
Duas execuções de civis por parte de agentes das forças policiais em dois posts seguidos, é uma média que espero poder baixar muito nos próximos tempos.
GNR mata criança durante perseguição policial.
Qualquer pessoa com mais de dois neurónios, sabe perfeitamente que a pena a aplicar a assaltantes de estaleiros de materiais de construção, depois de provados os factos, nunca é a pena de morte.
Mais, também muita gente sabe, incluindo as forças de segurança, que os agentes não devem usar de medidas ostensivamente mais gravosas do que o próprio crime alegadamente cometido, ou que ponham em risco terceiros, caso das cinematográficas perseguições automóveis em locais com forte densidade de trânsito e pessoas, acompanhadas das tradicionais salvas de “tiros para o ar”, que o mais das vezes, atinge as pessoas pelas costas...
Sendo assim, porque é que estes casos de pessoas abatidas pelas polícias, se repetem com esta cadência infernal? O que é que está a piorar tanto a gravidade destas fugas, que "justifica" o dedo tão leve nos gatilhos por parte dos agentes?
Por mais extraordinário que possa parecer, é porque de há uns bons tempos para cá (puxem pela memoria!), não há fugitivo que, ou por ser alegadamente apanhado a roubar galinhas, ou estaleiros de materiais de construção, ou por ser adolescente e estar a conduzir sem carta, etc, etc, etc... não há um, de há uns tempos para cá, como disse, que antes de iniciar a sua fuga não decida fazer um desvio para tentar atropelar um dos agentes.
Ninguém entende em que é que somar o assassinato de um agente policial ao furto de uns materiais de construção (por exemplo) iria ajudar o caso dos fugitivos e sobretudo, em que é que o facto de eliminar um potencial perseguidor, deixando todos os outro vivos e em estado de fúria, iria ajudar à própria fuga em si.
Embora seja um caso diferente do assalto-falhado ao BES, as reacções “populares” que ouvi na rádio, do tipo “deus me perdoe, mas isto é mesmo assim... tenho pena da criança, mas eles sabiam ao que iam...(?)”, somadas à alegria desmesurada dos responsáveis, não auguram nada de bom.
Quando os aplausos são exagerados e despropositados, os “artistas” em vez de se concentrarem para “fazer bem”, ficam, pelo contrário, perigosamente “entusiasmados”...
Para terminar, também eu quero (por enquanto...) dizer que de uma maneira geral, tenho confiança nas reais motivações dos agentes da autoridade, bem menos nas das chefias, muito menos nas motivações dos verdadeiros responsáveis políticos pela segurança do país.
Apesar das melhorias evidentes ao nível da qualidade humana e técnica da maioria dos agentes, por vezes (muito mais do que gostaria) a pose, a atitude geral, desde os fatais óculos escuros até à postura física fanfarrona que alguns exibem em público, fazem-me recear que estejam a ser admitidos na PSP e GNR, muitos jovens com um grande défice de cultura cívica e democrática, "compensada" por uma enorme "cultura" de jogos de guerra de tipo "playstation", nos quais, como se sabe, abater os "inimigos", seja pela frente ou pelas costas, apenas significa amealhar pontuação.
GNR mata criança durante perseguição policial.
Qualquer pessoa com mais de dois neurónios, sabe perfeitamente que a pena a aplicar a assaltantes de estaleiros de materiais de construção, depois de provados os factos, nunca é a pena de morte.
Mais, também muita gente sabe, incluindo as forças de segurança, que os agentes não devem usar de medidas ostensivamente mais gravosas do que o próprio crime alegadamente cometido, ou que ponham em risco terceiros, caso das cinematográficas perseguições automóveis em locais com forte densidade de trânsito e pessoas, acompanhadas das tradicionais salvas de “tiros para o ar”, que o mais das vezes, atinge as pessoas pelas costas...
Sendo assim, porque é que estes casos de pessoas abatidas pelas polícias, se repetem com esta cadência infernal? O que é que está a piorar tanto a gravidade destas fugas, que "justifica" o dedo tão leve nos gatilhos por parte dos agentes?
Por mais extraordinário que possa parecer, é porque de há uns bons tempos para cá (puxem pela memoria!), não há fugitivo que, ou por ser alegadamente apanhado a roubar galinhas, ou estaleiros de materiais de construção, ou por ser adolescente e estar a conduzir sem carta, etc, etc, etc... não há um, de há uns tempos para cá, como disse, que antes de iniciar a sua fuga não decida fazer um desvio para tentar atropelar um dos agentes.
Ninguém entende em que é que somar o assassinato de um agente policial ao furto de uns materiais de construção (por exemplo) iria ajudar o caso dos fugitivos e sobretudo, em que é que o facto de eliminar um potencial perseguidor, deixando todos os outro vivos e em estado de fúria, iria ajudar à própria fuga em si.
Embora seja um caso diferente do assalto-falhado ao BES, as reacções “populares” que ouvi na rádio, do tipo “deus me perdoe, mas isto é mesmo assim... tenho pena da criança, mas eles sabiam ao que iam...(?)”, somadas à alegria desmesurada dos responsáveis, não auguram nada de bom.
Quando os aplausos são exagerados e despropositados, os “artistas” em vez de se concentrarem para “fazer bem”, ficam, pelo contrário, perigosamente “entusiasmados”...
Para terminar, também eu quero (por enquanto...) dizer que de uma maneira geral, tenho confiança nas reais motivações dos agentes da autoridade, bem menos nas das chefias, muito menos nas motivações dos verdadeiros responsáveis políticos pela segurança do país.
Apesar das melhorias evidentes ao nível da qualidade humana e técnica da maioria dos agentes, por vezes (muito mais do que gostaria) a pose, a atitude geral, desde os fatais óculos escuros até à postura física fanfarrona que alguns exibem em público, fazem-me recear que estejam a ser admitidos na PSP e GNR, muitos jovens com um grande défice de cultura cívica e democrática, "compensada" por uma enorme "cultura" de jogos de guerra de tipo "playstation", nos quais, como se sabe, abater os "inimigos", seja pela frente ou pelas costas, apenas significa amealhar pontuação.






