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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

"Olavo Belhaque!"


 Última hora!


É oficial! André Ventura já comprou o seu artista negro!

Espera-se a qualquer momento a aquisição de um animador “gay” e de um grupo “gipsy-qualquer-coisa”, para a farsa “artística” dos comícios ficar completa.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Durão Barroso - Coisas de peixes...




Diz a lenda que os “carapaus de corrida” são aqueles que tendo, pela sua fraca qualidade, ficado para o fim na licitação da lota, obrigavam as vendedeiras de peixe a fazer verdadeiras corridas com as canastras à cabeça, para tentarem alcançar as suas concorrentes que tinham, bem antes, partido com os carapaus melhores ao encontro das freguesas.
Infelizmente, entre um ou outro tubarão, aquilo que nos tem tocado enquanto dirigentes governamentais, ao longo de muitos anos... é este peixe desqualificado.
Entretanto, o constitucionalista Jorge Miranda engrossou o batalhão de pessoas que se declaram chocadas com o facto de Durão Barroso, que traíu os seus correligionários em troca de um melhor emprego na Comissão Europeia... ter atacado o Tribunal Constitucional, culpando-o por futuros agravamentos na situação portuguesa, muito embora, com a “coragem” que se lhe conhece, tenha escondido a mão com que atirou a pedra.
Estes facínoras que nos governam (e têm governado) conseguem, por vezes, ser assombrosos! Devemos ser o único país do mundo em que membros do governo, em vez de defenderem os seus órgãos de soberania e a sua Constituição... andam pelo planeta fazendo queixinhas dessa mesma Constituição e pedindo desculpa pelos “entraves” que o texto constitucional e o Tribunal encarregado de o defender possam representar para os interesses da banca e especuladores internacionais.
Imagino que muitos governantes dos restantes países do mundo, defensores das suas identidades e interesses dos seus povos, ao verem o miserável espectáculo dado por estes “dirigentes” portugueses, pensem:
“mas que raio de escumalha é que tomou conta deste país?!”
Tivesse Durão Barroso a insana ousadia de atacar, ou criticar os tribunais constitucionais da Alemanha, ou da Inglaterra, ou da França, para só apontar estes três... e, estou seguro que, desconhecendo o seu parentesco com a família dos “chernes”, todos os responsáveis desses países o mandariam, no mesmo instante, para a “chaputa que o pariu”!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

João César da Neves – Uma coisa morta trazida pelo gato...


João César da Neves é um homem com imenso para dar! Dá aulas de economia, não poucas vezes dá uma imensa vontade de lhe “remodelar” o focinho e, sobretudo... dá opiniões!
Mais uma vez, num artigo de opinião (lá está!!!) no DN, e numa entrevista ao mesmo DN e à TSF, não deixou ficar mal todos aqueles que dele já só esperam o pior.
Entre pérolas como «aumentar o salário mínimo seria a pior forma de estragar a vida aos pobres», ou de ser «suicida e estúpido» baixar a idade da reforma, mais a lenga-lenga costumeira contra as greves e todos aqueles que ousam reivindicar melhores condições de vida, dá um verdadeiro espectáculo ao meter os pés pelas mãos num emaranhado de frases confusas (e nojentas) para tentar explicar uma ideia canalha sublimada nesta frase:
Atendendo à “superioridade” dos cursos ostentados pelo senhor das Neves, não me parece, dada a minha ignara condição, que tenha ferramentas para contestar as suas opiniões com a necessária "qualidade técnica".
Ainda assim, muitos anos a virar frangos e outros tantos de observação destes cromos saídos do mais bolorento salazarismo, permitem-me afirmar com grande confiança:
A maior parte dos neurónios do César da Neves, não são neurónios. 
São lixo! Esterco, estrume, dejectos, coisas mortas trazidas pelo gato, diria mesmo merda... sei lá...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pires de Lima – Fascismo económico




Estamos a atingir um nível de abjecção política e humana a que só posso dar um nome: fascismo económico. A bota cardada da finança que mantém aberta, à força, a porta por onde há-de passar, a seguir (se nada for feito urgentemente) o fascismo político puro e duro.
Vem este desabafo a propósito da nova “ideia” do homem dos sumos e das cervejas, hoje de serviço no governo de Passos e Portas. Diz Pires de Lima que quer o “empreendedorismo” como disciplina de ensino obrigatório nas escolas. Quer que os estudantes vão estudar... para “empresários”.
Fantástico! No mundo ideal deste fanático do CDS, inscrevem-se os herdeiros num qualquer colégio finaço, pago com o dinheiro de verbas roubadas à Escola Pública e, para além de umas pinceladas de umas línguas, noções de etiqueta à mesa e aulas de condução de automóveis particularmente potentes, ensina-se-lhes, de uma forma científica, a melhor forma de fundar e gerir as empresas onde hão-de, estudos terminados, explorar os milhares e milhares de seres humanos que não tiveram o privilégio de nascer no seio de famílias ricas ou “nobres”, ou quase “nobres” de tão ricas... e que se ficaram pelas escolas dos pobres.
Ah... não sei se já tinha dito... mas acho mesmo que isto é uma forma de fascismo disfarçado de…

Fascismo económico!

Cónego Melo – Preito de gratidão


Contra uma proposta da CDU que pretendia colocar um ponto final naquela vergonha, o PS de Braga reiterou o seu apoio à permanência, numa rotunda da cidade, da estátua de homenagem ao assassino e mandante de assassinos que dava pelo nome de “Cónego Melo”.
A fazer fé na doutrina religiosa que, entre crimes, o cónego bolçava... deve estar instalado, com honras... no inferno. Ainda assim, deve gostar de constatar a dedicação que, tantos anos volvidos, alguns “socialistas” não lhe negam.
De facto, desde os idos de 1975 que ficou estabelecida a grande dívida do PS àquela figura incontornável do trauliteirismo fascista, com quem Soares (ele próprio o admite nas memórias) fez uma aliança trilateral (na outra ponta do triângulo estavam Carlucci, a CIA e milhões de marcos da Alemanha Federal e coroas da Suécia). De facto, a ajuda do cónego naquela época, dando ordens à “sua” rede de igrejas e capelas para a diabolização dos comunistas por toda a parte em que as populações estivessem sob a pata da Igreja Católica – o que naquele tempo queria dizer quase todo o país – e, na falta de melhores argumentos, organizando e chefiando as quadrilhas de bombistas e incendiários que se encarregaram da perseguição, agressão, assaltos a sedes... e mortes, se “necessário”, foi decisiva para os planos do PS.
A gratidão, quando tão documentadamente justificada, ainda que dirigida a um canalha... é sempre uma coisa muito “bonita”!
Adenda: Claro que poderia tratar-se de uma gratidão apenas local e meramente venal... e isso, sendo muito menos grave, seria ainda mais pateticamente triste.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Rui Machete - As emendas


Diz-me a notícia que o desastroso Rui Machete emenda as declarações sobre o novo “resgate” a Portugal.
Num espaço de tempo curtíssimo, Machete já emendou as suas declarações sobre a sua relação com o BPN, depois de recorrer à esperteza saloia a que Cavaco também recorreu, de tentar convencer os “papalvos” de que ser accionista da SLN, dona do BPN... não era a mesma coisa que ter relações com o BPN. Já emendou as suas declarações sobre o indigente pedido de desculpas aos presumidos corruptos angolanos que estavam a ser investigados, pelo facto... de estarem a ser investigados. Agora, emenda as suas declarações sobre o novo “resgate”.
Num espaço de tempo curtíssimo, são três valentes tiros nos pés! Numa contagem rápida de tiros e pés... já só lhe resta mais um pé em condições!!!
Em vez de continuar, ao pé coxinho, a fazer figuras ridículas, não estará na altura de o senhor Machete considerar (ou alguém por ele) que já são emendas a mais? Que é já pior a emenda que o soneto? Ou pior a ementa que o cianeto... ou pior a amêndoa que ... ... …


terça-feira, 5 de novembro de 2013

A escolha


Do alto da sua irrevogável hipocrisia e pouca vergonha, Paulo Portas “martelou” numas folhas de papel um amontoado de generalidades sem pés nem cabeça, exceptuando aquelas ideias em que fica claro o propósito de radical destruição do Estado Social e de quase tudo o que foi conquistado em 25 de Abril de 1974.
Aí sim, a lista de crimes a cometer é clara e extensa! Chamaram-lhe “Guião para a Reforma do Estado”.
Depois, insolentemente, os fanáticos que pariram este projecto criminoso, com o calhordas que faz de Presidente da República incluído, declaram sonsamente a intenção de vir a aceitar contributos para o “melhoramento” do documento, vindos dos partidos da oposição e, quem sabe, até directamente dos trabalhadores, através dos seus representantes sindicais.
Para usar uma imagem quase tão radical quanto esta pornográfica intenção do Governo, direi que é como se um carrasco nazi desse a escolher aos prisioneiros do campo de concentração qual a largura e as cores das riscas dos uniformes e umas semanas mais tarde lhes desse a escolher entre os vários aromas possíveis... do gás a usar nas câmaras de extermínio.

"…mas hão-de fugir aos berros, inda a banda vai na estrada…"

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Pronto... não sabe, não sabe!!!



Se José Sócrates tivesse consciência de ter sido a sua governação irresponsável e medíocre (e não a oposição parlamentar ao seu governo) a colocar o país de joelhos perante a troika, situação que os seus sucessores trataram de piorar exponencialmente, na sua ânsia de exibir uma fidelidade cega e uma vontade de agradar aos donos ainda mais cega... teria muito mais decoro nas críticas que faz a esses seus sucessores.
Na verdade, melhor seria que, por um tempo de nojo razoável, se abstivesse mesmo de tecer quaisquer comentários em público sobre o assunto. Seja como for, como não é esse o seu entendimento... lá vai falando, comentando, opinando.
Uma das últimas ocasiões foi na sua entrevista ao jovem Daniel Oliveira... não, não é esse... é o mais mocinho, que tem a mania daquela coisa do «que é os seus olhos vêem?”. Não vi! Confesso que entre os dois “Danieis”, sempre prefiro aquele outro, que diz coisas com que muitas vezes não concordo, que algumas vezes consegue mesmo bulir-me com os nervos... mas que, pronto... é outro mundo.
Da notícia que veio a lume sobre o sucedido nessa entrevista, registei entre outras coisas, três que me prenderam a atenção:
1. Sócrates continua a lutar pelo direito a defender a sua vida privada e a intimidade dos filhos e restante família.
Faz muito bem!
2. Confessou que a conversa que teve com Clara Ferreira Alves, para o jornal do senhor Pinto Balsemão, dada a linguagem informal que utilizou... não fosse editada literalmente e naquela forma brutal.
Confesso que não lhe conhecia este grau de ingenuidade.
3. Afirmou não fazer ideia de porque é que as pessoas se irritam com ele.
A ser mesmo verdade que não faz ideia... esta é uma outra e inesperada “qualidade” do ex-primeiro-ministro, que por razões que se prendem menos com a política e mais com a “caridade”... prefiro não comentar!

“E uma raiva a nascer-te nos dentes...”



Sejamos francos! Não espero criar grandes movimentos de indignação apontando os 10.000 euros de reforma do senhor Jürgen Kröger, acrescidos dos milhares de euros mensais com que foi agraciado logo de seguida, num contrato que pode, obviamente!, acumular com a reforma.
Não num país onde donas de casa “remediadas” fazem excursões de lés a lés para seguir um artista de variedades que cobra quase 50.000 euros de cachet por espectáculo. Não num país onde os maridos dessas donas de casa (e algumas delas) são capazes de andar à pancada para “defender” jogadores de futebol que ganham num mês aquilo que eles só em sonhos conseguiriam ganhar num ano de trabalho.
Agora ver que o grande bandalho, até agora membro da troika e um dos mais severos e intransigentes defensores da reforma aos 67 anos (para nós, claro!), se reformou aos 61... é obra! Dá que pensar!
Para além do mistério dos nós dos dedos a quererem ganhar vida própria... até os tacos de beisebol da “Sport Zone”, desenganados da possibilidade de algum dia servirem para jogar, realmente, beisebol em Portugal... confessaram-me terem ficado possuídos de uma inexplicável “comichão” e vontade de bater em coisas, depois de saberem da notícia.

“Não me digas que não me compreendes…”

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cavaco Silva – Eina ca ganda “presidente” da República!!!


Segundo leio, o emplastro que faz de presidente da República diz que a decisão de pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização do Orçamento de Estado depende dos cálculos que ele ainda está a fazer... sobre «os custos» dos eventuais chumbos.
Depreende-se, então que, para o injustificável emplastro instalado em Belém, se as normas anti-constitucionais ficarem “carotas”, então viva o Orçamento de Estado ilegal... e que se f*** a Constituição da República que ele jurou cumprir e fazer cumprir.
Fica-se a saber (já se sabia!) que para o miserável emplastro instalado em Belém há uma certamente longa lista de interesses e “custos” que estão acima da Constituição do país!
Confirma-se também (como se ainda fosse preciso!) que o emplastro é um ser espessamente estúpido, já que, como bem devia saber, se não pedir a fiscalização do Orçamento, alguém a pedirá... e depois os tais “custos” serão ainda mais elevados.
Eina ca ganda “presidente” da República!

*** As minhas desculpas... pelo inédito recurso a uma língua tão estrangeira!

sábado, 19 de outubro de 2013

Claro que os “governantes” portugueses, mais uma vez, agacham-se e mostram “as partes”...


Mais uma vez, os grandes bancos a deixarem bem claro que os seus lucros e interesses em geral, estão muito acima da Constituição dos pequenos países. Pela voz dos seus lacaios em Bruxelas, como é Durão Barroso. Ainda que, logo a seguir, tentem esconder a mão com que atiraram a pedra. Adoraria ver estes pobres palhaços ricos a endereçarem recados destes ao Tribunal Constitucional alemão!
Claro que se agora eu dissesse o que penso sobre estes repetidos "atropelamentos" ao trabalho, à dignidade e à independência do Tribunal Constitucional português, o que penso sobre estas repetidas faltas de respeito pela Constituição de um país e se, sobretudo, dissesse o que penso sobre Barroso, a Comissão Europeia, sobre a nossa permanência na Zona Euro… e até na própria União Europeia… seria imediatamente classificado como radical, para além de extremamente malcriado.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ministra das Finanças – Uma ideia “luminosa”


Alguém, na fábrica de “ideias” do governo, teve a ideia “luminosa” de enfiar a ministra Maria Luís Albuquerque na televisão a tentar defender o indefensável.
Foi uma pena o José Gomes Ferreira que a entrevistou ser este e não o outro... que teria, certamente, uma coisas bem mais interessantes para lhe dizer. Provavelmente, fora do contexto orçamental... mas muito mais interessantes!
Esteve a segundos de se comparar aos milhares de portugueses que vivem com o ordenado mínimo nacional... o que teria sido um fantástico incentivo a que todos, desempregados, pensionistas, trabalhadores pobres apesar de terem emprego e tantos, tantos outros, tivessem "peninha" dos membros do governo.
Isto prova que nem todas as ideias “luminosas” são, efectivamente, dignas do nome!

Passos Coelho – Vendedor da "TV Shop"?


Ontem, por três vezes, passei à frente de aparelhos de televisão que estavam a repetir a imagem do manequim espantalhado fugido da Rua dos Fanqueiros e que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho, falando no México, país onde foi “respeitosamente” recebido com uma bandeira “portuguesa” inventada.
De todas as vezes tive a ventura de não ouvir o que o crápula dizia, mas as televisões tiveram a muito discutível amabilidade de ter nos ecrãs, em texto, uma espécie de resumo do assunto. Citando de memória, era mais ou menos isto:
“PM convida Presidente mexicano a interessar-se pelas próximas privatizações em Portugal”
E pronto! É esta a triste figura que “fazemos” no estrangeiro! Como não bastava saber-se que temos um primeiro ministro vendido... sempre que este abre a boca, é para vender mais uma parcela do património nacional.
Sempre desejando ver o lado bom das coisas... chamo a atenção para os gestores da “TV Shop”, dos trens de cozinha da já estafada salazarista Filipa Vacondeus, dos fabricantes de enciclopédias a metro, da "Tupperware", dos cosméticos “Avon”, mais os outros que se dedicam às vendas porta-a-porta, pelo correio e na televisão... e que agora não me ocorrem.
Contratem e levem o tipo, pessoal!!! Ele pode ser (e é!) um pedaço de esterco como governante, mas como vendedor é imparável... e, como se pode ver mais uma vez e pelo tema deste texto, não tem um pingo de vergonha na cara.
Ao país não serve para nada... mas pode fazer a vossa fortuna!

domingo, 13 de outubro de 2013

Pronto, vá lá... não exageremos!


Isto não é mais uma das minhas fotomontagens “manhosas”! É mesmo um cartaz de um filme.
Uma data de gente mais ou menos famosa, juntou-se para fazer um filme sobre o qual não posso partilhar quaisquer estados de alma (pelo menos enquanto não o vir)... e decidiu chamar-lhe:

“Machete kills”
Que diabo! Parece-me que também não será caso para tanto! Em condições normais, Machete não mata. Poderia, isso sim, envergonhar, vá... envergonhar muito. Mas para isso seria preciso que ele e o seu governo (lá vou eu pedir demais!) tivessem um pingo de vergonha nas fuças!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Passos Coelho – Como uma fossa séptica...


Aí está o agravamento da austeridade que Passos Coelho garantiu que não se daria! O agravamento de que não falou antes das Autárquicas, «para não espantar a caça», como disse Marques Mendes, numa escolha de palavras extremamente "elegante". 
Passos Coelho abre a boca e é como se fossemos atingidos por uma rabanada de vento vinda directamente de uma fossa séptica. O indivíduo rumina o próprio esterco das suas ideias putrefactas.
A miserável "hiena" seria risível, se a sua mania de falar num português indigente, cheio de frases “novas” e significados “criativos”, não estivesse directamente ligada à ruína do país, ao roubo dos seus recursos colocados nos bolsos dos amigos, ao esmagamento dos trabalhadores, tanto pelo corte generalizado dos seus meios de subsistência como pelo terror do desemprego gigantesco e crescente, fabricado exactamente para puxar para baixo os níveis salariais, ao êxodo de jovens, à morte prematura dos mais velhos e pobres.
E assim vemos o desfile das “requalificações”, das "modulações", das "refundações", dos “ajustamentos”, os “choques de expectativas” e toda restante tralha linguística com que este bandalho pretende confundir quem o ouve.
E assim chegamos a este apelo feito aos economistas, politólogos e comentadores em geral. O apelo para que façam os possíveis, nas suas intervenções públicas, nomeadamente nos meios de comunicação, por «reposicionar as expectativas» das pessoas.
Portando, caras amigas e amigos, quando um qualquer dos lacaios de serviço estiver a tentar lavar-nos o cérebro com mais uma dose do “pensamento único dos mercados”... na verdade, não estará!
Estará a “reposicionar as nossas expectativas”!

sábado, 5 de outubro de 2013

Cavaco Silva – Tenho cá pra mim...



Tenho cá pra mim que o emplastro que ocupa o lugar que deveria estar ocupado por um verdadeiro Presidente da República, faz de propósito para parecer imbecil. Tenho para mim que foi a técnica que resolveu adoptar para se “demarcar” dos bandidos chupistas e parasitas em geral, de que se fez rodear quando era chefe do Governo, gente que está hoje já presa, ou a dever anos à prisão.
Só isso explica muitas das suas indigentes declarações públicas, como esta em que terá dito que estranha haver portugueses que “não remam para o mesmo lado”.
Quer com isto fazer crer, o sonso, que é estranho ao conceito de poder existir gente que, partindo dum mesmo ponto, como poderia ser a Estação do Oriente em Lisboa (ou a presente situação político-económica)... se dividisse entre os que querem ir para Faro, ou para o Porto, ou Beja, ou Figueira da Foz... ou os que não querem ir a lugar algum para além dos bolsos dos passageiros a quem falsamente prometeram e cobraram antecipadamente a viagem.
Ah... já me esquecia... mesmo não sendo um dos (felizmente!) muitos economistas e cidadãos em geral, a quem Cavaco apontou o dedo... ainda assim, aproveito esta "magna" oportunidade para lhe dizer que “masoquista” é a tia!!!

domingo, 29 de setembro de 2013

Herman e Milhazes – Tão porquinho!...


Provavelmente é apenas o meu mau feitio a falar. Provavelmente não houve muita gente a ficar enojada com o critério usado para convidar o estropício que dá pelo nome de José Milhazes para debitar em directo no programa de Herman José as provocações e calúnias anti-PCP e Álvaro Cunhal, que escrevinhou no livrito que anda a promover onde pode.
E lá esteve ele, em noite de véspera de eleições, fazendo o seu comício anti-comunista, debitando pérolas como aquela em que defende a construção de uma estátua a Brejnev, por ter tido o “bom senso de impedir que Cunhal tomasse o poder em 1976”.
Desculpar-me-ão... mas já só muito raramente acredito em coincidências e actos inocentes!
Herman José, provavelmente por ter consciência da nojeirada em que alinhou para fazer o jeito a alguém... compensou com a tentativa de subir o nível do programa, convidando também a actriz de filmes pornográficos, Sasha Grey, para promover o livro que publicou.
Aquele longo exercício anticomunista disfarçado de entrevista, na véspera de uma eleição, pode até não ter tirado um voto que seja à CDU...
...mas foi porco!

PNR – A solução...



Um tal João Patrocínio, um pequeno fascista que se candidatou a fazer o papel de “tipo que aparece na campanha a dizer umas coisas nojentas”... pelo partido dos igualmente pequenos fascistas, o PNR, propõe que se acabe liminarmente com os apoios e subsídios municipais às associações das minorias, tais como grupos de defesa dos direitos dos homossexuais, das minorias étnicas em geral... presume-se que tanto na vertente cultural, como social, como seja lá para o que for.
Depois de passar um dia a reflectir assaz e sem querer que esta minha (mais uma!) nova reflexão seja entendida como um sentido de voto, ou de não voto... sempre vos digo:
- Então não se está mesmo, mesmo a ver que o pequeno fascista tem carradas de razão?!
Claro que em vez de andar a esbardalhar rios de dinheiro (com vítimas de homofobia, ou de racismo, ou xenofobia, ou violência doméstica, ou grupos de apoio social a prostitutas, todos refastelados em dezenas de organizações onde estas coisas “perfeitamente aceitáveis” são denunciadas, ou associações que têm a pretensão de, através da música, do teatro e da arte em geral, conseguirem tirar das ruas daqueles bairros com nomes muito estranhos e das garras dos traficantes, centenas de jovens que se está mesmo a ver que não passam de pretos, ou brancos quase pretos de tão pobres *...) a autarquia devia investir em dois ou três bons fornos crematórios. Digo eu...
Estão a ver a maravilha do raciocínio do pequeno fascista, candidato em Lisboa a fazer o papel de “tipo que aparece na campanha a dizer umas coisas nojentas”?
Por um lado... poupa-se uma pipa de massa! Por outro... os problemas dos homossexuais, lésbicas e transexuais, dos pretos, dos ciganos, dos imigrantes, dos pobres, dos drogados, dos portadores de deficiência física e demais "indesejáveis da sociedade" (com um esforço lá chegaríamos aos comunistas...), teriam aquilo a que se poderia chamar... uma “solução final”! **

* Obrigado ao Caetano Veloso, pelos tremendos versos da sua canção “Haiti”.
** Creio que este nome já foi usado antes...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Richard Branson – O mascarado



Richard Branson já foi um jovem editor com o entusiasmo suficiente para acreditar num outro jovem, este compositor e músico, de nome Mike Oldfield, que lhe propôs um produto considerado invendável pelas várias editoras que lhe foram batendo com a porta na cara... um disco LP, com apenas duas faixas “intermináveis” de música (quase só) instrumental e em que Mike Oldfield tocava todos os instrumentos. Estávamos em 1973 e o disco era o “Tubular Bells”.
O sucesso internacional verdadeiramente avassalador com que essa ousadia editorial foi recompensada, está, ironicamente, na base da fortuna colossal que levou Richard Branson a tornar-se um dos homens mais ricos do planeta. Depois da “Virgin” editora, vieram milhentos negócios, entre os quais, outra “Virgin”, desta vez, na forma de companhia de aviação comercial, seguida de mais milhentos negócios e negociatas que foram fazendo crescer desmesuradamente a conta bancária do empreendedor britânico e desaparecer, por contraste, todo o capital de simpatia que eu nutria pelo jovem editor.
O mais recente negócio que abraçou são telemóveis. Para promover os seus telemóveis, não arranjou melhor do que vestir-se de “Che Guevara” e andar pelas ruas apregoando a sua “revolução”. Faz-me pena!
Não quero, nem por um momento, (perder tempo a) dar lições sobre “Che”, ou sobre o que quer que seja, a Branson ou aos seus admiradores!
Sendo assim, o que me faz-me ainda mais pena... é que a segunda parte da campanha, não a tenha passado vestido de ligaduras e gaze... depois de passar por um posto de primeiros socorros! Mas isto é o meu mau feitio e falta de pachorra a falarem...

domingo, 8 de setembro de 2013

Passos Coelho – Ah... um dia o escroque põe-se a jeito...


Começo por pedir desculpas pela forma já recorrente de utilizar esta imagem (ainda por cima montada por mim) de um Passos com “ar” de personagem do “estado novo” e com o jornal da “mocidade portuguesa” em fundo... mas depois de dar algumas voltas ao arquivo... acabo por não encontrar nada que lhe assente melhor. Passemos ao assunto:
Se Passos Coelho fosse detentor de uma inteligência e competência acima da triste mediocridade... a sua vida profissional, antes de chegar à “presidência do conselho de ministros”, não se teria limitado a uns empregos de favor, oferecidos na totalidade por um padrinho político (que parece, aliás, já estar arrependido do apadrinhamento).
Ainda assim... não sou dos que pensam que ele é estúpido. Logo, só uma arrogância sem limites pode explicar que o canalha, não tendo aprendido nada com o episódio em que chamou “piegas” aos portugueses, reincida agora, classificando os protestos contra a sua política criminosa... como lamúrias.
A acção sem vergonha deste bando que, entre nós e disfarçado de governo, cuida dos negócios dos banqueiros e especuladores organizados em “troika”, está a conseguir fazer aumentar a minha falta de paciência e radicalismo a um ritmo muitíssimo maior do que aquele que a idade, de forma natural, se encarregaria de ir justificando e desculpando.
Assim, não é de estranhar que eu, por vezes, deseje tanto a oportunidade de ouvir as lamúrias que Passos Coelho soltaria, se fosse rodeado por alguns familiares de idosos, ou doentes assassinados pela falta de assistência médica atempada, ou pela falta de meios para comprar medicamentos... ajudados por uns tantos desempregados cujo desemprego tivesse sido provocado pela política de propositado empobrecimento e destruição da economia do país... a que se juntaria um ou outro pai (ou mãe) de um jovem obrigado a emigrar... e que, em conjunto e em “homenagem” à austeridade “para lá do que atroika exigia” e de que Passos Coelho tanto gosta de se gabar, lhe partissem metodicamente os dentes, lhe reorganizassem reiteradamente a geografia do focinho... juntando-lhe a reinvenção da forma de uma ou duas costelas!!!
Normalmente, este desejo violento acaba por passar... e eu volto a ser uma pessoa quase normal. Quase um bom cristão... não fosse o inultrapassável “handicap” que representa o facto de eu não ser nem bom... nem cristão.