Miguel Sousa Tavares é assim como que uma espécie de máquina dispensadora de clichês reacionários. Os patrões enfiam-lhe as moedas e lá vão saindo as frases estúpidas que todos lhe conhecemos. Nesta campanha presidencial, o ladino Tavares, para além de ter reparado que “é tudo igual”, que “ninguém tem propostas”, que “não há jovens na campanha”... e as demais frases típicas de tasca, descobriu que «os candidatos só conseguem juntar pessoas em sítios onde eles não lhes podem fugir»... como centros de saúde, lares de idosos, mercados, locais de trabalho, etc.
Ando há dias para responder a isto sem me limitar ao óbvio, que seria chamar-lhe apenas imbecil... e isso para não exagerar. Não quero tomar as dores de outros candidatos, nem dos seus milhares de apoiantes que, independentemente das opções ideológicas, divergências e diferentes projetos para o país, fazem aquilo que acham melhor... e saem de casa, participam, empenham-se, vão votar, em vez de ficarem em casa com o rabo enfiado no sofá e a mandar bocas parvas como o ilustre Miguel Sousa Tavares.
A resposta de que eu precisava para “dinamitar” a palermice reaça do escritor/comentador, chegou-me na forma de um pequeno e bem feito vídeo que nos dá conta de vários passos na campanha do meu candidato, Francisco Lopes.
Tanta gente mais haveria para entrar neste vídeo! Tanto povo, tanta festa, tantos velhos despertos, tanta juventude alerta, tantas trabalhadoras e trabalhadores, tanta alegria, empenhamento, determinação, militância desinteressada, tantos sonhos... tudo coisas que dificilmente entram na cabeça do traste Tavares, que parece empenhado em, a cada dia que passa, deixar mais uma nódoa na memória de Sophia de Melo Breyner... o que não conseguirá!
À hora a que se publica este post, já estarei na caravana que levará Francisco Lopes até ao grande comício-festa no Teatro Garcia de Resende, em Évora, mais logo às 19 horas. Antes, estaremos em Vendas Novas e depois, já em Évora, daremos um passeio pelas ruas, usufruindo do belo ar que por aqui se respira.
Os leitores que não são desta “família” vão, certamente, desculpar-me este post tão abertamente de campanha. Quanto a todos os outros... um até logo!, mesmo àqueles que não vão poder estar fisicamente.
* José Carlos Ary dos Santos ("O sangue das palavras"). Para ler aqui.