sexta-feira, 11 de julho de 2008

Estado da Nação


"Desastre" (1932) - Maria Helena Vieira da Silva


Queria fazer um texto sobre o debate. Durante a pesquisa para encontrar uma imagem que se adequasse, encontrei este "Desastre" da Vieira da Silva.
Como hoje não me sinto capaz se escrever nada daquilo que vocês costumam simpaticamente classificar de "assim e assado, mordaz e com humor e tal"... refugio-me na arte dela e deixo os textos por vossa conta.
Sintam-se à vontade para encher a caixa dos comentários. A casa é vossa!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Refugiados




Segundo as Nações Unidas, as várias ONGs no terreno e as pessoas de bom senso, refugiado é todo aquele que se vê obrigado a fugir do seu país, por sentir a sua segurança ou mesmo a vida seriamente ameaçadas por motivos que podem ir da cor da pele à confissão religiosa, das convicções políticas à simples pertença ao grupo social "errado", guerras ou desastres naturais.
Ainda segundo estas organizações, devem andar pelo mundo, deslocados das suas terras, vivendo precariamente em acampamentos sem um mínimo de condições, sofrendo toda a sorte de humilhações, fome, doenças, violações de direitos e outras bem mais íntimas, cerca de 20 milhões de homens, mulheres e crianças (dados de 2005).
A estes milhões de refugiados devemos acrescentar muitos milhares de mulheres e homens que, ou porque não tiveram tempo de fugir, ou em muitos casos porque fugir estava fora de causa, povoam as prisões de muitos países, arrostando com as consequências das suas ideias, posições públicas e actos. São os presos políticos.

Em Londres, do alto do seu Bentley, da sua vida de luxo e cara descarada de trafulha, o advogado "espertalhaço" Vale e Azevedo, diz-se também "um refugiado político".
Não vou cair na facilidade de chocar os leitores com fotografias de campos de refugiados, por contraste com as do jurista refastelado num clube de ténis londrino, nem fazer as contas a quantas crianças daquelas seriam alimentadas e medicadas por um ano inteiro, apenas com o valor do Bentley...
O homem diz que é um refugiado político... e pronto. Será provavelmente um direito que lhe assiste.

O que eu gostava, numa tentativa, talvez muito pateta, de equilíbrio de forças, era que pelo menos alguns dos refugiados "a sério" tivessem igualmente o direito de dizer a Vale e Azevedo (e seus pares), o que pensam sobre o estatuto de refugiado a que ele diz ter direito e sobretudo, poderem dizer-lho na cara.
Quando digo "dizer-lho na cara", quero dizer literalmente na cara, podendo ser de mão bem aberta ou de punho cerrado, conforme a inspiração do momento.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Mas o tipo não tinha ido embora?!




Pertenço ao número dos ingénuos que pensava ter-se visto livre dessa figura indesculpável que dá pelo nome de Luís Filipe Scolari. Sobre a sua "obra" no futebol nacional pouco ou nada tenho a dizer, pois o futebol pouco ou nada me interessa, o que não é em si (neste caso, em mim) uma qualidade nem um defeito, antes uma característica, embora sempre vá dizendo que me parece não ter conseguido algo sem precedentes...
Na verdade o que eu já não suportava era o chorrilho de spots publicitários indigentes, as entrevistas cheias de idióticas frases misteriosas, as ideias ultra reaccionárias, o patrioteirismo parolo pago (evidentemente) a peso de ouro e a sua mítica psicologia de escaparate de supermercado, tão do agrado de alguns comentadores como útil (dizem) no sacrossanto balneário.
Mas como disse, os ingénuos que como eu, pensavam que tudo isto era passado, desenganem-se. As nossas televisões pelos vistos vão continuar a brindar-nos com as tiradas do "felipão", pelo menos a julgar pela presença reverente e em directo na primeira conferência de imprensa do treinador, agora no Chelsea, numa sala a que já nos tínhamos habituado para seguir de perto o nosso "special one" Mourinho, igualmente ao serviço dessa grande figura de homem de negócios e grande humanista que é o milionário russo Roman Abramovich, que já nem tem sequer acanhamento em admitir publicamente que fez fortuna recorrendo à corrupção e sabe-se lá que outras "habilidades".
Ok!... O bilhar será talvez um bocadinho mais parado e solitário... mas acho que vou ficando por aqui... "à tabela".

terça-feira, 8 de julho de 2008

Armas de destruição em massa



Por muito politicamente incorrecto que possa parecer, a verdade é que tenho uma genuína curiosidade sobre qual seria o resultado de um encontro, troca de impressões, cimeira, o que se quiser chamar, entre o actualíssimo "G8" e a já velhota "G3", essas duas verdadeiras armas de destruição em massa.
Devo esclarecer que embora reconheça o facto de a "G3" já ter dado cabo de muitas vidas, acho que não foram tantas como as que o "G8" e os seus antecessores conseguiram até hoje destroçar e sobretudo, fê-lo de forma muito menos hipócrita!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Mal empregadas árvores!



Por estes dias (ah!... se fosse apenas por estes dias...), se pegarmos em qualquer um dos chamados jornais de deferência, perdão, de reverência (ai!!!...), "de referência" e começarmos a recortar as manipulações, as mentiras descaradas, as campanhas de desinformação, a propaganda do governo, a demagogia de certa oposição, os fretes feitos aos donos, sempre disfarçados de notícias ou artigos de opinião e o desporto, entendendo-se obviamente por desporto o futebol mais o rasto de "lixo" que os seus principais dirigentes vão deixando atrás de si, a promiscuidade com o poder político, a corrupção, as histórias de saias da Carolina (mesmo sem lagarto pintado), a vida íntima dos jogadores e uma ou outra namorada mais "incontornável"... o que é que fica? Pois!...
Por isso é que eu já quase só consulto jornais na net, pela qual, diga-se, pago bastante e assim poupo a vida a uma catrefada de belíssimas árvores.

Cabeças há muitas!...


(Fotografia da figura de cera do museu, ligeiramente "modificada" por mim)

Segundo vários órgãos de comunicação social, um alemão de 41 anos, durante a inauguração do Museu de Cera Madame Tussauds, em Berlim, quando passava na zona em que as figuras representam personalidades da História alemã, não terá "engraçado" com a presença de Adolf Hitler e driblando os seguranças, foi-se ao "fuhrer" e arrancou-lhe a cabeça.
A falta que este radical alemão fez, digamos... aí por volta de 1920!...
É que nem o "Mein Kampf" teria sido publicado e tinha-se poupado... não vale a pena estar a explicar!
Agora vem ligeiramente tarde e francamente, mesmo não devendo esquecer aquela sinistra figura, temos agora outras "cabeças" a que devemos estar muito, muito atentos.

domingo, 6 de julho de 2008

Compromisso (para lixar) Portugal

Periodicamente, a seita de oportunistas que se auto-denomina “Compromisso Portugal”, veste os fatinhos escuros todos iguais, agita os cérebros reaccionários todos iguais e lá produzem umas queixas, ideias ou recomendações, sempre todas iguais.
“Ai que é uma injustiça não poder despedir liminarmente um trabalhador de quarenta anos apenas porque já “ganha muito” para o substituir por um de vinte e cinco anos, a recibo verde e a ganhar 500 euros”.
“Ai que ainda existe uma data de empresas públicas que dão lucro e que o Estado nunca mais privatiza”, etc, etc, etc... “ad náusea”.
Não vale a pena perder tempo com mais exemplos pois já todos conhecemos de cor os queixumes e anseios dos nossos neoliberais, assim como as carreiras milionárias que praticamente todos fizeram a “gerir” empresas do Sector Público, sempre que não têm nada de mais lucrativo para “gerir” no privado.
Talvez para compensar o facto de se terem “descuidado” num rasgado elogio à governação do seu companheiro de ideais, José Sócrates, vêm à pressa reafirmar uma das suas mais recorrentes criticas: “Existe Estado a mais!”, desta vez por intermédio de um dos seus gurus, o inefável António Piolhoso... ou Carrapatoso, ou lá como se chama o tipo, que eu confesso... faço uma certa confusão com os nomes dos parasitas e bicharada aparentada.