sexta-feira, 20 de novembro de 2020

TRAJECTOS

 



Miúdos de Lisboa, numa fotografia de Alfredo Cunha, nos idos de 1975.
Que será feito destes rapazes? Não me é possível saber.
Ainda assim, é possível imaginar que se algum engraçou com o símbolo e se inscreveu no MRPP… e claro, se tinha o “papá” certo, como muitos dos que por lá andavam, hoje poderá estar na administração de um qualquer banco, como o mais famoso e “durão” de entre eles, que está no gigantesco “Goldman Sachs”, poderá ser dirigente, ou ter já sido ministro pelo PPD-PSD, ou pelo PS… caso fosse rapariga, poderia mesmo estar a pensar candidatar-se às próximas presidenciais.
Vou fazer figas pelo melhor e pensar que se tornaram apenas gente boa!

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

O GADANHEIRO

 



Sempre houve, fosse nos anos 40 do século vinte, ou mais tarde, quem chegasse ao Alentejo e pensasse:
- Olha que lugar patusco para ter uma casita onde vir passar uns fins de semana a emborcar uns tintos e enfardar migas de espargos com secretos de porco preto… a gozar com o sotaque dos indígenas e a fazer de conta que gosto de ouvir o cante alentejano!
Felizmente, também foi sempre havendo gente que chegava ao Alentejo e via o que, realmente, lá estava.
Como o lisboeta Júlio Pomar, que viu este “Gadanheiro” numa qualquer daquelas “alucinações” de ar quente a bailar sobre as searas e o fixou no cérebro até poder passá-lo para uma tela… onde visivelmente só muito a custo conseguiu que ele “coubesse”.

(“O gadanheiro” - Júlio Pomar, 1945)

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

A CRISE DAS PESCAS - UMA REFLEXÃO

 





Ainda há bem pouco tempo isto estava “assim” de belos peixinhos a nadar…

Não consigo entender o que aconteceu… mas é muito triste!


sábado, 3 de outubro de 2020

“LE TABOU”

 

 



Fica assim definitivamente explicada uma boa parte do charme do som de Miles Davis. Estávamos em 1950, na mítica cave de Paris, “Le Tabou”, um “antro” situado em Saint-Germain-des-Prés, frequentado por amantes de jazz e literatura, como Sartre, ou Camus, ou Roger Vailland, ou Boris Vian, ou Raymond Queneau, ou Jean Cocteau… que ali decilitravam bebidas improvisadas, música forte e poesia rompendo através do fumo.

Nesta noite, a trompete de Miles Davis foi tocada pela mágica jovem Juliette Gréco… com 23 anos de idade. Ele tinha 24.

Nunca mais foram os mesmos. Nem ela, nem ele, nem a trompete, nem a poesia, nem a música, nem quem teve a felicidade de os ouvir.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Um belo ano

 





Em 1952, ano desta fotografia e do meu nascimento, já havia muitas pessoas com uma saudável “pancada”, como o autor da imagem, o fotógrafo Erwin Blumenfeld… belos chapéus… e esta belíssima modelo que, como se compreenderá, não consigo dizer quem é.

Ou seja… eu não vim acrescentar nada, ou, citando mal o Sebastião da Gama, ficou (quase) tudo como estava.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

TRUMP

 




Já tinha começado a alinhavar uma mão cheia de palavras… mas depois pensei: Para quê?
Um bom cartoon quase nunca precisa de explicações.