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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Nobel da Economia – Eu, que também não entendo nada de finanças... embora tenha uma micro-biblioteca e uma carrada de discos e CD... *


Dizem-me os jornais que o Nobel da Economia foi entregue a uns fulanos que se dedicam ao estudo do sobe e desce de acções e obrigações em bolsa, exercício a que dão o nome de “análise empírica do preço dos activos.
“Análise empírica do preço dos activos”!!! Desculpem-me o mau feitio… mas até o nome da coisa me irrita! Sei que posso ser acusado de ignorante. Sei que posso ser acusado de populista. Sei muito bem!
Ainda assim, antes de poder vir a ser convencido de que isto é um grande passo para o avanço da Humanidade... imagino a profunda “alegria” sentida pelos explorados, pelos milhões de vítimas dos especuladores e do capitalismo selvagem escondido por detrás dos “mercados” sem cara.
Imagino a profunda “alegria” que sentem aquelas e aqueles que todos os dias se levantam para fazer viver as cidades, as fábricas e os campos, para imprimirem a “marca da sua mão”, como disse o poeta, em tudo aquilo que é produzido com o suor e a força dos braços, ou a luz e criatividade do seu intelecto.
Imagino a profunda “alegria” de todos estes, quando vêem o prémio Nobel da Economia ser entregue, não a quem se esforça por colocar a Economia ao serviço da Justiça, da Paz, da Liberdade, da erradicação da fome, da felicidade dos povos... mas sim àqueles que parecem estar entretidos a brincar com dinheiro virtual, entretidos a fazer jogos florais com a “economia” de faz de conta que cimenta a fortuna de uns tantos aventureiros, à custa da miséria de milhões de seres humanos.

 *  Com os meus mais sentidos agradecimentos ao senhor Fernando Pessoa!

sábado, 12 de outubro de 2013

Nobel da Paz


Boa! – digo eu. Já é um ligeiro avanço!
É apenas um passo, mas sempre é melhor do entregar o prémio - como já aconteceu - a indivíduos ou países conhecidos como fabricantes, utilizadores, vendedores e emprestadores aos amigos, das mesmíssimas armas químicas.
Ainda assim, não consigo entender o porquê desta especialização nas armas químicas por parte desta meritória organização. Porque é que as armas químicas são piores do que as bombas, granadas, rajadas de metralhadora... ?
Felizmente, nunca fui obrigado a fazer a comparação à vista... mas aposto que, colocado ao lado de uma vítima de uma saraivada de balas ou dos estilhaços de uma granada, o cadáver da vítima de uma arma química não deve ter um ar muito mais infeliz.
A única “excepção” deve ser o ar “sereno” que devem ostentar as muitas centenas de vítimas de ataques com aviõezinhos telecomandados, os famosos e tão “humanitários” drones carregados de explosivos com que os heróis dos EUA massacram famílias inteiras que tiveram a infelicidade de viver no mesmo prédio que os “alvos humanos” que Washington decide assassinar... vítimas que, quer sejam homens, mulheres ou crianças, ficam com aquela cara “desimportada” de quem nem teve sequer tempo para se assustar.
Ficam ali jazendo, tal como estavam poucos segundos antes... a dormir, ou sentadas para o jantar, ou a costurar, ou a ler as Sagradas Escrituras, ou a brincar no pátio.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Durão Barroso – Sem data...


Durão Barroso, o oportunista que abandonou o cargo para que tinha sido eleito em Portugal, para "caçar" um tacho mais vistoso na Europa, joga na possibilidade de que os portugueses continuem suficientemente amnésicos para acharem que ele tem perfil, ou sequer, carácter, para ser Presidente da República.
Alguns portugueses, no entanto, não esquecem. Não esquecem também o seu papel na "cimeira da guerra", em que se abriu a porta ao assassinato de milhares de iraquianos, crianças, mulheres e homens inocentes, sob o pretexto de eles possuírem umas armas “imaginárias”, posse de que ele "vira" as provas, mentira e crime em que foi acompanhado pela União Europeia.
Quando vi na imprensa os sorrisos alarves de Durão, da nulidade Herman van Rompuy e de um outro que nem sei quem é, recebendo o Nobel da Paz... lembrei-me desta imagem que aí tinha, imagem com uma marca de sapato que, iria jurar, foi deixada pela pata de José Manuel Durão Barroso.
Só não sei se a pegada tem data de antes, ou depois do prémio Nobel da Paz!