domingo, 17 de novembro de 2013

A propósito de uma réstia de luz...


Aberta uma nesga da porta... um pequeno beijo de Sol iluminou, dentro do grande espaço escuro, a criança e o seu tractor de brinquedo. Fico a pensar:
Quantas janelas e portas será preciso voltar a abrir, para que o Sol beije todo o país e todas as crianças?
Quanto tempo esperaremos até ver o Sol aquecer milhares de braços de trabalho de jovens com os seus tractores (a sério) nos campos? Com os seus barcos de pesca (a sério) no mar? Com as suas ferramentas (a sério) nas fábricas? Com escolas a sério, saúde a sério, cultura a sério, liberdade a sério... com a sua vida a sério - e feliz - reconquistada?
Quanto tempo levará a reconstruir tudo o que esta quadrilha vem destruindo há tantos anos?

10 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

O teu último post era o melhor, hoje este ocupou-lhe o lugar. Melhor e mais belo. Espero o próximo, a necessidade de ânimo para o empenho na luta justifica bem este pedido!

Obrigado, camarada e amigo.

augusta disse...

Perguntas bem... quanto tempo, camarada?... Sei que o tempo é relativo, mas olhando-o à nossa escala de vida, pois se a destruição é tamanha, pouco não o é de certeza. Muito é contudo o tempo que os temos aguentado.

Por quanto tempo ainda mais, lhes daremos tempo para mais destruir?...

um beijinho.

Maria disse...

Não consigo responder. Mas gostava que fosse a tempo de eu ainda ver...

Abreijo.

Adelino Ferreira disse...

Belo trabalho Samuel! O meu coloreto de sódio não resistiu à surpresa e caiu em goticulas. Foi um misto de alegria pelo que vi e ouvi no video e uma raiva pelo que as canalhas governativas têm condenado à miséria os portugueses.Acho que estavam quase todos, até aquele que pouco tempo viveu depois do 25 Abril, Adriano Correia de Oliveira.
E ainda andam por aí uns sucedâneos da Fec (ml), Mrpp,AOC e Pcp(R) Udp e outros esquerdelhos a discutir se o Álvaro fazia xixi nas fraldas quando era bébé.
Até sempre

filipe disse...

Um post muito bonito, feliz.
O tempo, sabemos, não é linear e uniforme, "estica" e "encolhe" na vida e na luta dos homens. Sabemos, há dias que "valem" por muitos anos e há muitos anos que não "valem" sequer um dia...
Moldemos também o tempo, com as nossas mãos, com as nossas ideias e ele tomará formas mais curtas e urgentes.
Nós também podemos/devemos "fazer" o tempo, tornando-o um tempo nosso!
Abraço.

Maria João Brito de Sousa disse...

Muito tempo, Samuel... tanto...


Abraço!

Reaça disse...

Vai durar mais de 39 anos a reconstruir, pelo menos!

do Zambujal disse...

Quantas portas e janelas é preciso voltar a Abril?

Boa, Cantigueiro,e um abraço de ida-e-volta (o Zambujal espera-te)

Carlos Fernandes disse...

Quanto tempo vai demorar não sei, mas quando já o Sergio Godinho respondeu há muito tempo
"quando pertencer ao povo o que povo produzir".

Um Abraço.

Graciete Rietsch disse...

Lindíssima fotografia!!
O Sol há de voltar para todos, tenho a certeza, embora não a tempo de eu o poder apreciar. Mas tive a antevisã

Um abraço.