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domingo, 17 de novembro de 2013

A propósito de uma réstia de luz...


Aberta uma nesga da porta... um pequeno beijo de Sol iluminou, dentro do grande espaço escuro, a criança e o seu tractor de brinquedo. Fico a pensar:
Quantas janelas e portas será preciso voltar a abrir, para que o Sol beije todo o país e todas as crianças?
Quanto tempo esperaremos até ver o Sol aquecer milhares de braços de trabalho de jovens com os seus tractores (a sério) nos campos? Com os seus barcos de pesca (a sério) no mar? Com as suas ferramentas (a sério) nas fábricas? Com escolas a sério, saúde a sério, cultura a sério, liberdade a sério... com a sua vida a sério - e feliz - reconquistada?
Quanto tempo levará a reconstruir tudo o que esta quadrilha vem destruindo há tantos anos?

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Um governo... “à margem”


É uma pena que os media insistam em destacar o “desgosto” que o Governo manifesta em já não poder fazer esta, ou aquela “poupança”, de cada vez que um dos seus planos e esquemas trafulhas é barrado pelo Tribunal Constitucional. Na verdade, essas queixas têm tanta legitimidade como a possibilidade de um ladrão vir queixar-se de não ter podido pagar uma qualquer dívida... por ter sido impedido de assaltar uma caixa Multibanco.
Seja como for, como o “Público” destaca na sua capa, apesar do muito significante chumbo do TC aos planos para a criação da “auto-estrada” dos despedimentos sem justa causa entre os trabalhadores do Estado, o governo de trambiqueiros que (ainda) temos que suportar, já vê, novamente e em qualquer parte... “margem para despedir na Função Pública”.
Nada que não se esperasse destes governantes! Trata-se, simplesmente, de um traço de carácter.
Afinal, como vemos todos os dias, apesar de ser proibido roubar... não há ladrão que se preze que não veja sempre “margem” para continuar a fazer assaltos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Gaspar e Passos – “castelo de cortes”


Começa a ser mais do que evidente a falta de bases de sustentaçãomesmo dentro dos dois partidos da maioria e do próprio elenco ministerialpara o delírio destruidor e fanáticode Gaspar e Passos Coelho.
Começa a ser evidente para muitos que o demencial “castelo de cortes” ameaça colapso iminentecolapso que irá arrastar para o abismo da mais abjecta irrelevância política tanto os poucos fanáticos que teimam em construí-lo, como os muitos cobardes que não têm a “vontade” de o impedir.
Desgraçadamentearrastarão também o país para o abismo. Quase todos estes canalhas estarão esquecidos e “enterrados”, quando os trabalhadores portugueses voltarem a atingir o patamar de conquistas que tinham já sido alcançadas, podendo voltar a viver melhores diasPodendo virardefinitivamenteesta página negra da nossa História, página negra quecomo quase todas as que a antecederamestá intimamente ligada à traição de uns poucos corruptos que se vendem a interesses“ estrangeiros”.
Ainda assimesta é uma certeza que  sentido ao caminho... que se faz caminhando: O futuro chega sempre! E não será condescendente com estes patifes!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Thatcher – Alguma explicação deve existir...


Alguma explicação deve existir para a abjecta e asinina subserviência parola com que os canais de televisão foram transmitindo longos directos e não menos longos diferidos do funeral da facínora inglesa Thatcher.
A facínora, compreensivelmente, tem quem a venere. Há sempre alguém disposto a desempenhar esse papel... mesmo fora do círculo dos poucos que lucram muito com isso. Apesar de ser a maior inimiga dos trabalhadores do seu próprio país. Apesar do ódio cego aos sindicatos. Apesar de representar o que há de pior na política mundial. Apesar de nunca ter deixado de classificar Mandela como terrorista. Apesar de, até à morte, ter defendido o fascista e assassino chileno Augusto Pinochet (facto que os fascistas que ainda o idolatram agradecem)... tendo até afirmado, numa altura em que já ninguém podia alegar desconhecimento sobre as atrocidade que o assassino cometeu contra o povo chileno, que «Pinochet devolveu a democracia ao Chile».
Alguma explicação deve existir para a abjecta e asinina subserviência parola das nossas televisões... mas aquilo parece ser coisa que se pega.
Ao fim de, acidentalmente, ter visto alguns dos directos do funeral, tive que me bater contra uma inexplicável vontade de beber sumo de feno... e zurrar.
Já passou! Obrigado!!!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Margaret Thatcher


Não me lembro de alguma vez ter feito festa pela morte de alguém... mesmo quando, pessoalmente, poderia considerar ter motivos para tal. Daí que as notícias sobre os festejos a propósito da morte de Margaret Thatcher não me agradem... excepto um pormenor de génio, terrível no seu silencioso simbolismo: alguém que foi deixar um ramo de flores e uma garrafa de leite à porta da falecida ex-primeira-ministra, lembrando o facto de ter sido ela a cortar o fornecimento de leite às escolas, deixando milhares de crianças pobres sem o seu leite gratuito.
Na verdade, aqueles que sofreram na pele a paranoia fanática da “dama de ferro” não esquecem que foi ela a percursora de uma trágica viragem na política europeia moderna. Uma viragem para o neoliberalismo mais canalha. Para o egoísmo cego. Para a insensibilidade social. Para o recrudescimento da exploração selvagem.
Na verdade, por mais que os “cavacos” e os “passos coelhos” desta vida a venerem, há quem não esqueça que a megera foi uma espécie de Ronald Reagan de saias que, embora sem o poder bélico dele, era tão ou mais perigosa, por ser infinitamente mais inteligente que o idiótico fantoche dos “boys de chicago”, a matilha neoliberal que o dominava a seu belo prazer.
"Plagiando" (e adaptando) um locutor da velha Emissora Nacional dos tempos de Salazar, numa famosa piada de improviso e em directo na chegada da rainha Isabel II a Lisboa, piada que lhe valeu uma suspensão...
“Vai descer à terra a ex-primeira-ministra da Ingladita!”

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Governo Passos/Portas – Hienas...



Para este governo de hienas, o pagamento de um vencimento mensal não é a devida retribuição do trabalho, mas sim uma despesa. Uma prestação social, como um subsídio de desemprego, apoio na doença, na educação, não é a devida retribuição pelos impostos, contribuições e taxas que copiosa e pesadamente pagamos... mas sim uma despesa.
A cabeça dos canalhas e ultraliberais em geral, funciona assim!
Daí que seja natural ver atirar o barro à parede com “propostas” de redução drástica do subsídio de desemprego, capazes de fazer corar e gaguejar até alguns apoiantes do governo. Logo seguidas da recorrente farsa do "recuo", farsa ainda mais rasca, quando é anunciado, no mesmo momento, um corte equivalente, sem que se diga onde.
Manda a demagogia balofa e populista (mas nem por isso menos criminosa!) deste governo que, para tentar fazer os portugueses engolir este “xarope” nojento, se tente fazer crer que a esmagadora maioria da “despesa” pública é destinada aos vencimentos da “função pública” e “apoios sociais”.
Assim amalgamada a informação, os cidadãos não repararão que aquilo que eles declaram despesa com a “função pública” é toda a “despesa” com os vencimentos dos funcionários, sim... mas que aqui estão incluídos os trabalhadores que estamos habituados a identificar como Funcionários Públicos, mais os professores do ensino público, os médicos dos SNS, os polícias, os militares, juízes, funcionários judiciais, deputados, etc., etc., etc., a que se junta toda a “despesa” para fazer funcionar esses sectores, desde a pequena escola básica ou do centro de saúde mais remoto, ao moderno "campus" da Justiça no Parque das Nações.
Assim amalgamada a informação, os cidadãos não repararão que aquilo que eles declaram despesa com os “apoios sociais”, não são esmolas do Estado, mas sim o pagamento devido aos reformados e pensionistas que trabalharam e pagaram impostos toda uma vida e àqueles que, fruto das miseráveis políticas destes governos, ou da má gestão do patronato parasita, caem no flagelo do desemprego, tendo direito a um subsídio de desemprego digno.
Claro que há dificuldades! Todas as contas e previsões do executivo estão erradas! A austeridade cega deste governo, com o brutal corte de poder de compra provocado pelas desumanas subidas nos impostos, a contracção do consumo, as falências de milhares de pequenas empresas e mais, cada vez mais desemprego, reduzem drasticamente as receitas que o Governo “esperava” ver entrar nos cofres das Finanças.
Claro que, para este governo, a culpa da redução na receita fiscal esperada não é das falências, nem do desemprego crescente, nem do empobrecimento. A culpa é dos portugueses, que “não estão dispostos” a pagar impostos... a fazer fá nesta frase lapidar (pena que não seja!) do ministro das Finanças, Vítor Gaspar:
De facto, Portugal está confrontado com sérias dificuldades. Estou convencido de que uma das maiores... é ter como ministro das Finanças um fanático sem um pingo de vergonha na cara!

sábado, 6 de outubro de 2012

Nuno Crato – Mãos sujas


Mário Nogueira, o secretário-geral da FENPROF, explica muito bem o que quer dizer quando afirma que «Nuno Crato tem as mãos sujas».
Lendo em pormenor as declarações do Mário Nogueira e concordando com elas... ainda assim, não posso deixar de pensar que Nuno Crato deve ter as mãos sujas, também, porque de vez em quando as passa pela cabeça...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nuno Crato – Uma triste imitação de ministro da educação




Uma das maiores qualidades do ser humano, senão a maior, é ser capaz de gerir e controlar os seus defeitos. Se as nossas qualidades tendem a gerar a harmonia, o entendimento, a paz, o volume avassalador dos nossos defeitos é, por norma, gerador do caos.
Diz-nos a História que sempre houve quem soubesse explorar os defeitos dos seres humanos, para os colocar uns contra os outros, dividir para reinar.
Muitos séculos dessa História contam-nos como é fácil colocar judeus contra gentios, cristãos contra mouros, católicos contra protestantes, brancos contra pretos, amarelos, gordos, magros, portugueses, espanhóis, do norte, do sul, benfiquistas, portistas... ... ... ...
Na tentativa de colocar professores contra professores, sonhando uma escola ultraliberal do salve-se quem puder e cada um por si, com professores de português contra os de ciências, ou de matemática contra os de inglês, o ministro Nuno Crato, que a cada dia se revela mais como um vulgar delinquente na condução do Ministério da Educação, optou pela canalhice mais óbvia:
Tentar colocar professores do ensino pré-escolar, básico e secundário contra os professores do ensino superior.


Adenda: Entretanto, via "facebook" a Catarina Casanova fez um esclarecimento que, não melhorando a imagem do ministro, piora bastante a imagem do triste jornalismo que temos... como poderão ler AQUI.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Eleições nos EUA – Uma ponta de inveja


Prossegue a corrida para a "Casa Branca", com Obama a provar ser um homem com bastante sorte no que respeita à qualidade humana e política dos seus adversários directos.
Na verdade, e ao que parece com resultados gravosos para a sua campanha, a dupla “republicana” composta pelo candidato a Presidente, o ultra-conservador Mitt Romney e o candidato a vice-Presidente, o neofascista Paul Ryan, vai acumulando erros e gaffes com a inexorável cadência de uma nora a perder água por todos os alcatruzes.
Enquanto Paul Ryan se multiplica em frases abjectas de vária ordem, acrescestando-lhes ainda por cima um rosário de mentiras que vão da sacanice de atribuir a Obama, por exemplo, o fecho de uma fábrica de automóveis que, afinal, foi encerrada... por Bush, até ao indigente ridículo de mentir extensamente sobre um resultado de uma maratona em que correu... Mitt Romney, para não ficar atrás, deixou-se, mais uma vez, apanhar numa situação altamente comprometedora.
Desta vez, decidiu insultar de tudo e mais alguma coisa os apoiantes de Obama. Gente «que não paga impostos, que acha que tem direito a assistência médica, comida, casa e tudo o mais». Embalado pelo aroma inebriante do dinheiro da assistência composta por milionários, numa jantarada para doadores para financiar a corrida presidencial, acabou mesmo dizendo que a sua campanha «não é dirigida aos mais necessitados», rematando peremptório: «o meu trabalho não é preocupar-me com essa gente».
Romney acrescenta ainda mais alguns comentários de carácter étnico e racista... mas, na verdade, não é isso o que mais me “toca” nesta notícia. Falando francamente, fico mesmo com alguma inveja dos eleitores dos EUA.
Ah!... Se ao menos os canalhas que nos governam tivessem escorregado duas ou três vezes em momentos de “sinceridade” como estes... ainda que involuntários... mas não!!!  Se alguma coisa se pode admirar ao bando de delinquentes que está no Governo de Portugal, é a absoluta concentração com que mentiram descaradamente aos portugueses para garantir a eleição!

sábado, 15 de setembro de 2012

Governo Passos/Portas – Vaia (con dios...)


Ao som de vaias, insultos, ovos muito mal atirados, entradas e saídas pela porta do cavalo e a figura lamentável de um governo falhado e de uma política “orgulhosamente só”, são cada vez mais os súbitos “dissidentes e críticos” de ocasião deste governo... e quando digo “de ocasião”, quero mesmo dizer baratos.
Uma das críticas que esses “familiares” mais fazem a Passos Coelho... é a falta de conhecimento que ele tem do país real. Não posso deixar de discordar frontalmente!
Se há coisa que Passos Coelho tem feito todos os dias, desde que tomou posse, é “conhecer” o país real e milhões de portugueses! Mais: tem-no feito no sentido mais bíblico do termo.
Ainda que muitos dos leitores possam não saber o que significa isto do “sentido bíblico”, nem por isso deixa de ser verdade... e de ser a única forma de aqui dizer o que queria, mas não posso, por uma questão de decoro.
Passando ao que interessa, hoje será tempo de manifestações, em várias cidades do país. Mais um momento de confronto com este governo de criminosos. De afirmação de uma indignação justa, que se quer e necessita urgentemente, seja cada vez mais consequente.
Mas cuidado! Eles estão aqui para se vingarem do 25 de Abril e das suas conquistas. Eles esperam ansiosamente por uma oportunidade de se vingarem da contestação e de alguns enxovalhos que já sofreram, retribuindo com cargas policiais, detenções... e sabe-se lá mais o quê.
Não lhes dêem essa oportunidade! Nem um só pretexto!!!
Boa jornada de luta para todas e todos!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Passos Coelho... ficou com dói-dói “derivado” à agressividade


Pedro Passos Coelho mobilizou, na forma de uma entrevista encomendada, meios do Estado para proveito do Governo, “confusão de interesses” que daria uma bela discussão... que agora não vem ao caso.
Produziu aquilo de que é capaz: uma entrevista aldrabona e fanática, onde insistiu nos erros e crimes que já cometeu e tenciona repetir, só que ainda em mais larga escala.
Nada me identifica com este cidadão... senão um pequeno pormenor da entrevista, quando Passos se mostra «surpreendido com a agressividade de Seguro».
Também eu fiquei! Não descobri ainda se está acima ou abaixo do grau de agressividade da anterior “abstenção violenta”... mas vou dar-lhe o benefício da dúvida, admitindo que estará um pouco acima. Veremos!
No próximo sábado, dia 15, infelizmente não poderei juntar-me à anunciada manifestação, momento em que encontraria, certamente, muitos dos meus amigos. Estarei a trabalhar. O nosso trabalho é feito em dias e horas que, o mais das vezes, nos desviam dos lugares e horas em que se reúnem os nossos amigos. Sim, embora ainda tenhamos que ouvir muitas vezes perguntar se para além da música... «também trabalhamos», esta coisa das artes e da cultura é trabalho! Implica (e garante) a sobrevivência de muitos milhares de portugueses e, desculpem-me o aparte, começaria a ser hora de merecer mais respeito, incluindo por parte de muitos que têm esse “respeito” no discurso oficial.
Adiante... se tudo correr como previsto, não deixarei de dizer algumas das coisas que me vão no espírito... mas no dia 29, na outra manifestação, esta convocada pela CGTP.
Se Pedro Passos Coelho ficou com tanto dói-dói por causa desta "agressividade... é preciso que sinta mais, muito mais! Alto e bom som!
Manifestações já nos dias 15 e 29 de setembro! É importante estar presente! Numa... e na outra!


sábado, 1 de setembro de 2012

Com tanta bala perdida... com tanto acidente de viação...


Para não me afastar muito do tema “zoológico” do dia, esta quadrúpede que dá pelo nome de Gina Rinehart, uma australiana que ostenta o título de mulher mais rica do mundo, pelo simples facto de ser filha única e ter herdado um império ligado à exploração de minas, irritou-se com a “ousadia” do seu governo, que teria mostrado a intenção de, para não sobrecarregar ainda mais os sectores mais sacrificados da sociedade australiana, taxar ligeiramente os mais ricos do país.
Se bem se irritou, melhor ilustrou a sua irritação, bolsando uma verdadeira preciosidade:
... e acrescentou que tudo não passa de «inveja dos ricos» e que deviam «divertir-se menos» e que o salário mínimo deve baixar, assim como os impostos para as grandes empresas... a cartilha do costume, ou seja, até parecia um membro do nosso Governo a falar.
Eu sei que devo ter aqui algures, num escaninho qualquer do meu cérebro, um comentário mais ou menos adequado para esta frase... mas juro que não consigo escrever nada publicável. Nem uma palavra!!!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

EUA e Paul Ryan – Saltar da frigideira para o lume?


ultra-conservador “republicano” Mitt Romney foi, finalmente, confirmado como único candidato daquele partido às eleições presidenciais nos EUA. Há dias, numa manobra de pura hipocrisia, demarcou-se publicamente de um senador do seu partido e que se recandidata ao posto, que teve o desplante de dizer que se opunha à interrupção da gravidez, mesmo em casas de violação... até porque nos casos de «violação verdadeira» (???) as mulheres muito raramente engravidam, pois nessas situações o corpo da mulher tem mecanismos naturais para se “defender” da gravidez.
Curiosamente, o oportunista hipócrita Romney, fez apenas aquilo que a cobardia lhe ditou, dada a onda de indignação e condenações que percorreu o país depois destas declarações do senador, um tal Todd Akin.
Não menos curiosamente, ao mesmo tempo que se “demarcava” desta companhia momentaneamente inconveniente, confirmava como seu número dois e, portanto, candidato a vice-presidente, o fanático tresloucado Paul Ryan, aqui na fotografia e que, sobre a mesma matéria, tem uma opinião ainda mais nojenta.
Paul Ryan é mais um produto da estrumeira que dá pelo nome de “Tea Party”, estrumeira que integra as fileiras “republicanas” e acoita desde aberrações como a ex-candidata Sara Palin e fanáticos da violência e direito ilimitado ao porte de armas, até esta espécie de neonazi que, para além de defender, não os costumeiros cortes nas políticas sociais, típica dos neoliberais, mas sim a terraplanagem total de todos esses direitos, como saúde, educação, segurança social, etc., etc... veio também ele dizer que a razão porque é contra a interrupção voluntária da gravidez, mesmo em caso de violação, é por considerar a violação como «apenas mais um método de concepção», apenas mais uma «fonte de vida».
A parolice de alguns meios de comunicação, sempre à procura de rótulos vistosos e “bordões” que fiquem no ouvido, chamam à postura política de Paul Ryan o «conservadorismo amistoso»... porque, dizem, ele «sorri o tempo todo».
OK!!! Está sempre a rir; e depois?! Também as hienas!!!...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

“Afundações”


Não pode haver uma posição generalista quanto à utilidade ou inutilidade das centenas de “fundações” semeadas por todo o país. Exactamente por isso: porque umas são úteis, enquanto outras são inúteis. Umas estão ao serviço das comunidades, outras não passam de “show-off gratuito de egos exibicionistas. Umas são saudavelmente respeitáveis, outras não passam de esquemas de vigaristas. Umas acrescentam humanidade e cultura, outras são apenas truques para fugir aos impostos, quando não são mesmo capas que escondem crimes de lavagem de dinheiro.
No meio de toda esta complexidade... e como este governo já mostrou que para cada problema complexo tem “soluções” simplórias, desde que elas se encaixem na ideia (criminosa!) de que são os trabalhadores e o povo em geral, que têm que estar ao serviço da “economia” e das instituições... e não a Economia e as instituições a estarem ao serviço das populações... as luminárias que nos “governam” decidiram parir um formulariozinho, igual para todas as “fundações”, com um questionário sobre o funcionamento da dita e, para rematar com o já habitual tique autoritário e salazarento... com uma ameaça: não responder ao inquérito, poderia resultar na extinção automática da “fundação” renitente.
Consigo imaginar a risota que animou durante umas horas (embora por razões diferentes e com legitimidade muito distinta) os dirigentes de Fundações como, por exemplo, a Fundação Calouste Gulbenkian, ou a Fundação Mário Soares... perante esta “ameaça”.
O interessante no desenvolvimento deste assunto, é descobrirmos que, mais uma vez, a coisa a que chamaram avaliação, foi feita em cima do joelho e aconteceu o habitual: contas grosseiramente mal feitas, como no caso da Fundação Paula Rego, ou a fantástica avaliação extremamente negativa da Fundação do Côa, pelo seu desempenho... em anos em que ainda não existia.
Mas que diabo... pensando bem, porque raio é que o secretário, ou assessor, ou “boy” que se encarregou de fazer estas contas, haveria de ser mais competente do que o ministro das Finanças, cujas contas não há meio de darem certas?
A demonstrar (como se fosse preciso!) que ainda mais perigoso que ter calhordas à frente da coisa pública... é ter calhordas incompetentes à frente da coisa pública!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Um dia destes... (empresta-me um final para o texto, Saramago)


Na cabeça dos bandalhos que nos governam, seria possível transformar milhares e milhares de cidadãos em novos pobres, arrastar aqueles que já eram pobres para a miséria, levar milhares de micro, pequenos e médios comerciantes e industriais à falência, com isso provocando o aumento exponencial do desemprego... e ainda assim, continuar a arrecadar os mesmos montantes em impostos, contribuições e taxas.
Tudo isto, deixando praticamente incólumes as fortunas e ordenados faraónicos dos amigalhaços e até as imorais mordomias do seu exército de "boys".
Adaptando uma frase atribuída a Einstein, que terá dito “esta equação não deve estar certa pois não é suficientemente bonita”, direi que esta equação não está certa, porque é um crime!
Chegará o dia em que já não haverá mais sangue para sugar aos aposentados, aos trabalhadores e aos pequenos empresários. Chegará o dia em que se verá que por cada novo corte naquilo a que chamam despesa, provocam um afundamento ainda maior na receita. Chegará o dia em que não restará mais nada para roubar.
Nesse dia, quando estes canalhas descobrirem que estão a um passo de matar a galinha dos ovos de ouro, arruinando milhões de cidadãos e com eles o país, o retorno será muito mais difícil do que se tivesse sido feito a tempo.
Nesse dia, apesar da inegável semelhança entre Passos Coelho e o célebre gendarme de Saint Tropez, não será possível sair da sala... rindo e dizendo que tudo não passou de ficção. Primeiro, porque Passos não é, de todo, Louis de Funès. Segundo, porque este “filme”, espero bem!, nem aos criminosos que agora ainda riem continuará a dar motivos para rir.
“E chegará o dia das surpresas”

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

As boas intenções


Sempre que algum amigo nosso cair na tentação, ainda que com boas intenções, de nos vender a ideia já estafada de que Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, ou este ou aquele dos restantes membros do governo, ou Sócrates, ou Cavaco... fez o que fez ou faz o que faz com boas intenções, ou seja, por estar convencido de que o que faz é mesmo o melhor para o país e os portugueses, temos duas saídas possíveis:
1. Tentar mostrar-lhe (nalguns casos, pela centésima vez, mas lá terá que ser...) que os nossos governantes estão ao serviço de uma agenda neoliberal fanática e que, de uma maneira geral, fazem o mal que fazem, sabendo que fazem mal, que sabem porque o fazem e ao serviço de quem o fazem. Mais: na esmagadora maioria dos casos, fazem-no no seu próprio e venal interesse.
2. Mostrar-lhe (se não houver tempo disponível para seguir o ponto um) no que podem dar as “boas intenções”, mesmo quando existem, como foi o caso do fantástico “restauro” empreendido por esta simpática e, sem dúvida, bem intencionada senhora espanhola.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Economia – Desculpem a minha ignorância...



Enquanto Paulo Portas nos dizia, descaradamente, que estamos todos de parabéns, por causa de um investimento chinês que dará muito a ganhar aos donos da EDP privatizada (digo eu...), os media dizem-me que  a «actividade económica melhora pela primeira vez desde 2010».
Não sei como é que estas “alegrias” se podem compaginar com as notícias que nos dão conta do maior desemprego de sempre, dos pendulares e esmagadores aumentos dos combustíveis e dos efeitos que têm exactamente sobre a actividade económica... da diminuição de candidatos ao ensino superior, da disposição de cerca de 70% desses estudantes de abandonarem o país assim que puderem, das quebras de acesso a serviços de saúde e medicamentos, por falta de dinheiro dos doentes, em particular dos mais idosos, cenário ainda agravado pela notícia de que o SNS sofrerá mais um gigantesco corte no seu orçamento... e mais o rol de realidades de chumbo e políticas de desastre, de que este governo é apenas o mais recente e entusiástico executante.
Mas pronto... que sei eu de macroeconomia?!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pedro Passos Coelho – Mais um “fim”!


Pedro Passos Coelho, protegido dos olhares indiscretos (e previsivelmente ruidosos), na festa popular de rua no Pontal... que já nem é festa, nem é popular, nem é na rua, nem é no Pontal, decidiu juntar-se a um clube que tem um número assinalável de sócios: o “Clube dos Idiotas que Têm a Mania de Anunciar o Fim de Coisas” (CITMAFC). É um clube famoso, totalmente sustentado por um outro muito maior: o “Clube dos Patetas que Acreditam no CITMAFC”.
O “CITMAFC” tem tido ao longo dos tempos a adesão de sócios um pouco para todos os gostos. Desde os que anunciaram o “fim da História”, passando pelo “fim da crise”, o fim da doença das vacas loucas, da água pé, dos enchidos tradicionais e do queijo da serra... até chegar a este indigente que agora anuncia o “fim da recessão para 2013”.
Ficamos à espera do programa detalhado, com mês, dia e hora.
As restantes “decisões e projectos do Governo” irão sendo anunciados à medida que se for traduzindo para português o longo documento original... em alemão.

sábado, 11 de agosto de 2012

Paula Rego? – Tá a andar! Xô, xô...



Ora deixa cá ver se eu consigo dar um exemplo que explique razoavelmente aquilo que penso sobre o “rigor” e “competência técnica” das medidas do governo de fanáticos do láparo Passos... nomeadamente quando se trata de cortes na despesa.
Imaginemos um bairro social que dá “X” de despesa ao estado e que, depois de devidamente “estudado”, a comissão encarregada do estudo decide que há por lá casas devolutas e degradadas e uma grande parte do terreno que pode ser usada para outros fins... aconselhando um corte de 30 por cento nas despesas com o dito bairro. Seguidamente, um rapazola, “boy” do ministro da tutela, sem se dar ao incómodo de visitar o bairro (nojo!!!), pega num mapa, numa régua, num esquadro e num marcador... e faz um traço sobre o bairro, que represente o tal corte de 30 por cento. Está feito!
Claro que depois se descobre que metade das casas que vão ser demolidas são exactamente as que estão habitadas, que o terreno vago só existia quando metade do bairro ainda não tinha sido construída... mas o que é que isso interessa? O que é importante é apresentar nas contas o corte de 30 por cento!
Mais uma vez, é uma coisa deste género que está a acontecer com as famigeradas “Fundações”. Quem passou os olhos pelo papel do “estudo”, decidiu, às cegas, que é preciso extinguir umas tantas... e que uma das fundações a extinguir seria a Fundação Casa das Histórias, dedicada à grande pintora Paula Rego, em Cascais.
Claro que o presidente da Câmara (do PSD) já veio argumentar que é um rematado disparate, que o dinheiro investido na Fundação não sai do Orçamento Municipal, logo o Estado não lucrará um cêntimo com a extinção, para além de considerar o seu encerramento um enorme prejuízo para o concelho e para o país, dada a visibilidade internacional e nacional.
Claro que António Capucho (do PSD), embora de uma forma “delicada e cordata”, já classificou a intenção do Governo de «selvajaria» e comparou-a à destruição das estátuas gigantes dos budas perpetrada pelos imbecis dos talibãs.
Claro que o autarca e ex-autarca de Cascais e os admiradores de Paula Rego estão no seu direito... mas desta vez tenho que “concordar” com o Governo.
Paula Rego?! Pfffffff!!!
Ainda se fosse a ladina Joana Vasconcelos, tão moderna e tão bem-quista pelos nossos governantes... e com tão bom feitio que nem se importa de ser censurada e que lhe amputem as exposições (foi o que lhe fizeram em Versalhes)... só para aparecer muito sorridente nas fotografias... agora a Paula Rego?! Essa velha inconveniente e desbocada, sempre a um passo de faltar ao respeitinho aos senhores ministros?!
Era o que faltava!!! Vá lá prá Inglaterra... e não chateie!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Facturas virtuais na saúde – mais uma ideia merdosa!


Da cabeça de um, ou de um molho de génios deste governo, brotou esta ideia peregrina de passar a apresentar aos utentes do Serviço Nacional de Saúde “facturas virtuais” onde conste o valor “real” dos tratamentos em urgências e consultas externas que, muitas vezes e como se sabe, podem atingir valores muito elevados.
Pois podem! E depois?!!!
Será, talvez, para que os utentes fiquem muito agradecidos ao senhor ministro e ao governo... como se o dinheiro do SNS fosse do senhor ministro, ou do governo!
Será, talvez, para que os doentes acabem por “incubar” um sentimento de culpa tal, que deixem de recorrer ao SNS, para ajudar a resolver a crise... como se o dinheiro que financia o SNS não tivesse já antes saído dos bolsos dos cidadãos, cujas prioridades, quando pagaram os seus impostos, não eram exactamente a manutenção dos carros topo de gama do senhor ministro e do governo e demais mordomias dos seus inúmeros “boys”.
Mesmo sabendo que nem todos os epectadores de ópera são ricos, ainda assim, gostaria de ver esta medida aplicada aos bilhetes da ópera. Seria também muito educativo se soubéssemos quanto vale, realmente, um bilhete para uma dessas produções multimilionárias, que não se pagariam a si próprias nem que estivessem seis meses em cena - quanto mais dois dias! – e nem que algumas das “madames” deixassem na bilheteira os casacões de peles.
Claro que estou a brincar! Defendo que os produtos culturais que não têm a penetração comercial suficiente para se bastarem... e que, com qualidade, sirvam as minorias interessadas neles e contribuam para a formação de novos e mais numerosos públicos, devem ser apoiados pelo (infelizmente, miserável!) Orçamento de Estado para a cultura.
Agora a sério... deixem os doentes paz, porra! Já não lhes basta estarem doentes?!!!
Dizem os génios que é uma “ideia-piloto”. Não sei, não... tive um vizinho que tinha um cão que tinha o nome de “Piloto”... mas juro que o animal não tinha estas ideias merdosas!