Tenho um amigo apaixonado por estatísticas, curvas ascendentes e curvas descendentes. Para ele, todas as realidades da vida se encaixam nos seus gráficos. Ontem, durante uma conversa de café, decidiu incluir José Sócrates numa das suas curvas descendentes.
Afirma ele, em defesa do Primeiro Ministro, que este mente cada vez menos.
Como assim? – perguntei eu, incréu.
Então... – responde-me ele - há uns anos prometeu 150.000 postos de trabalho; antes de ontem já só prometeu 120.000. Se isto não é mentir cada vez menos...
Perante a indestrutibilidade de uma tal lógica, fiquei esmagado!
"No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada..."
(Fernando Pessoa/José Afonso – “No comboio descendente”, in “Eu vou ser como a toupeira”)
* Com um grande “olá!” para o Zeca!