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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Os "uns" e os jovens

 











A juventude não sabe nada sobre nada.

A juventude desconhece a História de Portugal, antiga ou recente.

A juventude não respeita os mais velhos e está pouco ligando para a possibilidade de os seus comportamentos irresponsáveis durante esta pandemia, poderem matar os pais, ou os avós.

A juventude é furiosamente consumista, mesmo não ganhando o suficiente para o ser, forçando alguns pais a viver como escravos dos seus gostos de moda.

A juventude é sexualmente depravada e deixou de se respeitar até entre si, achando normal a violência entre colegas ou mesmo entre namorados.

A juventude está perdida! - dizem UNS.


São precisamente estes “UNS” que rasgam as vestes e ameaçam com castigos “divinos”, de cada vez que alguém sugere que seria bom que, desde o início da vida escolar…

 

- A juventude tivesse um cuidado ensino sobre os temas da sexualidade e da igualdade de género e do respeito devido “ao outro”, independentemente da sua etnia, credo, identidade sexual.

- A juventude tivesse acesso a ensino cuidado sobre a História da Humanidade e do seu próprio país, para melhor entender o presente e os caminhos que escolha no futuro.

- A juventude fosse habituada a conhecer a História do pensamento filosófico e político… para não se alhear por achar “tudo igual”, ou ser presa fácil de vigaristas como os “Aldrabés Ventura” desta vida.

- A juventude fosse educada para respeitar mais a história de vida dos seus avós, do que a merda do telemóvel ou tablet que os trás fascinados (por mais úteis que sejam)…. ignorantes sobre aquilo que faz viver e crescer tudo sobre a Terra e lhes dá o pão.

- A juventude fosse apresentada à fantástica superioridade do ser, sobre a escravatura do ter.


A lista poderia continuar… mas creio que é já o suficiente para ilustrar o quando eu abomino estes “UNS”.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Professores – Carne para canhão



Professor "bom" é aquele que não tem poder reivindicativo. Por ter um trabalho precário. Por poder ser “terminado” a qualquer momento. Por não ter os mesmos direitos que os que já têm vínculo. Por ganhar menos que esses... apesar de fazer o mesmo trabalho. Professor bom é aquele que, por tudo isto, pode nem chegar a sindicalizar-se e muito menos a ter uma vida política activa. Por desencanto, ou simplesmente por medo.
Tudo isto é imoral e ilegal... mas tem sido a “bíblia” de ministros e ministras da “educação” ao longo de vários anos e pertencentes a vários governos formados pelos partidos do “centrão” dos interesses. Nuno Crato é apenas o mais recente e como esta espécie de descaramento anti conquistas de Abril tem vindo em crescendo, é o mais fanático destruidor do ensino público que Abril trouxe.
Esta notícia, embora pela rama, dá conta dessa realidade e dos números envolvidos. Ainda assim, o que dá nas vistas na notícia é o facto de esta nossa realidade vergonhosa escandalizar a Comissão Europeia, que intima o governo português a, rapidamente, tomar medidas para repor a legalidade no sector.
É verdade! Quando é a própria Comissão Europeia – que “fuma do tabaco” que bem sabemos – a escandalizar-se com a situação... vemos bem a “qualidade” do lixo que temos tido como ministros e ministras da Educação, ao longo de tantos anos!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Nuno Crato – Matéria extra-curricular...


Para tentar disfarçar o roubo descarado do erário público destinado aos alunos, professores, equipamentos, auxiliares e demais elementos daquilo que constitui o universo do ensino público, com o fim único de enriquecer os donos dos negócios de ensino privado, essa fraude que dá pelo nome de Nuno Crato vai introduzindo no “debate” todo o ruído que pode.
Insiste em chamar normalidade ao caos propositadamente instalado nas escolas, com falta de auxiliares, quando os há para empregar, com falta de professores, quando os há e aos milhares, para colocar, com falta de equipamentos capazes, com falta de organização, com falta de vontade... a mostrar que o caos é provocado propositadamente (passe a redundância).
Enquanto isso, para dar uma ilusão de “movimento” no que respeita a programas e à existência de uma ideia por detrás desses programas... canta loas ao rigor... mas coloca professores a dar quatro níveis de ensino na mesma sala. Baba-se a falar de excelência no ensino... mas obriga os professores a dar aulas em salas superlotadas. Inventa exames de inglês... mas "desiste" de outras aulas de inglês. Faz, desfaz, diz, diz que não diz...
Para se poder dizer que um ovo está podre, não é preciso ser capaz de pôr um ovo fresco! Logo, mesmo estando longe de ser um perito em políticas de educação, acho que sou capaz de ver que este indivíduo, para dizer o mínimo, não presta!
Felizmente, ainda há professores que, com noção do seu dever de educadores e formadores de futuros cidadãos e cidadãs livres, vão ensinando “matérias extra-curriculares” da maior importância para o futuro dos seus estudantes... como muito bem ilustra a imagem aqui em cima!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Abandono escolar... e mercado de trabalho


«Opção pelo mercado de trabalho explica redução de alunos» - diz o título da notícia. Mais uns jornalistas com vocação para “comediantes”! – pensei eu.
Depois de ler, verifiquei que o senhor presidente da “Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior” ali citado, não só não se limitou a dizer o que vem no título, como disse coisas que vão, e bem, muito para lá da pobreza do mesmo.
Embora eu lamente o aparente “esquecimento” da falta de meios económicos dos pais para pagar estudos que deveriam ser gratuitos, como uma das explicações para o forte abandono escolar, todas as razões apontadas nas declarações do senhor Alberto Amaral estão lá no texto. Discutíveis, “acrescentáveis”... mas estão lá.
Sendo assim, sabendo-se que o país tem quase um milhão de desempregados e que quase metade desses desempregados são jovens, por que cargas de água se optou por um título que diz, taxativamente... “Opção pelo mercado de trabalho explica redução de alunos”? A sério?! Opção?!
Qual mercado de trabalho?!!!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Viva o Crato!!!




Enquanto chegam notícias do cada vez maior apoio estatal ao grande negócio do ensino privado, a Escola Pública vai sendo estrangulada, espezinhada e descredibilizada pelo governo, com o fim único de desmoralizar os professores, cavar cada vez mais o fosso entre classes, criar nas escolas públicas o caos e insegurança que afugentem os pais com um mínimo poder de compra que lhes permita debandar para as escolas privadas... e justificar o apoio estatal aos amigalhaços dos colégios e derivados, que engordam à custa do dinheiro roubado à Escola Pública.
Esta notícia, apenas mais uma, chega ao mesmo tempo que uma amiga, professora há muitos anos, que tinha decidido trocar o stress do agrupamento escolar em que não tinha, havia já muito tempo, tempos livres ou sossego, pelo que pensava ser uma maior calma, bastando para isso regressar ao seu jardim de infância, abraçando a sua vocação de sempre, a de educadora de infância... nos fez chegar um mail/desabafo sobre a excelência de organização, atenção pelos outros, respeito pelo ser humano... que é a prática diária da máquina de destruir escolas comandada por essa enorme fraude técnica e pedagógica que dá pelo nome de Nuno Crato. Eis um excerto:

“Por estranho que pareça continuamos a aguardar que nos sejam enviadas, por e-mail, todas as orientações, referentes ao arranque do ano letivo. Continuamos, inclusivamente, à espera de saber qual o jardim de infância onde iremos trabalhar. A maioria dos colegas apresentou-se ao serviço na segunda-feira, mas, tivemos a indicação, também por e-mail, para não ligarmos para os colegas da gestão e ficarmos a aguardar as orientações e distribuição de serviço que deveriam chegar entre os dias 2 e 3 de setembro. Mas, continuam sem chegar!
Posto isto resta dizer que estamos em casa e que, de cinco em cinco minutos, corremos para o computador. Poderíamos estar a preparar as salas tranquilamente, antes das inúmeras reuniões de início de ano, assim nós soubéssemos que sala é a nossa.”

Viva Crato
Viva o neoliberalismo criminoso do governo!
Viva o ensino a descambar para o passado!
Viva a que os pariu a todos!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Professores “precários” –Um testemunho



Durante anos o poder do bloco central, ou seja, da direita, fez o que lhe foi possível para tentar dobrar a força reivindicativa dos trabalhadores. Chamou-lhe o PS, pela boca do seu ministro Maldonado Gonelha e pouco depois da Revolução, “partir a espinha à Intersindical”. Nunca conseguiram!
Ainda assim, não desarmaram. Optaram por desregular o mundo do trabalho, criando o conceito do trabalho precário. Da insegurança. Do medo. E lá vieram os milhares de desnecessários contratos a prazo, o trabalho por conta de outrem mascarado de trabalho independente, a troco de recibos verdes, ou, no ensino, os professores “contratados”.
É uma multidão que passou a ter a sua liberdade condicionada, sabendo que uma simples manifestação, ou uma greve, podem significar o fim do seu modo de vida e do sustento da sua família. Uma multidão para quem a democracia começa a ser um conceito longínquo.
Numa altura em que a prioridade do governo para a Escola Pública... é a sua destruição, com o fim de favorecer o negócio do ensino privado, em que os professores serão tratados como simples empregados de uma qualquer empresa, ao serviço, exclusivamente, do lucro da empresa... os professores “contratados” são, mais uma vez, o elo mais fraco. Carne para canhão colocada à porta do despedimento puro e simples.
Chegou-me, ao post anterior, um comentário acompanhado de um pedido para falar neste assunto.
Não é costume (nem passará a ser) neste blog transcrever comentários, ou falar de assuntos “a pedido”... dado que, o mais das vezes, esses “pedidos” não passam de provocações disfarçadas. Não é o caso deste!
Para quê ficar aqui a teorizar sobre um problema, quando tenho o testemunho de quem o vive? Aqui fica:
“Caro Samuel, acompanho o seu blogue, tal como fazem muitos democratas. Por isso mesmo gostaria de lhe pedir para, se puder, falar também dosprofessores contratados.
Somos milhares em risco de desemprego no fim de Agosto - a juntar aos milhares que já ficaram desempregados. Muitos de nós têm quinze, vinte ou mais anos de serviço e agora somos corridos como se fossemos uns cães pelos fascistas que nos desgovernam. Durante anos já fomos roubados porque fazemos o mesmo trabalho que os do quadro e recebemos menos. Um ano colocado em Bragança, outro em Viseu, sempre sem qualquer estabilidade, a pagar casa, viagens, etc.
É verdade que ninguém nos mandou sermos professores, mas também é verdade que o estado tem a obrigação de vincular quem tem mais de três anos de serviço. Sempre fomos vistos pelos governos como mão-de-obra mais barata, apesar de termos as mesmas habilitações dos outros.
Agora os fascistas que salvaram o BPN e o Banif preparam-se para "poupar" despedindo milhares de contratados. Enquanto isso continuam os milhões para as escolas "privadas", que de privadas não têm nada porque são pagas pelo contribuinte. Escolas controladas pelos amigos. Recordo que a obrigação do estado em relação a essas escolas é de financiá-las quando não houver oferta pública. Isso não se passa. Nas Caldas da Rainha, por exemplo, as duas secundárias da cidade perdem alunos enquanto as "privadas" os recebem pagos pelo estado. Em outras zonas passa-se o mesmo.
Deixo aqui este alerta até porque os canalhas rejubilaram com a descida do desemprego há um mês, mas agora que ele vai subir com os professores que são dispensados vamos ver o que dizem. Certo é que estão a destruir a escola pública. Peço desculpa por permanecer anónimo, mas como os bufos do governo devem passar por aqui prefiro não arriscar.
Cumprimentos e obrigado.”

Ensino – A interesseira cobardia




Não sou pessoa para encontrar “vantagens” nos tempos do regime fascista em Portugal... a não ser as explicadas pelas naturais saudades da juventude e de uma certa forma mais simples de viver, desde que essa “simplicidade” não esteja directamente ligada à miséria.
Posto isto, não tenho pejo em lembrar que o ensino nos tempos da “escola fascista”,  tinha campos muito bem definidos e oficialmente assumidos: um ensino privado pouco mais que residual, reservado à elite das elites... e o ensino público, claramente dividido entre o ensino para os mais ou menos ricos (os liceus), para os mais ou menos pobres e remediados (as escolas comerciais e industriais) e para os mais pobres... que acabava na quarta classe... se o aluno lá chegasse e tivesse sequer, ido à escola.
Lá em cima, o ensino universitário, como era evidente, estava reservado às elites e aos filhos de remediados, cuja inteligência e empenho pudesse convencer os pais a fazerem o gigantesco sacrifício de fazerem os seus filhos “doutores”. A única alternativa era aceitar o “patrocínio” (quase sempre um investimento) da “madrinha” da família rica lá da terra... e aceitar tornar-se padre.
Hoje, como podemos verificar todos os dias, temos exércitos de ex-governantes que se serviram das sua passagens por governos do PSD/CDS ou do PS e respectivas bancadas parlamentares, para legislar e contratualizar a seu favor o financiamento do enxame de escolas privadas que por aí vemos, financiadas pelo dinheiro que é roubado à Escola Pública.
Quanto à tal Escola Pública, definha a cada dia que passa. É uma vítima nas mãos de lacaios dos interesses privados, que vão fazendo tudo o que podem para a estrangular e destruir.
Hoje, o Estado e o ensino estão nas mãos de saudosos da “escola fascista”... mas invertebrados, incapazes de ter a coragem de admitir a sua opção, escondendo-se cobardemente atrás de explicações supostamente “técnicas”, de “eficiência”, de “liberdade de escolha”, de “menos Estado”... os vários eufemismos que usam para falar das suas contas bancárias e escamotear o seu ódio de classe.

sábado, 22 de junho de 2013

Universidade de Coimbra - Património Mundial da Humanidade


Paulo Portas diz que «É um grande dia para Portugal e para Coimbra. A meritória candidatura a património mundial passou com brilho e beneficiará a cidade em várias áreas»… apontando o turismo, a economia, o cosmopolitismo da cidade, como algumas dessas áreas.
É tudo verdade! Mais uma vez, parabéns à cidade, à sua Universidade e a todos aqueles que, desde 1290 e até hoje, contribuíram para o sucesso desta candidatura a Património Mundial da Humanidade.
Ainda assim, permito-me dizer que mais prestigiada ficaria ainda a universidade de Coimbra - e todas as universidades públicas - se o governo de canalhas a que pertence o senhor Paulo Portas não estivesse a asfixiá-la… com o único e venal propósito de beneficiar o negócio do ensino privado detido por alguns dos seus “clientes” e desenhado para os mais ricos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Nuno Crato – “A legalidade é uma cena que não me assiste!”


Antes de começar, quero pedir desculpa ao Hélio Guedes, famoso “skater” viral do “youtube”, por conspurcar a sua frase histórica, adaptando-a e colocando-a na boca de Nuno Crato... ainda que em ficção. Vamos ao assunto!
A lista esmagadora de irregularidades, liminares ilegalidades e canalhices avulso com que o Ministério da Educação e os seus agentes decidiram inundar as escolas, acabando por prejudicar (como se esperava) todos aqueles que diziam querer defender, lista apresentada por Mário Nogueira durante uma conferência de imprensa de balanço do dia de greve... parece, à primeira vista, uma coisa espantosa.
Na verdade, a lista só pode espantar quem desconheça o “carácter” do bando que está no governo e o ministro que foi colocado no Ministério da Educação, um trânsfuga vindo directamente das catacumbas podres do maoismo, tal como outros oportunistas da sua "vara" política.
Que outra coisa poderia esperar-se de um bando de delinquentes que pavimentou de mentiras descaradas o seu caminho até ao poder, para depois de aí chegados, faltarem a todas as promessas, roubarem tudo o que ainda subsiste de património público, destruírem tudo o que puderem no edifício das leis do trabalho, dos direitos sociais, da cultura?
Que outra coisa seria de esperar de uma quadrilha que foi posta no poder para vender o país aos interesses do capital selvagem e sem pátria e, de caminho, vingarem todos aqueles que se sentiram prejudicados pela Revolução de Abril?
Que outra coisa esperar de uma matilha que já instalou no poder económico todos os fascistas que tinham sido afastados, estando a fazer tudo o que podem para recolocar oficialmente no poder político (se não forem impedidos) exactamente a mesma montureira do passado... incluindo a escola salazarenta, a escola do respeitinho e do sim, senhor ministro, tem vocelência toda a razão, senhor ministro, concerteza, senhor ministro?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ensino e fisco – Mais uma “fascistada”!!!


Pelos vistos, os estudantes do ensino superior são os novos “clientes incumpridores” dos cobradores deste “Governo” iníquo.
Como os filhos dos ricos (a menos que às escondidas dos pais andem a torrar o dinheiro das propinas em cocaína) não têm motivos para estar a dever dinheiro às Universidades... devem estar a falar dos outros, daqueles que, em alguns casos, já passam fome, ou têm que abandonar os estudos.
Sempre gostaria de saber o que raio é que o fisco vai penhorar a estes estudantes. Os cérebros?!
Triste país, em que o ensino, em vez de ser acarinhado como um insubstituível e inestimável investimento no futuro... é tratado como uma simples despesa e um excesso!