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sábado, 2 de novembro de 2013

Passos Coelho - Gasta menos e tem melhores resultados


Claro que agora já percebi que o senhor primeiro-ministro estava, com estas palavras, a gabar a excelência da sua “prestação” enquanto chefe do bando que nos governa, mas ao ler apenas o título da notícia pensei que estivesse a falar das performances da nova viatura oficial... o que me lembrou uma estória:
Regressado da Austrália, onde fora de visita a uma sua irmã, o Fernando não se calava com o tamanho da propriedade australiana dela e do seu cunhado, emigrantes criadores de ovelhas.
- Mas grande... como? – perguntou o Anacleto de “mini” na mão.
- Ó pá... grande, pronto! Olha... quando o meu cunhado me levou na “pick-up” para dar a volta completa à propriedade, levámos um dia inteiro...
- Ah... já tive uma “pick-up” assim! Só dava problemas! Desfiz-me dela assim que foi possível!!!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Passos Coelho – Vendedor da "TV Shop"?


Ontem, por três vezes, passei à frente de aparelhos de televisão que estavam a repetir a imagem do manequim espantalhado fugido da Rua dos Fanqueiros e que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho, falando no México, país onde foi “respeitosamente” recebido com uma bandeira “portuguesa” inventada.
De todas as vezes tive a ventura de não ouvir o que o crápula dizia, mas as televisões tiveram a muito discutível amabilidade de ter nos ecrãs, em texto, uma espécie de resumo do assunto. Citando de memória, era mais ou menos isto:
“PM convida Presidente mexicano a interessar-se pelas próximas privatizações em Portugal”
E pronto! É esta a triste figura que “fazemos” no estrangeiro! Como não bastava saber-se que temos um primeiro ministro vendido... sempre que este abre a boca, é para vender mais uma parcela do património nacional.
Sempre desejando ver o lado bom das coisas... chamo a atenção para os gestores da “TV Shop”, dos trens de cozinha da já estafada salazarista Filipa Vacondeus, dos fabricantes de enciclopédias a metro, da "Tupperware", dos cosméticos “Avon”, mais os outros que se dedicam às vendas porta-a-porta, pelo correio e na televisão... e que agora não me ocorrem.
Contratem e levem o tipo, pessoal!!! Ele pode ser (e é!) um pedaço de esterco como governante, mas como vendedor é imparável... e, como se pode ver mais uma vez e pelo tema deste texto, não tem um pingo de vergonha na cara.
Ao país não serve para nada... mas pode fazer a vossa fortuna!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Um recorte da realidade – Passada, ou de agora?


Esta “imagem”, surripiada na página de “facebook” de uma amiga, é a melhor ilustração para o que quero dizer hoje. É a imagem “escarrada” (como diz o povo) do poder cinzento, miserável, parolo e fascista, que o 25 de Abril derrubou... mas não extinguiu.
E assim chegamos à notícia de que Passos Coelho e o seu bando, para além de todas as medidas criminosas já anunciadas, querem cortar nos salários do funcionários públicos acima do que “prometeram” à troika.
A imagem deste recorte do passado é uma espécie de “sonho molhado” de Passos Coelho. Um país de funcionários que têm apenas o essencial para a sobrevivência e que, na falta de transportes públicos em quantidade suficiente, se desloquem para os empregos a pé... ou de bicicleta.
Enquanto isso, vai tendo a esperança – felizmente, vã! – de que se passeará, ainda por muito tempo, com a sua quadrilha, em carros de luxo, ao serviço dos senhores do mundo a quem serve cegamente.
Quando, logo nos seus primeiros dias de poder, ao ser “incomodado” na rua por uma mulher que teve a “ousadia” de se queixar do desemprego e da miséria, Passos Coelho, por detrás de um sorriso canalha, lhe foi rosnando insolentemente que o que ela precisava era de «uma enxada nas mãos»... eu, para além do desejo fantasista de ver materializar-se ali mesmo uma enxada com que a mulher lhe rachasse o focinho... constatei que estávamos na presença de um sociopata. Um sociopata a que alguns eleitores tinham confiado o destino próximo do país... em vez de aproveitarem a fuga de Sócrates para votar maioritariamente à esquerda e obrigar com isso o PS (quem sabe?!) a uma mudança de política.
Um sociopata que deve ser posto na rua na primeira oportunidade!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Passos Coelho – Como uma fossa séptica...


Aí está o agravamento da austeridade que Passos Coelho garantiu que não se daria! O agravamento de que não falou antes das Autárquicas, «para não espantar a caça», como disse Marques Mendes, numa escolha de palavras extremamente "elegante". 
Passos Coelho abre a boca e é como se fossemos atingidos por uma rabanada de vento vinda directamente de uma fossa séptica. O indivíduo rumina o próprio esterco das suas ideias putrefactas.
A miserável "hiena" seria risível, se a sua mania de falar num português indigente, cheio de frases “novas” e significados “criativos”, não estivesse directamente ligada à ruína do país, ao roubo dos seus recursos colocados nos bolsos dos amigos, ao esmagamento dos trabalhadores, tanto pelo corte generalizado dos seus meios de subsistência como pelo terror do desemprego gigantesco e crescente, fabricado exactamente para puxar para baixo os níveis salariais, ao êxodo de jovens, à morte prematura dos mais velhos e pobres.
E assim vemos o desfile das “requalificações”, das "modulações", das "refundações", dos “ajustamentos”, os “choques de expectativas” e toda restante tralha linguística com que este bandalho pretende confundir quem o ouve.
E assim chegamos a este apelo feito aos economistas, politólogos e comentadores em geral. O apelo para que façam os possíveis, nas suas intervenções públicas, nomeadamente nos meios de comunicação, por «reposicionar as expectativas» das pessoas.
Portando, caras amigas e amigos, quando um qualquer dos lacaios de serviço estiver a tentar lavar-nos o cérebro com mais uma dose do “pensamento único dos mercados”... na verdade, não estará!
Estará a “reposicionar as nossas expectativas”!

sábado, 14 de setembro de 2013

Função Pública - Virão aí mais chumbos?


Apoiado por uma horda de comentadores, politólogos e “cientistas” políticos com cadeira reservada nas televisões e jornais nacionais, o governo impinge-nos dia a dia a patranha de que há funcionários públicos a mais, que ganham bem demais e que, mesmo depois de aposentados, têm reformas demasiado altas.
Nada mais mentiroso! A média de funcionários públicos por habitante, em Portugal, é menor do que a média europeia. Os seus ordenados e pensões estão abaixo da média europeia. A percentagem do PIB que é gasta nos vencimentos dos funcionários públicos é menor do que na maior parte dos países da União Europeia. Mais... em poucos anos, o número de funcionários públicos desceu de mais de 700.000, para pouco mais de 500.000. Mais ainda e em consequência desta diminuição brutal de entradas para a Função Pública de novos trabalhadores... há sectores onde é evidente a falta de funcionários.
Ainda assim, o governo não hesita em, numa manobra revanchista, canalha e «terrorista», tentar vingar outro “chumbo” do Tribunal Constitucional, com mais uma agressão cobarde aos mais indefesos, deixando intactos os grandes interesses.
Mais ainda, numa tentativa canhestra por tão evidente, de tentar dividir para reinar, o governo encena a manobra asquerosa de deixar de fora dos cortes alguns funcionários, como sejam os magistrados e as forças policiais, o que, em condições normais, poderia ser considerado ofensivo até pelos próprios “beneficiados”, por se paraecer demasiado com uma tentativa de suborno do poder judicial e de garantia de “fidelização” das forças policiais, atendendo à contestação crescente que varre a sociedade.
- Estas novas medidas têm hipótese de serem anticonstitucionais – dizia o meu amigo, que, como se pode ver por este “têm hipótese” é bastante cauteloso nas suas afirmações. E continuou: se vierem por aí mais “chumbos” do Tribunal Constitucional... o Passos Coelho fica histérico, ou não odiasse ele o TC e a própria Constituição!
A nossa conversa de café ia muito bem e dentro de limites de seriedade apreciáveis... mas como seria de esperar, a minha incapacidade de manter uma conversa séria durante muito tempo, obrigou-me a estrear uma teoria.
- Não, pá! O Passos Coelho fica histérico, mas não é por odiar a Constituição. O problema é que, como se compreende, as palavras "chumbo" e "coelho", escritas na mesma frase... têm um efeito tremendo!!!

domingo, 8 de setembro de 2013

Passos Coelho – Ah... um dia o escroque põe-se a jeito...


Começo por pedir desculpas pela forma já recorrente de utilizar esta imagem (ainda por cima montada por mim) de um Passos com “ar” de personagem do “estado novo” e com o jornal da “mocidade portuguesa” em fundo... mas depois de dar algumas voltas ao arquivo... acabo por não encontrar nada que lhe assente melhor. Passemos ao assunto:
Se Passos Coelho fosse detentor de uma inteligência e competência acima da triste mediocridade... a sua vida profissional, antes de chegar à “presidência do conselho de ministros”, não se teria limitado a uns empregos de favor, oferecidos na totalidade por um padrinho político (que parece, aliás, já estar arrependido do apadrinhamento).
Ainda assim... não sou dos que pensam que ele é estúpido. Logo, só uma arrogância sem limites pode explicar que o canalha, não tendo aprendido nada com o episódio em que chamou “piegas” aos portugueses, reincida agora, classificando os protestos contra a sua política criminosa... como lamúrias.
acção sem vergonha deste bando que, entre nós e disfarçado de governo, cuida dos negócios dos banqueiros e especuladores organizados em “troika”, está a conseguir fazer aumentar a minha falta de paciência e radicalismo a um ritmo muitíssimo maior do que aquele que a idade, de forma natural, se encarregaria de ir justificando e desculpando.
Assim, não é de estranhar que eu, por vezes, deseje tanto a oportunidade de ouvir as lamúrias que Passos Coelho soltaria, se fosse rodeado por alguns familiares de idosos, ou doentes assassinados pela falta de assistência médica atempada, ou pela falta de meios para comprar medicamentos... ajudados por uns tantos desempregados cujo desemprego tivesse sido provocado pela política de propositado empobrecimento e destruição da economia do país... a que se juntaria um ou outro pai (ou mãe) de um jovem obrigado a emigrar... e que, em conjunto e em “homenagem” à austeridade “para lá do que atroika exigia” e de que Passos Coelho tanto gosta de se gabar, lhe partissem metodicamente os dentes, lhe reorganizassem reiteradamente a geografia do focinho... juntando-lhe a reinvenção da forma de uma ou duas costelas!!!
Normalmente, este desejo violento acaba por passar... e eu volto a ser uma pessoa quase normal. Quase um bom cristão... não fosse o inultrapassável “handicap” que representa o facto de eu não ser nem bom... nem cristão.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Uma pergunta... duas respostas possíveis




Sobre a frase abjecta de Pedro Passos Coelho, «Já alguém perguntou aos mais de 900 mil desempregados do que lhes valeu a Constituição?… já se escreveu muito e muitas vezes acertadamente, como nesta bela prosa de Ana Sá Lopes, ou neste post do Vítor Dias, só para dar dois exemplos entre cem possíveis.
Com o meu habitual mau feitio, direi que, infelizmente, a Constituição não nos valeu para evitarmos ter como primeiro-ministro um monte de esterco desta estirpe. Bem pelo contrário, o carácter democrático da Constituição, permitiu-lhe chegar ao poder, por um caminho "pavimentado" de mentiras descaradas.
Ainda assim, gostaria de deixar uma pergunta no ar… com a proposta de duas respostas que me ocorrem.
Quais as diferenças entre Passos Coelho e um taxista ultra-reaccionário e muito irritado com o trânsito?
1. O taxista ultra-reaccionário, pelo menos, admite que o seu ídolo é Salazar, chegando mesmo a repetir, à exaustão, que "o país precisa é de um novo Salazar"... quando não são mesmo dois.
2. O taxista ultra-reaccionário, ainda assim e apesar de tudo... serve realmente para alguma coisa!





domingo, 1 de setembro de 2013

Passos Coelho – Este indivíduo não presta!


Primeiro-ministro não revela que medida substituirá o chumbo do Tribunal mas preço pode ser “mais elevado” – relata a notícia que dá conta de mais um violento ataque de Passos Coelho ao Tribunal Constitucional.
O canalha não desarma! Insiste na agressão ao país e à Constituição saída da Revolução de Abril. Não consegue esconder o ódio a tudo o que ela significa.
O miserável (mas perigoso!) candidato a aprendiz de “sua excelência o presidente do conselho”… acha que isto vai lá com ameaças, com castigos… nalguns casos, corporais (que o digam aqueles que já passam fome, ou não têm dinheiro para medicamentos), com a instalação de um clima de terrorismo social e repressão.
Este indivíduo não presta! 

sábado, 31 de agosto de 2013

Passos Coelho – Reles lacaio!


Já que não o deixaram ir para a frente com medidas ilegais, contra a Constituição da República... Passos Coelho ameaça com alternativas que podem incluir medidas “ainda mais injustas” (?)... e, claro, «um segundo resgate».
Tudo isto se Passos Coelho e os seus celerados ajudantes não conseguirem rapidamente uma posição com suficiente visibilidade e bom ângulo para«sinalizarem» os seus rabos de lacaios, enquanto baixam as calças à frente dos patrões alemães e derivados.
Estarei sempre aberto a que me provem que Passos Coelho é amigo do seu amigo, bom pai e excelente esposo... mas rais ma partam se, enquanto governante, o homem não é capaz de fazer as melhores imitações de um reles canalha que me têm sido dado apreciar!!!
Mais... estou convencido de que estes alternadíssimos filhos da dita, convencidos que estão de não poderem, com esta política de desastre, cumprir nenhum dos objectivos e compromissos que assumiram perante os donos... procuram, desesperadamente, qualquer pretexto que lhes sirva para pedirem um segundo resgate!

domingo, 18 de agosto de 2013

“Riscos constitucionais” na colectividade


E discursa o presidente da direcção da "União Filarmónica Euterpe Pontalense".
“Caros sócios... para arranjar o dinheiro que nos permita continuar e acabar as obras no nosso pavilhão gimno-desportivo, já fizemos de tudo: cortámos na comida aos miúdos do infantário e do ATL; retirámos o apoio aos reformados que vinham aqui fazer ginástica à tarde e despedimos o instrutor de ginástica; vendemos um terço dos instrumentos da banda a uma banda espanhola que por aqui passou e fechámos as inscrições para entradas na banda de novos músicos; acabámos com a escola de música e despedimos o professor; aumentámos as quotas e os preços no bar para o dobro... e acabámos com os descontos para sócios.
Ainda assim teremos que tomar medidas que não são fáceis. Para conseguir algum do dinheiro de que necessitamos e alguns dos materiais de construção... pensámos fazer dois assaltos, para os quais contamos com o máximo consenso, tanto pela parte dos sócios que apoiam esta direcção, como dos da oposição. Assim, em data a divulgar, procederemos aos assaltos ao armazém de materiais de construção do Sr. Ildefonso Carrapeta... e à dependência da Caixa Agrícola.
Poderia continuar este "exercício"... mas parece-me que já chega de ficção! Se, na vida real, um presidente de colectividade fizesse um discurso como este que aqui “inventei”, seria classificado, no mínimo, como um perfeito canalha, um aldrabão perigoso para a própria colectividade... a querer fazer-se passar apenas por imbecil. Infelizmente, na vida real...

sábado, 17 de agosto de 2013

Passos Coelho no Pontal – A banha da cobra está estragada...



É um canalha! Nem me deixou chegar ao ponto em que embandeiraria em arco com os magros números conjunturais que lhe permitem vomitar que o governo está no rumo certo, nem me deixou alimentar a curiosidade sobre que mentiras novas inauguraria.
Abriu logo dizendo que todos aqueles que os elegeram, há dois anos, «sabiam exactamente o que aí vinha e que medidas os esperavam»... e sobre esta declaração, confesso, não me ocorre nada de muito mais profundo do que aquilo com que comecei: o homem é um canalha!
Este partido, o PPD-PSD, uma exótica excrescência política, uma originalidade portuguesa, é digno de estudo. Entre o popularucho recorrente das festas do Pontal, até à selecta e elitista sede na São Caetano à Lapa, entre os risíveis “mendes botas”, os grunhos “cavacos silvas” e os barões saídos das melhores famiglias da finança e empresariado nortenho ou lisboeta... vai um mundo. Um mundo de enganos, mentiras, roubos, bandidos que se revelam depois de sair do poder... e bandidos que se afirmam mesmo ainda no poder.
Não estou com estômago para abordar, num tom sério, aquilo que os analistas tratarão de escalpelizar, ainda que a uma boa parte o faça de forma apoiante e reverente. Aquilo a que eu chamaria o mal disfarçado fiasco da rentrée, as pérolas dos projectos «não isentos riscos constitucionais», num discurso baralhado, confuso, aldrabão, politicamente indigente e formalmente medíocre, terá, estou certo, alguns apoiantes mais ou menos sinceros, mais ou menos calculistas.
Assim sendo, prefiro imaginar a balada coimbrã que o Zeca comporia, a meu pedido, começando com um verso que diria, a meu pedido...
“do Pontal até à Lapaaaa...”
Mesmo não podendo o Zeca aceder ao meu pedido, conhecendo a sua “veia” quando resolvia ser, vá lá... menos simpático com alguém (“Como se faz um canalha”, ou a Arcebispíada, etc., etc.), consigo imaginar o que sairia dali...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Requalificação – Provavelmente...


Provavelmente, ainda restam algumas almas “simples”, que não entenderam que a “requalificação” que o governo anuncia e está (provavelmente, contra a Constituição) a fazer passar na Assembleia, não passa de uma forma cobarde de designar os despedimentos puros e duros que a troika ordenou para a Função Pública.
Provavelmente, ainda restam algumas almas mais “simples” ainda, que acham ser possível um funcionário público ser despedido, digamos, aos cinquenta ou cinquenta e cinco anos de idade... e, num universo de mais de um milhão de desempregados, ter condições de ir «fazer alguma coisa para outro lado», como disse Passos Coelho no estilo insultuoso, provocador e canalha a que já nos habituou... e que este "fazer alguma coisa" tão bem exemplifica.
Provavelmente, se um funcionário publico “requalificado” encontrar na rua o senhor primeiro-ministro, ou qualquer um dos seus cúmplices, e tomar a iniciativa de lhe partir os dentes, consegue o feito inédito de juntar duas “justas causas”:
1. A “justa causa” para o mais que provável processo disciplinar seguido de despedimento.
2. A mais do que justa causa que o levou a decidir “requalificar” as fuças do senhor governante.

domingo, 28 de julho de 2013

Pedro Passos Coelho aposta na “União Nacional”


Pedro Passos Coelho, o emplastro que faz de primeiro-ministro, apela a acordo com o PS para «clima de união nacional».
Se não fosse estúpido, para além de todas as restantes “qualidades” que se lhe reconhecem, saberia que – ainda que o pense - não devia dizer uma tal baboseira. Seguro (muito justamente) não gosta da expressão, a esmagadora maioria dos dirigentes e militantes do PS não gosta... e até uma boa parte dos membro do PSD, aqueles que ainda vivem a ilusão de pertencer a um partido social-democrata, não gosta.
Alguém deveria informar o garotão do facto de já termos sido “agraciados” com uma União Nacional. Durante décadas. Não correu bem!
Independentemente de o garotão saber, ou não, o que está a dizer, alguém deve fazer-lhe o favor de o informar de dois problemas de "pormaior" no seu plano de criação de uma qualquer “União Nacional”:
1. Ele está longe de ter o “estofo” de Salazar.
2. A esmagadora maioria dos portugueses não tem a menor intenção de lho permitir!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Passos Coelho - Os avarentos dos portugueses estão a dar cabo da economia...


O meliante e chefe de meliantes que temos como primeiro ministro, abraçou, de forma cega e fanática (passe a redundância) uma política de brutal austeridade, gabando-se mesmo de ir para além das exigências, já de si criminosas, da troika ocupante.
Assim, destruiu mais de meio milhão de postos de trabalho aumentando para um milhão o número de desempregados, levou à falência milhares de empresas, cortou pensões, vencimentos, apoios sociais, levou ao limiar da pobreza milhares de trabalhadores com emprego e à miséria milhares de desempregados e idosos.
Agora, com o descaramento de provocador a que já nos habituou... é capaz de dizer:
«A crise tem sido mais forte porque as pessoas gastaram menos do que previmos»
Portanto, os culpados da crise, são os malandros dos portugueses que recorrem à “desculpa” de terem muito menos dinheiro, para justificar a atitude “anti-patriótica” de gastarem menos do que aquilo que o senhor primeiro-ministro previa.
Qual o grau de insolente desfaçatez que é preciso... 
para bolçar uma tal canalhice pela boca fora?

terça-feira, 23 de julho de 2013

A culpa é dos que vão à falência e dos malandros dos desempregados!


Argumenta o (ainda) primeiro-ministro que o governo não aumentou as suas despesas. O que aconteceu foi uma diminuição da receita em impostos, quebra de produto interno bruto, etc., etc., etc. ... tudo, como toda a gente sabe, coisas com as quais as políticas do governo nada têm que ver.
Ficamos então a saber que os milhares de falências de micro, pequenas e médias empresas, que deixam de pagar impostos e lançam no desemprego centenas de milhar de trabalhadores que deixam igualmente de pagar impostos ao mesmo tempo que deixam de ter poder de compra, o que leva a uma diminuição da produção por falta de consumo interno, o que leva à falência de milhares de micro, pequenas e médias empresas, o que leva a...
Nada disto, portanto, é da responsabilidade do governo e das suas políticas económicas! Nada disto é resultado da realidade externa que nos é imposta pela gula criminosa dos “mercados” e a que Passos se submete como um lacaio.
Como não consigo acreditar que Passos Coelho seja assim tão liminar e extensamente estúpido... tenho que regressar à minha convicção de sempre: é um canalha!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sob que regime vivemos?


Sob que regime vivemos, quando o traste que faz de Presidente da República faz tudo o que o seu poder permite para evitar eleições, apenas por saber que o seu partido sairia humilhado do acto eleitoral?
Sob que regime vivemos, quando o mono que faz de Presidente da República protege o bando de criminosos garotos do seu partido, mesmo quando estes (e os seus aliados) já deram provas da mais vergonhosa falta de sentido de estado, de sentido patriótico, de competência... e até de honestidade?
Sob que regime vivemos, quando numa altura em que o conjunto de partidos que suportam o governo reunem pouco mais de 30 por cento nas intenções de voto, o líder do partido da direita mais reaccionária, dentro da coligação, neste momento com uns meros cerca de 8 por cento nas sondagens, provocou um golpe de estado, conseguindo que o seu líder, Paulo Portas, acabe detendo praticamente todo o poder dentro do executivo?
Sob que regime vivemos, quando o “novo” primeiro ministro de facto - mas não eleito - dá todos os dias provas da mais rasteira e “irrevogável” falta de palavra, de honestidade, de vergonha na cara?
Sob que regime vivemos, quando a burguesia de direita, que inventou uma espécie de democracia que serve exclusivamente os seus fartos interesses... já nem as regras dessa “democracia” manhosa respeita?

terça-feira, 2 de julho de 2013

Vítor Gaspar


... e a leve impressão de que já vai tarde. *
A esperança de que o demissionário Gaspar vá parar com os costados à prisão, por “serviços prestados” na delapidação dos recursos do país... é (por enquanto) uma utopia, evidentemente! Já a nomeação de Maria Luís Albuquerque, enterrada até ao pescoço no lamaçal dos SWAP, não tem, para já grande explicação... a não ser, provavelmente, o reconhecimento da única qualidade que a torna apta para o novo cargo no governo... e que é a capacidade para ir ao Parlamento mentir descaradamente aos deputados, sem corar, nem pestanejar.
Mas pronto... como já escrevi noutro lugar, poderia ter sido pior. Podiam ter ido buscar o Oliveira e Costa do BPN...

* Para além de isto ser uma certeza, não uma “impressão”... e muito menos “leve”, não posso deixar de pedir desculpa ao Chico Buarque por conspurcar a sua bela canção, “Trocando em miúdos”, misturando-a com as manobras destes bandalhos.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Passos Coelho – Inqualificável *


Esta frase, produzida por Passos Coelho em vésperas de uma Greve Geral contra o seu governo miserável e a sua política criminosa, é um atestado da maior falta de vergonha que um governante na situação em que ele está pode produzir. Depois de ser responsável, desde que assumiu o poder, pela destruição de mais de meio milhão de postos de trabalho a somar ao desemprego esmagador que já existia, produzir esta frase digna de lúmpen de tasca, retrata bem o carácter acanalhado que se esconde por detrás daquela cara de sonso.
Eu sei. Eu sei que insisto muitas vezes na publicação desta ilustração, ela própria já uma “opinião” da minha parte, sabendo-se que a fotomontagem é da minha autoria e que, portanto, a mistura da cara de Passos, a preto e branco, com símbolos da Mocidade Portuguesa de Salazar e do fascismo... é propositada.
Na verdade, que melhor ilustração arranjaria para uma frase como esta, que nenhum neofascista (ou velho) desdenharia?
Então pá?!!! – perguntam alguns de vocês. Então achas mesmo que Passos Coelho é a mesma coisa que um velho fascista em funções?
Não! Não acho! Um velho fascista, daqueles que estudámos e recordamos... não teria o descaramento (nem a fuça de sonso, diga-se) de acrescentar à frase que serve de abertura a este texto, a insolente afirmação de que considera a greve “um direito inalienável”!
Este, pensa-o tanto como pensavam os de então!

Viva a Greve Geral!
* Por esta altura já devem ter percebido que este “inqualificável” foi a forma mais fácil de evitar ter que escrever mais meia página, apenas com adjectivos “vistosos”.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Um governo canalha e vingativo



É um acto canalha! É um acto vingativo! É a face sombria de um governo acossado pelas manifestações, pelas greves e pela contestação vinda de (quase) todos os lados. Vendo chumbada pelo TC a pretensão de, pura e simplesmente, roubar os subsídios de férias, Passos Coelho (e o seu governo de meliantes) desobedece descaradamente à lei que está em vigor, declarando esperar por uma lei que está por fazer e aprovar, para se saber quando serão pagos os subsídios.
Numa provocação insolente, no Parlamento, diz mesmo que «está nas mãos dos senhores deputados» ajudar a decidir quando os subsídios serão pagos.
Tivesse o país um verdadeiro Presidente da República e não “aquilo”... aquele cúmplice sonso, aquele domesticado comparsa, aquele lamentável espantalho com o rabo preso nas contas equívocas das acções da SLN compradas a preço de favor, da troca equívoca de uma casa velha por uma maior e nova, no Algarve, etc., equívocos que exalam aquele inquietante cheiro a bastante mais do que “equívoco”... tivesse o país um Presidente da República, como disse... e este chefe de um bando de criminosos e traidores não estaria presente em nem mais um debate quinzenal na Assembleia da República, não por sua vontade... mas por ser posto no olho da rua!
Ou não é esta descarada disposição governamental para desrespeitar, repetidamente a Constituição, as leis em vigor, o Parlamento, os parceiros sociais e os portugueses em geral, uma das mais evidentes formas de “não regular funcionamento das instituições?
Segundo esta teoria “revolucionária” de Passos Coelho, eu poderei assaltar um Banco em vários milhões de euros, ignorando placidamente a Lei em vigor, refugiar-me num qualquer “paraíso” sem acordo de extradição... e esperar que seja aprovada uma “Lei” que torne legal o meu assalto, para então voltar a Portugal... bastando para isso existir uma maioria de ladrões (ou simpatizantes) que a aprovem... como parece que existirá uma maioria de “nem sei bem o que lhes chamar”, que aprovarão a dele. Brilhante!

sábado, 8 de junho de 2013

Greve dos professores – E entre as 3 e as 6 da madrugada, pode ser?


Continuando o espectáculo de hipocrisia em que se mostram preocupados com as criancinhas e jovens a quem estão a dar cabo da vida, no futuro, e em muitos casos a condenar à fome, hoje... os nossos governantes e vários “papagaios do pirata” dos media insistem na lamúria da greve que “ai jesus, vai ser tão má para os alunos”.
Assim, Passos Coelho tirou-se da cartola e (entre ameaças muito pouco veladas) descobriu uma grande solução: os professores fariam greve... mas só lá para o dia da Greve Geral...
No mundo ideal de Passos Coelho, os professores não passariam de “colaboradores” de escolas privadas, pagos à semana, sem contrato, sem sindicatos e sem capacidade para assumir qualquer forma de luta que não implicasse o imediato despedimento.
Na falta desse “mundo ideal”... Passos Coelho gostaria que os professores, a terem mesmo que fazer uma greve, fossem perguntar-lhe primeiro:
“Senhor primeiro-ministro... em que dia é que lhe dá mais jeito e menos incómodo que façamos esta coisa da greve?”