

Como podem ver consegui reunir aqui todas as ministras do nosso governo, o que por si só, já revela o estilo do nosso inefável Sócrates no que respeita à paridade... mas isso é outra conversa, para outra ocasião.
O que eu quero hoje partilhar convosco é a minha admiração por um fenómeno que ocorreu recentemente com a Dra. Ana Jorge.
Cerca de 12 dias antes de ser convidada para Ministra da Saúde, a Dra. Ana Jorge manifestava (em entrevista) grandes dúvidas sobre a forma como estava a ser levada a cabo a reforma do SNS, tinha muitas dúvidas sobre se não se estaria a destruir o dito, tinha muitas dúvidas sobre os nascimentos de bebés em automóveis e ambulâncias, em suma, tinha muitas dúvidas. Entretanto, dias depois, ao tomar posse como Ministra da Saúde, declara que a política de saúde do ministério é uma, que a apoia totalmente, que vai continuar a aplicá-la e tal e coisa...
Entre esta maravilha e a TV Cabo estou exitante, mas que há coisas fantásticas, lá isso há!
Quero felicitar a Dra. Ana Jorge pela sua espécie de "epifania", que não só lhe tirou as dúvidas, como fez calar, pelo menos por uns dias, as críticas que já começavam a vir de dentro do próprio PS, nomeadamente daquele senhor que diz "a mim ninguém me cala".
O resto de "todas" as ministras deste governo também está aqui, porque eu gostaria de desinteressadamente dar uma dica à Sra. Ministra da Educação.
(Os amigos desculpem, que eu agora vou falar com a senhora e já volto a dar-vos atenção)
Porque é que a sótôra não equaciona a hipótese de, pelo menos para aqueles alunos de matemática e português que no dia dos exames estão completamente baralhados, nublados e cheios de dúvidas, passar a haver nas escolas uma cerimónia na véspera dos ditos exames, em que eles fossem nomeados ministros de uma gaita qualquer, mesmo que temporariamente?
Eu acho que a medida faria verdadeiros milagres, mas a senhora é que sabe!...
Acham que isto será uma ideia com pernas para andar?
Nota: A piada sobre o senhor que diz "a mim ninguém me cala" não atinge minimamente a boa parte do Manuel Alegre que eu admiro. Mais, quando o canto (e canto muitas vezes), sinto que estou a cantar um outro Manuel Alegre, que continua inteiro no meu passado e que ainda me arrepia a meio de muitas das das canções.