terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Assim, não!!!




Para quem tem o atrevimento de cometer aqui quase diariamente textos sobre política e actualidade, sei que devia ter estado pregado à televisão a ver o "Prós e tal e coisa", mas confesso que não tive paciência.
Prefiro deixar uma nota sobre Timor, independentemente de gostar deste ou não gostar daquele de entre os muitos protagonistas desta estória. 
Nada justifica estes actos! Podem (como quase tudo) ter explicação, mas não justificação.
Estes últimos acontecimentos, demonstram que quase tudo o que se fez e faz em Timor, tem sido profundamente errado e pode levar (mais uma vez) a consequências trágicas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Isto não é um concurso!

Na intenção de acalmar os ânimos e adoçar os sentidos, tinha pensado fazer um post, se possível interessante, sobre o cinema francês ou melhor ainda, centrado numa das suas excelentes actrizes.
Infelizmente, até à hora de fecho desta edição, não consegui decidir-me por nenhuma delas. As minhas desculpas!
A melhor solução, será escolherem a vosso gosto e, se estiverem para isso... dizerem porquê.
Volto a informar que isto não é um concurso e que "porque sim" também conta como justificação para qualquer uma das vossas escolhas.


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Tempos modernos


A estúpida e desproporcionada violência da policia sobre os "simpatizantes" do Grémio Lisbonense, que tinham ar de ser malta pacífica e aparentemente em menor número que os polícias, não teve a "grandiosidade" e sobretudo, a importância histórica das grandes cargas policiais de Haymarket em Chicago, nos fins do Século 18, que terão dado orígem à comemoração do 1º de Maio.

Mesmo assim, a curiosidade fez-me telefonar para o "gabinete de imagem" do Governo de Sócrates, para ter alguma espécie de explicação sobre o sucedido. Fui atendido por o que me pareceu ser um jovem Relações Públicas, ou "spin doctor", como agora se diz, a quem perguntei "mas o que é que é isto?", tentando não ficar muito parecido com o falecido Jorge Perestrelo. Respondeu-me que aquilo é o "exercício da autoridade democrática da esquerda moderna praticante de um socialismo do século 21 virado para o futuro".
Não me convenceu e com todo o respeito, na dúvida, mandei-o bardamerda!

A segunda metade deste post é pura ficção, mas tenho muita pena!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

O que eu gostava de entender!...



Começo a estar convencido de que somos de facto um bando ignaro que não tem condições para, sem ajuda especializada, ir onde quer que seja.
Senão vejamos. 
- Por qualquer razão obscura andámos durante meses, convencidos de que o promeiro ministro se tinha comprometido a fazer um referendo sobre o tratado europeu.
- O ministro Jamé preparava-se pacatamente para fazer e encomendar paletes de estudos sobre aeroportos e pontes sobre o Tejo e nós, patetas a pensar que um era para a Ota e a outra entre Chelas e o Barreiro. Inventámos até, na nossa palermice, declarações do engenhoso Sócrates, anúncios oficiais e tudo...
- Aquele senhor da "judite" (não, não é o Dr. Fernando Seara), que se vê pelas pausas pensativas, pelo cofiar do queixo e enigmáticos gestos de mãos, ser uma pessoa que está assaz atenta ao que diz, disse o que disse sobre o processo dos McCann e entretanto já apareceram várias pessoas a explicar o que ele "queria" dizer, o que "significa" o que disse... e lá ficamos nós na maior humilhação.
- Julgamentos de Isaltinos, pedófilos, Valentins, Pintos da Costa, Operações Furacão, agressões "mandadas e confessadas" pelas Carolinas deste mundo, que feitos tolos, julgávamos que estavam a ir para a frente, voltam à estaca zero ou são arquivados, porque uma folha do processo teria um canto dobrado, ou o delegado do ministério público estava com uma meia de cada cor...
- O ministro Correia de Campos acabou por ter que abandonar um emprego tão jeitoso, só porque nós não fomos capazes de entender nada do que ele dizia.
- Até, agora, o deputado Manuel Alegre "que ninguém cala", quando nós feitos tótós, pensávamos que ia votar com o Tó Zé Seguro e o resto dos chatos que (como ele) preferiam um referendo... absteve-se!
- Como se não bastasse, o Bastonário da Ordem dos Advogados enlouqueceu e prega aos quatro ventos sobre coisas que não existem, ou se existem deve ser só no estrangeiro. E ainda por cima, engordou!...
Aqui tem que haver uma lógica... uma linha de coerência... que só não entendemos porque somos, como já disse, um bando ignaro que não tem condições para, sem ajuda especializada, ir onde quer que seja.
Escrevam o que eu digo. A grande profissão por estes tempos vai ser a de intérprete! 

(Ou então, haverá, quem sabe, outro caminho...)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Há passados e passados...


"Tipografia clandestina" - gravura de José Dias Coelho

A ver se a gente se entende. Participar nos esquemas inventados para contornar as incompatibilidades de técnicos que trabalham em Câmaras Municipais, estando por isso impedidos de fazer aprovar projectos seus nessas Câmaras, recorrendo às assinaturas de favor de outros técnicos amigos, que por vezes trabalham na autarquia do Concelho mais próximo e assim ir alimentando a pequena corrupção que corroi o nosso poder local, não será o crime do século... acho até, que no caso do "nosso engenheiro", a vergonha de se ver obrigado a dizer que aqueles projectos são dele, para uma pessoa tão "armani", deve ser um castigo já bastante assinalável. O facto de ter que mentir sobre o caso não, pois o único esforço que tem que fazer consiste em abrir a boca... e a coisa sai-lhe naturalmente.
Como dizia, não é o crime do século, apenas revela um "estilo", mas também não é uma "rebeldia de juventude" tão corriqueira e inocente como subtraír duas laranjas do quintal da vizinha, ou "escrever uma obscenidade na carteira da escola, ou copiar num teste, ou não devolver um livro à biblioteca do liceu", como escreve Vital Moreira, numa tentativa patética de achincalhar as críticas que se possam fazer ao primeiro ministro, a propósito dos seus "projectos", dignos de estar no atelier de um Siza, de um Souto Moura, ou mesmo de um Frank Gehry... no caixote do lixo.
De José Sócrates, já não espero nada. De Vital Moreira, sempre que se arvora em arauto do socratismo, já quase nunca espero "honestidade" acima deste nível.
De qualquer maneira, gostaria de lembrar que pertenço a uma geração que teve, admirou (e ainda tem), muitos dirigentes políticos e militantes anónimos, cujas "rebeldias de juventude" tiveram consequências e uma dimensão muito superior a estas de que fala o génio de Coimbra, no seu estilo chocarreiro.
O que é triste é que Vital Moreira também, só que finge ter-se esquecido, sempre que isso lhe interessa.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

As hienas







Será que os dirigentes da CIP estão numa espécie de competição para ver quem consegue produzir as declarações mais obscenas na comunicação social? Agora foi a vez de um tal Gregório Rocha se sair com esta "pérola":


Exactamente que raça de gente é esta?

E se não pagarem batem-lhes?




Durante o jantar levei com a notícia. Pelos vistos, a Ernesta do blog Cabra de Serviço, também. A parte interessante é termos reagido com uma frase absolutamente igual. Bem antes da hora a que estou a fazer este post, passei por lá e descobri isso.
Pensei mudar o título, mas acabei por decidir não o fazer. Parece-me simbolicamente importante que cada vez mais pessoas reajam da mesma maneira e pensem o mesmo destes fenómenos surreais que assolam o nosso país.
A notícia. Uma vítima de violência doméstica, teve que se socorrer e fazer tratar no Hospital de Braga. Uns tempos depois, recebeu em casa a "continha" para pagar os tratamentos. 
Na televisão, um doutor "qualquer coisa" Mesquita Machado (deve ser uma maldição que caiu sobre Braga) explicava sorrindo, que tinha que ser assim, a menos que a vítima prove que foi realmente agredida e por quem. Nesse caso a "continha" passará para a responsabilidade do agressor. É o regulamento... Disse isto tudo com uma espécie de sorriso nas ventas.
Agora, só depois de divulgada a notícia "desagradável", como sempre acontece, já ouvi políticos responsáveis por este "fenómeno" legislativo, virem à pressa dizer que na verdade há um problema com o tal regulamento, que pode dar lugar a "interpretações".
Triste país, em que é preciso uma norma exacta em cada ponto, em cada vírgula e em cada letra, para que um director de um hospital "perceba" que cobrar os tratamentos hospitalares a uma vítima é uma grande canalhice!