Temo já saber tudo o que há para saber sobre as origens africanas de Barack Obama, sobre a sua “abertura ao mundo” (os iraquianos, afegãos e outros, têm-na sentido na pele)... ou sobre o "misterioso" reaccionarismo cavernícola e os fundamentos religiosos de Romney, pintalgados de pormenores pitorescos, como a proibição do consumo de café pela sua Igreja Mormon (o pior pesadelo de Joaquim Nabeiro!)
Ao longo dos últimos dias e com um verdadeiro pré-clímax ontem, terça-feira, as várias estações de televisão têm-me posto a par dos pormenores das duas campanhas presidenciais nos EUA. Um trabalho hercúleo!
Acabam de me dizer como está o ambiente em Nova Iorque... e é como se me ouvissem pensar “Pfff!... o que eu queria saber era como estão os eleitores de Detroit!”... e lá está, imediatamente, outro correspondente em Detroit dizendo que assim... e tal... até que voltam a adivinhar o meu pensamento “Grande coisa! O que eu queria, mesmo, mesmo, era saber qual o sentimento do cidadão comum de Washington!”... e zás!, lá está uma sorridente e enregelada jornalista portuguesa dizendo coisas, com carros a passar por detrás e ao fundo a Casa Branca... e foi isto o dia todo.
Os correspondentes habituais foram visitados por um batalhão de jornalistas de todas as estações de televisão, que se espalharam pelo território norte-americano, como um tiro de caçadeira disparado de longe e com chumbo muito “fino”.
Grande jornalismo!!! Isto, se não for apenas grande parolice e subserviência ao “império”.















