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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Recorrente...

 


Político inútil, 

músico amador e egoísta:

Aquele que quando se apanha “lá”… 

só pensa em “si”.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Duarte & Companhia (*)









O senhor Duarte, pensionista de luxo da República sem ter feito nada para o merecer… diz que o hipotético despejo do senhor Juan Carlos em Portugal seria muito bom para o turismo.

Primeiro… esta do turismo, se não envolver jaula para ir ver o “macacão” corrupto… não estou a ver.

Segundo e mais importante, dado ter alguns amigos que sonham com o regresso da monarquia, mesmo nunca lhes tendo perguntado em que moldes… sou solidário com o embaraço que devem sentir de cada vez que este inútil senhor Duarte bolça patetices deste calibre… mostrando estar prontíssimo para ser rei de tudo, farturas, frangos, leitões, sucata, móveis usados, bifanas… tudo, menos de um país.


(*) Com um pedido de desculpa ao Rogério Ceitil e todo o elenco da “mítica” série de televisão estreada em 1985.


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Donald John Trump




Nesta altura (1964) é que alguém deveria não ter deixado escapar a oportunidade de lhe varrer este sorriso alvar do focinho!

Para sempre!

domingo, 10 de novembro de 2013

"Ranking" de escolas - Receita para uma fraude


Tomem-se quatro escolas.
1. Um colégio privado de luxo, caríssimo, frequentado exclusivamente pelos filhos da alta e altíssima burguesia, recheado de betinhos e betinhas com as vidas já apontadas para os cursos superiores que têm já o pai, a mãe, os irmãos mais velhos, todos estes com capacidade para enquadrarem e apoiarem os jovem estudantes, servidos em casa por empregada que lhes confecciona os lanches a horas (ou tira os caroços das cerejas, como fazia a empregada da “infeliz” mandatária para a juventude de José Sócrates), que têm nos seus quartos individuais computares topo de gama, etcetcetcetc... ad nausea.
2. Um colégio privado daqueles que vivem do roubo que alguns oportunistas organizaram, no sentido de desviar do ensino público as verbas que permitem a alunos que, embora com menor “poder de compra” ainda têm um ambiente familiar propício ao seu desempenho escolar e actividades lúdicas e transportes confortáveis para a escola, proporcionados pelos tais fundos roubados aos alunos mais necessitados do país.
3. Uma escola pública situada, digamos, numa pequena cidade ou vila do interior, onde tudo fica perto, onde a escola fica à distância de apenas uma ruas, permitindo o gozo de tempos livres entre amigos e família, em segurança e com qualidade de vida. Uma escola onde os mais pobres têm lugar, apoio público, em alguns casos, transportes fornecidos pela autarquia... e onde a meia dúzia de casos “complicados” vindos de famílias desfuncionais e outras realidades semelhantes, estão devidamente identificados e acompanhados.
4. Uma escola pública do subúrbio de uma grande cidade do litoral, com a sua mistura feita de muitas centenas (quando não são milhares) de alunos provenientes de famílias de trabalhadores do estado, de trabalhadores do privado com poucas posses, pescadores, operários, alunos vindos de todo o lado, desde bairros pacatos, aos chamados “problemáticos”, representando várias etnias, várias culturas, várias “línguas-mãe” e um empenhamento na aprendizagem que pode ir do razoável até ao zero.
Em todas estas escolas há excepções. Em todas há estudantes estúpidos como portas. Em todas há miúdos geniais... independente da ajuda ou do travão constituído pelo seu meio ambiente social e familiar.
Posto isto... digo eu, que pouco entendo de pedagogia, que não há forma de comparar estas escolas! Não há uma forma de juntar todas estas realidades diversas, a que se pode juntar a motivação, ou ausência de motivação de um corpo de docentes sujeitos diariamente a este habitat, que pode ir do prazeroso ao terror, da realização pessoal e profissional à humilhação das agressões sofridas dentro da sala de aula... e estabelecer uma classificação (ou ranking, que é mais fino) minimamente credível. A única forma de fazer uma hierarquização minimamente séria de escolas, nestas condições, seria levando a cabo estudos de uma tal complexidade que, a chegarem a algum lado, não seriam “legíveis” por pessoas fora do sistema.
Resultado: atiram-se os dados todos para dentro de um computador, mistura-se tudo, divide-se pelo número que tiver que se dividir... e dá um “ranking”. Ainda por cima, no caso deste “ranking” com que agora não se calam, recorreram apenas às médias das notas nuns exames... o que nunca servirá para definir uma escola, em toda a sua complexidade, mas apenas os alunos que fizeram esses exames específicos.

Desculpem estar a (tentar) ocupar um espaço tão grande do vosso domingo com esta divagação pela qual, provavelmente, pouco interesse terão, embora isso não me faça sentir sozinho, porque felizmente não estou... mas tudo isto vem a propósito de uma cena vista num canal de televisão, durante um noticiário.
Um senhor (de quem não fixei o nome) com ar moderado, sereno, dando mostras de dominar os temas de que estava a falar, explicava por palavras de uma simples e clara erudição, tudo isto que eu acabei de vos dizer desta minha forma atabalhoada, tentando demonstrar que um “ranking” de escolas, a ter alguma vez alguma utilidade (isto já sou eu que digo), teria que ser feito honestamente, separando o que não é miscível... não comparando o que é incomparável.
O pivot da televisão, sem o deixar sequer acabar o raciocínio, atira-lhe, cortante, e num tom de pouquíssimo velada censura:
- Quer dizer que o senhor está a desvalorizar estes números?!!!
E o “senhor”, realmente como um senhor, disse que não… e repetiu praticamente tudo o que tinha dito antes... mas numa linguagem própria para ser usada num infantário.
Atendendo ao facto de que o negócio do ensino privado envolve muitos milhões e que, não poucas vezes, roça a falcatrua, a fraude, a corrupção (é sempre bom ver, ou rever este trabalho jornalístico sobre o tema!), é evidente que esta teimosia em repetir que no “ranking” das escolas, as primeiras não sei quantas da lista são escolas privadas, constitui um gigantesco anúncio publicitário, a valer muito... e que alguém paga.
Resta saber quantos jornalistas e comentadores o fazem de forma corrupta, ou quantos apenas não se importam, para agradar aos patrões... de se fazerem passar por estúpidos.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Momentos televisivos para a História


Na “SIC”, ontem, durante o "Jornal das oito", deram notícia de um momento "histórico" passado num outro canal da mesma estação. Aí, o lamentável Mário Crespo entrevistara Octávio de Oliveira, secretário de Estado do Emprego. A certa altura, achou por bem contar-lhe a estória de uma sua amiga licenciada a quem os serviços de emprego não apresentaram mais do que ofertas de estágios para cabeleireira, ou jardinagem.
Não quero, nem por sombras, desvalorizar as dificuldades da jovem amiga de Mário Crespo. O que me impressionou foi a “solução” oferecida pelo secretário de Estado... mais palavra menos palavra:
“Terei todo o gosto , de forma discreta e recatada, de acompanhar essa situação”
Nem quero saber como é que o senhor vai fazer para, pessoalmente, resolver e "acompanhar" os caso do milhão de portugueses desempregados, de uma forma “discreta e recatada”... sob pena de este momento televisivo passar a ter um nome bastante feio!
Duas coisas sei:
1.  O senhor Mário Crespo não devia ter a carteira de jornalista há muito tempo!
2.  O governante em causa devia ser demitido ainda hoje!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Portugal/Angola – Vida difícil...


Por mais insólito que pareça, continuam a existir em Portugal governantes, empresários e donos de jornais e televisões, convencidos de que os “pretos de Angola” ainda vivem em cubatas, não têm acesso a internet, nem jornais, nem televisão... nem têm representantes em Lisboa, nem telefones... e, sobretudo, que são dirigidos por governantes a quem ainda basta, como se usava há alguns séculos, oferecer umas bugigangas mais ou menos brilhantes, para que se curvem e digam “sim, patrão!, sim, patrão!”.
Só isso pode explicar a imbecilidade dos membros do governo português que, perante a visível irritação do senhor todo poderoso de Angola e a gravidade da situação, optam por “desvalorizar” a crispação entre os dois países. Só isso pode explicar a imbecilidade - bastante insolente, diga-se! - deste notícia de um grande semanário que exibe este título desrespeitoso:
Amaciar!!! Não é um belo conceito? Lembra imediatamente passar a mão pelo pelo, ou intrujar, ou paternalismo sonso, ou pagar umas “luvas”... ...
Infelizmente, a verdade é que a crispação existe mesmo, tal como existe, de um lado e do outro, muita gente disponível para passar e deixar passar a mão pelo pelo, para receber e pagar “luvas, para intrujar e deixar-se intrujar.
Toda esta reflexão vem a propósito de uma notícia que nos leva de novo ao título desta prosa, notícia que nos dá conta de que a vida está muito difícil, até para os relativamente grandes, por aquelas bandas africanas... desde que estes não sejam membros da família mais chegada, ou amigos indiscutíveis do Presidente.
Basta ver o triste caso deste general angolano que por ser, apenas, casado com uma sobrinha de José Eduardo do Santos, já não pode aspirar à “nata” dos negócios que estão reservados, por exemplo, à “herdeira” Isabel dos Santos... tendo que se contentar – o infeliz! - com a lavagem de uns dinheiros sujos, no estrangeiro, e à abjecta actividade do tráfico de mulheres.
As autoridades brasileiras, segundo parece, não tiveram dúvidas em acusar o general, que tem neste momento um mandato para a sua captura... o que me deixa a seguinte dúvida, que parece legítima:
Eduardo dos Santos vai também fazer um discurso em que deixa cair a “parceria estratégica” com o Brasil? E se algum dos seus familiares miraculosamente endinheirados, ou um qualquer dos seus generais (alegadamente) corruptos se deixar apanhar na China?!!!
Aí... a coisa começará a complicar-se muito!!!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Correio da Manhã – Por exclusão de partes...


Recortadas para o lixo as notícias da bola e uns anúncios, restou-me esta parte superior da capa do CM, onde se podem ler quatro títulos. Em pequenino, os casos de polícia do “violador de Telheiras” e de mais um caso de violência doméstica a acabar em morte. Estes, embora me fosse muito difícil aceitar atenuantes, caso fosse juiz ou acusador do Ministério Público... podem sempre alegar “doença”, ou “insanidade mental momentânea”. Por exclusão de partes ficaram estes dois títulos em letra maior. Para estes não encontro um vislumbre de desculpa.
“Pensão de viuvez com corte acima dos 629€”
“Crimes de corrupção sem castigo em Portugal”
Embora estes dois títulos estejam intimamente ligados, quero tecer sobre eles curtos comentários... em separado.

1. Uma trabalhadora ou um trabalhador chegam ao fim da vida, tendo, nos seus últimos momentos de lucidez, o magro consolo de deixarem uma parte da sua reforma, que irá ajudar a viúva ou viúvo a, para além da infelicidade da viuvez, não caírem na miséria. Ora... nada feito! Mostrando o lado mais abjecto do seu carácter, os criminosos que nos governam, a pretexto de existirem umas quantas pensões muito altas... vêm roubar parte do dinheiro do falecido.
É perfeitamente normal! Se esta canalha, com as suas políticas terroristas e brutais, não respeita nem os vivos que poderiam, eventualmente, ripostar... porque haveriam de respeitar os mortos?!
2. O rácio entre crimes de corrupção (que se conhecem, que entram pelos olhos dentro, ou de que se desconfia) e o número de corruptos que é condenado por esses crimes... é miserável.
É perfeitamente normal! Se fossem presos todos os corruptos... como é que o senhor Presidente da República, os governantes de muitos anos de “arco da governação”, os banqueiros, os grandes gestores, etc., etc., etc... poderiam continuar a organizar jantares com amigos?!

domingo, 6 de outubro de 2013

Rui Machete – Rasteiro, rasteiro...





Claro que o indigente Passos Coelho mantém a confiança em Rui Machete! Porque não? Está ao seu nível... trata-se apenas de uma «afirmação infeliz», está certíssimo!
Ainda assim, a minha fraca inteligência não atinge como é que, depois das mentiras descaradas sobre as acções da SLN, depois dos prémios de presença pagos com esquemas de fuga ao fisco... depois desta vergonha da entrevista à rádio angolana... este pobre “palhaço rico” ainda tem condições para se manter como ministro.
Isto não classifica Machete... pois este já nem precisa de classificação. Isto classifica o nível miserável do governo a que pertence:
Abaixo de cão! Desculpem-me os pobres canídeos...

Adenda:  Só esta notícia escandalosa seria o suficiente para levar à demissão do ministro, caso este tivesse uma réstia de vergonha na cara.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ensino – A interesseira cobardia




Não sou pessoa para encontrar “vantagens” nos tempos do regime fascista em Portugal... a não ser as explicadas pelas naturais saudades da juventude e de uma certa forma mais simples de viver, desde que essa “simplicidade” não esteja directamente ligada à miséria.
Posto isto, não tenho pejo em lembrar que o ensino nos tempos da “escola fascista”,  tinha campos muito bem definidos e oficialmente assumidos: um ensino privado pouco mais que residual, reservado à elite das elites... e o ensino público, claramente dividido entre o ensino para os mais ou menos ricos (os liceus), para os mais ou menos pobres e remediados (as escolas comerciais e industriais) e para os mais pobres... que acabava na quarta classe... se o aluno lá chegasse e tivesse sequer, ido à escola.
Lá em cima, o ensino universitário, como era evidente, estava reservado às elites e aos filhos de remediados, cuja inteligência e empenho pudesse convencer os pais a fazerem o gigantesco sacrifício de fazerem os seus filhos “doutores”. A única alternativa era aceitar o “patrocínio” (quase sempre um investimento) da “madrinha” da família rica lá da terra... e aceitar tornar-se padre.
Hoje, como podemos verificar todos os dias, temos exércitos de ex-governantes que se serviram das sua passagens por governos do PSD/CDS ou do PS e respectivas bancadas parlamentares, para legislar e contratualizar a seu favor o financiamento do enxame de escolas privadas que por aí vemos, financiadas pelo dinheiro que é roubado à Escola Pública.
Quanto à tal Escola Pública, definha a cada dia que passa. É uma vítima nas mãos de lacaios dos interesses privados, que vão fazendo tudo o que podem para a estrangular e destruir.
Hoje, o Estado e o ensino estão nas mãos de saudosos da “escola fascista”... mas invertebrados, incapazes de ter a coragem de admitir a sua opção, escondendo-se cobardemente atrás de explicações supostamente “técnicas”, de “eficiência”, de “liberdade de escolha”, de “menos Estado”... os vários eufemismos que usam para falar das suas contas bancárias e escamotear o seu ódio de classe.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Rui Machete – O irrepreensível


Tal como Jerónimo de Sousa, também vejo que o problema é o governo num todo e as suas políticas... e não este ou aquele fulano em particular. Claro que vejo! Só que isso não me impede de apreciar o facto de este governo ter fulanos verdadeiramente supimpas.
Este, por exemplo, que durante uns tempos continuará a originar ruins manchetes... acha que a “podridão” está do lado dos que ousam questionar a sua passagem pela cúpula do BPN, o tristemente célebre banco laranja, cujo banditismo (por hora impune) todos estamos a pagar.
Mas vamos ser caridosos e aceitar que, como dizem os seus comparsas, o currículo do homem é um livro aberto. Isto, independentemente de, ostensivamente, numa manobra parvamente sonsa, dirão alguns, mas certamente apenas por esquecimento, lhe faltarem uns pedaços...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

País de opereta


Fantástico! Se vencer as eleições... espero que a penitenciária tenha um bom auditório, com as condições técnicas necessárias para a realização das assembleias de eleitos, mais os eleitores que queiram assistir e participar nas sessões.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Passos e Portas - Refundar o programa... reafundar o país!


Enquanto dura a incerteza sobre o desenlace da farsa, entre compras e vendas de “personalidades” ministeriáveis, na dúvida persistente e lancinante sobre o regresso ao governo por parte de Portas... e, a regressar, quais os novos “negócios” de que se encarregará... salta à vista este título:
A lembrar o velho slogan de tom anarquista e fino humor:
“Queremos mentiras novas!”

terça-feira, 18 de junho de 2013

Gosto muito deste relatório! Sempre que puder... vou lá!



Esta estirpe de “-ése-dês” radicais que se instalou no poder é muito fofa!
Chega a ser comovente a convicção com que acusam Sócrates e os seus ministros e secretários, de negociatas em têm também as mãos enterradas, num lamaçal que desde bem antes de Ferreira do Amaral na Lusoponte (para destacar apenas o mais “espectacular) já fez correr milhões para os bolsos dos ministros e “clientes” do PSD, senão mesmo para os cofres do partido.
Chega a ser enternecedora a tentativa de, com estas vistosas ameaças de criminalização de elementos do governo anterior, conseguirem desviar o olhar dos portugueses das suas diárias falcatruas, crimes sociais, terrorismo político, ilegalidades várias, miserável traição dos interesses nacionais... ... ... ...
Será que, já que estão com a mão na massa, não quererão fazer uns inquéritos assim igualmente “rigorosos e factuais” aos ex-ministros e secretários de Estado do PSD e do CDS, à bandalheira do que realmente se passou no BPN, ou então, para não terem que alargar tanto o leque e irem começando a aquecer concentrando-se numa única família:
1. À troca “milagrosa” da casinha algarvia do Cavaco...
2. Às acções “de favor” da SNL compradas pelo Cavaco...
3. Ao financiamento de muitos milhões de euros, pela banca, para a privatização do Pavilhão Atlântico (que até dava lucro ao Estado), financiamento concedido a uma empresa afogada em problemas com o fisco... pertencente ao genro do Cavaco???
Isso é que era “de valor”!!!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Vaga de fundo...


Já me tinha chegado aos ouvidos. Não que eu não tivesse muita vontade de ir ver ao vivo, quanto mais não fosse como pretexto para rever amigos e a sempre magnífica cidade do Porto... mas na verdade apenas ouvi dizer que a cena se repete, diariamente, já faz anos.
Estou a falar dos grupos de cidadãos portuenses que se juntam na Avenida dos Aliados *, exigindo... ou implorando (dependendo do feitio de cada um) o regresso do ex-presidente da Câmara, pelo PS, o senhor Nuno Cardoso.
Finalmente, ele foi sensível ao clamor popular... e decidiu candidatar-se à presidência da autarquia... como “independente”. Por imperativo de cidadania, evidentemente... e não, como alguns já comentam, para acudir à candidatura de Luís Filipe Meneses, que cai nas sondagens. Sobretudo, não para dinamitar a candidatura do Partido Socialista, sei lá... por um qualquer ódio pessoal ou desamor mal resolvido no passado.
Nããão!!! Cidadania pura! Transparente dever cívico!
Agora a sério... se há coisa que me desanima é assistir e este tipo de tristes espectáculos, em que políticos, que deviam ser os primeiros a defender a actividade política como a causa nobre que pode (e deve) ser, não hesitam em transformar essa actividade numa pocilga onde chafurdam tão energicamente, que é praticamente impossível alguém escapar aos salpicos “merdosos” provocados pela sua agitação. Mesmo os muitos que vão pela vida política, assim como na pessoal, coerentes e impolutos.
Detesto que tantos políticos acabem por dar razão aos cartunistas de todos os tempos que, como Bordalo Pinheiro, não têm pejo em recorrer à “facilidade” de enfiar tudo no mesmo saco, chamando “porca” à política... e "leitões" aos que dela se "alimentam".
Felizmente, apesar de uma mão cheia de fiascos protagonizados por alguns poucos que me foram apenas “próximos”... os amigos que tenho na vida política, fazem-me sentir bem... e com sorte por conhecê-los.
Não! Decididamente, corrupção não é apenas receber uns dinheiros por baixo da mesa...
* Aproveito para pedir desculpas a todas as pessoas da fotografia (enfiadas "à força" nesta estorieta), que fizeram do primeiro 1º de Maio em liberdade, em 74, num Porto radioso... um dia inesquecível!

sábado, 11 de maio de 2013

Isaltino Morais – Inexplicável... inesperado, chocante!



De repente, o título da notícia, caindo como uma bomba! De carnaval... mas bomba, ainda assim: “Isaltino Morais suspende mandato”.
Nããããoooo!!!!
A minha alma está pasma!
Foi alguma coisa que lhe disseram?
Amuou?
Passa-se alguma coisa de grave?
É verdadeiramente inexplicável... inesperado e chocante!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Eufemismos


Quantos mais eufemismos, como “produtos de risco”, teremos que suportar, no lugar da verdadeira designação deste fenómeno dos “SWAP”?
Na minha opinião ficaria tudo mais claro se lhe chamássemos:
Roubo
Pouca vergonha
Capitalismo de casino
Jogo na “dona branca”
... ou então, em alternativa, ser explicado a preceito, como fez o deputado Bruno Dias neste vídeo.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Saber demais


Quero acreditar que José Sócrates terá dito alguma coisa, bem lá mais para a frente, durante a sua looooonga narrativa sobre as "narrativas"... só que não fui capaz de chegar lá. A minha capacidade de respirar no vácuo absoluto é razoavelmente limitada. Paciência! Se for verdade que ele vai continuar a ser presença habitual na RTP... não faltarão ocasiões.
Assim sendo, regresso ao tema que tinha já pensado para hoje: “Saber demais”.
Os efeitos de se saber demais, seja qual for o género de conhecimento acumulado (e sobre quem)... pode ter resultados díspares e muito, muito variados. Apontarei apenas dois:
1. Os grandes matemáticos e cientistas em geral... tem, como a História relata, uma forte tradição de acabarem por enlouquecer.
2. O senhor Silva Carvalho, que passou anos a reunir conhecimentos sobre tudo e todos enquanto agente das "secretas", ainda que tenha feito um “intervalo” (durante o qual se tornou suspeito de vários crimes) para ir para o privado ganhar dinheiro vendendo precisamente esses conhecimentos... arranjou um belo tacho onde, muito provavelmente, apenas se lhe pede para “estar calado”.
Agora digam-me lá que o “saber” não ocupa “lugar”!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Generais Angolanos – Arriscar um julgamento... será inteligente?


Fomo-nos habituando à ideia, infelizmente, diga-se!, de altos dirigentes angolanos, generais e família do Presidente... são sinónimo de gigantescos negócios que nenhum vencimento, ou mesmo lucro legítimo explica. Fomo-nos habituando ao corrupio não só de todos esses, mas igualmente das esposas, que se organizam em aviões fretados para vir a Lisboa fazer compras, ou coisas ainda mais importantes, como ir ao cabeleireiro. Fomo-nos habituando a que os multimilionários apartamentos de vários milhões de euros, do novo Estoril-Sol e similares... sejam dos tais angolanos.
Isto, sendo uma constatação, não implica nenhuma generalização (nem poderia implicar!) sobre questões de honestidade e carácter da classe dirigente angolana.
Daí que seja perfeitamente normal que alguns generais possam estar, legitimamente, a defender o seu bom nome, nesta estória em que sete deles resolveram processar o autor angolano e a editora portuguesa, de um livro, “Diamantes de sangue: tortura e corrupção em Angola”, de Rafael Marques, onde se fala de prováveis crimes cometidos por alguns deles (alguém os terá cometido, que diabo!).
Não conheço de todo o autor do livro, não o li... mas espero que tudo venha a ficar em pratos limpos (ia dizer “preto no branco”... mas tive receio das reacções), tendo até uma razoável expectativa sobre se as investigações e apresentação de provas a que um julgamento certamente obrigará, fará recuar a História até à portuguesíssima família Soares... e ao seu alegado gosto por diamantes angolanos (quem sabe?!).
Com quem não posso deixar de estar solidário, é com Bárbara Bulhosa, a responsável da editora “Tinta-da-China”, agora arguida e com termo de residência, porque o facto de alguns generais angolanos não terem noção do que seja um Poder Judicial (quase) independente, como é o nosso, não lhes dá o direito de virem tentar intimidar quem resolva, no futuro, escrever, investigar, ou dizer o que quer que seja que não lhes agrade.
Seja como for, o meu lado anárquico gostou de ver que o omnipresente José Miguel Júdice é o representante dos generais... sobretudo porque ao imaginar o grande advogado brandindo espadas pela honestidade dos seus clientes, não pude deixar de me lembrar da famosa anedota em que o Bocage também defendia uma grande dama da sociedade, jurando a todos os presentes no salão:
- O traque que aquela senhora deu... não foi ela, fui eu!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Medina Carreira – Será que foi apenas incompetência policial?! *



Nos tempos idos de Salazar e Caetano, muitos portugueses, talvez para se demarcarem da vergonha internacional de termos uma “polícia” política formada por assassinos, como era a PIDE, ou formada de “capicuas” de bestas e cavalos ou de bestas e cães, como era a polícia de choque da PSP, ou formada pelas botas cardadas de brutos semi-analfabetos e alguns assassinos a soldo, como era a GNR... talvez para se demarcarem dessa vergonha, como dizia, embarcavam na “lenga-lenga” de que, “para compensar”, tínhamos uma das melhores polícias criminais do mundo... ou mesmo a melhor. Não se fazia a coisa por menos!
Deve ter entrado caruncho na estrutura da tal “melhor polícia do mundo”, a ver pelas tristes figuras que, desde há muito anos, andam a fazer.
À semelhança do que acontece com centenas de outras investigações, a operação “Monte Branco” (por estes dias a polícia esgota o seu talento na invenção de nomes para estas operações) arrasta-se há anos, sem grandes resultados à vista.
Em contrapartida, horas depois de Medina Carreira ser publicamente enxovalhado com inúmeras capas de jornais e títulos do calibre de “apanhado na rede”, ou ainda mais criativos, a "melhor polícia do mundo" conseguiu descobrir, afinal, que o homem não tem nada que ver com a estória desta operação “Monte branco”.
Na verdade, um tal Canas, um calhordas qualquer que se dedica às trafulhices bancárias ligadas à corrupção, às fugas ao fisco, à lavagem de dinheiro e o que mais vem à cabeça desta gente, trafulhices que envolverão vários corruptos e bandidecos comuns bem colocados no mundo dos negócios e de outros figurões, instalados de forma espúria na política e em cadeiras do poder, designava um dos seus “clientes” e cúmplice no crime, pelo nome de código de “Medina Carreira”... provavelmente por ele, tal como o original, falar de olhos fechados, ou ser rezingão, ou vá lá saber-se porquê.
E é nisto que estamos! Uma coisa que era, afinal, tão simples, “não se deixou descobrir” umas horas antes... a tempo de um ou mais agentes judiciais imbecis e jornalistas não menos imbecis que estes, não terem oportunidade de, mais uma vez, repetirem esta “graça” recorrente, criminosa, enxovalhante... e a que pelos vistos qualquer cidadão está sujeito.
Resumindo... como tem sido notório, Medina Carreira tem levado algumas caneladas neste blogue. Acho que é a primeira vez, e provavelmente será a última, que utilizo este meio para o “defender... mas tinha que ser!
* Ainda assim... fica a pergunta do título no ar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Orçamento de Estado - Votos à venda? E ninguém vai preso?


A fazer fé na parangona de capa do Público de ontem e no texto da notícia que lhe corresponde, «Novo empréstimo de 1100 milhões garante voto da Madeira no OE».
Se isto for verdade, desta forma nua e crua... então o cidadão que está algemado na fotografia logo abaixo... nunca passou de um malandreco que fez umas marotices com uns dinheiritos.
Se isto for verdade, desta forma nua e crua, se, mais uma vez, o dinheiro dos portugueses for usado para o Governo comprar votos no Parlamento... toda a estória tem apenas um nome:
Corrupção!