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domingo, 3 de novembro de 2013

A Paz... essa ideia excêntrica


Quem tiver padecido da inexplicável curiosidade de ir, de tempos a tempos, lendo o que aqui escrevo sobre isto e aquilo... nesta altura já saberá que nada me aproxima dos assassinos que lideram o movimento dos “talibãs”, com as suas intragáveis – de tão erradas – interpretações do Corão. Interpretações inventadas ao sabor dos apetites autoritários de bestas quadradas e tarados que, motivados por um inesgotável ódio às mulheres, à Humanidade, à cultura e à vida, vão, à força de chicotadas, lapidações, amputação de membros como castigo de “crimes” imbecis, arrastando os povos e os países onde estes extremistas têm influência, para níveis civilizacionais dos tempos da idade das trevas.
Igualmente, não tenho dúvidas de que, concordando mais, menos ou nada comigo, toda a gente percebeu o que penso sobre os líderes assassinos do regime dos EUA que, “corajosamente”, manobram aviões telecomandados, protegidos pela segurança dos seus bunkers e atrás dos seus sofisticados computadores, para atacar mortalmente alvos humanos. Toda a gente sabe o que penso da política de assassínios de Obama, quando é sabido ser impossível atirar vários mísseis (o assunto deste post) contra um dirigente “talibã”, não sabendo que com esse gesto serão igualmente chacinados os homens, mulheres e crianças que estejam nas imediações.
Então, se eu sei que vocês sabem, o que me leva a escrever sobre esta notícia de mais um assassinato levado a cabo por um “drone” dos EUA? Ter alguma coisa de novo?
É mais ou menos por aí...
A Paz?!!! Aí é que a porca torce o rabo!!! A paz é exactamente aquilo que menos interessa à máquina de guerra, à máquina de produção e venda de armas, da contratação de milhares de mercenários bem pagos que todos os dias têm que ser vestidos e alimentados pelos negociantes da guerra, todos comandados por esse extraordinário Nobel da Paz “heroicamente” sentado na Casa Branca, por detrás das saias protectoras da sua chuva de morte telecomandada.

A Paz?!!! Já imaginaram os biliões de prejuízo?!

sábado, 12 de outubro de 2013

Nobel da Paz


Boa! – digo eu. Já é um ligeiro avanço!
É apenas um passo, mas sempre é melhor do entregar o prémio - como já aconteceu - a indivíduos ou países conhecidos como fabricantes, utilizadores, vendedores e emprestadores aos amigos, das mesmíssimas armas químicas.
Ainda assim, não consigo entender o porquê desta especialização nas armas químicas por parte desta meritória organização. Porque é que as armas químicas são piores do que as bombas, granadas, rajadas de metralhadora... ?
Felizmente, nunca fui obrigado a fazer a comparação à vista... mas aposto que, colocado ao lado de uma vítima de uma saraivada de balas ou dos estilhaços de uma granada, o cadáver da vítima de uma arma química não deve ter um ar muito mais infeliz.
A única “excepção” deve ser o ar “sereno” que devem ostentar as muitas centenas de vítimas de ataques com aviõezinhos telecomandados, os famosos e tão “humanitários” drones carregados de explosivos com que os heróis dos EUA massacram famílias inteiras que tiveram a infelicidade de viver no mesmo prédio que os “alvos humanos” que Washington decide assassinar... vítimas que, quer sejam homens, mulheres ou crianças, ficam com aquela cara “desimportada” de quem nem teve sequer tempo para se assustar.
Ficam ali jazendo, tal como estavam poucos segundos antes... a dormir, ou sentadas para o jantar, ou a costurar, ou a ler as Sagradas Escrituras, ou a brincar no pátio.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Obama – As armas repugnantes...


O Presidente dos Estados Unidos da América e Nobel da Paz, Barack Obama, voltou a dizer umas coisas... no sentido de apoiar a ideia de que o uso de armas químicas é «repugnante».
Está carregado de razão! Ainda assim, que mal pergunte...
Dado o carácter inquestionavelmente repugnante das armas químicas, por que raio é que os EUA são o país que, de longe, mais milhares de milhões investiu na investigação, invenção, produção... e posterior venda de armas químicas (presume-se que para utilização futura), hoje espalhadas um pouco por todo o mundo onde exista dinheiro para as comprar?
Porque será que fica no ar a ideia de que Obama, considerando repugnante o uso de armas químicas, acha, pelo contrário, perfeitamente normal, o uso de aviões não tripulados, dirigidos a alvos onde, alegadamente, estarão um ou dois “líderes terroristas”, matando quem quer que esteja nas instalações atingidas, sejam crianças, mulheres, ou homens que nada ligue aos tais alvos?
Porque é que fica a ideia de que Obama acha estes assassínios cometidos cobardemente por soldados sentados confortavelmente em salas com ar climatizado, aos comandos de computadores que controlam esses aviões... como actos aceitáveis, mesmo em cenário de guerra?
Já que estou em maré de perguntas algo ingénuas... quando será que os admiradores de Obama (os que ainda persistem, embora já muito menos!) chegam à conclusão de que, apesar de ser negro e pertencer ao Partido Democrata, apesar de estar, em questões de cultura, costumes e política social dentro de portas, vários furos acima de muitos dos presidentes que o antecederam, sobretudo os Republicanos... o homem, politicamente e enquanto chefe da maior máquina de matar do mundo e de uma elite militar/industrial que não consegue conceber uma vida que não envolva a agressão a outros países... é apenas mais um na longa linha de grandes filhos da puta que habitaram a sede do grande negócio global, conhecida como Casa Branca?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Porque também tenho direito a uma “teoria da conspiração” pateta...


Fontes muito bem colocadas disseram-me que os serviços secretos militares, a CIA e mais alguns departamentos extremamente confidenciais dos EUA, estão muito esperançados em encontrar, escondidas na Síria, as armas de destruição maciça… do Iraque.

Essa é a grande prioridade do momento!
Depois escolherão outro país qualquer, onde procurar as armas químicas da Síria… e assim sucessivamente…
Um dia, acabarão por encontrar, sei lá... algures, as flechas equipadas com pequenas ogivas nucleares nas pontas… que justificaram a chacina de milhões de índios americanos!!!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

EUA e Síria – Quando a História é tóxica...


Convenhamos que não veio na melhor altura a divulgação de documentos que provam o envolvimento do “regime da Casa Branca” no apoio ao seu amigo e aliado Saddam Hussein, quando este decidiu atacar o Irão... com armas químicas. Amigo e aliado que, como estamos lembrados, viriam a assassinar pouco tempo depois.
Nada capaz de envergonhar os sonsos que actualmente administram os interesses dos EUA no mundo, seja contra quem for e à custa das vidas de quem quer que seja que se atravesse no seu caminho. O longo historial de violência contra outros países já faz parte do seu código genético.
Assim, apesar de se saber que a única coisa que as armas químicas têm de “inaceitável” para os EUA... é a possibilidade de serem usadas (ou negociadas) pelos outros, lá vamos assistindo à construção da ópera histérica que o Império vem orquestrando na região, desta vez contra “o regime sírio”.
A orquestração, a atingir um paroxismo só encontrado nalguns momentos de Wagner, tem tido contributos vindos de toda a parte, com a amplificação que os media “amigos” se encarregam de fornecer.
Os sinais de um iminente ataque militar do Império e de vários dos seus criados acumulam-se. O terreno foi sendo preparado pelas muitas centenas de mercenários internacionais que, disfarçados de rebeldes, foram executando as provocações necessárias para convencer uma opinião pública crédula, bastante “ajudada” pelo enxame de analistas e comentadores de serviço.
Vem esta minha reflexão, moldada pelas irremediáveis dúvidas provocadas por “acções” perfeitamente imbecis (se atribuídas a Assad), como atacar viaturas de observadores da ONU, ou atacar com gás populações civis, numa altura em que a existência e utilização de armas químicas pelo “regime” povoava todos os media internacionais... acções perfeitamente imbecis que passam, instantaneamente, a fazer sentido, se tiverem sido, afinal, levadas a cabo pelos provocadores infiltrados no país... vem esta minha reflexão, como dizia, num momento em que leio as “duras” declarações do magnata do ketchup, John Kerry, secretário de estado de Obama, que diz entre outras coisas:
Fruto das minhas dúvidas sobre quem faz o quê nesta estória síria, mais a minha total falta de qualquer simpatia por Assad e o seu governo... sou obrigado a admitir que sim, a ser tudo verdade, o senhor secretário de estado de Obama tem razão.
Toda esta estória é indesculpável e uma obscenidade moral, crime de guerra, o que quiserem... exactamente na mesmíssima medida em que o são os bombardeamentos feitos com aviões não tripulados, às ordens do “Obama Nobel da Paz” que, a pretexto de atacar instalações inimigas e aqueles a quem classifica como terroristas, manda assassinar milhares de crianças, mulheres e homens, em ataques que sabe, à partida, atingirem, em cada 100 vítimas mortais... provavelmente 99 inocentes.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

UE – “Viva la muerte!”




Perante o “justo” desespero dos poderosos industriais da morte, fabricantes de armamento franceses e ingleses, os seus dois países estavam a ponto de cometer a “loucura” de furar o embargo da União Europeia ao fornecimento de armas aos “rebeldes sírios” (chamemos-lhes assim).
Perante o embaraço internacional que tal atitude acarretaria, os restantes países membros, “corajosamente”, deixaram caducar o embargo em vigor... sem fazerem nada para o renovar.
Ou então... eu estou redondamente enganado nas minhas suspeições e foi Durão Barroso que, mais uma vez, viu a luz na forma de provas da existência das recentemente comentadas “arma químicas” usadas pelo regime de Assad... exactamente como, há uns anos, viu as provas da existência das armas de destruição maciça de Saddam Hussein, do Iraque.
Se, mais uma vez, estiverem enganados, como já estiveram no caso do Iraque, o sangue, pelo menos aparentemente... é das coisas que mais facilmente se lava das mãos.
Das consciências, parece que custa muito mais a lavar... mas, muito providencialmente, este tipo de gente, incluindo Durão Barroso e os restantes assassinos da famosa Cimeira dos Açores... nasce sem esse pesado e tão incómodo fardo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Obama – "Drones", a arma dos cobardes


A utilização de drones, aviões não tripulados, em ataques contra seres humanos, é a cereja em cima do bolo da cobardia de dirigentes capazes de, na segurança dos seus gabinetes e a milhares de quilómetros da acção, darem ordem aos seus “valorosos” generais e técnicos militares para, igualmente em total segurança e por detrás dos seus computadores, lançarem os ditos drones com a missão de assassinar a sangue frio milhares de pessoas.
Fazem-no, sempre com a desculpa esfarrapada de que os ataques se destinam a eliminar, “cirurgicamente”, este ou aquele líder “terrorista” determinado... facto que nunca se verifica. Mesmo quando o tal líder “terrorista” é atingido, há sempre dezenas, quando não mesmo centenas de inocentes sacrificados por esta nova forma liminarmente criminosa e cobarde de fazer a guerra.
Embora pelas razões erradas, isto é, para embaraçarem Obama na sua anunciada intenção de controlar o uso de armas de guerra dentro do território dos EUA, uso que tem tido os resultados dramáticos que se conhecem... os fanáticos de extrema direita daquele país, aliados aos seus financiadores, os negociantes de armamentos, resolveram “denunciar” os assassínios promovidos pelo inefável “nobel da paz”. Os ataques ao presidente são muitos... como neste texto que faz um balanço entre as centenas de ataques autorizados por Obama (apenas no Paquistão) e as mortes que originaram, texto de que destaco uma pequena passagem, com a tradução possível.
«Do número total de pessoas mortas pelos ataques com “drones” (entre 1900 e 3300), menos de 3 por cento (51) eram “líderes militantes”. Mais... apenas 30 desses “líderes” eram membros da al Qaeda».

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Jaime Neves – Uma grande injustiça



Acho normal que os inimigos de Abril, como o pascácio Passos Coelho (e mais alguns que sobre o assunto se abstenham violentamente), teçam rasgados elogios ao ex-comando Jaime Neves na hora da sua morte. A memória do militar que tão activamente participou no vitorioso golpe militar de 25 de Novembro, contra o 25 de Abril, deve ser-lhes muito grata.
Quanto aos membros da família e amigos chegados, a questão nem se coloca. Estão de luto, como todas as pessoas que estão de luto.
Seja como for, se era para enaltecerem a memória do militar recorrendo aos feitos de que mais se orgulhava... acho uma enorme injustiça que os vários epitáfios elogiosos não incluam os crimes de guerra, os massacres contra crianças mulheres e homens indefesos... esse tipo de “glórias”.

Para acabar, uma contribuição literária/musical: a parte final de um texto de uma cantiga do Zeca que, como bem se sabe, sempre "admirou" o boémio comando "ultra".


Chame-se o Bufallo Bill

Chegue aqui o Jaime Neves

Para recordar Wiriamu,

Mocumbura e Marracuene

Que a cruz gamada reclama

de novo o Grão-Capitão

Só os meninos nazis

Podem levar o pendão

Mas não se esqueçam do tacho

Que o papá vos garantiu

Ao fazer voto perpétuo

De ir prá puta que o pariu.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Crianças vítimas - Desculpem-me a brutalidade...


Mesmo sabendo que posso estar a convocar a ira de todos aqueles que, ainda que não o confessando de viva voz, acham mesmo que uma criança branca alemã, francesa ou norte-americana, vale mais do que dez, ou mesmo cem crianças negras, árabes... ou, como diriam Caetano Veloso e Gilberto Gil, quase negras ou árabes, de tão pobres... ainda assim atrevo-me a este desabafo:
Embora também horrorizado com o massacre tresloucado das crianças da escola dos EUA e entendendo o atractivo editorial (e comercial) das catadupas de notícias sobre as crianças assassinadas, as professoras heróis, a mãe amante de armas, as lágrimas de Obama, o choque de Passos Coelho, etc., etc., etc... ainda assim, como ia a dizer, gostaria de lembrar aos nossos queridos directores de informação dos vários media que as crianças até hoje chacinadas pelos aviões israelitas na faixa de gaza, ou as crianças do Iraque, ou do Afeganistão, até hoje chacinadas por aviões pilotados pelos “irmãos mais velhos” de crianças norte-americanas exactamente iguais àquelas da escola de Sandy Hook, em Newtown, Connecticut... também eram lindas, todas gostavam de ir (ou poder ir) à escola, todas gostavam de (ou poder) brincar, todas tinham mãe e pai e irmãos e amigos... e um futuro à sua frente. Essas nunca têm nem uma pequena fatia desta atenção por parte dos media.
Tanta parcialidade enoja!!!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Angola – Terríveis memórias, tristes confirmações!





Há já mais de cinquenta anos disse Salazar: «Para Angola, rapidamente e em força!»
Aquilo que se seguiu, até depois de Abril de 74, é História.
Chegam agora notícias de documentos arrasadores, que relatam atrocidades, massacres, decapitações levadas a cabo por tropas portuguesas.
Desculpem-me a crueza... mas qual é a novidade? Já se conheciam relatos, poemas, até canções... e para jogar à bola, divertidamente, com cabeças de pretos...  alguém teria que as cortar antes, não?!

"A bola" - Luis Cília
(Jonas Negalha/Luis Cília)




sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Durão Barroso – Sem data...


Durão Barroso, o oportunista que abandonou o cargo para que tinha sido eleito em Portugal, para "caçar" um tacho mais vistoso na Europa, joga na possibilidade de que os portugueses continuem suficientemente amnésicos para acharem que ele tem perfil, ou sequer, carácter, para ser Presidente da República.
Alguns portugueses, no entanto, não esquecem. Não esquecem também o seu papel na "cimeira da guerra", em que se abriu a porta ao assassinato de milhares de iraquianos, crianças, mulheres e homens inocentes, sob o pretexto de eles possuírem umas armas “imaginárias”, posse de que ele "vira" as provas, mentira e crime em que foi acompanhado pela União Europeia.
Quando vi na imprensa os sorrisos alarves de Durão, da nulidade Herman van Rompuy e de um outro que nem sei quem é, recebendo o Nobel da Paz... lembrei-me desta imagem que aí tinha, imagem com uma marca de sapato que, iria jurar, foi deixada pela pata de José Manuel Durão Barroso.
Só não sei se a pegada tem data de antes, ou depois do prémio Nobel da Paz!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Israel e transportes – Apenas uma sugestão...



Os colonos israelitas que , ilegalmente, ocupam vastos e numerosos espaços do território palestiniano, vivendo em colonatos que, contra a Humanidade, as Nações Unidas e a opinião pública de meio mundo, o Governo proto-fascista de Israel continua, desafiadora e insolentemente a instalar, têm em muitos casos que fazer a sua vida em Israel, para onde se deslocam maioritariamente em autocarros. É aí que a porca torce o rabo!
O caso é que esses autocarros também são usados pelos palestinianos que trabalham igualmente em Israel... e eles são aos milhares. Os colonos judeus não gostam disso!
Disfarçam a evidente xenofobia contra os palestinianos, com a desculpa de que são prejudicados e atrasados nas suas viagens, pelo facto de todos os transportes que saem ou entram em território palestiniano serem forçados a parar nos postos de controlo militar israelita, para se proceder à minuciosa revista de todos os palestinianos... homens, mulheres e crianças.
Os “incomodados” colonos fizeram pressão... e parece que o Governo proto-fascista de Israel vai fazer-lhes a vontade, criando linhas de autocarros exclusivamente para palestinianos!
Primeiro que tudo devo dizer que é uma “brilhante ideia”, pelo menos para dar uma última utilidade aos autocarros israelitas em fim de vida que, sem esta oportunidade, iriam para a sucata... mas que, para palestinianos, ainda estão mais do que bons!
Agora, passe a ironia do parágrafo anterior e dentro do meu habitual espírito construtivo, gostaria de dar uma ideia para ajudar os funcionários dos transportes a distinguir os passageiros:
Sugiro que os palestinianos passem a usar, cosido na lapela, um sinal que se veja bem... sei lá... por exemplo, uma estrela amarela como a que está aqui em cima. Só têm que escrever na estrela “muçulmano” em vez de “judeu”... e a coisa não falha!
Se resultou muito bem para os nazis distinguirem os avós e os pais destes colonos e governantes israelitas, a fim de os separarem e enviarem para campos de extermínio... também há-de resultar para separar os palestinianos destas “pessoas de bem” israelitas que, aparentemente, não aprenderam nada com o sofrimento atroz dos seus antepassados nos "Guetos" de Varsóvia ou Praga, ou nos campos de Auschwitz, ou Buchenwald ... a não ser os nojentos métodos daqueles que então aí os massacraram!!!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Faixa de Gaza – Mais um intervalo na chacina


Vai dar-se início, pelo menos em palavras, a mais uma interrupção da milenar guerra entre o ocidente e o oriente, entre os cruzados e mafoma, entre Israel e o povo palestiniano. Neste massacre que agora se interrompe, cometido recorrentemente sob a desculpa de uns “foguetes” que atingiram o território israelita e que fizeram, infelizmente!, cinco mortos... Israel respondeu com bombardeamentos maciços sobre zonas residenciais, matando mais de cem civis adultos inocentes e muitas crianças... e aproveitando, como vai sendo costume, para organizar o assassinato “cirúrgico” e frio de uma ou mais figuras públicas adversárias.
Não, não acho que seja uma forma aceitável (ou útil) de fazer política, ou mesmo de fazer guerra, atirar uns morteiros para cima de Israel, ao calhas, quase sempre “acertando” em terrenos descampados, mas, ainda assim, provocando uma ou outra vítima e, sobretudo... perdendo a superioridade da razão.
No entanto, assistir a estas recorrentes chacinas de palestinianos, promovidas pelos fascistas no poder em Israel, sempre com a desculpa de que se trata de respostas a ataques... é verdadeiramente insuportável!
Tem que chegar o dia em que o ocidente que, por visível má consciência, apoia Israel nestes crimes de guerra, se compenetre de que praticamente já nenhum dos governantes de Israel sofreu na pele qualquer horror do Holocausto nazi. São novos demais para o terem vivido. Estes governantes israelitas limitam-se a mimetizar os Nazis... vivendo como verdadeiros chulos do sofrimento dos seus pais e avós, sofrimento que usam como desculpa para quase todos os crimes cobardes que cometem.
Esta montagem fotográfica ilustrando, por um lado, um povo manietado pelo fundamentalismo islâmico e soterrado nas suas regras medievais... e por outro lado, um ocidente que não vê (ou faz que não vê) aquilo que realmente está em jogo nestes conflitos... é uma bela ilustração para aquilo que se vai passando na Faixa de Gaza, com a “permissão” de todos os que “fecham os olhos”.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Obama – Um homem dividido?


Naquilo que por vezes parece uma última e desesperada tentativa de “entender” Barack Obama, muitas pessoas e até alguns analistas profissionais, tentam explicar esta espécie de “poço da morte” em que o Presidente dos EUA roda vertiginosamente, ora ganhando o Nobel da Paz, ora promovendo esquadrões para assassinar adversários e, mais tarde, fazer disso trunfo de campanha eleitoral, ora inspirando os mais indefesos do seu país a votar em si com promessas de políticas sociais, ora patrocinando crimes de guerra no Afeganistão, no Iraque, ou onde calha, ora cantando salmos à nova democracia na velha Birmânia, ora defendendo incondicionalmente a chacina de inocentes na Faixa de Gaza às mãos dos fascistas no poder em Israel, etc., etc., etc.
Na falta de explicações para o que seria uma inescrutável gincana entre posições de direita, destinadas a servir e dar lucro aos “falcões” do complexo político/industrial/militar dos EUA e do resto do mundo, ou posições de “esquerda”, destinadas a encantar ocidentais com vocação para babados lacaios do “império”, como Soares e os seus muitos subprodutos... há quem, em desespero de causa se refugie na teoria do “homem muito dividido”. Dividido entre o que quereria fazer e aquilo que lhe permitem fazer aqueles que o rodeiam.
Puro engano! Ali não há um homem dividido, não há um executor de direita, ou um orador de esquerda! Há apenas um Barack Obama... e não é flor que se cheire!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mário Crespo – Provocador rasca



«Nós não seremos capazes de manter a dominação branca, que constitui um objectivo nacional, a não ser que o povoamento branco se efectue a um ritmo que acompanhe e ultrapasse, mesmo que ligeiramente, a produção de negros evoluídos».

«Passou mais um dia e a RTP custou mais um milhão de euros».

Estas duas frases, assim como as fotografias, estão separadas por muitos anos.

A primeira foi proferida durante a Guerra Colonial pelo fascista e criminoso de guerra Kaúlza de Arriaga, responsável (entre outros crimes) pelo tristemente famoso massacre de Wiriamu… não se sabe se com a inspirada ajuda “literária” do seu ajudante de campo para as coisas da comunicação, o alferes Mário Crespo.

A segunda (uma mentira repetida até que se transforme em “verdade”), parte da campanha contra o Serviço Público de Rádio e Televisão, é a mais recente provocação saída da boca do mesmíssimo Mário Crespo (provavelmente inspirada pelo espírito de Kaúlza), quando encerra o “Jornal das 9” da SIC, estação televisiva que, curiosamente, é propriedade de outro empenhadíssimo adjunto de Kaúlza de Arriaga nos tempos de guerra, Francisco Balsemão.

«Uma colaboração para além da que seria devida às suas funções de ajudante de campo», diria mesmo o Secretário de Estado da Aeronáutica (o mesmo Kaúlza), quando ordenou o louvor de Balsemão... como podem ver e ler AQUI.

Da boca daquela sebosa e rasca imitação de jornalista já se espera tudo. Segundo os trabalhadores da RTP que, muito justamente, apresentaram queixa do miserável provocador, Crespo já terá esquecido os tempos em que ele próprio usufruiu largamente das “mordomias” que agora denuncia, nos tempos em que foi o incompetente – mas caro – correspondente da RTP em Washington. Dizem também – e digo eu! – que muito provavelmente o sabujo não está a fazer mais do que tentar garantir o seu lugar de futuro destacado lacaio na televisão “relvista” que por aí virá...

Faz todo o sentido!

Adenda: Dei-me ao incómodo de esperar pelo final do "Jornal das 9", para confirmar se a provocação prosseguia... mas o "valentaço" já não deve achar importante insistir na sua tão militante "denúncia".

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

EUA e eleições – Promessas de sangue



Mitt Romney, o ultra reaccionário candidato “republicano” à presidência dos EUA, promete envio de tropas para a Síria e mesmo para o Irão, caso seja eleito.
Mitt Romney poderia fazer como antes deles fizeram e depois dele farão, milhares e milhares de políticos oportunistas, medíocres e mentirosos compulsivos... como alguns que bem conhecemos por cá. Poderia prometer aumentos de salários e pensões, a felicidade na Terra, pleno emprego, sol na eira e chuva no nabal... mas não!
Num esforço para ser mais sincero nas promessas eleitorais do que o actual presidente, Barack Obama, seu rival na corrida eleitoral e Prémio Nobel da “Paz”, Romney, conhecedor do carácter profundamente medonho e doentio de uma grande parte do seu eleitorado, faz questão de a cada dia que passa, consolidar uma imagem de refinado filho da puta... prometendo mais guerra e mais morte!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Obama e as armas químicas – Só para ajudar...




Independentemente do que eu possa pensar sobre a criminosa bandalheira que (dos dois lados da contenda) se passa na Síria, há várias coisas (para além do principal, que são as mortes estúpidas e inúteis) que já cansam, como por exemplo:
1. A sonsice ocidental, que faz de conta que não sabe que a “oposição rebelde síria” é, maioritariamente, uma amálgama de mercenários estrangeiros, pagos por vários países da região e de fora dela... países esses movidos por interesses inconfessáveis, sendo que nenhum deles é nem sequer vagamente aparentado com a liberdade, a democracia, ou a paz.
2. A sonsice de Barack Obama, que continua a vender o “argumento” já com cheiro a peixe estragado, segundo o qual há “mãos boas” e “mãos más” no que diz respeito à posse de armas nucleares ou químicas. “Mãos boas”, os EUA e Israel, sempre! “Mãos más”, o resto do mundo... com raras e momentâneas excepções reservadas aos “aliados” de circunstância.
Lá veio ele, mais uma vez, com o seu ar de santinho de pau carunchoso, traçar a linha que a Síria não poderá pisar, sob pena de ser fustigada por um ataque dos EUA... e do resto do lastimável mundo que anda a reboque do “império”: vir a descobrir-se que a Síria tem, ou pretende usar, armas químicas.
Pronto! Agora só resta provar que as armas estão lá! 
Sempre com o intuito de ajudar, cá estou eu, oferecendo umas dicas a essa grande figura de estadista e esperança do “mundo livre”.
Ó Bama... perdão, ó Obama! Se você tiver alguma dificuldade em “provar” a existência das prostitutas das armas químicas da Síria, não hesite em voltar a recorrer aos nossos cronistas, como o ex director do Público, José Manuel Fernandes, ou do vistoso Durão Barroso, figuras que não terão qualquer dúvida em voltar a jurar que viram as provas... ou mesmo a inefável blogueira e jornalista Hiena Ma... perdão, Helena Matos, que para compensar a falta de protagonismo na invasão ao Iraque, será mesmo capaz de jurar que, para além das provas, já viu as próprias armas.
Se for preciso ainda se arranjam por cá mais alguns... mas presumo que você quererá ter outros países representados, o que não deve ser difícil. Idiotas úteis da estirpe destes... há-os por todo o lado!

Adenda:  Eu não disse?! Aí estão os "bobis" amestrados dos EUA...



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Gasolina – Uma dissertação simplória


Pela enésima vez, aí está mais um aumento da gasolina e do gasóleo. Dizem eles que é “derivado” à instabilidade no Médio Oriente. Pode ser...
A verdade é que, como os clientes não deixam de necessitar do produto, se as margens de lucro se mantiverem... os ganhos dos intermediários são cada vez maiores. Ora deixa cá ver se sou capaz de dar um exemplo simples... a condizer com as minhas capacidades. Para isso não há nada melhor do que recorrer aos produtos hortícolas. Então vá!
De um lado, está o grupo de vizinhos produtores da estimada cebola, pepino, batata, repolho, etc.
No meio, o grupo constituído por todos os intermediários, compradores, transformadores e grandes vendedores a retalho.
Do outro lado, os consumidores finais.
Se os do meio combinarem entre si uma margem de lucro que ande na média dos 20%, isso quer dizer que em cada caixa de produtos que comprem ao grupo dos vizinhos agricultores por cem euros e venderem por cento e vinte, ganham 20 euros.
A dar-se o caso infeliz de os vizinhos produtores entrarem em conflito, se andarem mesmo à estalada e existir a ameaça de os produtos rarearem, ainda que não passe da "ameaça", os preços das hortícolas sobem em flecha. Digamos que cada caixa que custava cem euros, pode passar a custar mil.
Como os consumidores, lá longe do conflito, continuam a fazer questão de comprar os produtos hortícolas, ao mesmo ritmo... e como não há meio de convencer os tais intermediários a prescindirem da sua margem de lucro de 20%, por cada caixa que antes lhes custava cem e vendiam por cento e vinte, agora pagarão mil... para a venderem por mil e duzentos, passando, como que por milagre, de um lucro de vinte para um lucro de duzentos eurosexactamente com os mesmos molhos de brócolos... passe a expressão. Enquanto isso, os produtores das hortícolas gastarão quase todo o dinheiro em armas e segurança, para se defenderem uns dos outros... armas que lhes serão vendidas pelos consórcios de amigos e familiares dos intermediários.
Agora... pensando bem, quem poderá evitar que, a existir algum “arreliador” período de acalmia, ou mesmo alguma tentativa de concórdia entre os produtores, os consórcios dos intermediários não comecem a apostar na desestabilização, semeando a discórdia, enviando uns mercenários para escangalhar umas leiras das hortas, matando o cão de um, a ovelha de outro, a vaca daquele... sempre arranjando maneira de que os vizinhos agricultores ponham as culpas uns nos outros?
E assim ficam garantidos os elevados lucros que a crise, afinal, sempre proporciona a alguns!
Claro que isto sou eu, um simplório, a falar de produtos hortícolas. Na verdade, que diabo é que eu entendo da macroeconomia que está por detrás da formação dos preços dos produtos petrolíferos, ou da geopolítica que explica os conflitos no Médio Oriente?!!!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Alemanha – Não saber parar...


Vai fazendo o seu caminho mais uma ideia bem germânica, a de surripiar as reservas de ouro aos países que recorram a empréstimos europeus.
No caso português, ironicamente, trata-se de ouro que ainda resta das pilhas do precioso metal, amontoadas pela esperteza saloia de Salazar (à custa de sabe-se lá quantos crimes e conivências), que enquanto fazia de conta que estava com os aliados, foi, na realidade, fazendo uns “jeitos” a Hitler, numa forma original de “neutralidade”, que para além ter sido uma rematada canalhice política... na verdade rendeu algum ouro sujo de sangue, como se sabe.
Passe essa ironia, os “panzers” alemães agora no poder, tal como os seus “pais” nos anos 40 do século passado, ficarão na História mais pela força bruta do que pela inteligência.
Arriscam, mais uma vez e estupidamente, matar a “galinha dos ovos de ouro”.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Clinton - Um presente para Cavaco: o sorriso...


Como não quero que falte nada a Cavaco Silva (e a muitos dos seus parceiros, analistas e comentadores espalhados por várias cores partidárias), na impossibilidade de lhe oferecer um vídeo sobre a poda das anonas, aqui fica este, sobre o sorriso da vaca... que neste caso, felizmente, não é açoriana.
No curtíssimo vídeo, a imperial meretriz resume desta forma (e rindo muito) a sua participação nos recentes acontecimentos na Líbia e no assassinato de Kadhafi:
«Chegámos, vimos... e ele morreu!»
Qualquer comentário que agora fizesse ficaria longe, muito longe do que realmente me apetece dizer. Seja como for, este pequeno documento mostra bem o tipo de bandalhos que, por enquanto, têm o mundo na mão.