quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cá vamos nós outra vez!





Directamente do blog Blue Velvet, chega uma onda de prendas, a que que já nem "resisto"... instalo-me na cadeira, encosto-me confortavelmente e deixo-me ir...
São, por ordem, três "miminhos" e o prémio da amizade. Obrigado!
Este fenómeno das prendas entre blogs é como fazer anos quase todos os dias. Pensando bem, ter amigos, entre outras coisas menos e mais importantes, é isso.
A parte em que ainda me espalho ao comprido é nos reencaminhamentos. Assim, mais uma vez, ofereço todos estes "mimos" aos visitantes habituais. Levem-nos, a casa é vossa!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Não tarda nada, descobre-se que é fumador!...


O Dr. José Miguel Júdice vive (muitíssimo bem) dos rendimentos do verdadeiro pantanal que é o mundo das relações dos grandes escritórios de advogados com o Estado. Não vale a pena aqui tentar esclarecer a teia, nomeadamente dos milionários pareceres jurídicos, em que esta gente se move. O Dr. Júdice, ao contrário de outros dos seus colegas que trazem estampado na cara o oportunismo e o pendor para a trafulhice, tem uma pose de gentleman que põe a render com excelentes resultados, falando (lá bem-falante é ele) com aquele ar de quem já nasceu muitos degraus acima do povoléu. Caracterizado o bicho, vocês podem perguntar "e qual é o teu interesse no José Miguel Júdice?" e eu respondo, "nenhum!"
O que eu adorava saber é que raio de ferida ou podre terá tocado o Bastonário da Ordem dos Advogados, que transformou o gentleman num autêntico carroceiro, a chamar-lhe "populista, demagogo, Mussolini, Chávez", e finalmente, insulto dos insultos... "gordo"!
Sorte a do Bastonário, a de não ser, sei lá... preto... ou judeu!...


Começar de novo


E eis-nos chegados à Quarta-Feira de Cinzas. Nada melhor do que uma Quarta Feira de Cinzas, para começar de novo. Os pecadores, porque pecar é muito feio. Os que como eu não acreditam em pecados não ficam sem assunto, pois o que realmente não falta por aí são coisas que é urgente "começar de novo", de preferência melhor.
Ivan Lins fez há uns anos uma cantiga com este nome. Já ouvimos a versão dele, da Simone (brasileira), em estúdio, ao vivo e tal... mas esta versão que aqui ponho à vossa consideração, penso que não é muito conhecida. Esta jovem norte americana, que é certamente protegida por várias "divindades", nomedamente da música e da inteligência, mostra aqui que tem um grande ouvido para "pronunciar" idiomas que não sabe falar e o que é bem mais importante, entendeu tudo o que a cantiga pretende dizer. É um prazer ouvir e ver como ela o diz.Chama-se Jane Monheit e é um dos novos grandes valores do jazz vocal.


"Começar de Novo" - Jane Monheit

(Vítor Martins/Ivan Lins)



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

E assim, sei lá... água de malvas, não querem?



A CIP quer poder despedir com mais facilidade. Não é novo. Nesta repetida arenga contra os direitos dos trabalhadores e a favor dos coitados dos "empresários" o sempre falador Van Zeller, quer o que é costume. Poder despedir "porque sim", aumentar o horário de trabalho para as 50 horas semanais sem que isso lhes aumente as despesas, pois as horas extraordinárias são pagas a preços "exorbitantes", etc, etc, as canalhices habituais. Desta vez porém, acrescentou uma "pérola" que eu, talvez por falta de atenção, nunca tinha ouvido. Segundo aquela luminária, como as indemnizações devidas aos trabalhadores nos casos de despedimento colectivo também custam "uma fortuna" às empresas e fazem muita falta para "outras coisas", investimentos, diz ele, o Estado deve por isso comparticipar nos pagamentos dessas indemnizações.
É encantador, vindo das mesmas empresas e empresários que andam a saltitar com milhões de euros, de off-shore em off-shore, a fugir aos impostos e roubando o Estado.
São os neoliberais que temos. De vez enquando, juntam-se ali para as bandas do Beato, todos vestidinhos de igual, a brincar ao "Compromisso Portugal", com Milton Friedman na boca, mais os seus "Chicago-Boys" que tanto ajudaram Augusto Pinochet, verberam o Estado que "é grande de mais", que "está em todo o lado" e mais que tudo, "deve saír das empresas". Ao mesmo tempo vão construindo o seu curriculum pessoal em lugares de gestores e consultores de empresas públicas ou semi-públicas. São os grandes e convictos neoliberais que quando o "calor" aperta, como no BCP, ficam de gatas a "levar" com o gestor da Caixa, mais o Vara, mais tudo o que for preciso para se safarem. Em casos extremos, fazem declarações absolutamente idiotas, como o director do Casino Lisboa, que "justificava" o cambalacho da oferta do edifício do Parque das Nações à Estoril-Sol, com o facto de o Estado não os ter ajudado nas despesas de adaptação do pavilhão para servir como casino (coitados!).
Como disse, são os neoliberais que temos... tinha que nos calhar suportar estes neoliberais de opereta!

(Ia dizer neoliberais merdosos, mas achei melhor manter o nível)

Varreram-se-lhe!









Como podem ver consegui reunir aqui todas as ministras do nosso governo, o que por si só, já revela o estilo do nosso inefável Sócrates no que respeita à paridade... mas isso é outra conversa, para outra ocasião.
O que eu quero hoje partilhar convosco é a minha admiração por um fenómeno que ocorreu recentemente com a Dra. Ana Jorge. 
Cerca de 12 dias antes de ser convidada para Ministra da Saúde, a Dra. Ana Jorge manifestava (em entrevista) grandes dúvidas sobre a forma como estava a ser levada a cabo a reforma do SNS, tinha muitas dúvidas sobre se não se estaria a destruir o dito, tinha muitas dúvidas sobre os nascimentos de bebés em automóveis e ambulâncias, em suma, tinha muitas dúvidas. Entretanto, dias depois, ao tomar posse como Ministra da Saúde, declara que a política de saúde do ministério é uma, que a apoia totalmente, que vai continuar a aplicá-la e tal e coisa...
Entre esta maravilha e a TV Cabo estou exitante, mas que há coisas fantásticas, lá isso há!
Quero felicitar a Dra. Ana Jorge pela sua espécie de "epifania", que não só lhe tirou as dúvidas, como fez calar, pelo menos por uns dias, as críticas que já começavam a vir de dentro do próprio PS, nomeadamente daquele senhor que diz "a mim ninguém me cala".
O resto de "todas" as ministras deste governo também está aqui, porque eu gostaria de desinteressadamente dar uma dica à Sra. Ministra da Educação.
(Os amigos desculpem, que eu agora vou falar com a senhora e já volto a dar-vos atenção) 
Porque é que a sótôra não equaciona a hipótese de, pelo menos para aqueles alunos de matemática e português que no dia dos exames estão completamente baralhados, nublados e cheios de dúvidas, passar a haver nas escolas uma cerimónia na véspera dos ditos exames, em que eles fossem nomeados ministros de uma gaita qualquer, mesmo que temporariamente?
Eu acho que a medida faria verdadeiros milagres, mas a senhora é que sabe!...

Acham que isto será uma ideia com pernas para andar?

Nota: A piada sobre o senhor que diz "a mim ninguém me cala" não atinge minimamente a boa parte do Manuel Alegre que eu admiro. Mais, quando o canto (e canto muitas vezes), sinto que estou a cantar um outro Manuel Alegre, que continua inteiro no meu passado e que ainda me arrepia a meio de muitas das das canções.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Não tenho idade...


Nos últimos tempos tenho dado por mim a pensar ou a dizer, muito mais vezes do que queria, "Já não tenho idade para isto!"
O facto é que os nossos governantes e outras gradas figuras da economia e sociedade em geral, não têm realmente noção das proporções e do que é ou não suportável pela generalidade das pessoas.
Mesmo assim, a menos que "eles" se saiam com alguma que seja mesmo especial, convido "vossas amizades" a fazerem-me companhia neste Domingo, numa viagem a um tempo em que alguns de nós, ao contrário de hoje, ainda não tínhamos idade para algumas coisas e todos os outros nem tinham idade nenhuma.
Esta mocinha, em 1964 tinha 16 anos. Eu, nem isso... estava já a tentar desfazer-me dos calções. Chama-se Gigliola Cinquetti e tem na belíssima, estranha e doce voz o poder de me arrastar para lá... quando éramos apenas uns e umas patetas, ainda sem idade para aquilo tudo que aí vinha e que ia ser bom e mau e doce e amargo, como é quase sempre o caminho para o futuro.

"Non ho l'età" - Gigliola Cinquetti (1964)
Nicola Salerno/Mário Panzeri


sábado, 2 de fevereiro de 2008

É tudo meu!







Como nós, os músicos e autores tabém temos passado e antes que alguém se lembre de vasculhar nos anos 60 e 70 e 80 e 90 e tal... e venha para aqui com merdas (perdoem-me o francês), vou já adiantando que em algumas obras normalmente conotadas com outros artistas, poderão ser encontradas assinaturas minhas, nomeadamente em:

- O cravo bem temperado
- As quatro estações
- Nona sinfonia/Hino da alegria
- Fur Elize
- Carmen
- Barbeiro de Sevilha
- A flauta mágica
- O anel do nibelungo
- Bolero
- Pedro e o lobo

E mais recentemente:

- Adeus mãezinha, vou partir
- O mestre da culinária
- Afinal havia outra
- Nós pimba!

É bem possível que me tenha "falhado" alguma e embora confessando que algumas da lista preferia não ter assinado... afirmo com o ar mais sério possível (como se pode ver na minha fotografia), que sou realmente o autor das obras referidas.
Assunto esclarecido, ponto final!