não me arrepender de o fazer, estava longe de pensar que um ano depois as contas seriam estas.
A redescoberta e descoberta de tantas pessoas, a riqueza que isso representa, a alegria das ideias, certezas, utopias, músicas, aplausos ou indignações que partilhámos e também, embora não seja o mais importante, os números que isso envolve, são uma enorme "prenda".
Diz-me o site encarregado de fazer as contas, que fui visitado até hoje por cerca de 132.000 pessoas, das quais, 47.000 prolongaram as visitas por quase 4 minutos (em média), o tempo suficiente para ler com calma e deixar, por vezes, um comentário. 
Os comentários, que não sei quantos serão, foram acompanhando e incentivando, a uma média de talvez mais de dez por cada post, o dia a dia dos textos publicados.
Durante um ano, inexplicavelmente, arranjei assunto (pelo menos algumas vezes acho que consegui) para escrever 544 posts!
Um grande, grande abraço às "blogueiras" e "blogueiros", mais todos os outros que por aqui passam.
 
Obrigado... e abreijos!