quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Política caseira e ditados populares...



O povo tem várias rifões, adágios, provérbios, ou ditados (sim, eu sei... é tudo a mesma coisa!) que parecem ter sido inventados para definir algumas das opções políticas do Partido Socialista... digo eu, que nem sou grande adepto de ditados populares: “Cada tiro cada melro”“Cada cavadela cada minhoca”... e por aí adiante.
Na verdade, quase nunca falha. A cada oportunidade de (para além de dizer) fazer realmente alguma coisa de esquerda... e com a esquerda, o PS opta por se aliar ao PPD ou ao CDS, ou, moda mais recente, abster-se “violentemente”, o que vai a dar no mesmo.
Mais uma vez, cumprindo uma “tendência” iniciada logo em Abril de 74, o PS, a propósito de projectos apresentados na Assembleia da República pelo BE e pelo PCP, com a intenção de, pela via do reforço de apoios sociais, minorar a desgraça em que as imposições da Troika (com a ajuda do entusiasmo confesso desta maioria PSD/CDS, e com a assinatura do PS) têm afundado os portugueses, o PS absteve-se. Ou seja, ficou “mais pra lá que pra cá”. Ficou mais perto dos seus parceiros de assinatura do “memorando”, do que daqueles que o combatem... o que me lembra outro ditado popular:

“Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!”

11 comentários:

Provoca-me disse...

Uns verdadeiros fascistas.

Unknown disse...

Diz o João Vilela e com razão: "Estas autárquicas têm mostrado que não há um autarca do PS, do PSD, ou do CDS, do Minho ao Algarve, que queira fechar uma escola, despedir um funcionário, encerrar um centro de saúde, uma esquadra de polícia, um posto dos correios. São todos acérrimos do SNS, da escola pública, do poder local democrático, da estabilidade profissional dos funcionários públicos. É espantoso como partidos com bases tão preocupadas com o povo e os seus problemas elegem direcções com tantos filhos da puta."

Luis Filipe Gomes disse...

Lembro-me sempre do que contou o fundador do partido socialista que mais ou menos disse "nós precisávamos de um instrumento, e o instrumento que arranjámos foi o partido socialista". Reconheço que foi genial. Não a criação do tal instrumento mas o nome que adoptaram. Ainda hoje há muita gente que pensa que o tal instrumento tem alguma coisa a ver com Socialismo.

Anónimo disse...

São uns verdadeiros Filhos da Puta!Como os outros...

Vasco Reis disse...

Quanto ás santas alianças lá voltamos nós ao mesmo,não é só o PS em aliança com o PSD e o CDS é ver o PCP em santas alianças com a direita quando lhe convem como foi o caso do PEC4 e mais recentemente a famosa lei dos "dinossauros"políca é isso mesmo
Prosseguir os nossos interesses nem que nos aliemos ao diabo e quem não entender isto o melhor é desistir de entender o que se passa.

Zequinha disse...


Vasco reis porque teima em ser burro?

Graciete Rietsch disse...

O nome socialista no Partido e ainda o dizer-se de esquerda, engana muita gente que se esquece que foi o próprio fundador do Partido que meteu o socialismo na gaveta.

Um beijo.

José Oliveira disse...

Meu caro amigo Vasco o PCP nunca podia votar a favor do PEC4.
Se o PS queria realmente o voto do PCP tinha negociado de modo a encontrar uma plataforma mínima de entendimento. Quanto ao último parágrafo, quem não percebe nada do que se passa é o meu amigo. Já agora leu o PEC4?

José Oliveira disse...

Quem deixou a caminho livre para a direita foi o PS com a demissão de Sócrates, nada o obrigava a demitir-se. Mário Soares confessou que preferia a direita no puder que a esquerda...

Olinda disse...

A sabedoria popular ê muito rica e tem muitos adâgios que se enquadram muito bem aos cumplices desta polîtica de alternancia-Sao partidos do capital,do porreiro-pâ e,estâ tudo dito.


Um abraco





Vasco Reis disse...

Caros amigos Zéquinha e josé Oliveira pelos vistos as consequências não se advinhavam.
Assim está melhor não é?
E eu é que sou burro e não lí o PEC4.
Tanta esperteza,tanta estratégia e agora ? Muitos votos não é,devem estar convencidos que chegam ao Pote.
Vamos ver como tudo se vai passar ,depois falamos, Zéquinha e o José Oliveira