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domingo, 17 de novembro de 2013

A propósito de uma réstia de luz...


Aberta uma nesga da porta... um pequeno beijo de Sol iluminou, dentro do grande espaço escuro, a criança e o seu tractor de brinquedo. Fico a pensar:
Quantas janelas e portas será preciso voltar a abrir, para que o Sol beije todo o país e todas as crianças?
Quanto tempo esperaremos até ver o Sol aquecer milhares de braços de trabalho de jovens com os seus tractores (a sério) nos campos? Com os seus barcos de pesca (a sério) no mar? Com as suas ferramentas (a sério) nas fábricas? Com escolas a sério, saúde a sério, cultura a sério, liberdade a sério... com a sua vida a sério - e feliz - reconquistada?
Quanto tempo levará a reconstruir tudo o que esta quadrilha vem destruindo há tantos anos?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cónego Melo – Preito de gratidão


Contra uma proposta da CDU que pretendia colocar um ponto final naquela vergonha, o PS de Braga reiterou o seu apoio à permanência, numa rotunda da cidade, da estátua de homenagem ao assassino e mandante de assassinos que dava pelo nome de “Cónego Melo”.
A fazer fé na doutrina religiosa que, entre crimes, o cónego bolçava... deve estar instalado, com honras... no inferno. Ainda assim, deve gostar de constatar a dedicação que, tantos anos volvidos, alguns “socialistas” não lhe negam.
De facto, desde os idos de 1975 que ficou estabelecida a grande dívida do PS àquela figura incontornável do trauliteirismo fascista, com quem Soares (ele próprio o admite nas memórias) fez uma aliança trilateral (na outra ponta do triângulo estavam Carlucci, a CIA e milhões de marcos da Alemanha Federal e coroas da Suécia). De facto, a ajuda do cónego naquela época, dando ordens à “sua” rede de igrejas e capelas para a diabolização dos comunistas por toda a parte em que as populações estivessem sob a pata da Igreja Católica – o que naquele tempo queria dizer quase todo o país – e, na falta de melhores argumentos, organizando e chefiando as quadrilhas de bombistas e incendiários que se encarregaram da perseguição, agressão, assaltos a sedes... e mortes, se “necessário”, foi decisiva para os planos do PS.
A gratidão, quando tão documentadamente justificada, ainda que dirigida a um canalha... é sempre uma coisa muito “bonita”!
Adenda: Claro que poderia tratar-se de uma gratidão apenas local e meramente venal... e isso, sendo muito menos grave, seria ainda mais pateticamente triste.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Ministra das Finanças – Uma promessa “cândida”...



A senhora ministra das Finanças promete... pronto, vá lá... insinua, quase promete... uma descida de impostos para 2015.
Huuuum... 2015... 2015... 2015... este número está a fazer soar uma espécie de campainha... acho que há uma coisa qualquer programada para 2015... ah! Já sei! É ano de eleições legislativas!!!
Decididamente, alguém devia dizer à senhora ministra que, apesar de ter aquela cara de “anja” da Lapónia, deitar pela boca fora estas frases tão “deliciosamente cândidas”... é estúpido!
Compreende-se o receio da quadrilha governamental em enfrentar eleições legislativas... mas no caso particular da senhora ministra das finanças, não vejo porquê. A dar-se o caso provável de ser o PS a ganhar as eleições, a senhora dona doutora Maria Luís Albuquerque pode sempre  voltar a trabalhar num governo do Partido Socialista!
Poderia não ser como ministra, mas, mesmo isso, não é de descartar!!! O PS já antes deu emprego como ministro, em vários dos seus governos, a um ex-ministro** do regime fascista*.
* Antecipando as possíveis observações no sentido de me fazer ver que o “marcelismo” foi um fascismo light... respondo que as minhas costas (e as de muitos, muitos outros!) ainda se lembram muito bem de que não era assim.
** Antecipando as possíveis observações no sentido de me fazer ver que o ministro em causa até era, como afirma a Wikipedia, um “defensor da democratização” e que esta minha alusão ao seu nome, apelidando-o de ministro do fascismo, é uma falta de respeito... respondo que não! Tenho respeito para dar e vender! Só que não sobra muito para os membros dos governos de Salazar e Marcelo Caetano. Quando aos supostos “defensores da democratização”, prefiro aqueles que defenderam não a “democratização” do salazarismo e do marcelismo, mas sim o seu derrube, a conquista da democracia e da liberdade, pagando, muitos deles, bem caro por isso... e que o fizeram, consequentemente e sem descanso, onde deviam: na oposição!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

António José Seguro – Se é para imitar...


Apesar da espessa impopularidade do governo e da notória vergonha que alguns candidatos autárquicos têm da sua ligação aos partidos do governo, os resultados desta eleição não vão ser favas contadas, como precipitadamente alguns dirigentes do PS julgaram.
Lá vão chegando as notícias (e, infelizmente, também as imagens) dos tremendos esforços de António José Seguro para conseguir alguma relevância e popularidade. Aqui diz umas coisas, logo ali faz ginástica, mais acolá anda de bicicleta...
Apesar de respeitar esta disponibilidade de Seguro para suar as estopinhas pelos seus candidatos, estas notícias não me sugerem grandes comentários. Talvez dois, vá...
Um, para lembrar aos amigos do PS um princípio das famosas “Leis de Murphy”:
“O seguro cobre rigorosamente tudo... menos aquilo que realmente aconteceu”.
O outro, para dar um conselho directo a António José Seguro.
- Homem... se faz mesmo questão de emular (algum dia havia de conseguir usar esta palavra!) dirigentes “notáveis” do PS, deixe lá essa tolice do exercício físico do Sócrates e imite um dirigente realmente notável e com um lugar garantido na História (independentemente do que eu pense dele)!
Largue as corridas e as bicicletas, ganhe uns cinquenta quilos e fique "gordinho"... como Mário Soares!!!


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Política caseira e ditados populares...



O povo tem várias rifões, adágios, provérbios, ou ditados (sim, eu sei... é tudo a mesma coisa!) que parecem ter sido inventados para definir algumas das opções políticas do Partido Socialista... digo eu, que nem sou grande adepto de ditados populares: “Cada tiro cada melro”“Cada cavadela cada minhoca”... e por aí adiante.
Na verdade, quase nunca falha. A cada oportunidade de (para além de dizer) fazer realmente alguma coisa de esquerda... e com a esquerda, o PS opta por se aliar ao PPD ou ao CDS, ou, moda mais recente, abster-se “violentemente”, o que vai a dar no mesmo.
Mais uma vez, cumprindo uma “tendência” iniciada logo em Abril de 74, o PS, a propósito de projectos apresentados na Assembleia da República pelo BE e pelo PCP, com a intenção de, pela via do reforço de apoios sociais, minorar a desgraça em que as imposições da Troika (com a ajuda do entusiasmo confesso desta maioria PSD/CDS, e com a assinatura do PS) têm afundado os portugueses, o PS absteve-se. Ou seja, ficou “mais pra lá que pra cá”. Ficou mais perto dos seus parceiros de assinatura do “memorando”, do que daqueles que o combatem... o que me lembra outro ditado popular:

“Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!”

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Cónego Melo – E os de sempre... em cima do muro...


(Imagem surripiada em “O sítio dos desenhos”)

Na inocência das coisas simples, tornadas simples por Abril e pelo poder local democrático, havia, há muitos anos, uma frase que nos contava: “Sobral de Monte Agraço já tem um parque infantil”.
Numa manifestação de sinal bem diverso, uma certa Braga (há que não tomar uma parte pelo todo!) já tem uma estátua de um celerado, bombista, insulto à própria ideia de cristianismo, abjecto assassino e chefe de assassinos, terrorista, porco, indigente imitação de ser humano… que dava pelo nome de Melo, cónego de profissão.
Mesquita Machado, o presidente “socialista” da autarquia, que há anos insistia neste projecto… está contente!
Mário Soares que, ao tempo, confessadamente conspirou com o homenageado (com a ajuda de Frank Carlucci), sendo cúmplice e instigador de muitos dos actos cometidos pelo criminoso cónego e pelo seu bando de assassinos, bombistas e incendiários... também deve estar contente!
Os dirigentes e vereadores locais do partido do tão “socialista” autarca, provavelmente com o rabo preso por décadas de clientelismo e favores ainda por pagar… aguentam, votam a favor e fazem de conta que também estão contentes.
Os fascistas, admiradores e seguidores do celerado, bombista, insulto à própria ideia de cristianismo, abjecto assassino e chefe de assassinos, terrorista, porco, indigente imitação de ser humano, que dava pelo nome de Melo… esses estão felizes!
Os dirigentes/vereadores locais do PSD, do CDS e do PPM, uns por legítima vergonha, outros, suponho que apenas por cobardia… abstêm-se.
A esquerda está contra!
Já o Partido Socialista, a nível nacional, com natural destaque para o seu secretário geral (curiosamente, eleito pelo distrito de Braga)… ninguém sabe!!!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Soares – Mais do mesmo...



Zorrinho lá fez o que pode e sabe... ou seja, pouco e mal, para justificar porque é que apoiava a moção de censura dos “Verdes”, ao mesmo tempo que aproveitava para lhes faltar ao devido respeito em pleno debate... e ao mesmo tempo que o seu partido está de casa e pucarinho numas negociações com os partidos que se preparava para “censurar” na Assembleia da República. Sem saber muito bem para que lado cair, Seguro optou por baralhar e criar “ruído” fora das bancadas, enquanto falava o ainda primeiro-ministro.
Foi um atrapalhado número de equilibrismo no arame, embora com rede. Aliás, este tipo de gente tem sempre muita rede... e ainda mais “arame”.
Seja como for, o de hoje é sobre uma figura incontornável do partido de Zorrinho e de Seguro, o histórico Mário Soares, a quem não posso negar o “nervo” que o faz, quase com 90 anos, continuar a ser... igual a si próprio.
Soares sempre preferiu juntar-se com a direita, preferência em que mostrou até ser pessoa de muito boa boca. Na verdade as suas ligações foram desde o PSD ao CDS, mas não hesitou, quando isso lhe interessou, em ligar-se aos sectores fascistas da igreja católica e o seu célebre cónego bombista, ou mesmo a cultivar a amizade, que dura até hoje, do representante da CIA em Portugal, para conspirar contra a Revolução de Abril... mesmo que isso levasse – como levou – à morte de cidadãos portugueses.
Por qualquer razão obscura de cálculo eleitoralista, desta vez Soares não está de acordo com as conversações da “salvação” com o CDS e o PSD, em que o seu PS se deixou envolver ao morder o isco de Cavaco Silva.
Boa! – pensaria alguma alma mais ingénua – O homem teve um “não sei quê” de esquerda...
Nada mais errado! Soares não está contra o acordo de “salvação” por este ser a capitulação – mais uma – do PS à direita, nem por esse acordo, a ir para a frente, ser o garante da continuação das políticas criminosas deste governo de delinquentes. Não é pela continuação dos roubos e dos ataques aos direitos de quem trabalha, ou de quem já trabalhou e vê as suas reformas assaltadas. Não é pelo recrudescimento do desemprego, das falências de pequenas empresas, queda na produção nacional, da degradação da saúde, da degradação do ensino, da emigração dos jovens... da pobreza.
Não! O grande Soares não está de acordo... porque isso, no seu entender, iria dar proventos ao PCP.
Nááá... hoje nem preciso de fazer comentários...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A troika caseira


O acordo de “Submissão Nacional” lá vai seguindo o seu caminho, dentro e fora das reuniões.
Pelo interesse com que falam dele os patrões, individualmente, em pequenos grupos ou organizados em confederações, pelo interesse com que falam dele os partidos que tão bem têm representado os interesses desses patrões e que se auto-intitulam de “arco da (auto) governação”, pelo interesse com que falam dele quase todos os comentadores e analistas de (ao) serviço... aquilo da “salvação nacional” (acho que no princípio do texto enganei-me ligeiramente no nome) deve ser uma coisa muito boa para todos. Pelo menos para eles.
Para banqueiros e patrões será uma verdadeira “saciação nacional”; para os líderes dos partidos envolvidos, será uma espécie de “salvação pessoal”... com uns a ganharem tempo (para reconquistar votos) e outros... a ganharem tempo (para não os perderem).
Agora basta-me adquirir uma dose “cavalar” de ingenuidade suicidária, para acreditar que uma coisa que parece tão boa para os exploradores, para as suas organizações e para os partidos que os representam, pode ser boa, ao mesmo tempo, para os explorados e para os que estão ao seu lado na luta de classes que, teimosamente e para desespero dos “historiadores” especializados no “fim da História”... não acabou.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Os “entalados” *


Começa a faltar-me a pachorra para tanto comentador que acha que Cavaco fez isto para “entalar” Seguro, que o PCP, fez aquilo para “entalar” o PS, que Os Verdes também fizeram aqueloutro para “entalar” os socialistas, que estes estão “entalados” entre a ânsia de parecer de oposição e de esquerda e a sua já tão antiga tendência para se aliarem à direita...
Já enjoa tanto “síndrome de Martim Moniz”... mas sem o heroísmo da famosa fábula histórica.
Numa “democracia” deste tipo a que, infelizmente, chegámos... na verdade é tão legítimo estar dentro como fora, em cima ou em baixo. Quem está no seu lugar, corajosamente, é merecedor de, pelo menos por isso, algum respeito.
Só se entala quem fica no meio, em cima do muro, nem cá nem lá... in the middle of between.
Os que se deixam entalar por serem lerdos... lamento! Agora os que se deixam entalar pelo eterno oportunismo calculista do “deixa lá ver para que lado é que esta gaita rende mais”... é muito bem feito!
* Declaro que na execução da imagem ou do texto deste post não houve quaisquer maus-tratos infligidos a animais... de qualquer espécie.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Salvação Nacional - Não podia estar mais “entusiasmado e confiante”!



PSD, CDS, PS e um Justino (“olheiro” de Cavaco Silva), continuam a tratar de reunir para, a trouxe-mouxe e em apenas alguns dias, congeminarem a famigerada "puta da salvação nacional” *.
Serão, portanto, exactamente os mesmos que, metodicamente e sem um assomo de vergonha nas trombas, atacaram uma a uma as conquistas de Abril e arruinaram o país, devolvendo (a troco de “peanuts” e muitos favores para si próprios e famílias) aos interesses privados tudo aquilo que a Revolução havia retirado aos monopólios vindos do fascismo, tarefa a que meteram ombros durante os últimos trinta e muitos anos... serão exactamente os mesmos, como dizia, que agora salvarão Portugal dos resultados criminosos da sua própria obra.
Claro que, como já se viu, tratarão de fazer essa “salvação nacional” não mudando nenhuma das suas políticas e dos princípios bandidescos que nos trouxeram até aqui.
Se quando Gonelha e o PS e a restante direita em coro, disseram que era preciso “partir a espinha à Intersindical”, não foram julgados, tendo a frase passado como uma coisa apenas simbólica e não uma incitação à violência... então também eu posso dizer que é urgente “partir os dentes” a este bando de farsantes, ladrões e traidores vulgares.

* Sim... esta linguagem vulgar e crua quer apenas dizer que acho esta marmelada da “salvação nacional” uma forma de prostituição... só que mais abjecta e muito mais daninha!


terça-feira, 9 de julho de 2013

Portas - “Aquilo” está doente...



Por estes dias, uma nova sombra paira sobre o futuro próximo de António José Seguro e das suas pretensões à provável tomada do poder enquanto primeiro-ministro de Portugal.
Na verdade, se até agora o que ia valendo era a opinião de gente da sua máquina partidária, gente “progressista” como Francisco Assis e outros que tais, segundo a qual, a dar-se o caso de o PS não obter uma maioria absoluta, Seguro deveria fazer uma aliança à sua direita, sendo o CDS o parceiro óbvio (e já antes experimentado)... os acontecimentos dos últimos dias devem ter mergulhado os estrategas “socialistas” num estado de algum desânimo.
Como não desanimar, perante a perspectiva de vir a ter como parceiro de coligação “aquilo”? Já se sabia da “natureza” de escorpião de Portas, obrigado por essa sua “natureza”, como a História documenta, a trair todos aqueles com quem estabelece acordos. Já se sabia da sua falta de ligação à noção de “palavra dada”. Já se sabia da sua compulsão pela mentira e pela permanência no poder a qualquer preço. Desgraçadamente para aqueles que são obrigados a conviver com ele... ainda não se sabia desta sua faceta potencialmente catastrófica e digna de um documentário do National Geographic”, ou de uma produção do Filipe La Féria: a de sofrer verdadeiros surtos de histeria violenta, surtos que só se acalmam dando-lhe coisas. Nesta sua patologia particular, as “coisas” são mais lugares, mais cargos, mais poder... o que não torna a sua patologia muito diferente de outras variantes da “doença” que podem “acalmar-se” com dinheiro. Em qualquer das variantes, trata-se de corrupção! Pura e simples!
Compreendo a apreensão de quem esteja a antever um futuro político... amarrado “àquilo”.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Gosto muito deste relatório! Sempre que puder... vou lá!



Esta estirpe de “-ése-dês” radicais que se instalou no poder é muito fofa!
Chega a ser comovente a convicção com que acusam Sócrates e os seus ministros e secretários, de negociatas em têm também as mãos enterradas, num lamaçal que desde bem antes de Ferreira do Amaral na Lusoponte (para destacar apenas o mais “espectacular) já fez correr milhões para os bolsos dos ministros e “clientes” do PSD, senão mesmo para os cofres do partido.
Chega a ser enternecedora a tentativa de, com estas vistosas ameaças de criminalização de elementos do governo anterior, conseguirem desviar o olhar dos portugueses das suas diárias falcatruas, crimes sociais, terrorismo político, ilegalidades várias, miserável traição dos interesses nacionais... ... ... ...
Será que, já que estão com a mão na massa, não quererão fazer uns inquéritos assim igualmente “rigorosos e factuais” aos ex-ministros e secretários de Estado do PSD e do CDS, à bandalheira do que realmente se passou no BPN, ou então, para não terem que alargar tanto o leque e irem começando a aquecer concentrando-se numa única família:
1. À troca “milagrosa” da casinha algarvia do Cavaco...
2. Às acções “de favor” da SNL compradas pelo Cavaco...
3. Ao financiamento de muitos milhões de euros, pela banca, para a privatização do Pavilhão Atlântico (que até dava lucro ao Estado), financiamento concedido a uma empresa afogada em problemas com o fisco... pertencente ao genro do Cavaco???
Isso é que era “de valor”!!!

quarta-feira, 27 de março de 2013

“Primavera”


Perante as garantias que Seguro entende dever dar, de que a sua política será, no essencial, a continuação da subserviência à troica, por quanto tempo a troica entender.
Perante a ausência de qualquer sinal que indique a sua vontade de reverter, pelo menos, alguns dos crimes que o governo de Passos e Portas cometeu contra os portugueses e os interesses do país.
Perante os inequívocos sinais, esses sim numerosos, de que qualquer solução de aliança política do PS será feita à sua direita (como sempre, aliás!), como não se cansam de defender os tenores do partido, como é, repetidamente, o caso de Assis, para citar apenas um... e como o ininterrupto namoro da direita confirma...
...fica-se a pensar na falhada “primavera” que se seguiu ao tempo de Salazar e na inconfundível marmelada tipo “evolução na continuidade” que se anuncia.
Perante a realidade bastante evidente dos muitos tiques “salazarentos” deste governo fanático, perdoem-me o humor algo, digamos... sombrio, mas ocorre-me uma pergunta:
Salvas as devidas distâncias... Seguro é o marcelo caetano” de Passos Coelho?
Se for, isso pode querer dizer muitas coisas...
até que pode vir por aí um novo 25 de Abril!

terça-feira, 26 de março de 2013

Seguro – Que tristeza!



Chega-se a casa, janta-se uma boa “chinezada” comprada pelo caminho... e, finalmente, dá-se uma espreitadela nas notícias do “google”. Lá está a coisa: «Seguro escreve à troica a explicar porque pretende derrubar o governo».
Seguro aproveita ainda para lhes garantir que podem estar sossegados, já que pretende cumprir tudo o que está no memorando, ou seja, no essencial, garante que levará a cabo a mesmíssima política do actual governo.
Fico a pensar na renovação na continuidade que parece vir por aí.
Fico a pensar no facto de Seguro, goste-se ou não dele, ter sido eleito pelos militantes do PS e correr o risco de vir a ser primeiro ministro com os votos de várias centenas de milhar de portugueses... e não sei o que pensar desta sua necessidade de se explicar perante a “troica” e os seus funcionários que ninguém elegeu.
Fico com aquela embaraçosa, mesmo insuportável, sensação de profunda vergonha. Mesmo não sendo comigo. Mesmo não sendo militante ou simpatizante do PS.
É tão triste!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Costa e Seguro em linha – Alô... alô... Largo do Rato?... sim... é da guerra?...


Uma coisa é aquilo que o eleitorado do PS parece querer... outra muito diferente, é aquilo que o PS quer.
Esta evidência vem a propósito do desfecho provisório da “guerra” pelo lugar de topo da hierarquia do grande aparelho partidário sediado no Largo do Rato.
A escassos segundos de ser apodado de traidor pela entourage de Seguro, que não poupou nos adjectivos, António Costa chegou há dias ao Rato rodeado de “generais” (já com director de campanha arregimentado e tudo) e com o peito tufado. Depois... foi o que se tem visto e que, para já, deu nisto:
Pode não fazer sentido... mas parabéns porquê? Em que é que Seguro mudou?
Que diabo de negociação não contém cedências?!
Daí eu gostar muito deste título, “Costa diz estar em linha com Seguro”, e de ter encontrado uma ilustração bastante adequada para a notícia que ele anuncia.
É já a grande e esperada maravilha do Século XXI... e das suas assombrosas formas de “comunicação” avançadas!!!
Declaração de interesses: Declaro, para os devidos efeitos, que nenhuma destas situações me dá qualquer espécie de prazer... antes pelo contrário!
Na realidade, preferia que Portugal tivesse um PS que não tivesse traído a Revolução de Abril, pelas mãos de Soares, da CIA e Carlucci, que não tivesse conspirado com a “igreja” do nojento cónego Melo, para a sublevação do interior e norte do país e com com as redes bombistas de extrema direita, para assaltar e incendiar sindicatos “vermelhos” e sedes do Partido Comunista, que não tivesse "fabricado" dezenas e dezanas de coligações autárquicas com a direita, cujo único “programa” era afastar a FEFU, APU e depois a CDU do poder local, de ter conspirado para criar uma central sindical amarela, cujo único programa, confessado publicamente por dirigentes do PS, era “partir a espinha à Intersindical”, finalmente, um PS que a nível de política nacional sempre fez alianças com o PPD e o CDS, contra a esquerda a que diz pertencer.
Na realidade... preferia! Mas a realidade, por enquanto, é o que é!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ségolène Royal – E as coisas que ela sabe?!!!...


Madame Ségolène Royal tem uma coisas giras! Não! Não comecem já a pensar tolices... estou a falar de coisas que ela faz e diz, volta não volta.
A simpática francesa, ex-candidata à presidência da República, veio até cá, em representação do PS gaulês, participar numa reunião da Internacional Socialista. Não faço a mais pálida ideia daquilo que se trata numa reunião da dita organização, atendendo a que tudo leva a crer que não será de Socialismo... e confesso que a minha curiosidade sobre o tema é, pelo menos, bastante modesta.
Ainda assim, não pude deixar de reparar numas declarações da notre amie Ségolène. Diz ela que ficou «muito impressionada» com a credibilidade das propostas do líder socialista português… a quem, diz a notícia, tratou sempre por António (tem lógica! Ele chama-se, realmente, António). Acrescentou ainda que o «António tem uma visão global do desenvolvimento económico, da alternativa possível»… e que a alternativa representada pelo Partido Socialista português «não só é credível, mas é sólida, é sustentada em convicções fortes e valores fortes». Concluiu, declarando que a alternativa em Portugal… «está pronta».
Foi, portanto, por este conjunto de declarações, ao contrário das brejeirices que vocês, incorrigíveis, chegaram a imaginar, que eu disse que Ségolène Royal tem umas coisas giras.
Ou então… o António José Seguro andou a mostrar-lhe habilidades que a nós, certamente por timidez… nunca mostrou!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

PS e PCP – Os “inimigos”?


«Não distinguir os inimigos sempre foi Fatal, apreciações à parte os camaradas quando se unem com a direita Gozam que se Fartam, é fartar vilanagem, tudo quanto sirva para derrubar o PS é bom. Já lá vão quase 40 anos e os camaradas ainda não deram pela QUEDA DO MURO. Vão ganhar as próximas eleições. Como sempre aliás».
Retirados uns acidentais erros de digitação, é este o teor de um comentário deixado no post que, em tom de simples brincadeira, aqui escrevi sobre o valoroso ataque ao poder “a la António Vitorino”, protagonizado por António Costa, escrito por um militante ou simpatizante do Partido Socialista, que se identificou como Miguel Lopes.
Constatamos assim que o Miguel Lopes, depois de ter engolido a cassete com a lengalenga da culpa do PCP na queda do demissionário Sócrates... ainda não conseguiu regurgitá-la... apesar do ridículo da música e da letra da cantiga.
Segundo o nosso comentador (mais picardia, menos picardia), o PCP escolheu o PS como “inimigo” principal... "aliou-se à direita"... e o resultado é o que se vê!
Portanto, se bem entendo, que fique para a História que foram os comunistas, e não Mário Soares (e o PS), quem conspirou com a CIA e Carlucci para a derrota da Revolução de Abril.
Que foram os comunistas e não Mário Soares (e o PS), quem conspirou com os sectores mais retrógrados e fascistas da Igreja Católica, com o apoio operacional de organizações terroristas e bombistas de extrema direita, para assaltar sindicatos identificados com os comunistas... e Centros de Trabalho do próprio PCP.
Que foram os comunistas e não o PS que, a nível governamental, fizeram alianças repetidas ao longo de décadas... mas sempre e só com o PPD-PSD e o CDS.
Finalmente... que foram os comunistas e não o PS, quem assinou famoso memorando com a troika.
Temos que admitir que para ter uma tal visão da História... é preciso ter uma “extraordinária visão”!
Agora a sério... resta uma singela pergunta dirigida a todos os “Migueis Lopes” desta vida:
Se, então, o PS não é “o inimigo”, e eu não digo que o seja, pelo menos nesses termos... quando é que , exceptuando honrosos casos pontuais e de natureza local... alguma vez foi o amigo?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

António Costa – O “nim” visto de fora...


O meu apreço pela gelatina limita-se praticamente à “Royal” e desde que seja com aroma de morango. Daí que qualquer alteração que o PS resolva introduzir quanto ao seu actual líder... para mim está muito bem.
Apesar de ter presenciado por muitas vezes o ódio cego com que destacados “socialistas” se referem a alguns dos meus amigos, não me move nenhum desamor personalizado em relação aos novos ou futuros dirigentes daquele partido.
Quanto aos do passado... citando Ary dos Santos, «o passado é já bastante, vamos passar ao futuro».
Sei que tenho alguns leitores cujas simpatias vão para aquele campo político e esses, sim, estarão justamente preocupados nesta hora, com a convulsão provocada pela ameaça de tomada do poder por parte de António Costa que, ao que parece, para já pretende apenas manter o cargo na Câmara lisboeta... e contribuir para a “unidade”.
Todos estão no seu direito. Costa, no direito de tentar ou desistir. Os membros e simpatizantes do seu partido, de preferirem Seguro, ou Costa. Seguro, de fazer qualquer coisa “violenta”, como é seu timbre.
Seja como for, não venha a dar-se o caso de António Costa decidir mesmo avançar, este post destina-se a ser uma espécie de aviso à navegação dos restantes frequentadores deste estabelecimento que, provavelmente, tão desinteressados quanto eu, sobre qual o nome que se segue na liderança do PS, tendo apenas, tal como eu, alguma espectativa quanto à possibilidade de aquele partido voltar a ser dirigido por um vertebrado... possam, a dado momento, não ter presente o facto de um se chamar António José Seguro e o outro, António Costa.
Se isso acontecer, quero dizer, se não conseguirem destrinçar a confusão entre “antónios”, façam-me o especial favor de não tentarem distinguir os dois pela cor. Pela vossa saúde... e a bem da “saúde” da caixa de comentários (aqui e a seguir no Facebook)!
Em caso de absoluta necessidade e se vos falharem de todo os nomes, digam que um é “muito branco” (alvar, mesmo...) e que o outro é “apenas um pouco menos branco”... e esperemos que tudo corra pelo melhor.
Obrigado!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Álvaro Beleza – Quero um!



Enquanto continuam a chegar às redacções (ou ditados, conforme os órgãos de informação) notícias sobre a “aceleração” de Seguro, aquilo que retenho, já que não tenho a menor intenção de me imiscuir (obrigado a “Tozé” Seguro por me dar a oportunidade de usar a palavra “imiscuir”!) na vida interna do PS... é outra figura: Álvaro Beleza!
Álvaro Beleza veio defender a extinção, perdão... a “reformulação” da ADSE... e teve meio PS a dar-lhe na cabeça e a desmenti-lo.
Álvaro Beleza veio à comunicação social garantir que o Congresso do PS será antes das autárquicas... e, afinal... “qual é a pressa?”, sim... “qual é a pressa?”... sendo que é bem capaz de ainda acabar por ser mesmo.
Está decidido! Se algum dia fundar um partido... a primeira medida será arranjar um “álvaro beleza” destes! Dá uma grande trabalheira no dia a dia, é certo... mas o exercício faz bem e a boa disposição no trabalho (não confundir com “alegria no trabalho”) é uma coisa inestimável.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Pobre “tozé”!


Como é que se pode levar minimamente a sério um “líder” que, perante a séria contestação interna no seu partido, em vez de avançar para o confronto de ideias, finca os pés, agarra-se às ombreiras das portas, tenta sabotar a realização de um Congresso e a única ideia que tem para “combater” os opositores, é afivelar um sorrizinho indigente na cara... perguntando, repetida e idioticamente:
«Qual é a pressa?»
«Qual é a pressa?»
«Qual é a pressa?»
«Qual é a pressa?»
«Qual é a pressa?»

Infeliz!!!