Fotografia de José Sócrates, de 1986, com quase 30 anos de idade e com um ar bastante, vá lá... jovem.
Afinal o primeiro ministro, sempre tão pronto a fazer beicinho e sentir-se insultado por dá cá aquela palha, a fazer fé no tablóide 24 horas, teria aproveitado os telefonemas a Vara para, além de discutir pormenores do tal negócio da TVI que “desconhecia”, referir-se a Manuela Moura Guedes naquele “português técnico” usado pelos carroceiros depois de se esgotarem todas as possibilidades de “comunicarem” com as suas mulas pela via do dialogo. Afinal, parece que um dos embaraços que pode causar a divulgação das gravações é a revelação de que José Sócrates é um malcriadão. Presumo que só ficará surpreendido aquele pequeníssimo número de portugueses que engoliu a fantasiosa encenação do Sócrates “bonzinho e dialogante”.
Manuela Moura Guedes quer a todo o custo evitar que as escutas sejam destruídas, mas se for verdade que no meio da discussão sobre a validade, legalidade, ou importância do conteúdo, que ainda envolve as escutas que acidentalmente apanharam Sócrates, o "Supremo Juiz" tiver mesmo mandado destruir as ditas, muito asinha e convenientemente... então já vai tarde. A menos que consiga convencer Armando Vara e o seu amigo Sócrates a sentarem-se a uma mesa e repetirem para um gravador o que disseram nos telefonemas... tim-tim por tim-tim (ou Hergé por Hergé... tanto faz!).
É pena tudo isto não se passar num qualquer país longínquo, pelo qual nem tivéssemos grande simpatia... seria um fartote de riso!





