segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sócrates - A Manuela? Essa ø∂†¥ que vá fazer Jornais para a £‰™® ß∂ƒ @ ≠][÷¶


Fotografia de José Sócrates, de 1986, com quase 30 anos de idade e com um ar bastante, vá lá... jovem.

Afinal o primeiro ministro, sempre tão pronto a fazer beicinho e sentir-se insultado por dá cá aquela palha, a fazer fé no tablóide 24 horas, teria aproveitado os telefonemas a Vara para, além de discutir pormenores do tal negócio da TVI que “desconhecia”, referir-se a Manuela Moura Guedes naquele “português técnico” usado pelos carroceiros depois de se esgotarem todas as possibilidades de “comunicarem” com as suas mulas pela via do dialogo. Afinal, parece que um dos embaraços que pode causar a divulgação das gravações é a revelação de que José Sócrates é um malcriadão. Presumo que só ficará surpreendido aquele pequeníssimo número de portugueses que engoliu a fantasiosa encenação do Sócrates “bonzinho e dialogante”.

Manuela Moura Guedes quer a todo o custo evitar que as escutas sejam destruídas, mas se for verdade que no meio da discussão sobre a validade, legalidade, ou importância do conteúdo, que ainda envolve as escutas que acidentalmente apanharam Sócrates, o "Supremo Juiz" tiver mesmo mandado destruir as ditas, muito asinha e convenientemente... então já vai tarde. A menos que consiga convencer Armando Vara e o seu amigo Sócrates a sentarem-se a uma mesa e repetirem para um gravador o que disseram nos telefonemas... tim-tim por tim-tim (ou Hergé por Hergé... tanto faz!).

É pena tudo isto não se passar num qualquer país longínquo, pelo qual nem tivéssemos grande simpatia... seria um fartote de riso!

domingo, 15 de novembro de 2009

Durão Barroso - "Tem muita foarça de bontade... mas falta-lhe o balôare!" *



Num regresso a um jornal já lido, tropecei novamente na “Lista dos Mais Influentes” que a revista Forbes resolveu alinhavar. São 67 figuras internacionais. Lá está Obama em primeiro, Ângela Merkel, Putin, o Papa, Hilary Clinton e lá mais para diante o próprio Bill, o “trai-larai” Lama, etc., etc... até António Guterres conseguiu um lugarzinho lá bem no fundo da fila, prémio pelo seu lugar de alto comissário da Nações Unidas para os refugiados.

Mais uma vez, mas agora em maior número, fui encontrando pela Net algumas “admirações” pelo facto de José Manuel Durão Barroso, o “importantíssimo” presidente da Comissão Europeia, nem sequer figurar na dita lista.

Compreendo a tristeza e até o incómodo tanto dos seus amigos como dos admiradores, mas gostaria de lhes lembrar dois factos:

1- A revista Forbes não é uma instituição de caridade.

2- Que eu tenha conhecimento, nunca uma lista de gente muito poderosa incluiu os seus criados.

* Frase histórica do meu amigo e artista plástico Mário Rocha... que tem muito mais graça se imaginarmos a sua fantástica pronúncia de Viana do Castelo.

Beatriz


É uma repetição esta “Beatriz” de Chico Buarque... mas não me importo.

Desta vez é aqui interpretada e encenada pela Maria João e pelo Mário Laginha, num momento absolutamente luminoso da carreira de ambos.

Bom domingo!

“Beatriz” – Maria João e Mário Laginha
(Chico Buarque de Holanda)

sábado, 14 de novembro de 2009

Ouro vermelho






O conhecido multimilionário especulador e intraduzível Joe Berardo, anda feliz! Tudo leva a crer que existe em Portugal petróleo em quantidades que justificam a exploração e o “nosso” Joe está metido de corpo e alma no negócio.

Ainda há pouco ou ouvi declarar na televisão que “vai ser muito bom para toda a gente”. Presumo então, que Berardo conhece muitos países em que o facto de existir petróleo é, ou foi, muito bom para toda a gente.

A era petrolífera Portuguesa tanto pode vir a ser um sucesso como um fiasco. De qualquer modo, todos estes “berardos” já há muito descobriram as suas jazidas de “petróleo”, o verdadeiro combustível que há gerações e gerações os faz podres de ricos. Corre nas veias dos milhões de trabalhadores que exploram... em todo o mundo.

007 - Ordem para mentir




Nesta altura do campeonato já toda a gente entendeu, mais coisa menos coisa, que as escutas em que José Sócrates foi “apanhado” eram escutas feitas a Armando Vara e aos comparsas da “Operação face oculta”. Já toda a gente entendeu que quem faz as escutas não pode adivinhar a quem o escutado vai telefonar, ou se o próximo amigo que lhe falar é uma personalidade inconvenientemente importante... logo, não consegue desligar o “escutómetro” a tempo de não gravar a conversa, seja ela com o Primeiro Ministro ou com o Papa.

Entretanto, enquanto se discute da legitimidade de uma escuta obtida desta maneira acidental, independentemente da gravidade do que lá se tenha dito, aparecem os aproveitadores, tentando explorar politicamente o sucedido. Há-os de todos os feitios e cores, mas convenhamos que esta última tentativa de atirar lama para cima da água, no fito de que se tudo estiver conspurcado será muito difícil ver seja o que for, tentativa protagonizada pelo manhoso ministro Vieira da Silva, ex ministro do Código de Trabalho e agora da Economia, é uma das mais delirantes.

Convenhamos que vir insinuar que todo este caso das “escutas ao primeiro ministro” podem configurar um caso de “espionagem política”, é do mais asqueroso e desonesto que já se viu nesta sujeira entre corruptos... e já se viu alguma coisa!...

Quanto faltará para que fiquemos a “saber” que afinal, tudo isto não passou de uma manobra da oposição e que, além disso, o pobre sucateiro de Ovar não passa de uma vítima nas mãos dos mandantes dessa “campanha negra” inventada unicamente para prejudicar essa grande figura de estadista, senhor de um passado e uma carreira irrepreensíveis, que é José Sócrates?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Pela paz que nos recusam, muito temos que lutar!



Já que hoje estou em maré de lançamentos, porque não anunciar outro? Desta vez trata-se de ajudar a lançar uma ideia “nova”: E se experimentássemos todos, em todo o mundo, viver em paz?

Como o cartaz “insinua”, amanhã estarei ali no Martim Moniz, onde espero encontrar muitas caras amigas (e caros amigos).

Há no entanto vários obstáculos que têm impedido ao longo dos séculos que a verdadeira paz aconteça e perdure. É preciso querer muito viver em paz, sinceramente e sem preconceitos. Não se pode dar rédea solta aos criminosos que lucram com a ausência da paz. A verdadeira paz dá tanta felicidade como dá trabalho a conseguir e ainda mais a manter. Não se consegue viver verdadeiramente em paz, sem antes se saber exactamente que paz se quer e sem lutar bravamente por ela, como nos diz o Zé Mário Branco neste excerto da sua “imensa” canção “Eh! Companheiro”, que compôs ainda no exílio.

“Eh! Companheiro resposta 

resposta te quero dar 

Portas assim foram feitas 

P’ra se abrir de par em par 

não confundas duas coisas 

cada paz em seu lugar 

pela paz que nos recusam 

muito temos que lutar.”

(Excerto de “Eh! Companheiro”, de S. Godinho/J.M. Branco, do LP “Margem de certa maneira”)

Uma pequena estória da História




Hoje dia 13 de Novembro, será a vez de aqui em Montemor ser também lançado o livro do António Gervásio “A Reforma Agrária é Necessária”. Será às 18:00h, no Arquivo Municipal e como tem sido costume, a obra será apresentada pelo autor e por José Casanova, em representação da Editorial Avante.

Como a História tem por vezes o gosto da ironia, este novo equipamento municipal, restaurado para ser, como o nome indica, um arquivo de toda a documentação relevante produzida no Concelho, tem também um espaço que, por compromisso assumido há anos pela autarquia com uma das Cooperativas Agrícolas montemorenses, será reservado à recolha, classificação e estudo de documentação da Reforma Agrária. Os trabalhadores agrícolas dessa Cooperativa, se não estou em erro a “Verde Esperança”, quando sucumbiram, como todos os outros, à ofensiva da contra-revolução feita a partir de sucessivos governos, desde Soares, chegados ao momento de decidir o que fazer com o dinheiro que tinham, já que como muitas outras Cooperativas liquidadas pelo Estado, esta também dava lucro, em lugar de dividirem o dinheiro entre si, decidiram oferecê-lo (e era uma verba importante) à Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, assumindo esta o compromisso de construir um Centro de Documentação e Arquivo da Reforma Agrária, para que a memória não se perca.

E qual é afinal a ironia? É que o edifício restaurado (e muito bem) para este fim e inaugurado no princípio deste ano... era a antiga Cadeia Civil.

Agora, fala-se ali de liberdade, de cultura e de História. Da nossa!