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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Durão Barroso - Coisas de peixes...




Diz a lenda que os “carapaus de corrida” são aqueles que tendo, pela sua fraca qualidade, ficado para o fim na licitação da lota, obrigavam as vendedeiras de peixe a fazer verdadeiras corridas com as canastras à cabeça, para tentarem alcançar as suas concorrentes que tinham, bem antes, partido com os carapaus melhores ao encontro das freguesas.
Infelizmente, entre um ou outro tubarão, aquilo que nos tem tocado enquanto dirigentes governamentais, ao longo de muitos anos... é este peixe desqualificado.
Entretanto, o constitucionalista Jorge Miranda engrossou o batalhão de pessoas que se declaram chocadas com o facto de Durão Barroso, que traíu os seus correligionários em troca de um melhor emprego na Comissão Europeia... ter atacado o Tribunal Constitucional, culpando-o por futuros agravamentos na situação portuguesa, muito embora, com a “coragem” que se lhe conhece, tenha escondido a mão com que atirou a pedra.
Estes facínoras que nos governam (e têm governado) conseguem, por vezes, ser assombrosos! Devemos ser o único país do mundo em que membros do governo, em vez de defenderem os seus órgãos de soberania e a sua Constituição... andam pelo planeta fazendo queixinhas dessa mesma Constituição e pedindo desculpa pelos “entraves” que o texto constitucional e o Tribunal encarregado de o defender possam representar para os interesses da banca e especuladores internacionais.
Imagino que muitos governantes dos restantes países do mundo, defensores das suas identidades e interesses dos seus povos, ao verem o miserável espectáculo dado por estes “dirigentes” portugueses, pensem:
“mas que raio de escumalha é que tomou conta deste país?!”
Tivesse Durão Barroso a insana ousadia de atacar, ou criticar os tribunais constitucionais da Alemanha, ou da Inglaterra, ou da França, para só apontar estes três... e, estou seguro que, desconhecendo o seu parentesco com a família dos “chernes”, todos os responsáveis desses países o mandariam, no mesmo instante, para a “chaputa que o pariu”!

sábado, 19 de outubro de 2013

Claro que os “governantes” portugueses, mais uma vez, agacham-se e mostram “as partes”...


Mais uma vez, os grandes bancos a deixarem bem claro que os seus lucros e interesses em geral, estão muito acima da Constituição dos pequenos países. Pela voz dos seus lacaios em Bruxelas, como é Durão Barroso. Ainda que, logo a seguir, tentem esconder a mão com que atiraram a pedra. Adoraria ver estes pobres palhaços ricos a endereçarem recados destes ao Tribunal Constitucional alemão!
Claro que se agora eu dissesse o que penso sobre estes repetidos "atropelamentos" ao trabalho, à dignidade e à independência do Tribunal Constitucional português, o que penso sobre estas repetidas faltas de respeito pela Constituição de um país e se, sobretudo, dissesse o que penso sobre Barroso, a Comissão Europeia, sobre a nossa permanência na Zona Euro… e até na própria União Europeia… seria imediatamente classificado como radical, para além de extremamente malcriado.

domingo, 6 de outubro de 2013

Entornar o caldo? – Sim, sim... vamos nessa!!!


A propósito da porca interferência e pressão de Durão Barroso sobre o Tribunal Constitucional, mais a não menos porca “boca” do «caldo entornado», se não obedecermos cegamente aos banqueiros e nos rendermos, sem luta, à criminosa austeridade destinada a empobrecer quase todos os portugueses em favor de meia dúzia... não tenho grande comentários.
Bom... talvez dizer apenas que o “pavão” com vocação para lacaio nem imagina o “caldo”* que eu adoraria ver entornado... mas pela cabeça dele abaixo!!!

* Antes que alguém venha classificar esta minha tirada como “violência gratuita”... esclareço que não é gratuita! Quanto mais não seja, porque o penico custa dinheiro...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

UE – “Viva la muerte!”




Perante o “justo” desespero dos poderosos industriais da morte, fabricantes de armamento franceses e ingleses, os seus dois países estavam a ponto de cometer a “loucura” de furar o embargo da União Europeia ao fornecimento de armas aos “rebeldes sírios” (chamemos-lhes assim).
Perante o embaraço internacional que tal atitude acarretaria, os restantes países membros, “corajosamente”, deixaram caducar o embargo em vigor... sem fazerem nada para o renovar.
Ou então... eu estou redondamente enganado nas minhas suspeições e foi Durão Barroso que, mais uma vez, viu a luz na forma de provas da existência das recentemente comentadas “arma químicas” usadas pelo regime de Assad... exactamente como, há uns anos, viu as provas da existência das armas de destruição maciça de Saddam Hussein, do Iraque.
Se, mais uma vez, estiverem enganados, como já estiveram no caso do Iraque, o sangue, pelo menos aparentemente... é das coisas que mais facilmente se lava das mãos.
Das consciências, parece que custa muito mais a lavar... mas, muito providencialmente, este tipo de gente, incluindo Durão Barroso e os restantes assassinos da famosa Cimeira dos Açores... nasce sem esse pesado e tão incómodo fardo.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Idade da reforma – Mais uma ideia agarotada...


Diz Durão Barroso, o inútil oportunista que abandonou os que o tinham elegido para se aboletar com um cargo mais “bem pago” e muito mais “vistoso”, na Comissão Europeia... que «quer urgência para combater desemprego jovem».
Se realmente quer... quer muito bem! Agora bem podia trocar umas impressões sobre o assunto com os garotos* do seu próprio partido que, por cá, querem impor o aumento da idade da reforma, uma ideia que para além de «injusta», como muito bem lhe chama Arménio Carlos, ou de ser economicamente inútil, vai ter vários resultados, quase todos prejudiciais aos trabalhadores, à economia, até às empresas... sendo que um desses resultados será precisamente o considerável aumento do desemprego jovem.
* Sei bem que vários dos governantes actuais não têm já idade para serem apelidados de garotos... mas este meu “garotos” não remete para a idade.

É mesmo um adjectivo/insulto!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um pequeno contributo para a indústria e comércio de panos encharcados...



Passado o tempo em que a mera sugestão de mexer nos prazos de pagamento da dívida, da sua renegociação, ou qualquer forma de crítica ou questionamento ao usurário e exorbitante montante  dos juros que pagamos, era uma atitude banida dos media e fustigada violentamente por toda a máquina do pensamento único... entramos numa fase nova.
Na verdade, ou por serôdia convicção, ou por oportunismo, seja para agitar os equilíbrios de poder dentro da coligação, ou lançar as sementes de uma candidatura presidencial – como é o caso de Durão Barroso – aparecem de todo o lado as vozes que declaram a austeridade excessiva e a absoluta premência de passarmos ao crescimento.
Como alguém tem que alinhar pelos fanáticos da austeridade, aí temos a senhora Sharon Bowles, a eurodeputada britânica que preside à Comissão de Economia do Parlamento Europeu, mostrando as maiores dúvidas sobre a possibilidade de abrandamento da austeridade em Portugal, chegando mesmo a dizer com uma bastante insolente ligeireza... «Não sei se não precisam de mais!»
Desconheço aquilo que a senhora sabe sobre Portugal e sobre o que os portugueses “precisam”.
Em contrapartida, eu tenho uma ideia bastante clara sobre o que a senhora deputada precisa... em cheio na cara!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Durão Barroso – Sem data...


Durão Barroso, o oportunista que abandonou o cargo para que tinha sido eleito em Portugal, para "caçar" um tacho mais vistoso na Europa, joga na possibilidade de que os portugueses continuem suficientemente amnésicos para acharem que ele tem perfil, ou sequer, carácter, para ser Presidente da República.
Alguns portugueses, no entanto, não esquecem. Não esquecem também o seu papel na "cimeira da guerra", em que se abriu a porta ao assassinato de milhares de iraquianos, crianças, mulheres e homens inocentes, sob o pretexto de eles possuírem umas armas “imaginárias”, posse de que ele "vira" as provas, mentira e crime em que foi acompanhado pela União Europeia.
Quando vi na imprensa os sorrisos alarves de Durão, da nulidade Herman van Rompuy e de um outro que nem sei quem é, recebendo o Nobel da Paz... lembrei-me desta imagem que aí tinha, imagem com uma marca de sapato que, iria jurar, foi deixada pela pata de José Manuel Durão Barroso.
Só não sei se a pegada tem data de antes, ou depois do prémio Nobel da Paz!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Marcelo em pré-campanha


As cada vez mais frequentes e recorrentes caneladas e farpas que Marcelo Rebelo de Sousa endereça carinhosamente a Durão Barroso nas suas homilias televisivas... não deixam lugar a dúvidas. A (looooonga) pré-campanha eleitoral para as Presidenciais, está lançada. Vai dar-se início à época do “diplomático e fraterno bofetão nas trombas” entre os dois figurões do PSD.
As farpas “marcelistas” vão quase sempre no sentido de descredibilizar, ou mesmo ridicularizar posições tomadas por Barroso em relação à Europa e, sobretudo, a Portugal. Nada que ele não mereça inteiramente, diga-se!
Por outro lado, se pensarmos numa “Presidência à Marcelo”, somos tentados a achar que a coisa descerá ao nível da taróloga Maya... mas tanto Barroso como Marcelo estão cheios de sorte. A fasquia está muito baixa... diria mesmo que está rente ao solo!
Se virmos bem, a seguir a dois mandatos do cidadão Aníbal e da sua "cavacal" prestação enquanto Presidente da República, não há em todo o país quem não tenha condições de fazer melhor, muito melhor, no Palácio de Belém!
Claro que existem excepções. Todos sabemos que há cidadãos que estarão impedidos de concorrer... por estarem internados. Fechados (à cautela), uns em manicómios, outros em penitenciárias. E mesmo de entre esses, procurando bem... olha que não sei não!...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Miguel Beleza – Gostava de ter dito isto...



Não costumo identificar-me com quase nada do que diz o economista Miguel Beleza nas suas recorrentes visitas às televisões. Muito menos aprecio o ar enfastiado com que costuma dizer tudo o que diz.
Posto isto, há sempre uma primeira vez para tudo.
Estava Miguel Beleza comentando o facto de tanto o FMI, como a Comissão Europeia acharem agora que a prioridade são as políticas de crescimento e alertarem para a "insuficiência dos sacrifícios", quando estiveram na base da imposição da austeridade cega que se abateu sobre Portugal. Na sequência, o economista insinuou desconfiar que, no caso de Barroso, anda gato escondido com rabo de fora, com o fim de juntar “créditos” para atacar outros voos mais altos (o que começa a ser evidente). Quando achou que se tinha explicado... saiu-se com esta pérola, que lhe invejo grandemente:
«É como se um indivíduo que mata o pai e a mãe, vá depois para o tribunal pedir clemência... por ser órfão.»
Brilhante!!!


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

FMI e Durão Barroso - É preciso ter lata!



Que a austeridade, resultando no esmagamento do poder de compra de milhões de cidadãos, que assim contraem o consumo, levando à falência milhares de pequenas empresas viradas quase exclusivamente para o consumo interno, aumentando o exército (antes fosse!!!) de desempregados... que a austeridade, como ia dizendo, seria a ruina da economia e não a sua salvação, era uma coisa tão óbvia, tão óbvia, mas mesmo tão óbvia... que até eu sabia!
Fazendo durante meses e meses ouvidos de mercador aos avisos de gente que também o sabia, e muito melhor do que eu, de repente, xanããã!!!... o FMI descobre que se tinha enganado e que a austeridade, afinal, não é solução, pedindo mesmo um «travão á austeridade na Europa»
Durão Barroso borrou-se todo e jura a pés juntos que a culpa é dos governos e que nunca houve nenhuma imposição europeia aos países e aos povos “intervencionados”.
Olhando para o brutal Orçamento e demais medidas avulsas que continuam a "parir"...  os nossos governantes ainda não sabem de nada, ou, provavelmente, Angela Merkel ainda não lhes telefonou a fazer saber.
É preciso ter lata!
Mais lata ainda que a que vinha da Flandres, a região onde eu pensava que “nascia” e de onde era importada toda a “folha de flandres”, a vulgar lata com que se forravam vistosos baús de madeira, com que eram feitos aos alguidares, baldes, regadores, almotolias... e muitos dos meus brinquedos mais queridos, que tanto me ajudaram a matar tempo e ficar com alguns golpes nos dedos enquanto o fazia...
Agora já sei de onde vem a lata!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Durão Barroso – Pensar com os pés...


Confirmando mais uma vez que a arte dos clichés é uma coisa bastante fofa, Durão Barroso achou que o facto de estar a falar para uma plateia com muitos jornalistas brasileiros, justificava transformar tudo o que se passa com os países da União Europeia e com a Moeda Única... em imagens ligadas ao futebol.
Assim, pudemos assistir a um verdadeiro festival de termos como “prolongamento”, “golos”, “jogadores europeus”, “segunda parte”, “expulsões”... ... ...
Cada qual fala como quer! Ainda assim...
1. Se o Presidente da Comissão Europeia vai começar a falar futebolês, não seria melhor (e muito mais divertido!) colocar lá o Rui Santos?
2. Não seria melhor nomear o grande Cândido de Oliveira para Presidente do Conselho Europeu? Eu sei... eu sei que o senhor já morreu, mas não mais do que o actual Presidente Herman Van Rompuy...
3. Se realmente tudo na Europa se vai reger pelas regras do futebol, não estaria na altura de começarmos a falar seriamente da descarada batota, dos roubos de secretaria, dos resultados combinados e da generalizada corrupção entre os “dirigentes, jogadores e árbitros”?
Ah... e se resolverem transformar os parlamentos em estádios... temos um exército de desempregados para garantir a manutenção. Se alguém percebe de “relvas”, somo nós!

Adenda: Sou tão nulo em matéria futebolística, que tinha trocado o nome ao senhor Cândido de Oliveira. Felizmente, há amigos atentos e dispostos a ajudar... :-)