sábado, 20 de março de 2010

Manuela Ferreira Leite – Profundidade ideológica


A Dona Manuela Ferreira Leite detesta Pedro Passos Coelho. Como não possui um discurso político que possa sustentar e ilustrar esse pequeno “ódio”, extravasa-o em frases indigentes como esta:


Desta vez acho que a senhora está carregada de razão. O PPD-PSD fez isso, na última eleição... e olha no que deu!

TAP – Vislumbres fascizantes





Nota prévia 1: Quero aqui confessar que não nutro grande simpatia por alguns dos posicionamentos dos pilotos da TAP. Mesmo tendo noção de que as qualificações e responsabilidades de um piloto de uma linha comercial são muito diversas das que são exigidas a um funcionário encarregado do transporte das bagagens, mesmo assim, quando alguém que já ganha 5.000 euros desencadeia uma guerra por uma diferença de uns poucos euros entre o que lhe é proposto e aquilo que exige, a minha solidariedade tende a “divagar”...

Nota prévia 2: Já não será esta a primeira vez que digo estar convencido de que a vinda de brasileiros aos milhares para Portugal, foi uma coisa boa. Porque são gente de bem, que faz o que pode pela sua vida, dos filhos, da família que lá deixou; porque alegram os nossos ouvidos com a música contagiante do seu “pórtuguêis”... etc., etc., etc.

Dito isto, claro que há excepções, tanto nas greves dos pilotos, como nos brasileiros que nos tocam. Em relação a estes últimos, desenvolvi uma alergia muito especial a um certo tipo de igrejas "tipo Universal", de que o bispo Edir Macedo é o símbolo máximo, aos gangs de traficantes que se mudaram de armas (literalmente) e bagagens para a Costa de Caparica (e não só) e do paspalho que preside aos destinos da TAP, um tal Fernando Pinto. É evidente que não sou alérgico a todos estes espécimes por serem brasileiros, mas sim por serem o que são: os primeiros, simples ninhos de vigaristas; os segundos, vulgares assassinos e o último, um aldrabão sobreavaliado, principescamente pago e, principalmente, um fascistóide... o que fecha o círculo do que escrevi até aqui, para nos deixar na TAP.

Há dias, perante a ameaça de mais uma greve na companhia aérea, Fernando Pinto, talvez porque a sua missão ali já se limite a criar as condições de caos social e laboral que “justifiquem” a rápida privatização da empresa, lançou gasolina na fogueira da luta laboral, com uma provocação em tom arruaceiro e ultra-reaccionário, dizendo que as greves eram uma coisa do século passado... isto entre outras baboseiras.

Agora, aparece uma convocatória por mail anónimo, mobilizando os trabalhadores da TAP para se manifestarem contra os pilotos e a elite, acusando-os de tudo e mais alguma coisa, apelando ao pior de um certo tipo de trabalhadores, aqueles que se alimentam de inveja, despeito, ignorância, ódio pelos sindicatos, desprezo pela política. Fá-lo num texto em que parece estar a defender interesses legítimos de alguns trabalhadores, mas a linguagem fascistóide perita em provocações divisionistas, denuncia fatalmente a possível origem do documento.

Não vou ao ponto de dizer que é um texto saído do ministério da tutela, ou das mãos de um qualquer rafeiro da administração... mas ficar a pensar nisso, fico.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Barack Obama - O verdadeiro artista é aquele que se anuncia



Ainda sou do tempo em que a produção, agenciamento e organização de espectáculos musicais por esse país fora estava a cargo de “empresários” ainda mais manhosos do que alguns dos de hoje. Uma das técnicas de “marketing” para os espectáculos era anunciarem a presença de artistas que já tinham dito que não estavam disponíveis ou mesmo de alguns que nunca tinham sido contactados. Depois, quando esses nomes “principais” do cartaz não apareciam, ou havia uma desculpa muito bem contada, normalmente envolvendo a saúde do artista ou de algum membro da família... ou o coitado ficava com a fama de ter faltado sem dizer água vai. Aconteceu-me assaz!

Agora a vida está mais difícil para esses imaginosos promotores de eventos. Tudo se sabe, instantaneamente e em todo o mundo... como bem demonstra esta notícia, onde porta-vozes da Casa Branca afirmam não ter a mais pálida ideia de como é que os media portugueses se convenceram de que Barack Obama estaria em Portugal no próximo mês de Novembro, para participar extensamente numa cimeira da Nato e ainda ter encontros com Cavaco Silva e José Sócrates.

Mesmo com toda esta antecedência (e lembrando os tais espectáculos de província), é mais que certo que o coitado do Obama, que nem deve saber muito bem onde fica Portugal, tem programada para Novembro uma ida de “emergência” ao hospital... por causa de uma forte dor de dentes... ou algo assim.

Comissão Parlamentar de Inquérito - Pescadinha de rabo na boca...



Tomou posse, finalmente, a nova Comissão Parlamentar de Inquérito. Entre outras coisas, vai investigar se o Primeiro Ministro mentiu (ou não) no Parlamento, quando disse desconhecer o negócio PT/TVI. Para isso, talvez venha a chamar o próprio a prestar declarações perante a Comissão.

E se José Sócrates agora voltar a mentir (ou não) à Comissão... mesmo que seja por escrito? Quem investigará as suas declarações? Hein?

Que fazer?

“Diz nessa altura a sardinha prá tainha:
Sabe a última do dia? A pescadinha, já louca,
Meteu o rabo na boca,
O que é uma porcaria!”

(Excerto do fado “Caldeirada”, de Alberto Janes, cantado pela grandiosa Amália)

quinta-feira, 18 de março de 2010

No comboio descendente *



Tenho um amigo apaixonado por estatísticas, curvas ascendentes e curvas descendentes. Para ele, todas as realidades da vida se encaixam nos seus gráficos. Ontem, durante uma conversa de café, decidiu incluir José Sócrates numa das suas curvas descendentes.

Afirma ele, em defesa do Primeiro Ministro, que este mente cada vez menos.

Como assim? – perguntei eu, incréu.

Então... – responde-me ele - há uns anos prometeu 150.000 postos de trabalho; antes de ontem já só prometeu 120.000. Se isto não é mentir cada vez menos...

Perante a indestrutibilidade de uma tal lógica, fiquei esmagado!

"No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada..."

(Fernando Pessoa/José Afonso – “No comboio descendente”, in “Eu vou ser como a toupeira”)

* Com um grande “olá!” para o Zeca!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sócrates - Espero que compreendam...


Sejamos francos. O primeiro Ministro subiu ao palanque para dizer uma data de “coisas”... ora eu, praticamente já não acredito numa palavra que ele diga. O Primeiro Ministro anunciou a criação de 120.000 postos de trabalho... ora eu, não consigo esquecer-me dos "outros" 150.000. O Primeiro Ministro anunciou umas inaugurações para daqui a uma enormidade de anos... ora eu, também tenho planos e sonhos para o futuro, mas confesso que praticamente nenhum deles coincide com os de Sua Excelência o Presidente do Conselho.

Assim, é muito natural que (para mim, claro) o único momento interessante da cerimónia, que aqui deixo para verem, ou reverem, tenha sido esta apresentação de Sua Excelência, mesmo que um pouco, vá lá... “trocada”.

Espero que compreendam...

Armando Vara – Pago ao quilómetro...



Disse há tempos o incrível, mas infelizmente (ao que parece) não “impagável”, Armando Vara, que mal conhecia o empresário ovarense das sucatas e que, a ter recebido alguma lembrança do homem, não teria passado de uma caixa de robalos.

Versões contraditórias têm alguns magistrados do Ministério Público, para quem o ex-político e actual banqueiro, faz parte da lista de «prendas de maior importância». Acrescentam (para mim, já no gozo) que a linguagem cifrada na pergunta de Manuel Godinho, «quer para agora os 25 quilómetros?», a que Vara terá respondido «fica para depois», acrescida das desculpas esfarrapadas para os significados da pergunta e da resposta, lhes lembra o calão dos traficantes de droga, quando falam de transacções de lençóis da branca (heroína) e da escura (cocaína)... sendo que já houve quem tentasse convencer os investigadores de que isso tinha que ver com negócios de têxteis.

Talvez a coisa não passe de uma caixa de robalos... que entretanto certamente apodreceram, tal é o cheiro que vem daquelas bandas de cada vez que se sabe mais algum pormenor da estória. Ou então, Armando Vara era mesmo pago ao quilómetro... o que acaba por ser uma coisa boa e uma importante poupança. Já imaginaram se fosse à milha marítima? Uma fortuna!!!