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sábado, 23 de novembro de 2013

Umas boas pauladas...


Depois do acumular de números desgraçados durante os anos de “crise”, com o desfilar trágico do verdadeiro “auto de fé” dos desempregados, vencimentos, pensões, direitos laborais, novos emigrantes, saúde e ensino públicos e tudo o mais que vai sendo queimado na fogueira da “inquisição” fascista do capitalismo selvagem... e se lhes somarmos os acontecimentos das últimas horas, seja na escadaria do Parlamento, seja mesmo na “conferência das esquerdas” promovida por Mário Soares... nada como vir esta besta dizer que “Portugal está no bom caminho”!
Diria que é uma peça de “humor negro” a merecer não aplausos, mas umas boas pauladas, dadas não pelo Vasco Lourenço... mas sim por quem as possa e queira, efectivamente, dar!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

“E uma raiva a nascer-te nos dentes...”



Sejamos francos! Não espero criar grandes movimentos de indignação apontando os 10.000 euros de reforma do senhor Jürgen Kröger, acrescidos dos milhares de euros mensais com que foi agraciado logo de seguida, num contrato que pode, obviamente!, acumular com a reforma.
Não num país onde donas de casa “remediadas” fazem excursões de lés a lés para seguir um artista de variedades que cobra quase 50.000 euros de cachet por espectáculo. Não num país onde os maridos dessas donas de casa (e algumas delas) são capazes de andar à pancada para “defender” jogadores de futebol que ganham num mês aquilo que eles só em sonhos conseguiriam ganhar num ano de trabalho.
Agora ver que o grande bandalho, até agora membro da troika e um dos mais severos e intransigentes defensores da reforma aos 67 anos (para nós, claro!), se reformou aos 61... é obra! Dá que pensar!
Para além do mistério dos nós dos dedos a quererem ganhar vida própria... até os tacos de beisebol da “Sport Zone”, desenganados da possibilidade de algum dia servirem para jogar, realmente, beisebol em Portugal... confessaram-me terem ficado possuídos de uma inexplicável “comichão” e vontade de bater em coisas, depois de saberem da notícia.

“Não me digas que não me compreendes…”

domingo, 27 de outubro de 2013

Pérolas... ou “que se lixe (este) jornalismo”




Fui convidado a comparecer no palco desta manifestação organizada pelo colectivo “Que se lixe a Troika”, para partilhar uma ou duas canções com os presentes, mas, infelizmente, tal não me foi possível... o que para algumas pessoas mais sensíveis de ouvido pode bem ter sido um alívio.
As manifestações não se medem pelo comprimento, mas sim pela intenção e sinceridade dos manifestantes. Assim sendo, não ficarei para aqui a comparar “tamanhos”... quanto mais não seja porque a pré-adolescência “curiosa” já lá vai há muitas décadas.
Arruma-se assim a questão da justeza de motivos que levaram um razoável número de pessoas a sair à rua, exigindo a queda do governo e a partida da troika.
Se tivesse podido ir a Lisboa e encontrasse na manif alguns dos que, insolentemente, tentaram denegrir os participantes na última manifestação da CGTP, faltando ao respeito a muitos milhares de trabalhadores que ali se deslocaram, atravessando a ponte em autocarro, sim!, mas depois fazendo uma grande manifestação, à chuva, sem arredar pé... provavelmente acabaria por nem fazer deste tema um grande caso, apesar do pouco tempo que houve, entre as duas datas das manifestações, para “digerir” essa insolência que, vinda daquela meia dúzia de "híper-mega-super-maxi revolucionários" que tem por missão primeira, há muitíssimos anos, a luta directa contra o PCP, a CGTP e os comunistas em geral... acaba por inquinar as relações destes com os muitos que, sinceramente, são independentes e apartidários, sem serem anti-partidos, ou mesmo anti-comunistas.
Do que vi – e aplaudo – não tenho muito mais a dizer, já que tudo me chegou filtrado pelo crivo, ora imbecil, ora mal intencionado, de um bando de “jornalistas” que as chefias das redacções dos jornais e televisões “lançaram” aos manifestantes.
Ali ouvimos, pela boca de uma “jornalista”, que as velhas e por demais conhecidas “palavras de ordem”, ficam a ser conhecidas como “gritos de ordem”.
Seja lá isso o que for!
Um outro, queria à força que uma manifestante admitisse que não havia alternativa com “os políticos que temos”. Como a manifestante não lhe fez a vontade, respondendo repetidamente que sim, há alternativa, mas que as pessoas ainda não tem coragem ou cultura política para votar nessas alternativas... o “jornalista” terminou a entrevista bruscamente, visivelmente enxofrado.
É sempre um grande aborrecimento, quando a realidade não se encaixa na estória que um “jornalista” quer contar.
Outra, perguntou a Carlos Carvalhas, ex-secretário-geral do PCP, se era a primeira vez que vinha a uma “manifestação não política”.
E lá ficou o Carlos Carvalhas a fazer o esforço de lhe explicar que não estava de todo a ver como é que uma manifestação em que se pedia a queda do governo e o “lixanço” da troika... não era uma manifestação política.
Outra, perguntou ao Arménio Carlos, líder da CGTP, se era a primeira vez que vinha a uma manifestação não convocada pela CGTP.
E lá ficou o Arménio Carlos a tentar convencê-la de que não... que, pessoalmente, tinha vindo a todas as manifestações organizadas pelo colectivo “QSLT”.
Outro, relatava a presença de muitas centenas de pessoas... e muito jovens.
Ora, toda a gente sabe que os jovens não são bem pessoas.
Outra, perguntou a uma jovem que se queixou de estar a trabalhar a troco de 150 euros, tendo duas licenciaturas e falando mais não sei quantas línguas para além do português... se no círculo de amigos da jovem mais alguém sentia essas dificuldades.
Sabendo-se que o desemprego jovem anda pelos quase 50% e dadas as evidentes opções ideológicas da “entrevistada”, que chances pensou a “jornalista” que haveria de o seu círculo de amigos ser composto apenas por jovens com belos empregos e muito bem pagos?
Outro, conseguiu arrancar a um manifestante uma sonora declaração: «estes governantes e senhores da troika deviam ser julgados, condenados e presos».
Por um verdadeiro milagre de interpretação, o “jornalista”, sem pestanejar, informou-nos na passada: Este manifestante defende o julgamento... dos políticos!
Isto podia estender-se por mais não sei quantos parágrafos, mas, para além do texto ir já muito longo, estou inquieto para voltar aos chefes de redacçãodos jornais e televisões... e deixar três perguntas simples:
1. Estes “novos jornalistas” são apenas ignorantes, ou serão mesmo assim tão estúpidos?
2. Os chefes de redacção atiram estes “jornalistas” para a rua com o fim tortuoso de lançar a confusão no público... ou apenas para se livrarem deles por umas horas e descansarem desta incontinente regurgitação de asneiras?
3. Haverá mesmo uma terceira explicação para este “jornalismo”?

domingo, 6 de outubro de 2013

Entornar o caldo? – Sim, sim... vamos nessa!!!


A propósito da porca interferência e pressão de Durão Barroso sobre o Tribunal Constitucional, mais a não menos porca “boca” do «caldo entornado», se não obedecermos cegamente aos banqueiros e nos rendermos, sem luta, à criminosa austeridade destinada a empobrecer quase todos os portugueses em favor de meia dúzia... não tenho grande comentários.
Bom... talvez dizer apenas que o “pavão” com vocação para lacaio nem imagina o “caldo”* que eu adoraria ver entornado... mas pela cabeça dele abaixo!!!

* Antes que alguém venha classificar esta minha tirada como “violência gratuita”... esclareço que não é gratuita! Quanto mais não seja, porque o penico custa dinheiro...

sábado, 5 de outubro de 2013

Cavaco Silva – Tenho cá pra mim...



Tenho cá pra mim que o emplastro que ocupa o lugar que deveria estar ocupado por um verdadeiro Presidente da República, faz de propósito para parecer imbecil. Tenho para mim que foi a técnica que resolveu adoptar para se “demarcar” dos bandidos chupistas e parasitas em geral, de que se fez rodear quando era chefe do Governo, gente que está hoje já presa, ou a dever anos à prisão.
Só isso explica muitas das suas indigentes declarações públicas, como esta em que terá dito que estranha haver portugueses que “não remam para o mesmo lado”.
Quer com isto fazer crer, o sonso, que é estranho ao conceito de poder existir gente que, partindo dum mesmo ponto, como poderia ser a Estação do Oriente em Lisboa (ou a presente situação político-económica)... se dividisse entre os que querem ir para Faro, ou para o Porto, ou Beja, ou Figueira da Foz... ou os que não querem ir a lugar algum para além dos bolsos dos passageiros a quem falsamente prometeram e cobraram antecipadamente a viagem.
Ah... já me esquecia... mesmo não sendo um dos (felizmente!) muitos economistas e cidadãos em geral, a quem Cavaco apontou o dedo... ainda assim, aproveito esta "magna" oportunidade para lhe dizer que “masoquista” é a tia!!!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais medidas “austericidas” - Haverá alguém surpreendido?!


Como se tinha abundantemente prevenido... aí estão!
Mais austeridade!
Mais cortes!
Mais roubos!
Mais retrocesso!
Mais desemprego!
Mais insensibilidade!
Mais terrorismo social!
Mais mortes antecipadas!
Tendo a coligação governamental sofrido a tareia que se viu, nas eleições autárquicas... imagino o que seria se, durante a campanha, não tivessem cometido o acto profundamente cobarde e aldrabão de esconder estas novas medidas aos “distraídos” (e outros apenas politicamente mentecaptos) que ainda votam neles!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Política caseira e ditados populares...



O povo tem várias rifões, adágios, provérbios, ou ditados (sim, eu sei... é tudo a mesma coisa!) que parecem ter sido inventados para definir algumas das opções políticas do Partido Socialista... digo eu, que nem sou grande adepto de ditados populares: “Cada tiro cada melro”. “Cada cavadela cada minhoca”... e por aí adiante.
Na verdade, quase nunca falha. A cada oportunidade de (para além de dizer) fazer realmente alguma coisa de esquerda... e com a esquerda, o PS opta por se aliar ao PPD ou ao CDS, ou, moda mais recente, abster-se “violentemente”, o que vai a dar no mesmo.
Mais uma vez, cumprindo uma “tendência” iniciada logo em Abril de 74, o PS, a propósito de projectos apresentados na Assembleia da República pelo BE e pelo PCP, com a intenção de, pela via do reforço de apoios sociais, minorar a desgraça em que as imposições da Troika (com a ajuda do entusiasmo confesso desta maioria PSD/CDS, e com a assinatura do PS) têm afundado os portugueses, o PS absteve-se. Ou seja, ficou “mais pra lá que pra cá”. Ficou mais perto dos seus parceiros de assinatura do “memorando”, do que daqueles que o combatem... o que me lembra outro ditado popular:

“Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!”

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Conversa de café – Tanques e jornalistas...



À medida que ia avançando pelo cair da tarde calma a nossa conversa de café sobre a 8ª e 9ª sessões de “culambismo” (obrigado, MEC!) aos empregados da troika, por parte dos lacaios que ocupam o lugar de governantes de Portugal, a "vasta panóplia" de adjectivos utilizados para classificar tanto uns, como os outros, como as suas políticas, foi subindo de tom e “colorido”.
A dado momento, talvez apenas para respirar fundo, dar uns passos atrás e recomeçar... o meu amigo tentou “relativizar”, recorrendo a uma frase-feita:
- Bom, pá... pelo menos não temos ainda “os tanques na rua e os jornalistas na prisão”! Não é?
- É... mas não pelo que tu pensas! Os tanques não estão nas ruas porque os bandalhos que governam esta “europa” e a maior parte do mundo, já não necessitam de tanques. Isso passou a ser uma coisa “terceiro-mundista” que vai mal com a fina decoração dos seus luxuosos escritórios nas sedes dos grandes bancos e empresas.
Na “europa” civilizada e “democrata”, o terror é imposto pela arma do desemprego esmagador e destruidor (pelo simples facto de existir) de qualquer noção de direitos no trabalho, pela insegurança na doença, pelo abandono na velhice, pela destruição do futuro dos jovens. É imposto pela “bota cardada” do empobrecimento planificado e premeditado de todo um povo, tendente a criar uma sociedade de escravos. Tudo mantido de pé... por uma ilusão de “democracia de quatro em quatro anos”, tão esporádica quanto aldrabona.
Ah... esquecia-me dos “jornalistas”! Esses, hoje, já só muito raramente vão para a prisão. Quase todos tiveram a “esperteza” de se colocarem ao serviço dos donos, dos agressores, dos assassinos. Como cantou o Zeca, “defendem os tiranos contra os pais”. Como quaisquer “eunucos” que se prezem, “não matam os tiranos, pedem mais”.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A troika caseira


O acordo de “Submissão Nacional” lá vai seguindo o seu caminho, dentro e fora das reuniões.
Pelo interesse com que falam dele os patrões, individualmente, em pequenos grupos ou organizados em confederações, pelo interesse com que falam dele os partidos que tão bem têm representado os interesses desses patrões e que se auto-intitulam de “arco da (auto) governação”, pelo interesse com que falam dele quase todos os comentadores e analistas de (ao) serviço... aquilo da “salvação nacional” (acho que no princípio do texto enganei-me ligeiramente no nome) deve ser uma coisa muito boa para todos. Pelo menos para eles.
Para banqueiros e patrões será uma verdadeira “saciação nacional”; para os líderes dos partidos envolvidos, será uma espécie de “salvação pessoal”... com uns a ganharem tempo (para reconquistar votos) e outros... a ganharem tempo (para não os perderem).
Agora basta-me adquirir uma dose “cavalar” de ingenuidade suicidária, para acreditar que uma coisa que parece tão boa para os exploradores, para as suas organizações e para os partidos que os representam, pode ser boa, ao mesmo tempo, para os explorados e para os que estão ao seu lado na luta de classes que, teimosamente e para desespero dos “historiadores” especializados no “fim da História”... não acabou.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

As perguntas são como as cerejas...




Singelo questionário:
Desde quando é que cabe ao Presidente decidir quais os partidos que devem fazer acordos políticos?
Desde quando é que o Presidente pode excluir partidos com assento parlamentar das soluções para o país... sabendo-se (não que se trate de uma questão de números, mas sim de respeito pela democracia) que, neste momento, já estaremos a falar de um universo de mais de 20% dos eleitores?
Desde quando é que o Presidente pode “marcar” umas eleições a “trouxe-mouxe”, para uma data escolhida exclusivamente por si... e, como se isso não bastasse, decidir de antemão que tipo de governo é que deve sair dessas eleições?
Singela resposta:
Desde que foi permitido a uma besta do calibre do Sr. Aníbal Cavaco Silva tornar-se Presidente da República Portuguesa!

sábado, 29 de junho de 2013

Angela Merkel – Se precisar de mais alguma coisa, é só dizer...


Sou informado de que a nossa primeira ministra, Angela Merkel, na ânsia de conseguir um terceiro mandato à frente do seu outro território, a Alemanha, entrou numa espiral de promessas que nem o Santuário de Fátima desdenharia receber. A ir para a frente... parece que a coisa é do calibre de vir a custar muitos milhares de milhões de euros.
Não sei se vocês conseguem imaginar a intensidade do meu orgulho, quando, acaso venha a visitar a Alemanha num futuro próximo e já com a querida Chanceler a exercer o seu novo mandato à frente dos nossos destinos (e da Alemanha), possa confirmar, in loco, a melhoria das auto-estradas alemãs, a melhoria dos subsídios para acompanhamentos dos filhos das jovens mães alemãs, o aumento dos benefícios fiscais para as famílias numerosas alemãs, o limite aos aumentos das rendas de casa das famílias alemãs... ... ... ...
... e poder dizer, alto e bom som, a todos esses simpáticos alemães e alemãs:
- Estou a ajudar a pagar isto tudo!
Com o quê? Então... meine deutschen Freunde... com o ordenado de miséria, por comparação com os vossos, com os impostos “dementes”, os cortes na saúde, no ensino, nas reformas, com o desemprego provocado em “laboratório” para empobrecer o país, com os juros monstruosos que vamos pagando aos vossos bancos, mais com o que vamos, ainda assim, comprando às vossas empresas... ...
Como é que conseguimos? Então... meine deutschen Freunde... é o génio e o feitio desenrascado dos mandriões do sul, sempre em festa, a apanhar sol...  não, não... não têm nada que agradecer!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Governo e troica – Fascismo económico





Eu sei que existem almas mais sensíveis... que ficam um pouco chocadas quando chamo a esta choldra em que vivemos, fascismo económico. Eu sei que entre isto a que chamo fascismo económico e o fascismo puro e duro vai um espaço em que cabem muitas coisas... nomeadamente a possibilidade de estar a publicar este texto sem temer (ainda) ser preso amanhã por isso.
Fiquemo-nos então pelo fascismo económico e pela ofendida relutância de alguns em chamá-lo pelo nome... apontando apenas dois casos da actualidade.
Que chamar a uma realidade em que uma força de ocupação, na Grécia, ordena o encerramento da Televisão Pública... ordem que os lacaios que fazem de governantes gregos cumprem num espaço de poucas horas?
Que chamar a uma realidade em que uma força de ocupação, “troica”... ou, com mais propriedade, “Quadrilha”, mas desta vez entre nós, que para além de distribuir entre as empresas privadas dos amigos todo o património do Estado, logo, do povo português; para além de roubar os salários e as pensões para encher os bolsos dos seus banqueiros; para além de decidir empobrecer os trabalhadores e reformados, usar o desemprego como ferramenta económica e o terror social como ferramenta política... força os seus lacaios, Passos, Portas e Gaspar, a legislar contra a Constituição da República?
Que chamar a uma realidade em que uma força de ocupação, que ninguém elegeu... chumbada que foi essa tentativa de aprovar uma “lei fora da lei”... obriga os seus lacaios a desrespeitar, descaradamente, a decisão do Tribunal Constitucional?
Que chamar a uma realidade em que um governo de lacaios, comandados por uma força de ocupação, decide retaliar contra o “incómodo” das lutas dos trabalhadores... não lhes pagando o que lhes é devido, com um aviso de apenas uns dias de antecedência?
Será que o “adesivo” azulzinho e estrelado da "democrática" Europa está a descolar-se... deixando aparecer a verdadeira face do capitalismo... face que invariavelmente apareces quando este se debate com mais uma das suas cíclicas “crises”?
Por mim... chamo-lhe:
Fascismo económico!!!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pequeníssimo “ensaio” sobre coisas terminadas em “oika”


Lendo sobre a situação que se vive, por estes dias, na grande Rússia, com as máfias no poder, os lugares de topo do Estado negociados em ping-pong entreMedvedev e Putin, prisões arbitrárias de oposicionistas, castigos dementes a jovens artistas, por criticarem, em público o “intocável” Putin, a corrupção descontrolada, o roubo avassalador de tudo o que havia de valor no país, para colocar nas mãos dos cleptocratas;
Lendo e vendo a situação que se vive e prevendo, a ver pelos anúncios que vão chegando a "conta gotas", a situação que se viverá, entre nós, por acção direta da “troika” e dos seus lacaios nacionais... que muito antes de terem uma ideia sobre o presente, se debruçam longamente, em inúteis e intermináveis reuniões do Conselho de Estado, sobre o “pós-troika”...
...fico sem saber o que foi e é mais daninho e fraudulento. Se a “troika”, se o “pós-troika”... se a “perestroika”.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cavaco Silva – Papagaio oportunista...


Parece que pegou a moda de apontar limites, linhas e fronteiras que “não podem ser ultrapassadas”!
Depois de Portas, apontando uma fronteira que, ao que parece, não pára quieta... é a vez do sempre inspirador Cavaco Silva.
Depois de, numa demonstração de indigência mental, ou total falta de vergonha na cara, ter tido o descaramento populista de invocar um milagre de Fátima em relação à avaliação da troica, o estropício, não satisfeito com isso e aludindo à intenção do governo de cortar (ainda mais) as pensões (quem sabe se pensando apenas na sua “magra” pensão e na da sua Maria), diz que «há limites de dignidade que não podem ser ultrapassados».
Dignidade é uma palavra “fantástica” quando proferida pela boca de Cavaco Silva!
Lembra aqueles artistas que, mesmo não sabendo línguas estrangeiras, fazem questão de gravar umas canções em inglês, ou alemão, ou o raio que os parta... e depois aparecem na televisão a fazer playback total, a técnica em que o som já foi gravado em estúdio, por vezes penosamente e palavra a palavra... e o artista, depois, em vez de cantar, faz apenas os movimentos com a boca... sendo que, na maior parte das vezes, não tem a mais pálida ideia do significado das palavras que está a papaguear.

terça-feira, 26 de março de 2013

Seguro – Que tristeza!



Chega-se a casa, janta-se uma boa “chinezada” comprada pelo caminho... e, finalmente, dá-se uma espreitadela nas notícias do “google”. Lá está a coisa: «Seguro escreve à troica a explicar porque pretende derrubar o governo».
Seguro aproveita ainda para lhes garantir que podem estar sossegados, já que pretende cumprir tudo o que está no memorando, ou seja, no essencial, garante que levará a cabo a mesmíssima política do actual governo.
Fico a pensar na renovação na continuidade que parece vir por aí.
Fico a pensar no facto de Seguro, goste-se ou não dele, ter sido eleito pelos militantes do PS e correr o risco de vir a ser primeiro ministro com os votos de várias centenas de milhar de portugueses... e não sei o que pensar desta sua necessidade de se explicar perante a “troica” e os seus funcionários que ninguém elegeu.
Fico com aquela embaraçosa, mesmo insuportável, sensação de profunda vergonha. Mesmo não sendo comigo. Mesmo não sendo militante ou simpatizante do PS.
É tão triste!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Troica – O cheiro inconfundível...


Abebe Selassie, o tal “incolor” elemento da troica, uma espécie de bandalho sem memória, nem vergonha... tem as costas quentes. Sabe que, não importa o que diga, não terá que dar contas a nenhuma das pessoas a quem destrói as vidas.
O canalha, com o “governo” de Passos pela arreata, nem se dá ao incómodo de ser coerente com o que ele próprio afirma. Numa sequência tremenda de títulos retirados de um jornal gratuito (confesso que gosto destes jornais que já se compenetraram do insulto que é cobrar por “aquilo” que produzem), podemos ler que:
«É muito desapontante que os preços da luz (porquê só da luz? O resto da conta da electricidade não conta?!) e das telecomunicações não desçam»
Entretanto, enquanto exactamente essas medidas fazem prever, como já antes fizeram, que o desemprego continue a crescer...
... quanto mais não seja, porque segundo a própria troica, «Portugal continua no bom caminho».

Não tenho ideia de como comentar esta avalanche. Não tenho sequer as “ferramentas” necessárias para o fazer. Para ser “politicamente correcto” até posso fazer de conta de que alinho na ilusão de que o senhor Abebe Selassie e a quadrilha que representa, são incolores... mas não consigo fazer de conta que são inodoros!

sábado, 16 de março de 2013

O bom caminho



Enquanto passeava pela oferta info-recreativa da internet, pensando sobre o que escrever neste sábado, o electrodoméstico falante, por detrás de mim, ia debitando notícias e comentários sobre os vergonhosos números do vergonhoso falhanço deste vergonhoso “governo” de bandidos. Todas as previsões falharam! – dizia uma voz, dramaticamente, nas minhas costas.
Enquanto estava, tremendamente abalado, a tentar absorver esta informação tão surpreendente quanto inédita neste governo e neste ministro das Finanças, dei de caras com as boas notícias.
1. O PSD está muito feliz com o facto de a troika nos ter dado mais um ano... porque, dizem, «o programa de assistência económica e financeira a Portugal estava mal desenhado». É sempre bom saber que o viveiro de candidatos a maus-palhaços-maus está a transbordar abundantemente...
2. A troika diz que Portugal está no «bom caminho e a exceder as espectativas». Pudera!!!...
Assim de repente, estes são os únicos que estão a “ser sinceros”. Na verdade eles acham mesmo que este é o bom caminho, já que o plano que têm para Portugal é o do empobrecimento do país e dos portugueses, pela baixa de salários e toda a sorte de cortes sociais, garantidos pela pressão de um desemprego gigantesco. Essa é a garantia de poderem carrear milhões para os seus bancos e para os bolsos do capital selvagem.
De facto, isto não lhes podia estar a correr melhor!

sábado, 2 de março de 2013

Seguro e a troika – Pára tudo!!!




O secretário-geral do PS diz que a equipa de técnicos da troika com quem esteve reunido mostrou uma “maior disponibilidade para escutar e acolher as propostas e medidas” do seu partido.
Pára tudo! Pára tudo! Pára tudo!!!
Isto é uma grande novidade!
Será que ainda vamos a tempo de cancelar todas as manifestações de hoje?

sexta-feira, 1 de março de 2013

Amanhã é dia 2 de Março!


Desde os tempos da minha mais remota juventude que perdi a ilusão juvenil, bastante mais pateta que juvenil, diga-se... de que algum dia veria toda a gente, ou mesmo uma maioria significativa de pessoas gostando exactamente do mesmo que eu.
Posto isto, transpondo a ideia para o presente e para assuntos mais relevantes do que os simples gostos pessoais, gostaria de partilhar umas tantas palavras sobre as manifestações de amanhã, dia 2 de Março.
Àqueles que, mesmo não pertencendo ao grupo restrito dos que são pagos (e bem pagos!) para defender publicamente todas as medidas do governo, estão sempre dispostos a justificar toda a austeridade e toda a regressão política e social que nos estão a ser impostas, por serem genuinamente retrógrados, reaccionários, ou saudosos do fascismo... nada tenho para dizer que os possa levar a mudar de rumo. O tempo de vida que tenho pela frente não me permite fantasias inúteis.
Àqueles que, estando contra as políticas do governo, ou pelo menos contra o resultado delas, não ainda por qualquer grande convicção, mas porque, finalmente, lhes está a doer forte e feio na pele... mas ainda assim, acham que manifestações e protestos não servem para nada... teria muito que dizer e conversar... mas até amanhã não dá tempo.
Para todos os outros, mais ou menos à esquerda, mais ou menos organizados, mais ou menos jovens, mais ou menos irreverentes, mais ou menos ortodoxos, mais ou menos libertários... que seja um bom dia para dizer o que vai na alma!
Para a unidade que faz falta, vai ser preciso dominar um ou outro impulso sectário, uma ou outra incompreensão, um ou outro ressentimento, um ou outro egoísmo, um ou outro ego... e apostar tudo na pragmática paixão – passe a aparente contradição – pelo que partilhamos:
Os sonhos que nos formaram. O caminho que se quer largo e plural. A viagem que faz todo o sentido... porque é a grande e decisiva viagem da nossa vida. A única!