O Presidente dos Estados Unidos da América e Nobel da Paz, Barack Obama, voltou a dizer umas coisas... no sentido de apoiar a ideia de que o uso de armas químicas é «repugnante».
Está carregado de razão! Ainda assim, que mal pergunte...
Dado o carácter inquestionavelmente repugnante das armas químicas, por que raio é que os EUA são o país que, de longe, mais milhares de milhões investiu na investigação, invenção, produção... e posterior venda de armas químicas (presume-se que para utilização futura), hoje espalhadas um pouco por todo o mundo onde exista dinheiro para as comprar?
Porque será que fica no ar a ideia de que Obama, considerando repugnante o uso de armas químicas, acha, pelo contrário, perfeitamente normal, o uso de aviões não tripulados, dirigidos a alvos onde, alegadamente, estarão um ou dois “líderes terroristas”, matando quem quer que esteja nas instalações atingidas, sejam crianças, mulheres, ou homens que nada ligue aos tais alvos?
Porque é que fica a ideia de que Obama acha estes assassínios cometidos cobardemente por soldados sentados confortavelmente em salas com ar climatizado, aos comandos de computadores que controlam esses aviões... como actos aceitáveis, mesmo em cenário de guerra?
Já que estou em maré de perguntas algo ingénuas... quando será que os admiradores de Obama (os que ainda persistem, embora já muito menos!) chegam à conclusão de que, apesar de ser negro e pertencer ao Partido Democrata, apesar de estar, em questões de cultura, costumes e política social dentro de portas, vários furos acima de muitos dos presidentes que o antecederam, sobretudo os Republicanos... o homem, politicamente e enquanto chefe da maior máquina de matar do mundo e de uma elite militar/industrial que não consegue conceber uma vida que não envolva a agressão a outros países... é apenas mais um na longa linha de grandes filhos da puta que habitaram a sede do grande negócio global, conhecida como Casa Branca?












