Faltando apenas o confronto entre Alegre e Cavaco, que certamente em nada vai mudar a impressão com que ficarei destes debates presidenciais, dou esta fase por encerrada. O meu candidato teve uma participação claramente positiva.
Colocado em situação de igualdade perante os restantes candidatos, pelo menos aqueles que tiveram acesso a este debates (mas isso é outra discussão!), Francisco Lopes, para além de ser o único portador de uma mensagem de mudança e ruptura com esta política de declínio nacional e assalto ao país, foi aquele que em todos os momentos se manteve claro, coerente, firme.
Agora, entrando Janeiro e até dia 23, tudo voltará ao "normal". Os meios de comunicação, maioritariamente nas mãos exatamente daqueles contra quem se candidata Francisco Lopes, voltarão aos seus prodigiosos “critérios jornalísticos” que os levarão, na maior parte das vezes, a considerá-lo “invisível”, a encontrar apenas idosos nas suas ações de campanha e, no caso de falarem com ele, apenas lhe perguntarem o que tem a dizer sobre esta ou aquela declaração de Cavaco Silva, esta ou aquela peripécia de caça ou pesca de Manuel Alegre, isto na China, aquilo na Coreia do Norte, aqueloutro em Cuba...
Agora está nas nossas mãos! Nós é que seremos os canais de televisão, de rádio, os jornais, as vozes sem patrão nem mordaça. Agora já ninguém pode dizer que não sabe quem é Francisco Lopes, que nunca ouviu falar dele, ou que não está a par de nenhuma das suas propostas, sem ser obrigado a admitir que isso só acontece porque não fez nada por saber, ouvir, estar a par. Agora é a hora de aceitar mais do mesmo, ou de exigir mudança.
Lembro-me de uma das primeiras conversas com um amigo, quando se soube da decisão do PCP de apresentar uma candidatura própria e de qual o candidato escolhido pelo colectivo; conversa fatalmente virada para os “argumentos” que logo se seguiram, produzidos por politólogos, analistas e comentadores diversos, mas unidos em chavões comuns a todos: que Francisco Lopes era um desconhecido, que não tinha envergadura para a tarefa, que não se entendia a escolha do PCP. Lá fui dizendo o que podia... nomeadamente, que a maior parte das coisas que não entendemos e parecem não fazer sentido, se as vemos de fora, ganham significado e coerência, assim que as conhecemos por dentro.
Claro que nessa altura não tinha quase nada para me ajudar a explicar esta ideia. Nem esta bela fotografia... nem os brilhantes debates televisivos de Francisco Lopes.

