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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Professores – Carne para canhão



Professor "bom" é aquele que não tem poder reivindicativo. Por ter um trabalho precário. Por poder ser “terminado” a qualquer momento. Por não ter os mesmos direitos que os que já têm vínculo. Por ganhar menos que esses... apesar de fazer o mesmo trabalho. Professor bom é aquele que, por tudo isto, pode nem chegar a sindicalizar-se e muito menos a ter uma vida política activa. Por desencanto, ou simplesmente por medo.
Tudo isto é imoral e ilegal... mas tem sido a “bíblia” de ministros e ministras da “educação” ao longo de vários anos e pertencentes a vários governos formados pelos partidos do “centrão” dos interesses. Nuno Crato é apenas o mais recente e como esta espécie de descaramento anti conquistas de Abril tem vindo em crescendo, é o mais fanático destruidor do ensino público que Abril trouxe.
Esta notícia, embora pela rama, dá conta dessa realidade e dos números envolvidos. Ainda assim, o que dá nas vistas na notícia é o facto de esta nossa realidade vergonhosa escandalizar a Comissão Europeia, que intima o governo português a, rapidamente, tomar medidas para repor a legalidade no sector.
É verdade! Quando é a própria Comissão Europeia – que “fuma do tabaco” que bem sabemos – a escandalizar-se com a situação... vemos bem a “qualidade” do lixo que temos tido como ministros e ministras da Educação, ao longo de tantos anos!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ainda o BES – Aleluia!!!


Salgado e Ricciardi entendem-se sobre sucessão no BES – diz a notícia. Aleluia! – digo eu.
Ou seja… os elementos da quadrilha composta pela "famiglia" do BES ergueram os pensamento para o alto, onde habita o seu "deus", deus que se manifesta entre nós, simples pelintras, na forma de notas de 500 (viste-las!), 200 (raríssimas!), 100 (de vez em quando!), 20 e 5 euros… e acharam por bem amainar um pouco as ganas com que andavam de se comerem uns aos outros.

Na verdade, abrindo um parêntesis… alguns elementos e “elementas” já o fazem há muito… que aquilo é gente para quem não há missas que cheguem para lhes arrancar o hábito e a promiscuidade dos vícios privados… enquanto vão exibindo mentirosas públicas virtudes. Fechar parêntesis.
Voltando ao tema... os primos e primas da poderosa “famiglia” Espírito Santo chegaram à conclusão de que a sua “peixeirada”, longe de ter a profundidade filosófica e tradição cultural das peixeiradas levadas à cena num qualquer mercado perto de si pelas verdadeiras e insubstituíveis peixeiras e varinas... era apenas uma parvoíce que, no limite, só lhes faria perder dinheiro.
Perder dinheiro?!!! Sacrilégio!!! E depois como é que a prima (ou lá o que ela é) vai para a Comporta «brincar aos pobrezinhos»?!
Seja como for, passada (oficialmente) a borrasca, quem ficou feliz foram os vários cavalos das várias cavalariças da “famiglia”, que já não se tinham das pernas, tal o pânico.
Pelo menos os cavalos que tiveram a grande infelicidade de ver esta cena macabra do filme “O Padrinho”... e que, compreensivelmente, já andavam de “cabeça perdida”.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Angola/Portugal – Dois trabalhos extra…




“José Eduardo dos Santos anuncia fim da parceria estratégica com Portugal” – dizem os títulos dos jornais e as aberturas dos telejornais nacionais.

«Só com Portugal, as coisas não vão bem!» - diz José Eduardo dos Santos, numa espécie de “verdade de La Palice”. Como se não fosse evidente!...

Para quem pensou que a sequência de editoriais e artigos destrambelhados do Jornal de Angola insultando “as elites portuguesas” eram obra de um ou dois lunáticos vagamente racistas, vagamente lambe-botas do poder de José Eduardo dos Santos, da filha Isabel, da restante família e daqueles generais e dirigentes que deitaram a mão aos recursos angolanos… ou que não representavam a posição oficial do país… aí está a resposta: total apoio do Estado aos seus dirigentes e às suas fortunas inexplicáveis, na forma de pressão chantagista sobre Portugal e os interesses que tem em Angola e que Angola detém em Portugal.

Estão certíssimos no seu papel! Isto não é uma originalidade angolana. Sempre que uma clique corrupta toma conta de um país para o saquear, cria um muro de protecção mútua à sua volta. Como vemos todos os dias e infelizmente, é assim, também, entre nós!

Agora, todos aqueles que se agacharam terão dois trabalhos extra: levantarem-se e puxarem as calças para cima!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sai mais um briefing!!!


Sai uma pessoa de manhã, passa todo o dia fora de casa... regressa já de noite, esperançado em “ouver” alguma notícia interessante... e nada!
Mais nenhum membro do Governo (chamemos-lhe assim) se demitiu entretanto.
Que raio! Esta gente, para além de tudo, não tem noção de ritmo e da cadência natural das coisas!
Não há por aí ninguém capaz de persuadir o senhor Rui Machete a ir abrilhantar um dos (aparentemente fatais) "briefings do Lomba" (mesmo sem ovo a cavalo)?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Isto vai, meus amigos... *


Citando o meu amigo e companheiro de cantigas, Francisco Fanhais, adepto de trocadilhos “cortantes”... «Não há fome que não dê em fratura!»
Vem esta minha “parvoíce” a propósito da lata com que Pedro Lomba, um cronista oficial da direita agora promovido a membro do Governo, resolveu prometer que a embrulhada dos “swaps”, depois de anos a cozer em fogo lento e muito bem tapada, será, afinal... esclarecida ainda hoje.
É nestas alturas que eu fico mais ou menos sem palavras. Daí, recorrer novamente ao Fanhais e à sua frase preferida (mais extraordinária ainda, por vir de um ex-padre)sempre que é imperioso seguir em frente:
«Olha, pá... isto agora é fé na tábua e pé em “deus”!!!»
* Com um pedido de desculpas a todos os amigos do José Carlos Ary dos Santos... e ao próprio.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cavaco no seu normal...



Com a falta de vergonha no focinho que os caracteriza, os partidos onde pontificam – para usar o termo tão caro ao mundo futebolístico – os bandidos e lacaios apostados em continuar a esmifrar milhões aos portugueses, a destruir a economia, em vender o país ao desbarato, passam agora, de forma tão automática quanto fraudulenta, ao discurso do crescimento, do reforço da economia, da criação de emprego. Isto, tendo a evidente intenção de continuar a política de recessão, capitulação e desastre que praticaram até aqui.
Com a falta de vergonha no focinho que os caracteriza, tanto PSD como CDS (como a cavacal figura), fazem de conta que não colocaram o país na situação miserável em que está e que basta o, digamos assim... “presidente”, decidir que tudo está normal e em “plenitude de funções”, para podermos recomeçar do zero, como se o país e os portugueses fossem uma qualquer espécie de maquineta electrónica digital, a que se pode fazer “reset”.
Depois de passar a maior parte do tempo, em que tartamudeou banalidades, a fazer desfilar uma enjoativa procissão de “ses” e “eu é que tenho razão”,Cavaco decidiu que os partidos que agora não se entenderam... vão ter que se entender no futuro.
Portanto... se ele é que tem razão, se nada do que aconteceu ou acontecerá pode mudar a política que Cavaco acha ser a que os mercados querem... e se os partidos que agora ele quis “coligar”, embora não o tendo feito agora, acabarão por fazê-lo... por que diacho haveria o povo - que não entra nestas equações cavacais ou dos mercados – de ser chamado a eleições antecipadas?
Serviu mais esta enjoativa palestra de Cavaco, pelo menos para uma coisa verdadeiramente “excitante,  que foi ver nascer em directo na televisão a frase mais estúpida de toda esta crise política. Depois de ordenar a CDS, PSD e PS, que reunissem, se entendessem e assinassem um compromisso... Cavaco declarou hoje, com o ar solene que aquela sua cara “inteligente” permite:
«Desde a primeira hora, dei o meu apoio inequívoco à realização desse Compromisso»
Quer isto dizer que, se este “inequívoco apoio” a uma coisa que ele próprio determinou mereceu tal destaque, é porque Cavaco Silva terá, noutras ocasiões, aconselhado e ordenado coisas que não apoiava inequivocamente.
E pronto. Nada acaba aqui. Sei que a luta continua… e deve continuar em termos claros e recorrendo a argumentos e métodos escorreitos e legítimos… mas hoje estou farto!
Hoje, tudo o que me apetece dizer – e até fazer – é tão contraproducente e, há que confessá-lo, tão ostensivamente ilegal… que o melhor é que (por agora) fique “no tinteiro”.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

As perguntas são como as cerejas...




Singelo questionário:
Desde quando é que cabe ao Presidente decidir quais os partidos que devem fazer acordos políticos?
Desde quando é que o Presidente pode excluir partidos com assento parlamentar das soluções para o país... sabendo-se (não que se trate de uma questão de números, mas sim de respeito pela democracia) que, neste momento, já estaremos a falar de um universo de mais de 20% dos eleitores?
Desde quando é que o Presidente pode “marcar” umas eleições a “trouxe-mouxe”, para uma data escolhida exclusivamente por si... e, como se isso não bastasse, decidir de antemão que tipo de governo é que deve sair dessas eleições?
Singela resposta:
Desde que foi permitido a uma besta do calibre do Sr. Aníbal Cavaco Silva tornar-se Presidente da República Portuguesa!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Assunção Esteves – A senhora estará bem?!



Os deputados (não todos! Não todos!!!) podem estar em grandes escritórios de advogados e consultores e, ao mesmo tempo, no Parlamento, fazendo e aprovando leis que vão favorecer, cirurgicamente, os grandes clientes dos seus escritórios. Ninguém os expulsa do Parlamento!
O primeiro-ministro e os seus ministros e secretários, podem mentir desavergonhadamente ao país, não cumprindo uma única promessa eleitoral e vendendo o país a retalho a quem der mais. Ninguém os expulsa do governo!
Cavaco Silva, que deveria estar acima dos jogos partidários, defende descaradamente o seu partido para o manter no poder, traindo miseravelmente o juramento que fez. Ninguém o expulsa da presidência!
A própria Assunção Esteves, pode, ao contrário da esmagadora maioria dos cidadãos, reformar-se aos 42 anos, com uma reforma de tal maneira avultada, que a levou a desrespeitar o cargo de Presidente da Assembleia da República, por, não podendo acumular os dois cheques, prescindir do vencimento na Assembleia. Ninguém a expulsa da Assembleia da República.
Já um dos seus assessores que, por razões que decorrem da sua liberdade enquanto cidadão, apoiou publicamente uma candidatura autárquica, não sendo para aqui chamada a questão sobre qual o partido ou o candidato apoiado... foi liminarmente demitido do cargo!
Diz-se que “à mulher de César, não basta ser séria”, querendo isso dizer que deve também parecê-lo. Será assim... mas esbracejar, pôr-se em bicos de pés e fazer muito “ruído”, pretendendo parecer muito séria, muitíssimo séria, a mais séria da paróquia, ou, parafraseando um grande dirigente desportivo, “a mais séria do mundo, quiçá, mesmo da Europa”... para além de ridículo, resulta bastante suspeito.
Conclusão: lendo com atenção a notícia do “Público”, vemos que esta estorieta, mais uma na saga da politiquice nacional, tem duas virtudes:
1. Mostra que para a senhora Esteves há uma liberdade para “tempos normais” e outra para “tempo de crise”. Provavelmente também existirá na versão “primavera/verão” e “outono/inverno”. Provavelmente existirá também na versão “época de saldos”.
2. Mostra que, na vida real em geral e no mundo autárquico em particular, o “casamento” entre o PSD e o CDS vai “de vento em popa”.