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domingo, 10 de novembro de 2013

"Ranking" de escolas - Receita para uma fraude


Tomem-se quatro escolas.
1. Um colégio privado de luxo, caríssimo, frequentado exclusivamente pelos filhos da alta e altíssima burguesia, recheado de betinhos e betinhas com as vidas já apontadas para os cursos superiores que têm já o pai, a mãe, os irmãos mais velhos, todos estes com capacidade para enquadrarem e apoiarem os jovem estudantes, servidos em casa por empregada que lhes confecciona os lanches a horas (ou tira os caroços das cerejas, como fazia a empregada da “infeliz” mandatária para a juventude de José Sócrates), que têm nos seus quartos individuais computares topo de gama, etc, etc, etc, etc... ad nausea.
2. Um colégio privado daqueles que vivem do roubo que alguns oportunistas organizaram, no sentido de desviar do ensino público as verbas que permitem a alunos que, embora com menor “poder de compra” ainda têm um ambiente familiar propício ao seu desempenho escolar e actividades lúdicas e transportes confortáveis para a escola, proporcionados pelos tais fundos roubados aos alunos mais necessitados do país.
3. Uma escola pública situada, digamos, numa pequena cidade ou vila do interior, onde tudo fica perto, onde a escola fica à distância de apenas uma ruas, permitindo o gozo de tempos livres entre amigos e família, em segurança e com qualidade de vida. Uma escola onde os mais pobres têm lugar, apoio público, em alguns casos, transportes fornecidos pela autarquia... e onde a meia dúzia de casos “complicados” vindos de famílias desfuncionais e outras realidades semelhantes, estão devidamente identificados e acompanhados.
4. Uma escola pública do subúrbio de uma grande cidade do litoral, com a sua mistura feita de muitas centenas (quando não são milhares) de alunos provenientes de famílias de trabalhadores do estado, de trabalhadores do privado com poucas posses, pescadores, operários, alunos vindos de todo o lado, desde bairros pacatos, aos chamados “problemáticos”, representando várias etnias, várias culturas, várias “línguas-mãe” e um empenhamento na aprendizagem que pode ir do razoável até ao zero.
Em todas estas escolas há excepções. Em todas há estudantes estúpidos como portas. Em todas há miúdos geniais... independente da ajuda ou do travão constituído pelo seu meio ambiente social e familiar.
Posto isto... digo eu, que pouco entendo de pedagogia, que não há forma de comparar estas escolas! Não há uma forma de juntar todas estas realidades diversas, a que se pode juntar a motivação, ou ausência de motivação de um corpo de docentes sujeitos diariamente a este habitat, que pode ir do prazeroso ao terror, da realização pessoal e profissional à humilhação das agressões sofridas dentro da sala de aula... e estabelecer uma classificação (ou ranking, que é mais fino) minimamente credível. A única forma de fazer uma hierarquização minimamente séria de escolas, nestas condições, seria levando a cabo estudos de uma tal complexidade que, a chegarem a algum lado, não seriam “legíveis” por pessoas fora do sistema.
Resultado: atiram-se os dados todos para dentro de um computador, mistura-se tudo, divide-se pelo número que tiver que se dividir... e dá um “ranking”. Ainda por cima, no caso deste “ranking” com que agora não se calam, recorreram apenas às médias das notas nuns exames... o que nunca servirá para definir uma escola, em toda a sua complexidade, mas apenas os alunos que fizeram esses exames específicos.

Desculpem estar a (tentar) ocupar um espaço tão grande do vosso domingo com esta divagação pela qual, provavelmente, pouco interesse terão, embora isso não me faça sentir sozinho, porque felizmente não estou... mas tudo isto vem a propósito de uma cena vista num canal de televisão, durante um noticiário.
Um senhor (de quem não fixei o nome) com ar moderado, sereno, dando mostras de dominar os temas de que estava a falar, explicava por palavras de uma simples e clara erudição, tudo isto que eu acabei de vos dizer desta minha forma atabalhoada, tentando demonstrar que um “ranking” de escolas, a ter alguma vez alguma utilidade (isto já sou eu que digo), teria que ser feito honestamente, separando o que não é miscível... não comparando o que é incomparável.
O pivot da televisão, sem o deixar sequer acabar o raciocínio, atira-lhe, cortante, e num tom de pouquíssimo velada censura:
- Quer dizer que o senhor está a desvalorizar estes números?!!!
E o “senhor”, realmente como um senhor, disse que não… e repetiu praticamente tudo o que tinha dito antes... mas numa linguagem própria para ser usada num infantário.
Atendendo ao facto de que o negócio do ensino privado envolve muitos milhões e que, não poucas vezes, roça a falcatrua, a fraude, a corrupção (é sempre bom ver, ou rever este trabalho jornalístico sobre o tema!), é evidente que esta teimosia em repetir que no “ranking” das escolas, as primeiras não sei quantas da lista são escolas privadas, constitui um gigantesco anúncio publicitário, a valer muito... e que alguém paga.
Resta saber quantos jornalistas e comentadores o fazem de forma corrupta, ou quantos apenas não se importam, para agradar aos patrões... de se fazerem passar por estúpidos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Portas... é “mara”!!!


O “guião” do Portas foi, pela enésima vez, procrastinado! Como vem sendo desde o princípio dos tempos... pronto, vá lá... do princípio do ano. Desta vez é para a próxima quarta-feira.
Compreensivelmente, já há quem faça apostas avultadas sobre o grau de “irrevogabilidade” de mais esta “linha vermelha” do patusco ministro do CDS.
Como o guião do Portas é apenas uma tentativa manhosa de “oficializar e justificar” os crimes que o governo de Passos e do próprio Portas tem cometido contra o país e os portugueses quase todos... tanto me faz que saia, como não saia.
Uma coisa lhes agradeço, no entanto: a oportunidade de usar, pela primeira vez neste blog, a palavra...

“procrastinado”

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Maria Luís Albuquerque – Salão de massagens... ou um crime brutal?


Sentou-se (quase) à hora marcada, afivelou a sua cara “nórdica” mais impassível e fria, balbuciou uns deslavados elogios e agradecimentos aos funcionários que, na realidade, despreza profundamente... e mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu... ... ...
O sentido real do Orçamento de Estado para 2014, esse, não se compadeceu com a mentira, com a cara de pau da ministra e a tentativa descarada de lavagem ao cérebro dos ouvintes. Entre fantasias que nunca se cumprirão e aldrabices evidentes e desavergonhadas... está lá tudo:
Mais cortes em ordenados, a começar logo nos ordenados líquidos ao nível do Ordenado Mínimo Nacional. Mais impostos. Mais taxas sobre tudo o que mexe. Sobre tudo o que se come. Sobre tudo o que se bebe. Mais cortes nas pensões. Mais horas de trabalho por menor salário. Mais despedimentos. Mais degradação na Saúde. Mais degradação no Ensino. Mais degradação na Cultura. Mais degradação na Justiça. Mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes... ... ...
Apesar da mentirosas juras em contrário, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade... ... ...
Uma coisa é certa: se a ministra ficar num futuro próximo – como espero – sem o emprego no Ministério das Finanças... pode sempre abrir um gabinete de massagens. Não tem por onde falhar! O cliente deita-se, ela dá-lhe uma esfrega com aqueles 25 minutos de conversa mole, monótona, soporífera... e o cliente ficará com a sensação de ter sido atingido por um rolo compressor, de uma forma brutal.
A única coisa que ficará a faltar à “massagem”, como quase sempre nesta porca desta vida... será o “happy end”.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Angola/Portugal – Dois trabalhos extra…




“José Eduardo dos Santos anuncia fim da parceria estratégica com Portugal” – dizem os títulos dos jornais e as aberturas dos telejornais nacionais.

«Só com Portugal, as coisas não vão bem!» - diz José Eduardo dos Santos, numa espécie de “verdade de La Palice”. Como se não fosse evidente!...

Para quem pensou que a sequência de editoriais e artigos destrambelhados do Jornal de Angola insultando “as elites portuguesas” eram obra de um ou dois lunáticos vagamente racistas, vagamente lambe-botas do poder de José Eduardo dos Santos, da filha Isabel, da restante família e daqueles generais e dirigentes que deitaram a mão aos recursos angolanos… ou que não representavam a posição oficial do país… aí está a resposta: total apoio do Estado aos seus dirigentes e às suas fortunas inexplicáveis, na forma de pressão chantagista sobre Portugal e os interesses que tem em Angola e que Angola detém em Portugal.

Estão certíssimos no seu papel! Isto não é uma originalidade angolana. Sempre que uma clique corrupta toma conta de um país para o saquear, cria um muro de protecção mútua à sua volta. Como vemos todos os dias e infelizmente, é assim, também, entre nós!

Agora, todos aqueles que se agacharam terão dois trabalhos extra: levantarem-se e puxarem as calças para cima!

domingo, 6 de outubro de 2013

Entornar o caldo? – Sim, sim... vamos nessa!!!


A propósito da porca interferência e pressão de Durão Barroso sobre o Tribunal Constitucional, mais a não menos porca “boca” do «caldo entornado», se não obedecermos cegamente aos banqueiros e nos rendermos, sem luta, à criminosa austeridade destinada a empobrecer quase todos os portugueses em favor de meia dúzia... não tenho grande comentários.
Bom... talvez dizer apenas que o “pavão” com vocação para lacaio nem imagina o “caldo”* que eu adoraria ver entornado... mas pela cabeça dele abaixo!!!

* Antes que alguém venha classificar esta minha tirada como “violência gratuita”... esclareço que não é gratuita! Quanto mais não seja, porque o penico custa dinheiro...

sábado, 5 de outubro de 2013

Cavaco Silva – Tenho cá pra mim...



Tenho cá pra mim que o emplastro que ocupa o lugar que deveria estar ocupado por um verdadeiro Presidente da República, faz de propósito para parecer imbecil. Tenho para mim que foi a técnica que resolveu adoptar para se “demarcar” dos bandidos chupistas e parasitas em geral, de que se fez rodear quando era chefe do Governo, gente que está hoje já presa, ou a dever anos à prisão.
Só isso explica muitas das suas indigentes declarações públicas, como esta em que terá dito que estranha haver portugueses que “não remam para o mesmo lado”.
Quer com isto fazer crer, o sonso, que é estranho ao conceito de poder existir gente que, partindo dum mesmo ponto, como poderia ser a Estação do Oriente em Lisboa (ou a presente situação político-económica)... se dividisse entre os que querem ir para Faro, ou para o Porto, ou Beja, ou Figueira da Foz... ou os que não querem ir a lugar algum para além dos bolsos dos passageiros a quem falsamente prometeram e cobraram antecipadamente a viagem.
Ah... já me esquecia... mesmo não sendo um dos (felizmente!) muitos economistas e cidadãos em geral, a quem Cavaco apontou o dedo... ainda assim, aproveito esta "magna" oportunidade para lhe dizer que “masoquista” é a tia!!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Grandes capas de jornal

Enquanto vou continuando a “editar” as notas sobre a campanha e os seus resultados (mais para decidir o que não dizer), fico-me, por agora, por uma grande capa – mais uma! – do órgão central da “sonae”, propriedade do merceeiro hipertrofiado que atende ao nome de Belmiro.
Ali, assinalam-se os resultados, em percentagem, do PS (36%), seguidos dos do PSD (31%) e, num passe de mágica, salta-se para um número “batoteiro”, um misterioso 11, dos chamados independentes... ficando sem se saber claramente ao ver a capa pousada num quiosque, se são 11% de votos, se são 11 câmaras conquistadas.
No tinteiro, independentemente do que possa vir escrito nas páginas interiores, fica a informação sobre os resultados da CDU... que se eclipsaram! Foram sonegados! Censurados!!!
Na verdade, se não fossem uns indigentes, teriam que ter posto também na capa os números da CDU que, quer seja em percentagem de votos, quer seja em presidências de Câmaras, são significativamente superiores aos dos tais “independentes”, a saber:
CDU – Presidências: 34 (independentes – 11)

CDU – Percentagem: 11,1%  (independentes – 6,90%)
CDU – Votos: 552.273  (independentes - 344.566)

Podemos ainda juntar a isto a participação de eleitos da CDU em 58 executivos, em minoria, num total de cerca de 80 vereadores, para além das centenas de eleitos em Assembleias Municipais (746) e de Freguesia, estas, com 169 presidentes da CDU.
(Todos este números estão ainda sujeitos a actualização)

E esperavas melhor do pasquim do dono do “Continente”, Samuel? – perguntam vocês... e com razão.
Não! Não esperava! A única coisa que me faz ainda alguma impressão é imaginar o que vai na cabeça dos jornalistas (sim... ainda há jornalistas no “público”!) que fabricaram esta capa vergonhosa e dos que não a contestaram com firmeza, ainda que não tendo sido os responsáveis por ela.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Conversa de café – Tanques e jornalistas...



À medida que ia avançando pelo cair da tarde calma a nossa conversa de café sobre a 8ª e 9ª sessões de “culambismo” (obrigado, MEC!) aos empregados da troika, por parte dos lacaios que ocupam o lugar de governantes de Portugal, a "vasta panóplia" de adjectivos utilizados para classificar tanto uns, como os outros, como as suas políticas, foi subindo de tom e “colorido”.
A dado momento, talvez apenas para respirar fundo, dar uns passos atrás e recomeçar... o meu amigo tentou “relativizar”, recorrendo a uma frase-feita:
- Bom, pá... pelo menos não temos ainda “os tanques na rua e os jornalistas na prisão”! Não é?
- É... mas não pelo que tu pensas! Os tanques não estão nas ruas porque os bandalhos que governam esta “europa” e a maior parte do mundo, já não necessitam de tanques. Isso passou a ser uma coisa “terceiro-mundista” que vai mal com a fina decoração dos seus luxuosos escritórios nas sedes dos grandes bancos e empresas.
Na “europa” civilizada e “democrata”, o terror é imposto pela arma do desemprego esmagador e destruidor (pelo simples facto de existir) de qualquer noção de direitos no trabalho, pela insegurança na doença, pelo abandono na velhice, pela destruição do futuro dos jovens. É imposto pela “bota cardada” do empobrecimento planificado e premeditado de todo um povo, tendente a criar uma sociedade de escravos. Tudo mantido de pé... por uma ilusão de “democracia de quatro em quatro anos”, tão esporádica quanto aldrabona.
Ah... esquecia-me dos “jornalistas”! Esses, hoje, já só muito raramente vão para a prisão. Quase todos tiveram a “esperteza” de se colocarem ao serviço dos donos, dos agressores, dos assassinos. Como cantou o Zeca, “defendem os tiranos contra os pais”. Como quaisquer “eunucos” que se prezem, “não matam os tiranos, pedem mais”.

sábado, 31 de agosto de 2013

Passos Coelho – Reles lacaio!


Já que não o deixaram ir para a frente com medidas ilegais, contra a Constituição da República... Passos Coelho ameaça com alternativas que podem incluir medidas “ainda mais injustas” (?)... e, claro, «um segundo resgate».
Tudo isto se Passos Coelho e os seus celerados ajudantes não conseguirem rapidamente uma posição com suficiente visibilidade e bom ângulo para«sinalizarem» os seus rabos de lacaios, enquanto baixam as calças à frente dos patrões alemães e derivados.
Estarei sempre aberto a que me provem que Passos Coelho é amigo do seu amigo, bom pai e excelente esposo... mas rais ma partam se, enquanto governante, o homem não é capaz de fazer as melhores imitações de um reles canalha que me têm sido dado apreciar!!!
Mais... estou convencido de que estes alternadíssimos filhos da dita, convencidos que estão de não poderem, com esta política de desastre, cumprir nenhum dos objectivos e compromissos que assumiram perante os donos... procuram, desesperadamente, qualquer pretexto que lhes sirva para pedirem um segundo resgate!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Pequena crónica para esfregar no focinho... de quem se puser a jeito


Este blog, nasceu, cresceu e mantem-se até hoje como um simples passa-tempo. Não é uma missão, nem tampouco uma tarefa. Isso está reservado para coisas bem mais importantes. Ainda assim, permito-me a pretensão de que se trata de um passatempo um pouco mais importante do que coleccionar pacotes de açúcar, ou isqueiros e esferográficas de brinde.
Este espaço de troca de ideias e outros “cromos” permitiu-me ter contacto com amigos virtuais que nunca encontraria e manter-me mais junto de alguns amigos reais.
Por muito estranho que possa parecer e dando de barato a trabalheira de desinfecção a que obriga a nojeira que muitos anónimos aqui deixam diariamente, há alguns que, involuntariamente, são a coisa mais divertida que alguns destes dias cinzentos permitem.
Uns, inventam nomes inverosímeis, a que juntam os apelidos “fascista”, ou “anti-comunista”... outros, ficam-se apenas agachados atrás do puro anonimato.
Uns, insistem em deixar links para os indigentes discursos de salazar, vivas ao fascismo e ao nazismo, ameaças de morte, insultos avulsos... e até (esta é nova)apreciações muito negativamente críticas à minha voz, sendo, ao mesmo tempo, tão estúpidos (a esmagadora maioria dos fascistas, é!) que não atingem o ridículo do repetido e inútil gesto de deixar “comentários” num blog cujo dono os envia, fatalmente, para o caixote do lixo.
Outros, os que se acham espertalhaços, argumentam que não querem saber da publicação, pois, afirmam, dão-se por satisfeitos por saberem que eu leio os insultos... o que os coloca numa prateleira reservada aos ainda mais estúpidos que os anteriores, atendendo a que não têm noção dos ataques de riso que o seu ódio tremelicante e anónimo provoca... e do objectivo orgulho que sinto em ser insultado por essa estirpe de seres, facto que me classifica, obrigatoriamente, como membro de outra estirpe.
Têm, normalmente, uma coisa em comum: atacam mais violentamente quando escrevo alguma coisa sobre figuras da sua simpatia, não sabendo, ou não tendo nada a contrapor, senão as ameaças e insultos, dada a evidência do que escrevo.
Passado este, que deve ter sido o preâmbulo mais longo da história deste blog, apenas um apontamento sobre uma pequena notícia que me saltou à vista... mesmo correndo o risco de activar os reflexos condicionados de que (tão longamente) falei até aqui:
Sabendo-se que aumentar as horas de trabalho sem aumentar os ordenados é ilegal; sabendo-se que aumentar as horas de trabalho não resolve nenhum problema, muito menos o do desemprego... o resultado deste estudo baseado em factos e não em opiniões, devia ser esfregado no focinho... sim, disse “no focinho”, daqueles que do alto dos seus lugares de poder na Europa, nos apontam a “falta de apego ao trabalho” e dos nossos governantes, analistas e comentadores, encabeçados pelo inútil Presidente da República, que, instalados nos seus lugares de vulgares lacaios da Europa, defendemexactamente o mesmo e propõe os aumentos da carga laboral.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mário Coluna – O escravo contente



É sempre triste ver algo que já foi viçoso… apodrecer!
Seja como for… louve-se a frontalidade! Saudoso do fascismo e do tempo em que em Moçambique (e no Benfica) só existiam “portugueses”… não faz de conta que deixou de ser um “amigo de Salazar”, apenas por oportunismo… como, desgraçada e vergonhosamente, tantos outros.

Movimento de solidariedade com Joaquim Pais Jorge *


É do tipo "esquecido" que tem dificuldade em lembrar-se de todas as coisas que tem que fazer? 
Tropeça nos números, perde-se com as horas, esquece as datas importantes e, por vezes, as outras também?
 Já lhe aconteceu ficar frente ao multibanco sem se lembrar do código?
 Já se viu em situações embaraçosas em que encontra pessoas que conhece mas cujo nome, tragicamente, lhe escapa por completo? 
Passa horas infindas à procura das coisas sem saber onde deixou as chaves, os óculos, ou o telefone?

Não consegue lembrar-se de reuniões em que participou... e quando, finalmente, se lembra de ter participado nas reuniões, não consegue lembrar-se do que lá se tratou?
Não se preocupe, há uma solução para si!
* Segundo as minhas “fontes”, as caixas de cápsulas e ampolas de “Memofante” estão a chegar, às centenas, ao gabinete do senhor secretário de Estado.



Adenda:
Entretanto, parece que, segundo o Governo, os documentos que demonstram a presença do senhor Pais Jorge em reuniões em que até ele acabou por se lembrar de ter estado... são documentos forjados.
É extremamente grave!
Fico agora à espera de começar, a qualquer momento, a ver chegar notícias da prisão dos jornalistas, chefes de redacção, donos de jornais e dirigentes de partidos da oposição... que estejam implicados neste gravíssimo crime destinado a derrubar membros do Governo.



Adenda 2:
Trau!!!
E vai mais um! Falta o resto da corja!



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Isto vai, meus amigos... *


Citando o meu amigo e companheiro de cantigas, Francisco Fanhais, adepto de trocadilhos “cortantes”... «Não há fome que não dê em fratura!»
Vem esta minha “parvoíce” a propósito da lata com que Pedro Lomba, um cronista oficial da direita agora promovido a membro do Governo, resolveu prometer que a embrulhada dos “swaps”, depois de anos a cozer em fogo lento e muito bem tapada, será, afinal... esclarecida ainda hoje.
É nestas alturas que eu fico mais ou menos sem palavras. Daí, recorrer novamente ao Fanhais e à sua frase preferida (mais extraordinária ainda, por vir de um ex-padre)sempre que é imperioso seguir em frente:
«Olha, pá... isto agora é fé na tábua e pé em “deus”!!!»
* Com um pedido de desculpas a todos os amigos do José Carlos Ary dos Santos... e ao próprio.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Governo Passos/Portas – A mudança


Custa-me muito resistir à tentação de imaginar Portas ou Passos num “reality show” de televisão que poderia chamar-se, sei lá... “Querido mudei o governo!”... mas prefiro resistir.
Prefiro deleitar-me com a forma deliciosamente recorrente com que a realidade vai reconfirmando certas frases-feitas.
Prefiro fazer um curtíssimo intervalo nas tão habituais, mal humoradas e possivelmente repetitivas críticas ao governo, para apreciar por uns breves momentos de descompressão o sempre edificante, clássico e criativo espectáculo... da mudança das moscas.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cavaco no seu normal...



Com a falta de vergonha no focinho que os caracteriza, os partidos onde pontificam – para usar o termo tão caro ao mundo futebolístico – os bandidos e lacaios apostados em continuar a esmifrar milhões aos portugueses, a destruir a economia, em vender o país ao desbarato, passam agora, de forma tão automática quanto fraudulenta, ao discurso do crescimento, do reforço da economia, da criação de emprego. Isto, tendo a evidente intenção de continuar a política de recessão, capitulação e desastre que praticaram até aqui.
Com a falta de vergonha no focinho que os caracteriza, tanto PSD como CDS (como a cavacal figura), fazem de conta que não colocaram o país na situação miserável em que está e que basta o, digamos assim... “presidente”, decidir que tudo está normal e em “plenitude de funções”, para podermos recomeçar do zero, como se o país e os portugueses fossem uma qualquer espécie de maquineta electrónica digital, a que se pode fazer “reset”.
Depois de passar a maior parte do tempo, em que tartamudeou banalidades, a fazer desfilar uma enjoativa procissão de “ses” e “eu é que tenho razão”,Cavaco decidiu que os partidos que agora não se entenderam... vão ter que se entender no futuro.
Portanto... se ele é que tem razão, se nada do que aconteceu ou acontecerá pode mudar a política que Cavaco acha ser a que os mercados querem... e se os partidos que agora ele quis “coligar”, embora não o tendo feito agora, acabarão por fazê-lo... por que diacho haveria o povo - que não entra nestas equações cavacais ou dos mercados – de ser chamado a eleições antecipadas?
Serviu mais esta enjoativa palestra de Cavaco, pelo menos para uma coisa verdadeiramente “excitante,  que foi ver nascer em directo na televisão a frase mais estúpida de toda esta crise política. Depois de ordenar a CDS, PSD e PS, que reunissem, se entendessem e assinassem um compromisso... Cavaco declarou hoje, com o ar solene que aquela sua cara “inteligente” permite:
«Desde a primeira hora, dei o meu apoio inequívoco à realização desse Compromisso»
Quer isto dizer que, se este “inequívoco apoio” a uma coisa que ele próprio determinou mereceu tal destaque, é porque Cavaco Silva terá, noutras ocasiões, aconselhado e ordenado coisas que não apoiava inequivocamente.
E pronto. Nada acaba aqui. Sei que a luta continua… e deve continuar em termos claros e recorrendo a argumentos e métodos escorreitos e legítimos… mas hoje estou farto!
Hoje, tudo o que me apetece dizer – e até fazer – é tão contraproducente e, há que confessá-lo, tão ostensivamente ilegal… que o melhor é que (por agora) fique “no tinteiro”.

terça-feira, 16 de julho de 2013

“Salvação Nacional” – Perguntas, perguntas, perguntas...


“Ospois” das negociações... quantos serão, afinal, os senhores deputados da “Salvação Nacional”?
As estações de televisão irão usar alguma espécie de filtro para o senhores deputados da "Salvação Nacional" aparecerem nas imagens sempre a preto e branco?
O senhores deputados da “Salvação Nacional” estarão mesmo dispostos a fazer um “estado novo”?
Terão uniforme? O uniforme incluirá botas de elástico? Incluirá cinto de cabedal com fivela em forma de um elegantíssimo “S” (de “Salvação”, claro!) sobre camisa verde e calça castanha?
Cavaco passará a usar fardinha de marujo?
Perguntas, perguntas, perguntas, perguntas, perguntas...

quinta-feira, 11 de julho de 2013

As perguntas são como as cerejas...




Singelo questionário:
Desde quando é que cabe ao Presidente decidir quais os partidos que devem fazer acordos políticos?
Desde quando é que o Presidente pode excluir partidos com assento parlamentar das soluções para o país... sabendo-se (não que se trate de uma questão de números, mas sim de respeito pela democracia) que, neste momento, já estaremos a falar de um universo de mais de 20% dos eleitores?
Desde quando é que o Presidente pode “marcar” umas eleições a “trouxe-mouxe”, para uma data escolhida exclusivamente por si... e, como se isso não bastasse, decidir de antemão que tipo de governo é que deve sair dessas eleições?
Singela resposta:
Desde que foi permitido a uma besta do calibre do Sr. Aníbal Cavaco Silva tornar-se Presidente da República Portuguesa!

Cavaco Silva – Uma em duas possíveis...


O farsante que faz de Presidente da República, optou, afinal, pela "marmelada".
Reafirmou longamente, mesmo sem querer, a sua indigente condição de lacaio acéfalo dos mercados, sem qualificação para ser Presidente de um país soberano. Reafirmou-se como «promotor» da política criminosa que nos trouxe até ao estado em que estamos.
De passagem, vingativo (como não se cansa de demonstrar), aproveitou para se vingar de Portas, que odeia desde os tempos do “Independente”, tentando levar na enxurrada os garotos do seu próprio partido que tão irresponsavelmente o enxovalharam nos últimos dias.
Passando à essência da “marmelada”, propõe uma solução que não soluciona nenhum dos problemas dos portugueses, mas que, bem vistas as coisas, serve alguns objectivos politiqueiros, a saber:
1. Faz de conta que aprecia eleições... atirando-as lá mais para 2014.
2. Tenta salvar o seu PSD, se este se mostrar empenhado na marmelada da “salvação nacional”.
3. Trama o PS e o seu actual secretário geral. Se alinharem na marmelada da “salvação nacional”, ficam agarrados aos resultados das desgraceiras que por aí vêm, caindo nos próximos resultados eleitorais. Se não alinharem... são os “culpados” por não haver uma solução de “salvação nacional”... caindo nos próximos resultados eleitorais.
E pronto, resumindo... conforme estava escrito e previamente determinado no guião desta crise farsola, Cavaco lá abriu a boca.
Como já sabe (quase) toda a gente, só poderia ter acontecido uma de duas coisas...
... e eu juro que não vi entrar nenhuma mosca!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Cavaco Silva – Mania de dificultar!...



Que excesso de coreografia! Que excesso de reuniões, consultas, idas, vindas, carros de alta cilindrada para lá, carros de alta cilindrada para cá, despesa em gasolina, jornalistas a correr de microfones na mão, desperdício de palavras, reafirmação de ideias que já se conheciam... e tudo para quê? Para se fingir que Cavaco vai ter uma palavra a dizer sobre o assunto da crise governativa, ou que será da sua decisão que resultará a aprovação do novo governo de Paulo Portas (e Passos Coelho)? Pura perda de tempo!
Como se pode ver pela resma de notícias que saíram sobre o assunto, vindas de Bruxelas, ou da Alemanha... bastava a Cavaco ter telefonado para AngelaMerkel, ou para o ministro das finanças da Alemanha, ou mesmo para qualquer um dos membros da administração do Deutsche Bank... e ter perguntado:
- Então... agora o que é que eu digo?

sábado, 6 de julho de 2013

Cavaco, Passos, Portas, Gaspar, Luís, etc., etc., etc... e duram, duram, duram...



Não pertenço, felizmente, ao grupo de pessoas que sente pânico genuíno perante a simples visão de uma fotografia de um palhaço... mas é sabido que não morro de amores pelo “género”.
Embora pronto a admitir a existência, ao longo dos tempos, de brilhantes e talentosíssimas excepções, a verdade é que ao fim de décadas de passagens por palcos ganhei uma consistente aversão ao trabalho dos palhaços. Por uma mão cheia de razões puramente subjectivas... mas também por um igual punhado de razões muito reais.
Dito isto, se há coisa mais detestável do que um mau espectáculo com maus palhaços... é um mau espectáculo com muito maus palhaços que teima em durar, durar, durar, durar, durar, durar, durar, durar, durar, durar, durar, durar,durar, durar, durar... ... ... .
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