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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Autárquicas – Porque nem tudo deve ser tensão...


Eu sei que até há artistas que gostam de escolher pseudónimos que os liguem às suas ideias, às suas terras de origem, ou à Natureza, como foram os casos de Bernardo Santareno, ou Miguel Torga, ou Elmano Sadino, ou Belmiro Transtagano... entre tantos outros.
Eu sei que fica bem aos partidos escolherem candidatos autárquicos que tenham uma estreita ligação à sua terra!
Ainda assim... ser o Paulo Queimado a candidatar-se à Chamusca, não será um manifesto exagero?

Adenda: Ser este candidato o primeiro de uma série que publicarei, não tem nada de pessoal, tal como é irrelevante o facto de ser do PS. Mais à frente aparecerão outros, de outros partidos e “apanhados” por outros motivos. Apenas para “espairecer”, num convite à boa disposição e sentido de humor que, embora não resolvendo problema algum... ajuda!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eleições Autárquicas – Há coisas tão "feínhas"...


E lá volto ao mesmo! A lei de limitação de mandatos autárquicos, na minha modesta opinião, nem deveria existir! A única limitação ao direito de se fazer eleger para uma autarquia, devia ser a comprovada falta de honestidade, transparência verdade, competência.
Infelizmente, o facto é que a lei existe. Infelizmente, o facto é que foi feita de forma suficientemente incompetente (??) para permitir interpretações divergentes.
Agora, por maiores que sejam as confusões geradas, todas as interpretações são legítimas... mas, felizmente, contestáveis.
Ainda assim, há coisas que me desanimam um pouco.
Se de um movimento com objectivos misteriosos e um nome “afascistado”, como é a “Revolução Branca” que, diga-se em abono, não concorre às eleições, este encarniçamento sobre as candidaturas, única forma de aparecerem nos media e, quem sabe, acabarem a formar um partido... é compreensível, já este passatempo do BE, que o leva a pôr a política em tribunal um pouco por todo o lado... é bastante esquisito.
Não haveria forma de debater isto politicamente, nos lugares certos, ou, no limite, tentando “impugnar”, ou confirmar, ou aclarar a lei directamente no Tribunal Constitucional, em vez desta espécie de tiro ao alvo sobre candidatos específicos?
Não é uma vergonha para a política, para a justiça (e para a democracia) esta sucessão inevitável de decisões contraditórias dos tribunais, ora pelo facto de, como já disse, a lei dar lugar a interpretações, ou porque os senhores juízes acabam fatalmente sob a suspeição de se moverem por simpatias partidárias?
E, finalmente, ainda quanto ao BE... não seria bem melhor dedicar-se com empenho ao trabalho político, com o justo objectivo de ganhar algum peso eleitoral a nível autárquico, em vez de se entreter a “dinamitar” candidaturas concorrentes?
Quando, passadas as eleições, um candidato impedido de se candidatar, decidir impugnar todas as eleições em que, ao abrigo da mesmíssima lei e com as mesmas “limitações” a apontar, houver candidatos a quem foi permitido fazerem-se eleger de novo... de que lado ficará o Bloco de Esquerda, perante essa evidente injustiça?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Passos Coelho – Boletim clínico


Este indivíduo está sob o efeito (irrecuperável a curto prazo) de poderosos alucinogénios!
Este indivíduo comporta-se como um garoto com distúrbios comportamentais que o impelem a destruir, compulsivamente, tudo o que o rodeia!
Ainda que possa ser mais curial removê-lo do poder pela via da constitucional “moção de censura”... pergunto se não seria mais rápido e até mais humano... removê-lo do poder com a ajuda de uma equipa de enfermeiros do Hospital Júlio de Matos.
Agora a sério... acabou-se a pachorra!
Mas... havendo eleições, que se faça o possível por alterar a correlação de forças, no sentido de se poder desenhar um amanhã com o princípio de uma outra prática política. Pode não ser um “amanhã que canta”... mas, que diabo!, mesmo que não cante (ainda) maravilhosamente... pelo menos que não desafine desta forma pavorosa que suportamos no presente.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Álvaro Beleza – Quero um!



Enquanto continuam a chegar às redacções (ou ditados, conforme os órgãos de informação) notícias sobre a “aceleração” de Seguro, aquilo que retenho, já que não tenho a menor intenção de me imiscuir (obrigado a “Tozé” Seguro por me dar a oportunidade de usar a palavra “imiscuir”!) na vida interna do PS... é outra figura: Álvaro Beleza!
Álvaro Beleza veio defender a extinção, perdão... a “reformulação” da ADSE... e teve meio PS a dar-lhe na cabeça e a desmenti-lo.
Álvaro Beleza veio à comunicação social garantir que o Congresso do PS será antes das autárquicas... e, afinal... “qual é a pressa?”, sim... “qual é a pressa?”... sendo que é bem capaz de ainda acabar por ser mesmo.
Está decidido! Se algum dia fundar um partido... a primeira medida será arranjar um “álvaro beleza” destes! Dá uma grande trabalheira no dia a dia, é certo... mas o exercício faz bem e a boa disposição no trabalho (não confundir com “alegria no trabalho”) é uma coisa inestimável.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Breve "campanha eleitoral"




Amigas e amigos,
Este é um post bastante egocêntrico.
Mais uma vez, o blog “Aventar” organiza uma votação para “melhor blog do ano” em várias categorias.
Eu nem sabia da votação, mas quando alertado para o facto, por outro blogueiro, fui até ao “Aventar” para votar exactamente nesse blog... e descobri que alguém (ou a organização da votação ou leitor/a) incluiu o “Cantigueiro” na lista de candidatos a melhor blog, na categoria Actualidade política – blog individual”.
Assim sendo, aqueles e aquelas que, para além da continuada simpatia de serem leitores e visitantes, ainda tenham a pachorra de ir também até lá e votar no “Cantigueiro”,  podem ter a certeza de que não melhorarão, nem o meu blog, nem o nosso mundo... mas que diacho! Um “carinho” é sempre melhor do que uma canelada...
O link que deverão seguir para votar, é este:
Ah... claro que o voto é secreto. Logo, ninguém se sinta coagido...  :-) :-)
Um abraço!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Grécia – Rescaldo eleitoral e “novo” governo


Depois da vitória da Alemanha nas eleições gregas, fruto de uma intensa campanha eleitoral, vinda de todos os lados, principalmente da própria Alemanha e da sua inefável “frau” Merkel, a favor dos partidos favoráveis... ou para ser mais exacto, lacaios da “troika”, aqui fica uma sequência de reflexões... chamemos-lhes assim.
Milhares e milhares de eleitores gregos foram votar na “Nova Democracia”, de direita, borrados de medo com a ameaça de vitória dos “radicais de esquerda” do “SYRISA”. Um perfeito disparate... já que, não duvidando das simpatias de esquerda de muitos dos ideólogos e militantes daquela coligação/partido, o seu “radicalismo” está bem expresso na forma empenhada como gritaram aos quatro ventos a sua adesão à UE e ao Euro, questionando verbalmente o “pacto de agressão” ao povo grego... mas deixando no lugar as suas causas.
Milhares e milhares de eleitores do “PASOK”, o “PS” lá do sítio, foram votar, a tremelicar das pernas, no “SYRISA”, justamente divorciados do seu partido, fortemente enlameado pelos últimos acontecimentos naquele país.
Milhares e milhares de simpatizantes e militantes do “SYRISA” foram votar no “SYRISA”... e fizeram eles muito bem!
Muitos milhares de eleitores que antes votavam no “KKE” foram votar, a tremelicar das suas convicções, no “SYRISA”, iludidos como tantos antes deles e muitos que virão depois, pela velha e estafada fraude do “voto útil”.
Muitos milhares de simpatizantes e militantes do “KKE”, contra ventos e marés, contra campanhas de terror e difamação, votaram no seu partido... e fizeram muito bem!
Resumindo... enquanto vai tomando posse o “novo” governo, restam-me três observações:
1. A “suave” proposta de renegociação (mas dentro do Euro e da UE) defendida pelo “SYRISA”, foi um presente para a “Nova Democracia”, que pôde desta forma também propor, digamos assim, uma coisa parecida... e ficar bem na fotografia, para além de ganhar as eleições, ainda que por uma unha negra.
2. Para o povo grego, principalmente para os seus trabalhadores e grupos de cidadãos mais indefesos, estes resultado eleitoral é a continuação de mais do mesmo. Mais austeridade, mais roubo, mais sacrifícios. Impostos por uma “troika” que continua a ter no governo exactamente os mesmos que colocaram a Grécia nesta situação.
3. Para os agiotas internacionais (e alguns nacionais) que vão continuar a ganhar milhares de milhões com o esmagamento do povo grego, estes resultados eleitorais foram (e perdoem-me o trocadilho)...
“A Syrisa em cima do bolo”

sábado, 16 de junho de 2012

Grécia - História antiga


Este título de jornal esconde uma realidade bem mais negra do que a “suspensão” da Europa. Quem tem a vida suspensa é o povo grego. A vida suspensa por ameaças diárias, chantagem descarada vinda de todos os lados, ingerências vergonhosas nas suas decisões eleitorais... e a austeridade fanática imposta pela "troika" e pelos seus apoiantes, defensores e lacaios.
A mostrar que, como já se sabia desde os tempos imemoriais em que os “Sócrates” eram realmente cultos (embora pelo menos um deles afirmasse nada saber)... que  não se pode agradar ao mesmo tempo a gregos e “troikanos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Conversas de café, eleitores... e decotes (*)


No café, o meu amigo espantava-se algo indignadamente pelo facto, para ele inexplicável e inaceitável, de os eleitores, seres supostamente dotados de discernimento e capacidade de análise das várias propostas eleitorais que, eleição a eleição (e entre eleições), os vários partidos e movimentos põe em cima da mesa, acabarem por, ao longo de décadas terem vindo sempre a deixar-se enganar por campanhas demagógicas e promessas vistosas, acabando por votar sempre nos mesmos. Diga-se... que no essencial das políticas, parece até ser sempre o mesmo.
Como a minha formação até aos 14 anos de idade foi toda construída em bases bíblicas, mesmo depois do abandono da religião, ficou-me um certo gosto pelas parábolas. Lá lhe fui “contando” uma...
Certo dia, um cidadão que dispunha de algum dinheiro e três candidatas para se casar, decidiu escolher desta maneira: entregou uma boa maquia em notas, igualmente dividida por cada uma, e disse-lhes para gastarem o dinheiro livremente.
A primeira, foi a um centro comercial e gastou todo o dinheiro em prendas para si. Uma ida a um SPA, perfumes, roupas, sapatos...
- Foi para ficar mais bonita para ti, porque te amo – disse ela.
A segunda, foi a um centro comercial e gastou todo o dinheiro em prendas para ele. Uma playstation, uma televisão enorme, vários dvd de filmes de acção, camisola da Selecção...
- Foi para te ver feliz, porque te amo – disse ela.
A terceira foi aplicar o dinheiro em títulos e numa semana duplicou o capital, devolveu o dinheiro namorado e, só então, foi gastar o seu dinheiro como quis.
- Foi para não te dar despesa, porque te amo – disse ela.
O homem pensou...
pensou...
pensou...
pensou...
pensou...
pensou...
(os homens pensam muito)
pensou...
pensou...
pensou...
pensou...
pensou...
(os homens pensam mesmo muito)
pensou...
pensou...
pensou...
pensou...
... e casou com a que tinha as mamas maiores.
Os homens fazem de conta que pensam muito... mas acabam sempre por escolher da mesma maneira!
* Não estou seguro de que a imagem lá em cima seja bem de um decote... mas não tive tempo para procurar uma melhor. Também não sei se o meu amigo apanhou a ligação desta parábola com as escolhas dos eleitores... mas para quem há tanto tempo não pratica a arte das parábolas... foi o que se arranjou!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Batatinha frita! François Hollande canta... e Sarkozy grita *


Poderiam perguntar-me: Gostas do François Hollande?
Sei lá?! – responderia eu - Não conheço o homem de lado nenhum.
E do PS francês?
Nãã... conheço razoavelmente o português... e chega!
Então porque raio estás com essa cara de gozo prazenteiro a ler as notícias sobre as eleições francesas?
Para já... e a ordem aqui é completamente “alienatória”... porque pude descobrir esta imagem do “grito do sarkozy”, sem precisar sequer de a surripiar aos vários blogues que a publicaram. Já a recebi por mail aí umas quinze vezes e é um belíssimo assassinato do quadro de Munch, por estes dias o quadro mais estupidamente caro do mundo (sim, quase 100 milhões de euros... é muito estúpido!!!)... e que cá por casa nem sequer é grandemente apreciado.
Depois... há sempre a possibilidade de o homem decidir honrar, pelo menos, um ou dois dos princípios que o seu partido apregoa... o que já seria um ganho.
Depois... é sempre bom ver um alarve como Sarkozy levar um pontapé no traseiro. O que prova que um razoável número de franceses não aprovou o seu estilo arrogante e arruaceiro para com os mais vulneráveis, estilo que intercalava com o nojento “lambebotismo” reservado para a Merkel.
Finalmente (por agora)... porque é fantástico apreciar a flexibilidade de coluna daqueles que, no poder na Alemanha, apoiaram abertamente a campanha de Sarkozy e ainda há pouco esticavam o dedo à frente do nariz do então candidato Hollande, avisando-o de que o tratado era «inegociável», e que agora já vêm dizer que «vão trabalhar com Paris»... numas tretas e mentiras novas que não estão no tal tratado “inegociável”.
Ainda mais finalmente... porque é ainda mais fantástico ver o poder alemão saudando a vitória «histórica» de François Hollande, ou dizendo que vão deixá-lo «salvar a face». O que quer dizer que, dentro de muitos dos governantes da política de direita, nomeadamente, da Alemanha, ainda é relativamente fácil encontrar-se em quantidades assinaláveis a matéria de que são feitos os grandes canalhas!
* Peço perdão a quem inventou o slogan publicitário das melhores batatas fritas do universo, que eram vendidas na praia da Costa Nova do Prado, em finais dos anos sessenta do século passado: “Batatinha frita! A menina chora e a mãezinha grita”

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Espanha – Não vale a pena tentar esconder...




Mariano Rajoy, o reaccionário para quem o PSOE perdeu as eleições em Espanha, tem, visivelmente e depois de várias tentativas falhadas, a tenacidade largamente reconhecida às lapas, para se agarrar ao poder. Desgraçadamente, tem também o mesmo carisma, criatividade, ideias, capacidade de comunicação...
Lá, como cá, assistiremos a essa novidade política que que é a “degradação na continuidade”, em que tanto faz o PSD suceder ao PS, como o contrário...
Seja como for, aquilo que me “convoca” nestas eleições espanholas não é o facto de a crise ter derrubado mais um governo, independentemente da sua orientação. Aquilo que é verdadeiramente espantoso é que varrendo o “Google” e os jornais, quase de cabo a rabo, fica-se com a ideia de que apenas o PP e o PSOE concorreram ao acto eleitoral.
Nada mais falso! A subida da "Izquierda Unida", de dois deputados para onze, demonstrando que conseguiram sacudir o fardo do “voto útil”... pelo menos a ver pela extraordinária votação (que não é reflectida no número de eleitos), somada à subida de outras forças de esquerda, mostram que há muito mais gente a mexer para aqueles lados do que aquilo que a imprensa do sistema quer fazer crer. Mostram que lá, como cá, há muitos milhares de cidadãos que não se conformam.
Voltando ao princípio e à “entusiástica” figura do novo presidente do Governo espanhol, com o seu discurso soporífero... direi que, provavelmente, ele é a prova de que, afinal, existe esperança para António José Seguro.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

António José Seguro – São rosas, senhor!



Está virada a página no PS. Foi, segundo o novo secretário geral, uma campanha «inesquecível». Tão inesquecível, empolgante e mobilizadora... que fez cerca de vinte e três mil militantes votarem nele. Uma verdadeira “vaga de fundo”, portanto.
À semelhança de alguns realizadores de cinema portugueses (e não só), que passam tanto tempo em desespero para fazer um filme, que quando finalmente o fazem, querem lá pôr tudo aquilo que pensaram sobre tudo... durante quase toda a vida, Seguro andava há tanto tempo a preparar o salto, que o discurso de vitória ficou transformado numa espécie de engarrafamento de frases feitas e chavões, colecionados desde que se inscreveu na "jota" do PS.
Finalmente, ganhou o seu lugar no cantinho superior direito da galeria de figuras que ocuparam o cargo de secretário geral desde o 25 de Abril. Cada um deles, Mário Soares, Almeida Santos, Vítor Constâncio, Jorge Sampaio, António Guterres, Ferro Rodrigues e José Sócrates, deixou a sua marca pessoal. Com cada um deles, o PS foi fazendo História na democracia portuguesa.
- Com Soares, “enfiou o socialismo na gaveta” e conspirou com os sectores mais reacionários da Igreja Católica e com a CIA, para fazer a contra-revolução.
- Com Almeida Santos... não me lembro.
- Com Constâncio, dormiu uma longa sesta.
- Com Sampaio, fez discursos inexplicáveis e, aqui ou ali, verteu umas lágrimas.
- Com Guterres, virou ainda mais à direita, rezou muito... e ficou a vê-lo pirar-se para outras paragens.
- Com Ferro Rodrigues... não sei o que fez, mas o que quer que tenha sido, foi extremamente rápido. 
- Com Sócrates, cometeu a longa lista de crimes que estamos (quase) todos a pagar.
- Com António José Seguro... aparentemente, decidiu fazer um longo, loooongo “intervalo”.
Como primeira medida para dentro do seu partido, diz que «dá liberdade de voto» à bancada no Parlamento.
Atendendo a que a maioria PSD/CDS necessita de votos do PS para conseguir rever a Constituição, se os deputados “socialistas”, satisfazendo algum interesse particular (a que não deixarão de chamar “nacional”), votarem com Passos e Portas… António José Seguro, para cumprir a sua solene promessa de “recusar” a revisão constitucional, fará o quê? Deitar-se-á a espernear no meio da Assembleia da República e fará uma monumental birra?
Portanto... começa bem! Como disse, vai ser um longo, loooongo intervalo.

sábado, 11 de junho de 2011

Uma das hipóteses há de estar certa... mas qual?


Segundo leio, cerca de um terço da bancada parlamentar do PS nesta “nova” fase da luta política e partidária, é composta por ex-ministros e secretários de estado do governo de José Sócrates... o que, sabendo da importância do “chefe” nas escolhas de candidatos, me leva a três possíveis conclusões:
1. Sócrates estava convencido de que iria ganhar as eleições... e queria fazer uma remodelação arrasadora no seu governo.
2. Sócrates estava convencido de que iria ganhar as eleições... e voltaria a chamar a maioria destes seus “ex” para o novo governo, logo, uma grande parte destas candidaturas aos lugares de deputado eram uma aldrabice.
3. Sócrates estava convencido de que iria perder as eleições... e esta foi a melhor forma que encontrou para “garantir” ao seu sucessor uma “profunda renovação” do partido, sem sobressaltos e fortemente “apoiada” pelo Grupo Parlamentar.
...ou então foi apenas para que vários deles não ficassem no desemprego, pelo menos até que passe o tempo suficiente para que possam, sem grande “alarme social”, tomar os seus lugares nos conselhos de administração das muitas empresas com as quais foram trabalhando ao longo da sua governação (e cujos interesses, nalguns casos, serviram com inexcedível lealdade)... como é costume.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Quanto custa um voto?




Para quem não tenha tido a oportunidade de passar os olhos pelo jornal “Económico”, aqui fica o link para uma pequena mas interessante notícia (a estarem certo os números), sobre a relação entre o dinheiro gasto por cada um dos partidos nesta última campanha eleitoral e os votos obtidos... o que revelaria o “preço” de cada voto.
Será apenas mais um fait-divers; provavelmente, o facto de a CDU ter a melhor relação despesa/número de votos, não tem importância; poderá haver explicações diferenciadas para cada caso... mas, até por isso, acaba por ser mais um contributo para desmontar o ignorante (e cansativo) mito do «eles são todos iguais».

sábado, 4 de junho de 2011

Dia de reflexão (2)


Não dou o mínimo valor a esta pepineira do “dia de reflexão”. Por mim, interditar a propaganda apenas no dia de votar e junto às assembleias de voto seria mais do que suficiente. Porém, se a regra existe...
Daí que tenha ficado assaz satisfeito quando por volta das 3:15 da madrugada, enquanto passeava a insónia pelos vários canais de televisão, tropecei numa coisa que não sei exatamente para que serve nem por que critérios se guia... e que dá pelo nome de EuroNews. Talvez para me esclarecer sobre para que serve e quais os critérios por que se guia, lá estava um “entrevistador” recitando uma “perguntas jeitosas” a (oh, fortunas do acaso!) essa luminária do jornalismo e do comentário político, José Manuel Fernandes, fiel empregado de Belmiro de Azevedo no seu “Público”.
Mesmo sabendo que quase ninguém estava a ver aquilo, ainda assim foi edificante ver o patético lacaio do mais rico apoiante (oficial) de Passos Coelho, fazendo campanha eleitoral, descaradamente, em plena madrugada de “reflexão”, explicando ao “entrevistador” que a única solução para o país é um governo de maioria, pois – lembrou muito a propósito – o Sr. Presidente da República avisou que não dará posse a um governo minoritário. Sendo assim, a única saída possível é um governo PSD/CDS, já que ambos os dirigentes destes dois partidos foram bem claros quando recusaram qualquer acordo com José Sócrates.
E mais? – perguntam vocês. Mais nada! – respondo eu.
Era tudo o que o paspalho José Manuel Fernandes tinha a dizer sobre a campanha e as eleições de amanhã... pois, aparentemente, mais nenhum partido concorre... pelo menos que ele se lembre... ou lhe dê importância.
Teve ainda tempo para dizer que depois, se «nos portarmos bem» (sic) e seguirmos à risca todas as exigências do “acordo” com a “troika”, estes (o FMI, o BCE e a União Europeia), mais tarde até poderão considerar a hipótese de estudar uma renegociação da dívida... assim como que uma espécie de recompensa, uma espécie de torrão de açúcar na língua das bestas de carga.
Gostei de reparar que o tema “Renegociação da Dívida” que quando foi introduzido pelos comunistas lhes valeu uma boa saraivada de insultos vindos de todos os lados, desde que foi depois “descoberto” por Louçã e pelo BE... e uns dias mais tarde até por economistas “conceituados” e “lá de fora”, deixou de ser uma heresia e uma ofensa aos sacerdotes da “teologia de mercado”.
Mais elementos para reflexão...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

João Tunes – “Aliados” desta estirpe... dispenso!


Este post não é sobre João Tunes, nem sobre o seu blogue. Porque isso não teria o menor interesse. Um “João Tunes”, mesmo depois de pronto, não serve para nada! De qualquer modo, uma das suas frases, escritas num daqueles momentos em que Tunes é atacado pelo delírio de pensar que é genial, merece uns segundos de atenção.
Num texto em que Tunes explica aos seus leitores que, não só vai votar BE, como o voto no BE é que é o único voto útil, tenta desvalorizar o campo da CDU, de uma penada, com uma das tais delirantes frases, em que inventa até um novo conceito, o do partido em “estado de necessidade”:
«Nas esquerdas, o Bloco é o único partido que mostra estar em estado de necessidade, pois o PCP conserva a fidelidade das suas hostes na egolatria escapista do leninismo senil, viciada no protesto metódico, ritualizado, burocrático e inconsequente»
E perguntam vocês… “Ó Samuel, e por que dianho foste interessar-te por uma frase tão imbecil?!”
Porque mesmo ferida de uma hilariante tolice, tanto no conteúdo como no estilo, infelizmente mostra ao que eles vêm. Se não mostra ao que vem o BE, no discurso oficial, é bem clara quanto ao pensamento de muitos dos seus militantes e quanto ao seu ódio vesgo aos comunistas, como se pode ver, ouvir e ler por aí, todos os dias, em colunas de jornais, comentários televisivos, blogues...
Isto vem mostrar que, independentemente do acerto e da importância das convergências pontuais, passadas e futuras, as (legítimas) vontades de alianças ou acordos mais vastos têm ainda um longo caminho a percorrer.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Paulo Portas e a Arca de Noé


Era uma vez um pároco de aldeia. Não se pode dizer que o bom do padre fosse um vulgar mentiroso. Era, digamos, um mitómano com o vício de fazer homilias a puxar para o hiperbólico. De tal maneira que se viu forçado a fazer um contrato com o seu sacristão, homem de estudos e professor na EB 2,3 da vila. O contrato era simples: sempre que o atinado sacristão detetasse uma pisadela no risco da verosimilhança... puxaria a batina do sacerdote, com a ajuda de um cordão, instalado debaixo do púlpito e fora da vista dos fiéis.
Domingo, mais uma missa:
- E assim, irmãos, o nosso bom Noé, seguindo as ordens do Senhor, construiu uma arca para preservar as espécies, uma arca que, como bem se compreende, tinha para aí o tamanho de um destes porta-aviões dos americanos...
(Forte puxão na sotaina)
- Bem... pronto, irmãos... não seria do tamanho de um porta aviões, mas...
Entretanto, a filha do sacristão telefona-lhe para o telemóvel, pedindo-lhe autorização para ir num passeio com um grupo de rapazes e raparigas colegas de escola, para assistirem a um concerto, dormirem fora uma noite... e ainda por cima, pedindo dinheiro para tudo isto. A discussão ao telefone, mesmo em voz baixa, foi tão acalorada e acompanhada de gesticulação, que, ao fim de umas dezenas de involuntários puxões na sotaina do infeliz do padre, este já estava de cabeça perdida:
- Irmãos... um raio me parta já aqui, se a merda da arca não tinha pelo menos dois palmos de comprimento!!!
E pronto. Vá lá saber-se porquê, foi desta estória que me lembrei ao ler a evolução das ambições eleitorais do inefável Paulo Portas, que, ainda há pouco estava quase, quase, a assumir-se como “candidato a primeiro-ministro” e que agora, fazendo contas à ligeira subida do PSD, já “só quer” ter mais votos do que a CDU e o BE... somados, embora ainda insista que «as eleições são a três».
Quantos mais “puxões na sotaina” terá ainda que levar?

terça-feira, 24 de maio de 2011

PS/PSD – O maravilhoso mundo dos tachos


Durante o jantar de ontem lembrei-me de repente desta obra da popular artista plástica Joana Vasconcelos. Chama-se o chamativo objeto “Marilyn” e é, como se pode ver, um gigantesco sapato de salto alto, feito de brilhantes tachos e as suas respectivas tampas. Por mim, ter-lhe-ia chamado “O sonho de Filipa Vacondeus... mas isso são cá coisas minhas. Agora se a Joana Vasconcelos quisesse ter dado um cunho de atualidade política ao seu “sapato”, bem poderia ter-lhe chamado “Base de sustentação do partido do governo”.
Fui pensando tudo isto enquanto a televisão me ia informando sobre a mais recente, renhida e profunda “disputa ideológica” entre Passos e Sócrates, a propósito das putativas nomeações de mais uns “boys, colocados à pressa antes que mudem os chefes. Aparentemente, Passos Coelho não foi informado das avalanches de “boys” e nomeações já antes criadas pelo seu próprio partido, por isso, para além do “estrondo” da denúncia, ainda tem descaramento suficiente para afivelar um ar escandalizado. Ou então tudo se resume, na realidade, como defendem os (sempre mal intencionados) "comunas", a mais uma fuga à discussão dos verdadeiros problemas dos portugueses... tais são as semelhança entre os "adversários".
Esta saraivada de colocações e nomeações em finais de mandatos, tem sido assim, alternadamente, desde que estes dois partidos começaram a partilhar o poder, o que me levaria, se quisesse comentar esta estória seriamente, a dizer que se há coisa mais insuportável que um calhordas, é um calhordas desmemoriado... e que esta historieta não passa, no conteúdo, de mais uma pouca de bosta, e na forma, de uma paupérrima desgarrada de “provocação/ataque”, seguido da “provocação/resposta”... mas sem a concertina. Só que não quero!
Primeiro, porque não sou um comentador “sério”, nem um politólogo encartado.
Segundo, porque na verdade eu adoro nomeações! Muito! Gosto tanto de nomeações que agora era capaz de ficar aqui, durante horas, a “nomear” os milhares de “boys” e de “girls”, carreiristas, cavaquistas, "socialistas", alpinistas, especialistas, analistas, jornalistas ("e outras coisas em istas que não cabe aqui dizer", como escreveu o Ary) que tanto PSD como PS já nomearam... mas acredito que nenhum deles ou nenhuma delas iria gostar de ouvir os “nomes” que eu tenho em mente.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sócrates - Quem não tem vergonha todo o mundo é seu!


Qual é a melhor maneira de suportar os discursos de José Sócrates? 
Fácil! É não entender uma palavra do que ele diga.
Este é apenas mais um singelo contributo para comentar a notícia do “Correio da Manhã”, que nos dava conta da arregimentação de imigrantes paquistaneses e indianos a troco de refeições, para os comícios de Sua Excelência o Presidente do Conselho, com a tarefa de agitar bandeiras e cumprimentarem muito o candidato... se houvesse câmaras de vídeo e fotografia apontadas, presumo. Acresce o pormenor delirante de alguns desses imigrantes, contratados nas obras e em lojas do Martim Moniz, não entenderem (nalguns casos) uma palavra de português.
Segundo uma mais recente prosa, desta vez do “i”, depois da escandaleira provocada pela descoberta da origem destes motivadíssimos "apoiantes" de Sócrates, a coisa teve o desfecho que se esperaria: os imigrantes do Paquistão e da Índia foram “apagados” de cena. Trata-se de uma «estrutura voluntária que não é controlada… e que poderá não voltar a aparecer», teve ainda assim a lata de explicar alguém da direção da campanha.
Mesmo não podendo deixar de registar a triste situação económica que poderá ter levado estes imigrantes a aceitar tal “convite”, verificar que alguém na campanha do PS terá achado que aquela farsa poderia durar mais do que um ou dois comícios é, ao mesmo tempo, tão desanimador e tão ridículo, que nem apetece comentar a sério.
Seja como for, dada a origem geográfica destes imigrantes “voluntários”, a estória fez-me lembrar uma das piadas de um velho programa radiofónico de humor, o “Pão com manteiga”, piada que me apetece aqui “remodelar”.
Quanto mais a mentira sobe, mais o “Bangladesh”!  (*)
* No original, “quanto mais o dólar sobe...”

sábado, 21 de maio de 2011

Decididamente!...


Andei durante horas e horas a chamar nomes, vá lá... desagradáveis, aos senhores e senhoras jornalistas, comentadores e politólogos que foram anunciando repetidamente o debate entre Passos Coelho e Sócrates, como “o debate decisivo”. Como se não houvesse nestas eleições mais candidatos e candidatas a deputados e deputadas... até nos partidos destes dois; como se a democracia, mesmo esta, apenas representativa, adoentada e com falta de crédito, se resumisse a uma luta de arena, onde ganhasse quem possuísse o melhor e mais afiado par de caninos. Fiz mal!
Afinal, o "debate" (como pode ver aqui, ou aqui, ou aqui, quem não pôde segui-lo em direto) teve todas as condições para ser, efetivamente, "decisivo". Espero que, tal como eu, muitos mais milhares de portuguesas e portugueses tenham decidido... não votar num nem no outro.
Mas ir votar!
Eu, na verdade, já o decidi há muito... e para os indecisos... ainda não é tarde!
(Nada do que eu possa aqui dizer, quer o faça a sério ou a brincar, pode retratar a pobreza que aquilo foi!)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sócrates – As críticas e as provas dadas


Ainda faltam vários dias de campanha e Sócrates já exibe índices de histeria muito acima do seu estado normal. Aproveitando a oportunidade de, finalmente, ter “chegado a democracia a Beja” (como disse o cromo que está lá de presidente da Câmara do PS, na noite em que o PSD lhe deu a vitória), o primeiro-ministro demissionário proclamou naquela cidade alentejana que «desta vez é que é a sério!», lançando assim grandes dúvidas sobre o que realmente andou a fazer e a dizer durante as anteriores campanhas eleitorais.
Seja como for, a declaração que mais me “convocou” foi aquela em que Sócrates questionou a “autoridade moral” daqueles que ousam criticá-lo. Diz o candidato a reincidente que só pode criticá-lo quem consiga «dar provas de ter feito melhor».
E é assim minhas amigas e meus amigos... e passantes ocasionais. Ficam a saber que a partir de agora, se quiserem criticar a forma como o Ronaldo jogou no jogo “X” da Seleção Nacional... têm que dar provas de jogar melhor do que ele. Se quiserem criticar a atriz “fulana de tal”, naquela cena erótica do seu último filme... têm que dar provas de que fazem melhor.
Todos, todos, incluindo Sua Excelência o Presidente do Conselho... que daqui para a frente se quiser dizer que lhe serviram um ovo estragado, deve dar provas de ser capaz de pôr um ovo fresco... por muito que custe!