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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fim da crise – Não fumo desse tabaco...


E como que num passe de mágica... op-lá!”... acabou a crise e estamos a crescer!
E dirá algum dos leitores: então Samuel... também é pelo “quanto pior melhor”? Não festejas os números positivos?!
- Não... e também não!
Não, não defendo o quanto “pior melhor”! Nunca festejei. Ponto! Não, não festejo os “números positivos”. E porquê? Porque acho que “quanto pior, pior”... e enquanto tiver discernimento para perceber que uma qualquer melhoria - a dar-se - nos números da economia e do défice e do diabo a sete, foi conseguida com o sangue, suor e lágrimas dos mais indefesos, com o esmagamento de pensionistas e funcionários públicos, com a morte prematura de idosos sem acesso aos medicamentos e tratamentos, com o escorraçar de jovens para fora do país, com um aumento gigantesco do número de desempregados, sendo que metade nem subsídio de emprego já tem... tudo isto enquanto os ricos vão ficando mais ricos, a banca goza de protecção estatal e as grandes empresas fazem acordos milionários para sugar todo o dinheiro que é roubado a quem trabalha… ainda que reconheça os números, não, senhoras e senhores, não festejo porra nenhuma!!!
Mais... estou convencido de que este crescimento mágico é mais um número de vaudeville “martelado”, que serve de tempero para melhor se engolirmos a argamassa nojenta da nova e mais pesada austeridade que vem aí. Anunciada já como definitiva, quando todos tinham jurado que seria provisória.
É já história muito antiga. Todas os nossos males são anunciados como “provisórios”, mas, no fundo, todos sabemos que tudo é feito para que se tornem “definitivos”. É o “fado” português!

Pelo menos... enquanto o português for “suave”!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Passos Coelho – Como uma fossa séptica...


Aí está o agravamento da austeridade que Passos Coelho garantiu que não se daria! O agravamento de que não falou antes das Autárquicas, «para não espantar a caça», como disse Marques Mendes, numa escolha de palavras extremamente "elegante". 
Passos Coelho abre a boca e é como se fossemos atingidos por uma rabanada de vento vinda directamente de uma fossa séptica. O indivíduo rumina o próprio esterco das suas ideias putrefactas.
A miserável "hiena" seria risível, se a sua mania de falar num português indigente, cheio de frases “novas” e significados “criativos”, não estivesse directamente ligada à ruína do país, ao roubo dos seus recursos colocados nos bolsos dos amigos, ao esmagamento dos trabalhadores, tanto pelo corte generalizado dos seus meios de subsistência como pelo terror do desemprego gigantesco e crescente, fabricado exactamente para puxar para baixo os níveis salariais, ao êxodo de jovens, à morte prematura dos mais velhos e pobres.
E assim vemos o desfile das “requalificações”, das "modulações", das "refundações", dos “ajustamentos”, os “choques de expectativas” e toda restante tralha linguística com que este bandalho pretende confundir quem o ouve.
E assim chegamos a este apelo feito aos economistas, politólogos e comentadores em geral. O apelo para que façam os possíveis, nas suas intervenções públicas, nomeadamente nos meios de comunicação, por «reposicionar as expectativas» das pessoas.
Portando, caras amigas e amigos, quando um qualquer dos lacaios de serviço estiver a tentar lavar-nos o cérebro com mais uma dose do “pensamento único dos mercados”... na verdade, não estará!
Estará a “reposicionar as nossas expectativas”!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais medidas “austericidas” - Haverá alguém surpreendido?!


Como se tinha abundantemente prevenido... aí estão!
Mais austeridade!
Mais cortes!
Mais roubos!
Mais retrocesso!
Mais desemprego!
Mais insensibilidade!
Mais terrorismo social!
Mais mortes antecipadas!
Tendo a coligação governamental sofrido a tareia que se viu, nas eleições autárquicas... imagino o que seria se, durante a campanha, não tivessem cometido o acto profundamente cobarde e aldrabão de esconder estas novas medidas aos “distraídos” (e outros apenas politicamente mentecaptos) que ainda votam neles!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O que é que há, pois, num nome? *



“Nome da nova empresa ainda não está fechado” – diz a notícia a propósito da futura designação da gigantesca empresa que resultará da fusão da “portuguesa” PT e da brasileira OI, dirigida pelo "genial" Zeinal Bava, que antes dirigia a PT... e que há muito tempo "dirige" muitos milhões dos nossos parcos Euros para os seus bem recheados bolsos.
Atendendo ao destino que levou a PT, uma empresa construída ao longo de décadas com o dinheiro dos portugueses e com o esforço dos seus trabalhadores, empresa colocada nas mãos vorazes dos privados por governantes criminosos que, desta maneira, delapidaram o Estado, privando-o de uma das suas fortes fontes de rendimento e soberania... que tal estas sugestões de nomes:
“Roubo de Património do Estado”
... ou, dado o pendor mais brasileiro da nova empresa,
“OI! Ó prá nóis a esmifrar os dinheiros públicos para encher os bolsos dos privados!!!”
Pronto... podem não ser grandes nomes para uma empresa, sobretudo o segundo, que é um bocado extenso... mas se me ocorrer coisa melhor, depois digo.

* "O que é que poisnum nomeAquilo a que chamamos rosamesmo com outro nomecheiraria igualmente bem." – disse W. Shakespeare.   no caso do assunto deste post… cheiraria igualmente mal!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Rui Machete – Gente fina é outra coisa!


O "surpreendente" Rui Machete já tinha metido os pés pelas mãos nesta estória das acções da SLN, quando pretendeu não saber o preço por que lhe tinham sido oferecidas e posteriormente compradas... uma forma de “justificar” um favor de uns bons milhares de euros, feito pelos seus amigalhaços, na mesma época em que estes fizeram exactamente o mesmo “favor” ao outro amigalhaço, Cavaco Silva.
Logo, ser ou não verdade que o senhor ministro foi accionista da empresa que era dona do BPN, não é questão que se ponha. Foi! Ponto!
Já o facto (esta chatice dos factos!) de ter aparecido uma carta em que, anos antes de se ter demonstrado que ele foi accionista, o senhor Machete negava, preto no branco, ter que ver fosse o que fosse com o BPN, negando ser, sequer, depositante, quanto mais accionista... merece um pouco mais de atenção.
Na verdade, merece logo toda a atenção o palavreado do espertalhaço: a mentira descarada e por escrito sobre a sua condição de accionista... é, afinal, uma «incorrecção factual» sem intenção de ocultar a posse das acções.
Ou seja: um ladrão participa num assalto a uma loja (nada que se compare com o gigantesco assalto dos bandidos do BPN aos bolsos dos portugueses!) e, compreensivelmente, tenta negar a sua participação no assalto, mesmo perante provas irrefutáveis fornecidas pelas câmaras de vigilância. Está sempre a acontecer.
Pergunta:
Em que degrau da “escada social” é que um comprovado delinquente deixa de ser um “sacana de um ladrãozeco” que, em desespero, mente descaradamente para tentar salvar o coirão... para passar a ser um respeitável membro da sociedade, merecedor da total confiança do senhor primeiro-ministro Passos Coelho e que, no máximo, comete inocentes “incorrecções factuais”... mas sempre, sempre sem intenção de ocultar o que quer que seja?

domingo, 22 de setembro de 2013

António Mexia - Hoje deu-me para “concordar”...


António Mexia, o presidente executivo da EDP, deu uma entrevista em que aponta o dedo e deixa avisos mais ou menos ameaçadores aos juízes do Tribunal Constitucional. Diz que se estes persistirem nesta teimosia de não deixar passar as propostas (ilegais) do Governo... serão os culpados de um novo “resgate” a Portugal.
Leio as declarações de Jerónimo de Sousa, indignado com Mexia e as suas fugas de milhões em dividendos para esconderijos fiscais... e concordo com ele.
O problema é que, lendo também a explicação que o presidente da grande e lucrativa companhia eléctrica roubada ao povo português deu para a impossibilidade de a economia poder suportar e comportar o estado social, entre outras coisas... fico igualmente tentado a “concordar” com ele.
Ora pois então não é?! – digo eu. Claro que a "economia" não pode comportar ensino público de qualidade, Serviço Nacional de Saúde, reformas, pensões, subsídios de desemprego e pequenos e pontuais apoios sociais!

A "economia" já está totalmente ocupada - e exangue - a comportar os ordenados gigantescos, os prémios exorbitantes, os carrões de luxo, os cartões de crédito ilimitado, as prendas prá esposa e prá amante, as prendas pró esposo e pró amante, as viagens de sonho para toda esta gente, as mansões prá famelga e os apartamentos chiques para “as outras”, os colégios finos e universidades estrangeiras para a numerosa filharada… e todas as demais benesses multimilionárias de que desfrutam à tripa forra todos filhos da puta sem um pingo de vergonha na cara… como António Mexia!!!

sábado, 31 de agosto de 2013

Passos Coelho – Reles lacaio!


Já que não o deixaram ir para a frente com medidas ilegais, contra a Constituição da República... Passos Coelho ameaça com alternativas que podem incluir medidas “ainda mais injustas” (?)... e, claro, «um segundo resgate».
Tudo isto se Passos Coelho e os seus celerados ajudantes não conseguirem rapidamente uma posição com suficiente visibilidade e bom ângulo para«sinalizarem» os seus rabos de lacaios, enquanto baixam as calças à frente dos patrões alemães e derivados.
Estarei sempre aberto a que me provem que Passos Coelho é amigo do seu amigo, bom pai e excelente esposo... mas rais ma partam se, enquanto governante, o homem não é capaz de fazer as melhores imitações de um reles canalha que me têm sido dado apreciar!!!
Mais... estou convencido de que estes alternadíssimos filhos da dita, convencidos que estão de não poderem, com esta política de desastre, cumprir nenhum dos objectivos e compromissos que assumiram perante os donos... procuram, desesperadamente, qualquer pretexto que lhes sirva para pedirem um segundo resgate!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A gangrena


A ministra Maria Luís Albuquerque, que comprou "swaps" quando estava na REFER, convida para secretário de estado do tesouro Joaquim Pais Jorge, aquele que (entre outros) os vendia. Rui Machete diz que não sabia de nada do que se passava no BPN... e nem sequer achou estranho que umas acções valorizassem, em tão pouco tempo, em 150%, sem ser à custa de algo muito escuro. Tal como aconteceu a Cavaco Silva, com uma mão cheia de acções da mesma "família".
Não sabiam de nada. Não se lembram de nada. A cada sacudidela na memória, imposta pelas perguntas e revelações de documentos... lá se vão lembrando, a custo, disto e daquilo. Seja como for, nada que lhes active o “chip” da vergonha na cara.
Enquanto o país dos pagantes vai fazendo contas à vida, para saber de onde pode ainda tirar os milhares de milhões de euros que estas gigantescas trafulhices podem custar, os meliantes defendem-se uns aos outros, contratam-se uns aos outros, protegem-se uns aos outros... mentem como se não houvesse amanhã!
Sem qualquer convicção definitivamente formada sobre as suas implicações em todas estas trafulhices e uma mais do que modesta esperança de alguma vez os ver no banco dos réus, pergunto apenas:
Que favores mútuos ligam toda esta gente? Que segredos guardam uns dos outros? Que “luvas” os comprometem? Em que mais "negócios" sujaram as mãos? A quem obedecem?
Como é que, perante aquilo que seria uma vergonha insuportável para qualquer pessoa... este secretário de Estado ainda não se demitiu, ou foi demitido? Como é que a sonsa da ministra das Finanças, ou o sonso do  ministro dos Negócios Estrangeiros ainda estão instalados nos seus confortáveis gabinetes ministeriais? Como é que "aquilo" chegou a Presidente da República?
Como atacar esta doença que ameaça de gangrena todo o país... e a própria noção de cidadania e democracia?

sábado, 27 de julho de 2013

Maria Luís Albuquerque – Uma questão de “intensidade”?




Já não está em causa se a dona Luís sabia ou não sabia do problema dos swapSabia! Já não está em causa se na passagem das pastas ministeriais houve muita ou pouca informação. Houve informação! Já não está em causa se os swap são pouco ou muito ruinosos para o Estado e as empresas. São ruinosos!
Não se trata, portanto, como costumam discutir alguns comentadores de futebol a propósito das faltas que acham dignas de cartão... de uma questão de “intensidade”.
Esta novela da dona Luís e dos swap lembra-me a estória de uma jovem senhora que se preparava para entrar no gabinete do marido, administrador de uma empresa... e foi barrada à porta pela velha secretária do marido, que já tinha antes sido secretária do seu pai, o dono e fundador da empresa... que lhe atira, embaraçada:
- A menina Cristina não entre aí!
- Mas não entro porquê dona Fernanda? Ele está nalguma reunião?
- Não... mas não entre!
- Mas não entro porquê?! Desembuche lá...
- Olhe menina... não há outra maneira de dizer isto: o seu marido está lá dentro com a sirigaita das fotocópias... assiiiimmm!!! – e acompanhou o “assim” com gestos que indiciavam grande agitação de pernas e braços.
A pobre Cristina entrou disparada no gabinete e segundos depois saiu com cara de poucos amigos.
- Olhe lá, Fernanda... você está maluca, ou o quê?!
- Mau! Não me vai dizer que ele não está lá enrolado no sofá com a sirigaita...
- Está!!! Está... mas não está assiiiimmm!!!, como você disse!
E pronto. A questão não é saber se a senhora ministra Luís mentiu assim... ou assiiiimmm!!!.
Mentir, nas condições, local e situação em que o fez, é motivo para demissão do cargo e não apenas uma “coisa feia”.
É um crime!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Isto está a correr bem...


Ataca-se toda a economia que ainda estava na esfera pública, para colocar milhões e milhões nas “milagrosas” mãos dos privados, capazes de uma “gestão de excelência”.
Para arrasar o que resta de Abril ... e aumentar a competitividade do país.
Tripudia-se o conjunto de direitos dos trabalhadores, destruindo as leis do trabalho, precarizando o trabalho, desvalorizando o trabalho.
Para “flexibilizar” o mundo do trabalho... e aumentar a competitividade do país.
Ataca-se todo o universo de trabalhadores do Estado, prejudicando serviços, cobrando o que deveria ser gratuito, cortando cegamente o que não deveria ser cortado.
Para “emagrecer” o Estado... e aumentar a competitividade do país.
Produz-se uma geração de jovens condenados ao desemprego, à casa dos pais para lá dos trinta anos de idade, ou em fuga para o estrangeiro.
Para “domesticar” o povo... e aumentar a competitividade do país.
Taxa-se a miséria e as poucas perspectivas de conforto de milhares de reformados e pensionistas.
Para dar “sustentabilidade” ao sistema... e aumentar a competitividade do país.
Os resultados aí estão. Brilhantes!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CTT – Anúncio de mais um roubo


Alguém duvida de que os putativos interessados na compra dos CTT estão a pensar apenas nos chorudos lucros que daí poderão espremer?
Alguém duvida de que esses chorudos lucros são garantidos apenas pelos grandes centros populacionais e tráfego internacional (por exemplo), ou seja, o “lombo” do negócio?
Alguém duvida do profundo desprezo a que serão votados os “ossos” do negócio, ou seja, o serviço às populações isoladas, ao interior... e, mesmo nas cidades, a tudo aquilo que não dá lucro imediato?
Alguém duvida do profundo desprezo que essa gente tem pelas centenas, ou milhares de “colaboradores” que será “obrigada” a “dispensar” quando decidirem “reestruturar” e “racionalizar” a empresa?
Daí, eu achar muito bem que o PCP (e quem mais se lhe juntar) questione e denuncie mais este assalto anunciado a um serviço público construído ao longo de tantas décadas com o esforço dos contribuintes portugueses e dos trabalhadores dos CTT.

Governo e corte de pensões – Que tal esta medida alternativa?



O novo presidente da UGT, Carlos Silva, perdeu-se um pouco no “emaranhado” de versões sobre o que ele próprio terá dito a propósito das declarações de Pedro Passos Coelho, quanto à possibilidade de o governo “abdicar” da nova taxa sobre as pensões.
Primeiro, gostaria de dizer que a palavra “abdicar” aplicada neste caso, soa algo estranha. Se um ladrão desistir (ou for impedido) de roubar a carteira a uma velhota que está, indefesa, sentada num banco de jardim... poder-se-á dizer que o ladrão abdicou da carteira?
Neste caso, ainda é mais deslocada, já que, como o próprio Carlos Silva afirmou, Passos Coelho não está disposto a “abdicar” do roubo das pensões “coisíssima nenhuma” (como diria o senhor Vítor Gaspar), antes exige, com a suprema lata que é seu timbre, que a oposição e os parceiros sociais assumam a responsabilidade de encontrar uma medida “alternativa” que equivalha ao montante do roubo anunciado.
Diria que Carlos Silva perdeu uma ocasião de apresentar uma medida “alternativa” que, apesar de não estar quantificada em milhões de euros, pode, a prazo, ser a solução para este e muitos outros problemas do país e que é:
Exigir a demissão deste governo e, sobretudo, o fim desta política!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pequena revista de fim de semana


Quanto mais não seja para demonstrar que, não poucas vezes, a palavra “revista” remete efectivamente para o imaginário do “Parque Mayer” (mas sem graça)... destaco dois acontecimentos:
1. Marques Mendes, Conselheiro de Estado (rais ma parta se entendo porquê!!!), resolve “anunciar” uma reunião do Conselho de Estado, antes de o PR o fazer e alegando não conhecer a agenda... o que quer dizer que a dita reunião até podia ter lugar para tratar de algum assunto secreto, de segurança nacional... dispensando bem a extemporânea publicidade.
A demonstrar que a pequenez só muito raramente tem alguma coisa que ver com questões físicas.
2. Adepto, desde há muitos anos, da aquisição regular de conhecimentos sobre os comportamentos humanos, assisti, ontem pelas 19 horas, a uma aula sobre o tema “A ausência de limites para a lata”, aula ministrada pelo senhor doutor Paulo de Sacadura Cabral Portas.
E que grande "aula" que foi!!!

sábado, 4 de maio de 2013

Mais austeridade – Assim à primeira vista...


Não tenho palavras “inteligentes” para comentar as anunciadas novas medidas do governo, medidas que insistem de forma demencial nos erros que provocaram a catástrofe social em que vivemos, aumentando a sua dose em vez de os corrigir ou mudar de rumo.
Apesar da minha falta de ferramentas de análise política ou económica, há, ainda assim, algumas classificações que me ocorrem:
“Canalhice”
“Crime organizado”
“Protofascismo”
“Terrorismo de Estado”

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Eufemismos


Quantos mais eufemismos, como “produtos de risco”, teremos que suportar, no lugar da verdadeira designação deste fenómeno dos “SWAP”?
Na minha opinião ficaria tudo mais claro se lhe chamássemos:
Roubo
Pouca vergonha
Capitalismo de casino
Jogo na “dona branca”
... ou então, em alternativa, ser explicado a preceito, como fez o deputado Bruno Dias neste vídeo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Matam-se já estes...


Matam-se já estes... que são os que se mexem menos e não podem ir a lado nenhum! - parecem dizer os “governantes” que o capitalismo selvagem encarregou de cuidar dos seus negócios em Portugal.
Pode até ser que, ao de leve, muito ao de leve, eventualmente... os interesses dos multimilionários, dos especuladores, dos lavadores de dinheiro, dos que fogem com milhões para paraísos fiscais, sejam tocados, simbolicamente, um dia destes... vamos a ver...
Pode ser... mas o facto de, para além das malfeitorias que por aí vêm para “contornar” (termo mais acanalhado!) o chumbo do TC, a primeira medida que saiu das cabeças de “Gaspar, Passos & Cia. Lda.” ser o roubo de (mais) uma parte dos magros subsídios devidos aos trabalhadores desempregados e aos doentes, mostra bem o calibre de canalhas com que temos que nos bater.
Como se não bastasse, depois ainda tenho que dar “explicações” a uns maduros que ficam chocados e com dói-dói se eu aqui chamar filhos da outra... a estes grandecíssimos e alternadíssimos filhos da dita!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ferreira do Amaral e eu – Juntos contra as “PPP”


O senhor ex-ministro de Cavaco Silva, Joaquim Ferreira do Amaral, diz que as “PPP” são uma erva daninha terrível, que foram um grande desastre e que não concorda nada com aquilo.
O senhor ex-ministro de Cavaco Silva, Joaquim Ferreira do Amaral, diz que no seu tempo não houve dessas falcatruas, disfarçadas com o pomposo nome de “Parcerias Público-Privadas”, mas que são, na verdade (isto já sou eu que digo), uma forma de alguns amigalhaços privados de gente que “foi ao pote” do Governo, roubarem descaradamente o erário público.
Estou muito de acordo com o senhor ex-ministro de Cavaco Silva, Joaquim Ferreira do Amaral! Também abomino o roubo “legal” de milhões e milhões de euros dos contribuintes, que vão parar aos bolsos dos donos dos negócios da saúde, educação, energia, banca, comunicações, etc., etc.
Ainda assim, apenas para colocar o assunto em perspectiva, lembro que o senhor ex-ministro de Cavaco Silva, Joaquim Ferreira do Amaral, foi o ministro das Obras Públicas que “negociou” com o consórcio Lusoponte a construção e posterior exploração da Ponte Vasco da Gama, consórcio que acabou por sacar “direitos” sobre a “outra” ponte sobre o Tejo (a tal de que não se diz nunca o nome), mais alguma que se venha a construir, seja pela Lusoponte ou não... e creio que até sobre qualquer “ponte” que uma Junta de Freguesia de Trás-os-Montes construa no jardim da sua aldeia.
Lembro ainda que o senhor ex-ministro de Cavaco Silva, Joaquim Ferreira do Amaral, fez o negócio de uma maneira em que só a Lusoponte é que ganha e só nós é que pagamos.
Lembro ainda que o senhor ex-ministro de Cavaco Silva, Joaquim Ferreira do Amaral, saltou para a Administração da Lusoponte assim que deixou de ser ministro de Cavaco Silva.
Ainda assim, estou de acordo com o senhor ex-ministro de Cavaco Silva, Joaquim Ferreira do Amaral! As “PPP” são uma bela falcatrua... e, como ele bem diz, a Lusoponte não é uma “PPP”. Aqui para nós... acho que é uma “VCFA – Vamos Cevar o Ferreira do Amaral”.
Alguém me pode dizer por que cargas de água é que, para além de sustentarmos principescamente estes pascácios... ainda temos que os ouvir?

sábado, 9 de março de 2013

António Borges – Um ser infecto...


António Borges é um salafrário viveu toda a sua inútil vida de parasita como lacaio da pior escória do capitalismo selvagem e sem pátria. Recentemente, decidiu cravar os dentes nas veias dos trabalhadores portugueses. Só do seu “part-time” como consultor do governo, ganha cerca de vinte e cinco mil euros mensais pagos directamente pelos contribuintes. O salafrário acha que «o ideal era que os salários descessem», juntando assim a sua extremamente bem paga opinião à polémica sobre a descida, ou subida do Salário Mínimo Nacional.
Esta posição de António Borges pode querer dizer muita coisa... mas uma quer dizer de certeza:
grandecíssimo "filho da puta" que, evidentemente, sabe bem que são estes a quem quer baixar os salários que lhe pagam o estilo de vida milionário, mostra que para além de gostar que os "seus" euros corram como um rio, todos os meses em quantidades descomunais para a sua conta bancária... gosta também que eles venham a saber a sangue e a morte!
Façam-me o favor de não me perguntar o que é que eu desejaria que acontecesse a este tipo de bandalhos, caso os ventos da História, juntamente com o nosso esforço, nos proporcionassem uma nova Revolução. Receio que a minha resposta dê cabo do pouco que resta da minha antiga imagem de “boa pessoa”!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Governo Passos/Portas – Porque não vão pedir à fada?


Enquanto Seguro que ver políticos, e não técnicos, na delegação da “troika”, Paulo Portas assume a escrita do guião da farsa em que pretende solicitar mais tempo para encontrar onde cortar quatro mil milhões de euros aos ordenados, pensões e poupanças dos portugueses... fazendo de conta que está a cortar na “despesa”, ou... com a justificação ainda mais inverosímil, pronto... aldrabona, que é como quem diz, vigarista, de estar a reestruturar o Estado.
Embora não o admitam em público, todos estarão concentradíssimos a pedir a intervenção mágica de Angela Merkel, a sua “fada-madrinha”.
Adenda: Reparo agora que ao legendar a fotografia a minha dislexia (ou disgrafia) fez, mais uma vez, das suas... e troquei um poucochinho o nome à frau Merkel. Paciência! Agora já não tenho pachorra para ir fazer tudo de novo...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

BPN – Das duas uma...


Entretanto, impassível e absolutamente indiferente às estórias, mentiras e anedotas com que se tenta “enevoar” o escândalo do BPN, com ou sem o mitómano Franquelim... o respectivo “buraco” não cessa  de crescer.
Todos iremos pagar – já estamos a pagar – um roubo de que ninguém parece, sequer, querer divulgar os números exactos.
Entretanto, impassível e absolutamente indiferente às estórias, mentiras e anedotas com que se tenta “enevoar” o escândalo do BPN... parece perfilar-se no futuro o típico desenlace mafioso, em que apenas um, Oliveira e Costa, será sacrificado em representação de toda a famiglia, arcando com as responsabilidades da gigantesca tramoia sozinho e deixando de fora os grandes figurões que com ele roubaram milhões e milhões... que nunca pagarão.
Das duas uma: ou Oliveira e Costa tem muito medo... ou foram-lhe feitas grandes promessas!!!