domingo, 8 de junho de 2008

Nos dias de hoje...


...ainda não chegámos (nem chegaremos) novamente "aqui", mas é bom estar com os olhos abertos e ir ouvindo uma ou outra música que ajude a não "adormecer". Se for música muito boa, cantada de forma extraordinária, melhor!


"Cartomante"

Nos dias de hoje é bom que se proteja
Ofereça a face a quem quer que seja
Nos dias de hoje, esteja tranquilo
Haja o que houver pense nos seus filhos
Não ande nos bares, esqueça os amigos
Não pare nas praças, não corra perigo
Não fale do medo que temos da vida
Não ponha o dedo na nossa ferida
Nos dias de hoje, não nos dê motivo
Porque na verdade eu te quero vivo
Tenha paciência, Deus está contigo
Deus está connosco até o pescoço
Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes
Está tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo de búzios e nas profecias
Cai o rei de espadas
Cai o rei de ouros
Cai o rei de paus
Cai, não fica nada!


"Cartomante" - Elis Regina
(Victor Martins / Ivan Lins)

sábado, 7 de junho de 2008

Mini-sondagem, de mini-opinião



O fenómeno internacional das subidas dos preços do petróleo e seus derivados tem originado toda a sorte de misérias, dificuldades, guerras. Entre nós não é diferente... com uma variante de peso, que é o facto de sermos governados por este grupo de amigos de Sócrates, os quais como que numa (involuntária) tentativa de compensar o mal que nos fazem, produzem frases e "medidas" de morrer a rir.
Assim e só para lembrar os últimos dias, um senhor “não sei quantos da concorrência”, que "investiga" por instruções directas do ministro Pinho e cujo nome não interessa para nada, descobriu que o facto que salta à vista, de as petrolíferas (ou por concertação ou porque a isso o abuso de posição dominante da GALP as obriga) mudarem os preços dos combustíveis exactamente quando e como a GALP muda, não é cartelização, mas sim simples "paralelismo".
O próprio Pinho, "muito preocupado" com a situação, decidiu mandar fazer já... um site na internet, para divulgar os diferentes preços. Como sempre, o ministro Pinho cai nestas gaffes com a elegância de um paralelepípedo de estrada. Não houve uma alma caridosa que lhe dissesse que a gaita do site já existe há que tempos!...
Grande (e científico) pesquisador que sou destes fenómenos, quis desta vez sondar a opinião dos eleitores do futuro sobre toda esta problemática, tanto os preços dos combustíveis, como a actuação dos responsáveis políticos.
Se era para sondar os futuros eleitores, nada melhor que tentar o infantário aqui da rua...
Digamos, para ser comedido nas palavras, que não foi uma tarde bem passada. Juntei (o melhor que sei) numa só imagem os principais entrevistados e foi mais ou menos assim:
- A primeira cuspiu-se toda e pôs a língua de fora.
- A segunda ficou uma eternidade com esta cara de gozo a dar para o "Não posso acreditar!"
- O terceiro desmanchou-se a rir, de uma forma até algo embaraçosa para toda a gente presente.
- Os gatos ficaram em estado de choque, embora cada um à sua maneira...
- O penúltimo achou que eu queria dizer que já não poderia andar no carrinho de bebé e começou a ficar numa angústia que só visto.
- O último, a quem o pai tinha prometido para o Natal uma daquelas motas pequeninas que já andam a gasolina, foi o caso pior. Levou as notícias muito, mas mesmo muito a mal.

Não há muitas maneiras de ver a coisa. Ou a situação está mesmo danada de má, ou eu não tenho jeito absolutamente nenhum para lidar com crianças.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Só pode ter sido fuga de informação



Direi mesmo mais, grave fuga de informação!
Então não é que, com a maior discrição possível, marquei por mail um encontro com cinco... vá lá, seis amigos, no Marquês, esquina com a Duque de Loulé, ontem pelas 15 horas e apareceram-me mais de 200.000? Já viram a "complicação"?
Felizmente ainda há pessoas ponderadas e calmas, como o nosso querido Presidente do Conselho, que se apressou a dizer que 200.000 é um número que não o impressiona nada.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Relatório (possível) da Maternidade Agora e Aqui



A montanha está bem, correu tudo normalmente, está a recuperar rapidamente e esta tarde terá alta.
Sobre o recém-nascido ainda nada se sabe. Durante os próximos dias irá havendo (certamente muitíssimas) notícias.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Longa vida ao Troço Poceirão - Caia!



Embora não seja bem a minha praia, ao longo da vida já assisti a um bom número de inaugurações. De tudo um pouco. Apartamentos de amigos, monumentos, Auditórios Municipais, ruas... tudo coisas simples, obras acabadas, prontas a usar. Cerimónias corriqueiras, em nada aparentadas com as inaugurações de José Sócrates.
Nada pode competir com o estrondo, pompa e dimensão das inaugurações de Sócrates. O céu é o limite, pela simples razão de na maior parte das vezes ele fazer um género relativamente novo de inauguração. 
A Inauguração de Anúncios!
Ele são milhares de postos de trabalho que serão criados por umas instituições que serão construídas lá para...
Ele é o novo Aeroporto Internacional de Lisboa (que a continuar esta subida dos preços dos combustíveis, terá dois voos de manhã, dois à tarde e um à noite... mas isso não interessa nada)...
Ele é...
Ontem calhou o TGV. Como algum troço tinha de ser... foi o de "Poceirão - Caia". Inauguração em grande!
Parece que há um problamazeco qualquer com uns pareceres, uns pássaros... não consegui fixar. É que quando por um (raríssimo) acaso se juntam numa mesma frase as palavras "sócrates", "poceirão" e logo a seguir "caia", confesso que me desconcentro um bocado.

Nesta fantasia, Sócrates, em princípio, está sozinho. Se algum leitor quiser juntar personagens à fantasia faça-o a seu gosto.  (livra!...)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Os Robertos



Quem não se lembra dos "Robertos"? Esse verdadeiro "Teatro Nacional" da nossa meninice, pelo menos dos mais aniversariados de nós...
Era uma alegria! Chegava a companhia, normalmente só de um, com a esposa como assistente, montava-se em menos de um fósforo aquela espécie de tenda estreitinha, ouviam-se as primeiras palavras com voz de corneta e começava o espectáculo mágico dos olhos arregalados das crianças, dos risos, do tomar partido, dos incitamentos e dos esforços de alguns pais e mães para fingir que não estavam a divertir-se... estavam ali apenas para nos fazer a vontade.
Admito que os enredos não eram lá muito profundos nem variados e o que retenho dos textos se resume a alguns "oh, diabo! oh, diabo!" e milhares de "toma! toma" toma!", misturados com um eventual "e ora toma!...", ao som de sonoras pauladas nas cabeças de madeira dos vários "actores". Havia quase sempre a terminar, um quadro mais elaborado em termos literários, pois juntava aos vulgares "toma, toma!", uns tantos "eh, touro! eh, tourinho!" e lá choviam as indispensáveis pauladas no touro, para delírio dos presentes. Era a tourada! "Robertos" sem tourada era coisa que nem se poderia imaginar!

Por estranho que possa parecer, nos últimos tempos quando assisto às trocas de mimos entre Sócrates e Francisco Louçã, em plena Assembleia, dá-me para me lembrar do "raça" dos Robertos da minha infância.
Mais estranho ainda, tenho esta fantasia de que se enquanto eles falam e se batem eu fosse a correr espreitar "atrás do pano" da Assembleia, encontraria lá um tipo qualquer, sozinho, a manipular os dois e a falar por eles...
Devo estar a ficar maluco!?!