Diz a lenda que os “carapaus de corrida” são aqueles que tendo, pela sua fraca qualidade, ficado para o fim na licitação da lota, obrigavam as vendedeiras de peixe a fazer verdadeiras corridas com as canastras à cabeça, para tentarem alcançar as suas concorrentes que tinham, bem antes, partido com os carapaus melhores ao encontro das freguesas.
Infelizmente, entre um ou outro tubarão, aquilo que nos tem tocado enquanto dirigentes governamentais, ao longo de muitos anos... é este peixe desqualificado.
Entretanto, o constitucionalista Jorge Miranda engrossou o batalhão de pessoas que se declaram chocadas com o facto de Durão Barroso, que traíu os seus correligionários em troca de um melhor emprego na Comissão Europeia... ter atacado o Tribunal Constitucional, culpando-o por futuros agravamentos na situação portuguesa, muito embora, com a “coragem” que se lhe conhece, tenha escondido a mão com que atirou a pedra.
Estes facínoras que nos governam (e têm governado) conseguem, por vezes, ser assombrosos! Devemos ser o único país do mundo em que membros do governo, em vez de defenderem os seus órgãos de soberania e a sua Constituição... andam pelo planeta fazendo queixinhas dessa mesma Constituição e pedindo desculpa pelos “entraves” que o texto constitucional e o Tribunal encarregado de o defender possam representar para os interesses da banca e especuladores internacionais.
Imagino que muitos governantes dos restantes países do mundo, defensores das suas identidades e interesses dos seus povos, ao verem o miserável espectáculo dado por estes “dirigentes” portugueses, pensem:
“mas que raio de escumalha é que tomou conta deste país?!”
Tivesse Durão Barroso a insana ousadia de atacar, ou criticar os tribunais constitucionais da Alemanha, ou da Inglaterra, ou da França, para só apontar estes três... e, estou seguro que, desconhecendo o seu parentesco com a família dos “chernes”, todos os responsáveis desses países o mandariam, no mesmo instante, para a “chaputa que o pariu”!










